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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

A mesma América

Polícias a cavalo transportam negro com uma corda

 

Mais uma imagem que nos envergonha. Vem de Galvestone, no Texas. Por acaso - ou talvez não - no mesmo Estado em que, dois dias antes, em nome da supremacia branca, um rapaz de 21 anos desatou aos tiros num supermercado, matando mais de 20 pessoas e ferindo outras trinta.

Donald Neely - assim se chama o homem negro - atado por uma corda a dois polícias montados em cavalos, é conduzido sob prisão à esquadra da polícia local...

Mais uma vez, isto pode nem ser Trump, já vimos imagens destas noutras presidências. Mas com Trump é mais fácil...

Sempre se minimizou a perigosidade de Trump justamente por ser na América. Das instituições. Da maior e mais avançada democracia. Dos "checks & balances". Mas, depois... temos imagens destas ... E o que temos para dizer é: "só nos Estados Unidos". Ou: "tinha de ser nos Estados Unidos". Na mesma América!

 

Tiroteios?

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A América voltou a ser palco de terrorismo, do seu terrorismo interno, alimentado a ódio e racismo, e servido pelo livre acesso a armas. Com um intervalo de escassas horas, no Texas e no Ohio, pelo menos 30 pessoas foram assassinadas. Mais de 50 ficaram feridas e há ainda um número indefinido de desaparecidos. 

Trump poderá não ser o responsável directo por estes actos de loucura criminosa que, na verdade, sempre aconteceram na América, sob qualquer presidência. Mas a forma como alimenta tensões sociais e espalha ódio, e como continua a defender o livre acesso a armas, a todo o tipo de armamento, alinhado com o lóbi da National Riffle Association, tornam difícil dissociá-lo por completo destes actos terroristas. Que, para Trump, nunca passarão de efeitos colaterais da sua purga rácica e, para a imprensa, de meros tiroteios à velha maneira do Far West.

Coisas dramáticas

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Há muito que tenho para mim que a Europa, depois de salva por duas vezes em pouco anos pelos Estado Unidos, começando por se acomodar à condição de protegida, acabou dependente absoluta dessa protecção, renunciando a qualquer juízo crítico, ignorando liminarmente qualquer conflito de interesses, e assumindo o trágico dogma que, se é bom para a América, é bom para a Europa. 

Este é um tema com pano para mangas, que talvez venha a abordar num destes dias. 

O problema dos fluxos migratórios, hoje central no futuro da Europa, não se pode dissociar dos interesses americanos que a Europa tomou de dores sem perceber que conflituavam com os seus mais básicos interesses geoestratégicos. E é extraordinário que, à beira da implosão, a Europa não perceba isto. Não deixa de ser dramático que Trump invoque o exemplo alemão para justificar os crimes que está a praticar na fronteira mexicana. E que Trump seja exemplo para aprofundar a crise na Alemanha, para a espalhar por toda a Europa e para acabar com o que resta da ideia europeia.

 

 

 

Ironia entre muros e barreiras alfandegárias

 

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Na véspera da abertura do campeonato do mundo de futebol, na Rússia, a FIFA anunciou os organizadores do certame em 2026 (o próximo, como se sabe e se tem dificuldade em acreditar, é no Qatar). Pode parecer irónico, mas a ironia não é o forte da FIFA: Estados Unidos, Canadá e México, vão acolher em 2026 a maior competição de futebol do mundo!

É pela primeira vez uma organização a três, mas não é aí que está a novidade. E muito menos a ironia, na semana em que Trump e Trudeau esfaqueram as suas relações de vizinhança. As de Trump com Peña Nieto, essas há muito que estão dilaceradas. Irónico será o futebol a circular livremente entre muros de betão e barreiras alfandegárias em verdadeira harmonia. Mesmo que já sem Trump...

Hoje, o mundo acordou mais perigoso!

 

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Não sei se hoje é o dia em que a política externa de Trump, se é que existia, mudou. Sei que o ataque americano desta madrugada na Síria é, mais que um enfrentamento, um afrontamento a Putin. Tido por aliado de Trump. Que, por sua vez, só apontava para a China quando lhe falavam de inimigos geo-estratégicos. E que acontece poucas horas antes de receber o líder chinês, com os olhos postos em Pyongyang...

Mas sei que o mundo hoje acordou mais perigoso!

E ao sétimo dia...

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...  Depois de uma primeira semana em rédea solta, o fim-de-semana começa a mostrar os primeiros travões a Trump. Não é só a rua, é o próprio sistema a reagir.

As instituições funcionam. Têm de funcionar!

E há todo um mundo para além da meia dúzia de admiradores de Trump. E há até quem se encarregue de mostrar que o terrorismo que se alimenta das suas ideias não é em nada diferente do outro. Porque terrorismo é simplesmente terrorismo

É verdade. É hoje!

Imagem relacionada

 

Chegou o dia que ninguém acreditava que pudesse chegar. Há 8 anos - a 20 de Janeiro de 2009 - poder-se-ia ter dito a mesma coisa. Mas não é da mesma coisa  que se está a falar...

Se há oito anos a surpresa estava na cor da pele do presidente em cerimónia de posse, hoje, a surpresa está na cor das ideias do presidente que vai tomar posse. Negras, mas muito mais negras que a cor da pele do seu antecessor. E bem capazes de mudar a face do mundo... Tanto, que muitos até acham que poderá ter começado hoje a terceira guerra mundial!

E não faltam razões para pensar assim. Trump já provou que, por maiores que sejam os disparates que diga, não os diz apenas por dizer. É mesmo para fazer. E o choque frontal contra a China, a anulação da NATO, a desvalorização das Nações Unidas, a mudança da embaixada americana de Telavive para Jerusalém, o muro do México, a hostilização da União Europeia, a negação do aquecimento global, e todos os  retrocessos incorporados no "Make America Great Again", só dão para admitir o pior.

Diz-se que, mais que divididos, os americanos estão arrependidos. Nunca um presidente tomou posse com tão baixos níveis de popularidade. Mas também nunca um presidente fora eleito com tantos (3 milhões) votos a menos que o adversário. Nem com ideias tão perigosas... E fala-se já num impeachement, a curto prazo. Não faltarão certamente razões, mas também não faltavam para que não fosse eleito!

 

 

 

Histórico? Ou simbólico?

 

Está a fazer-se História em Cuba, com a visita de Obama - diz-se. Poderá ser que sim, mas também poderá ser que não. Depende de muitos "ses", como sempre aconteceu com a História destes dois tão desiguais vizinhos. Se não tivesse sido o embargo americano... Se a estratégia não tivesse sido sempre a do golpe a seguir a cada golpe... Se não fosse a guerra fria... Se kennedy .... Se kissinger... E se tudo isto não tivesse afinal servido para reforçar e fechar ainda mais o regime cubano.

Esta é mais uma marca de Obama. Mas poderá não ser muito mais que exactamente isso: um símbolo, como muitos outros que deixou. Mas que se arriscam a nem como símbolos ficarem na História.

Brasil 2014 XXII - Desceu o pano sobre os oitavos

Por Eduardo Louro

 Di Maria e Messi festejam golo da Argentina

 

Argentina e Suíça abriram o dia da despedida dos oitavos de final do mundial, num jogo igual a tantos outros, com o favorito a não provar o privilégio de o ser.

A equipa europeia vestiu de vermelho e o hino era o da Suíça mas, apesar de ter jogadores melhores, bem podia estar de azul e chamar-se Grécia… A sul-americana foi a Argentina que se tem visto, igualzinha… Não tão má quanto a do primeiro jogo, cheia de defesas, mas nem por isso muito diferente.

Não admira por isso que na primeira parte as ocasiões de golo tenham sido uma raridade, e apenas para o lado da selecção europeia. Da Argentina, nada. Nem Messi!

E o jogo continuou assim na segunda parte, ainda com mais uma boa oportunidade para os suíços. Até se chegar à hora de jogo.

Não que alguma coisa tenha mudado na Argentina – a teimosia é um dos mais apreciados atributos dos treinadores, mas este seleccionador argentino não precisava de levar tão longe a sua admiração por Paulo Bento – mas porque o adversário começou a cair fisicamente. O vai e vem começou a ser mais difícil, e a Suíça começou a mostrar outro produto: queijo, com uns buracos à vista, em vez do relógio, certinho.

Mas nem isso valeu aos argentinos. E como Messi apenas apareceu em duas ou três ocasiões, lá veio mais um prolongamento. Não menos penoso que todos os outros…

Di Maria continuou a ser o melhor, e a merecer o golo, que o nosso conhecido Diego Benaglio não merecia sofrer. No último minuto!

Nos três minutos de compensação, com um coração do outro mundo, a Suíça jogou com Benaglio na área adversária, e podia ter empatado. Teve ainda uma bola no poste…

Sorte para a Argentina, que Sabella não merece. Nem essa nem a de escolher jogadores num dos maiores e melhores viveiros do planeta!

No outro jogo, que fez cair definitivamente o pano sobre os oitavos, voltamos a ter oportunidade de nos lembrar de Paulo Bento e dos seus rapazes. Eram eles que ali deviam estar…a correr e a lutar como aqueles!

Mas eram os americanos que lá estavam. Com a Bélgica, aquela promessa de grande selecção a parecer interessada em chegar lá. E o jogo foi muito disso, com os americanos a fazerem lembrar o jogo com os portugueses, - muito longe da equipa que os ganeses tinham dominado – até mesmo na exploração do corredor direito. Mesmo que sem o buraco que Raul Meireles, Miguel Velosos e André Almeida abriram, e mesmo que sem Johnson, o pulmão daquela asa, substituído por lesão. E os belgas, particularmente na segunda parte, porque na primeira não foi tanto assim, a projectarem-se para bem perto do que se pode esperar do somatório dos seus valores individuais.

E já que se fala de promessas deve já dizer-se que este foi um jogo que, sem ter prometido muito, cumpriu tudo. Pode não ter sido técnica e tacticamente um grande jogo de futebol mas foi, no fim dos 120 minutos que teve, um espectacular e emocionante jogo de futebol. Daqueles que nos fazem vibrare que tenderemos a não esquecer!   

As oportunidades iam-se sucedendo mas, ora por alguma inépcia dos belgas, ora pela excelência das intervenções de Tim Howard – que grande exibição do veterano gurada-redes americano – os golos é que não. Curiosamente seria dos americanos o mais clamoroso dos falhanços, já nos últimos segundos do tempo de compensação.

E lá veio mais um prolongamento, o sexto, em oito jogos!

E Lukaku, o jovem belga que o Chelsea anda a emprestar a uns e a outros. Que tomou conta da história do jogo, a construir o primeiro golo logo a abrir, concluído por Kevin de Bruyne e, em inversão de papéis, a marcar ao fechar da primeira parte.

Parecia que tudo ficava resolvido. Nada disso, porque este era um jogo de emoções. Klinsmann lançou um miúdo de 19 anos - viu, Paulo Bento?-, Green, que logo marcou mudando por completo o jogo. Que afinal até podia ter tido um resultado diferente!

Brasil 2014 VI

Por Eduardo Louro

 

 

O jogo do descalabro da selecção portuguesa – ou da súbita queda na real? – apenas abriu o dia de ontem, que teve o jogo de encerramento da primeira jornada do grupo F - entre o Irão, de Carlos Queiroz, e a Nigéria – e o segundo jogo do nosso grupo, com maiores expectativas. Pela qualidade dos intervenientes, mas também pelo que nele se projectava do desaire da selecção nacional.

O primeiro revelou duas equipas muito fracas, com a Nigéria a defraudar as expectativas e o Irão a dar o que pode, que é muito pouco. Tão pouco que foi fortemente assobiado, o que permitiu, a quem já se tinha esquecido, recordar o mau feitio de Queiroz… Não serviu para muito mais que perceber que a Argentina e a Bósnia têm o apuramento decidido, como já se sabia.

Do outro jogo do nosso grupo não vieram boas notícias. Desde logo pelo resultado, que não foi o empate… Mas isso nem terá sido o pior, porque a haver um vencedor, pelo que se viu e em teoria, o melhor mesmo foi que ganhasse a selecção americana.

Más notícias mesmo são a intensidade de jogo que ambas as equipas revelaram, e em especial a africana. Se a grande dificuldade das selecções africanas é mesmo a de conseguirem tornar-se numa equipa, esta selecção do Gana não ultrapassa só essa dificuldade. Mais que uma equipa, é mesmo uma grande equipa… Como já se sabia dos dois últimos mundiais, sempre em crescendo: oitavos de final na Alemanha e quartos na Africa do Sul!

Os Estados Unidos entraram a ganhar, com um golo aos 30 segundos, num dos momentos – que também os tem – em que o Gana sofreu da ingenuidade africana. E a partir daí mostraram que sabiam defender… Defenderam, sempre bem e nem sempre apenas lá atrás. Se bem que muitas vezes lá atrás. Até que, já bem dentro dos últimos dez minutos, através de uma jogada fantástica, do melhor que até agora se viu na competição, os africanos conseguiram finalmente vencer aquela defesa.

Chegado ao empate, com uma perspectiva de pelo menos 10 minutos ainda para jogar, o mais provável era que o Gana embalasse para a vitória. Mas, 4 minutos depois, na sequência de um canto consentidíssimo – o defesa calculou mal, deixando sair uma bola que julgava pertencer-lhe –, os americanos fizeram o golo e arrecadaram os três pontos, ganhando desta vez ao adversário que os afastara nos dois últimos Mundiais.  

Por que é que não foram boas as notícias deste jogo?

Porque mostrou dois adversários muito fortes para aquilo que parece poder a selecção nacional nesta altura. Porque no próximo jogo, no domingo, o empate garante praticamente o apuramento aos americanos. E defender é coisa que mostraram saber fazer. E bem!

Por que é, a haver um vencedor, o melhor seria que fosse os Estados Unidos?

Porque é o próximo adversário da selecção nacional, deixando desde logo claro que só a vitória nos serve. Não há qualquer dúvida, é ganhar ou … ganhar. E ganhando, como é provável que a Alemanha ganhe todos os seus jogos, chega ao último jogo com os africanos já afastados e com os níveis de motivação em baixo…

Tudo seria diferente se o Gana tivesse ganho o jogo, como amplamente fez por merecer!    

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