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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Intervalo para a Taça

Decisivamente a Taça não é para o Benfica. Não. O Benfica não foi eliminado, não é isso. Apenas não parece a mesma equipa nos jogos desta competição.

Esta noite, de volta ao Estoril três dias depois, não jogou tão pouco como na eliminatória anterior, nas Caldas da Rainha. Nem passou pelos problemas que aí criou a si mesma. Mas nem por isso deixou de voltar a estar muito distante do nível apresentado no campeonato e na Champions. 

Não há dois jogos iguais, diz-se no futebol. Mas este foi muito diferente daquele de há três dias, para o campeonato. Se não tem a ver - não pode ter - com qualquer parti-pris com a Taça,  o sub-rendimento da equipa, e de praticamente todos os jogadores individualmente, terá que ter alguma coisa a ver com algum facilitismo induzido pelo que fez no jogo do passado domingo.

E no entanto Roger Schemidt não foi em cantigas, não facilitou. Ao apresentar o que tem sido o onze titular, sem sequer prescindir de Vlachodimos, contrariando aquela velha teoria da rotação dos guarda-redes, o treinador disse claramente que não contava com facilidades. Mas não deve ter conseguido passar essa ideia aos jogadores. 

Notou-se logo pela entrado no jogo. O Estoril entrou a empurrar o jogo para o campo dos duelos na disputa da bola, e manteve-o assim durante todo o primeiro quarto de hora. Os jogadores do Benfica perderam praticamente todos esses duelos, o que permite admitir que Schemidt não tenha mesmo conseguido passar-lhes a ideia.

É verdade que, esgotado esse primeiro quarto de hora o jogo de duelos acabou, e o Benfica passou a controlá-lo em absoluto.

A viragem coincidiu com o remate de Grimaldo à barra da baliza do Dani Figueira, em mais um pontapé de excelência, na cobrança de um livre, mesmo à entrada do segundo quarto de hora da partida. O melhor período do Benfica, com três grandes oportunidades para marcar, a última com Rafa, isolado, e com tudo para marcar, a optar pelo poste mais próximo e a acabar por não acertar na baliza.

A partir daí, com o Estoril cada vez mais fechado - como nunca estivera no jogo do passado domingo - passou a ser notório que faltava inspiração, e até velocidade, aos jogadores do Benfica.

Logo no início da segunda parte, numa das poucas transições rápidas que o Benfica conseguiu realizar no jogo, Rafa, isolado, foi travado em falta pelo Chico Geraldes, obrigando o árbitro Veríssimo a deixar o Estoril reduzido a 10 jogadores. Se já só defendia, a partir daí só defendeu ainda mais.

O Estoril defendia com todos lá atrás. Ao Benfica faltava inspiração para abrir espaços, e eficácia para concluir nas jogadas em que os conseguia. E foi preciso que o guarda-redes do Estoril socasse mal uma bola, e que Neres fosse por uma vez bafejado pela inspiração que não abundava para, numa bicicleta espectacular, marcar o golo que valeu o apuramento, mas que nem por isso desbloqueou o jogo. 

Faltava pouco menos de meia hora para o fim. E foi uma meia hora igualzinha à anterior. Com controlo absoluto do jogo, mas só isso!

Agora é só esperar que regresse o campeonato. E a normalidade ao futebol do Benfica. Porque depois vem a interrupção para o Mundial. E, depois, sabe-se lá o que virá!

Futebol para todos os gostos

Mais uma exibição categórica do Benfica, e mais uma goleada, no regresso ao nosso campeonato, depois da brilhante noite de Haifa.

Hoje, na Amoreira, frente ao Estoril, o Benfica fez uma nova demonstração que tem futebol para todos os gostos. É impossível não gostar deste futebol que a equipa apresenta, jogo após jogo!

Tem futebol para quem gosta dele jogado ao primeiro toque. Para quem gosta dele intenso e pressionante. Para quem gosta dele mais rendilhado. Para quem gosta dele imprevisível. Para quem gosta dele em ataque continuado. Para quem gosta mais dele em transição e vertigem. Para quem gosta dele carrossel. E até para quem só gosta de golos. Rigorosamente para todos os gostos!

Tem tudo isto, este futebol do Benfica, como hoje ficou mais uma vez demonstrado. Mas tem mais que isto. Tem uma imensa, como a chama, capacidade competitiva. E uma insaciável fome de golos.  

Tem todos os jogadores numa condição física incomum, e numa condição mental à prova de bala. Por isso, jogue quem jogar, tudo sai bem.

Só assim se compreende o resultado de Haifa. E só assim se compreende que, esta noite, a ganhar por três, nunca tenha abrandado. Que, a ganhar por quatro, ninguém tenha pensado em descansar. Que, a ganhar por cinco, tenha acabado a partida num ritmo competitivo como se o jogo, que tinha de ganhar, estivesse empatado.

A entrada no jogo foi a esperada. Com o Benfica a começar logo a tomar conta dos acontecimentos, e o Estoril a correr atrás da bola pelo campo todo, e a tentar fazer o campo curto. Aos 3 minutos já o Benfica perdia a sua primeira grande oportunidade de golo, no primeiro alarde do grande futebol que tinha para apresentar. A extraordinária abertura de João Mário, foi complementada por uma grande desmarcação de Musa, que rematou para a bola rasar o poste esquerdo da baliza adversária. A ameaça despertou o Estoril que, praticamente de imediato, na primeira vez que passou do seu meio campo, poderia ter marcado, não fosse a excelente defesa de Vlachodimos perante um adversário isolado. A dar golo, seria eventualmente anulado  - o lance deixou dúvidas de fora de jogo e ainda de domínio da bola com a mão. 

Mas animou os jogadores do Estoril, a ponto de os pôr a correr ainda mais, e a colocar ainda mais intensidade e poder físico na disputa dos lances. A maturidade e a solidez do futebol do Benfica tem resposta para tudo, e também a tem para a fase do jogo que isso implicava. E pegou no jogo de outra forma, acalmando-o e circulando a bola para esgotar esse tipo de reacção, e partir depois para novos e sucessivos assaltos à baliza dos canarinhos.

A meio da primeira parte já estava de novo tudo sob controlo. E começaram a surgir os golos. Primeiro de Musa, hoje titular por impedimento físico de Gonçalo Ramos, respondendo com um perfeito golpe de cabeça a um grande cruzamento de Grimaldo. O que pouco antes não tinha feito Chiquinho, pela primeira vez titular, em vez do lesionado Aursenes, desperdiçando a segunda oportunidade do encontro.

Logo depois, cinco minutos apenas, surgiu o golo de estreia no campeonato do menino António, na sequência de um canto e ... de calcanhares. Assistência de calcanhar de Chiquinho (sim, até ele está a revelar dotes desconhecidos na utilização do calcanhar), e finalização no calcanhar do menino. Tomou-lhe o gosto e, de novo no seguimento de um canto, 10 minutos depois marcou o seu segundo golo. O terceiro com que o resultado foi para o intervalo. Pelo meio, Musa cortou uma bola para a trave da baliza de Vlachodimos, e evitou o golo ... e o canto. Dois em um. Na resposta, contra-ataque exemplar do Benfica, com Enzo a acertar no corpo do guarda-redes Pedro Silva.

Três a zero não é razão para descansar. É apenas razão para continuar a procurar mais golos. E foi essa a história da segunda parte, feita de sucessivas oportunidades de golo. E de golos.

No primeiro quarto de hora foram três as vezes em que o golo esteve iminente. A última no remate ao poste de Musa, pouco ante de substituído por Henrique Araújo, na tripla substituição que incluiu ainda Chiquinho por Diogo Gonçalves, e Rafa por David Neres. Que, acabado de entrar, lançou João Mário - que acabara de, isolado, fazer passar a bola ligeiramente por cima da barra -  para a cara do golo. E foi o quarto.

Logo a seguir Pedro Silva negou o golo a Henrique Araújo. E depois foi o VAR a negar-lhe o mais espectacular dos golos do jogo, chamando o árbitro Nuno Almeida a ver um fora de jogo de Florentino. Que não tocou na bola, mas ameaçou tocar-lhe. Mesmo que bem assinalado, não deixa de ser quase criminoso anular um golo daqueles. De uma execução (a imagem diz tudo) soberba!

Não contou esse extraordinário golo, mas contou outro. Três minutos depois de substituir Grimaldo, Ristic fez então o quinto, aos 89 minutos, num espectacular remate. Uma bomba, do meio da rua!

O resultado parecia estar encontrado - uma goleada de 5-0, que poderia ter sido de oito ou nove. Só que, já na compensação, uma escorregadela de Enzo acabou por deixar Serginho isolado frente ao surpreendido Vlachodimos, que não conseguiu evitar o golo. O primeiro que o Benfica sofreu fora de casa neste campeonato. Alguma vez teria de ser!

Acabou por ser quando menos se esperava. Mas também quando menos prejuízos causou! 

 

Copo meio cheio ou meio vazio?

Com meia casa na Luz, no segundo jogo consecutivo em casa no regresso ao campeonato depois da vitória em Amesterdão e de se ficar a saber que o Liverpool é o freguês que segue nos quartos de final da Champions, o Benfica recebeu o Estoril. Tem sido em casa que as coisas têm corrido mal - ou pior, para bem dizer, porque tem corrido mal praticamente em todo o lado - mas hoje não havia que lembrar isso. Hoje importava saudar a equipa pelo feito na Champions, e ajudar a encaminhar os jogadores no rumo para a recuperação.

Por isso não faltou apoio à equipa, como de resto também não tem faltado. Não tem sido por aí que as coisas têm falhado.

A verdade é que hoje voltaram a falhar, acabando por se salvar o resultado - melhor, os três pontos da vitória. Nem deu para ficar com aquela sensação que a equipa até entrou bem no jogo, porque logo aos oito minutos o Estoril só não marcou porque a bola bateu no poste esquerdo da baliza de Vlchodimos. Que, logo a seguir, evitou o golo do espanhol Sória, com uma grande defesa. E seguiram-se mais de vinte minutos de de falso equilíbrio no jogo porque, se na verdade o Estoril não voltou a desfrutar de de oportunidades de golo - já tinha tido as mais flagrantes - estava melhor no jogo, controlando-o e jogando até de forma mais vistosa.

O Benfica era então um deserto de ideias, e tacticamente cheio de equívocos. O maior desses equívocos é já estrutural: os jogadores da defesa, com medo das suas costas, não sobem; e os do meio campo, com medo da defesa, encostam-se a eles atrás, deixando uma cratera entre os avançados e o resto da equipa. Nessa cratera jogam os adversários, à vontade, sem qualquer tipo de pressão. 

É assim sempre, não foi só hoje. Só não é assim quando jogam todos a defender, como em Amesterdão. Aí já não há costas dos defesas, e os do meio campo e os da frente estão juntinhos numa única linha, encostados aos defesas. 

Outro equívoco é Meité a jogar ao lado de Weigl. A defender e a segurar a bola, em registo puramente defensivo, é útil. Viu-se como o foi com o Ajax, na passada terça-feira. Fora desse registo é um travão. Não reconhece os momentos do jogo, acha que o seu papel é apenas o de segurar e prender a bola. E por isso mata à nascença qualquer transição ofensiva rápida. Se a bola lhe chegar, e na zona do terreno que ocupa é difícil que não lhe passe ali perto, é garantido que o adversário tem todo o tempo para se recolocar defensivamente.

Estava o jogo nisto, com a equipa do Estoril confortavelmente instalada no jogo a cobrar mais um canto, quando Rafa interceptou a bola, junto à linha lateral da grande área defensiva. Com um primeiro drible tirou da frente o primeiro adversário, o destinatário da bola no canto, e olhou à volta. Não apareceu ninguém a quem passar a bola, e resolveu arrancar por ali fora, sozinho. Correu, correu, correu ... sempre com a bola nos pés. Passou por um, dois, três ... Quando acabou de passar por todos,  já só restava o guarda-redes. Estava demasiado encaminhado para a esquerda, e o Dani Figueira tinha-lhe fechado o  ângulo de remate, mas conseguiu encontrar engenho e arte para lhe colocar a bola fora de alcance.

Um golo do outro mundo. Só ao alcance de Maradona. Ou de Messi. Poborsky também fez com o manto sagrado uma coisa muito parecida. 

Um golo destes nunca se imagina que possa acontecer. Aconteceu neste jogo, e só poderia acontecer num jogo jogo como este. O relógio marcava o minuto 34.

Até ao intervalo a equipa pareceu ficar contagiada por aqueles segundos mágicos que Rafa demorou a ir de uma baliza à outra, e teve então o seu melhor período. Mesmo assim apenas por uma vez esteve próxima do segundo golo, por Gonçalo Ramos.

À entrada para a segunda parte foi o Estoril que voltou à carga, e Vertonghen salvou o golo do empate em cima da linha de golo. O que parecia ser o regresso do Estoril ao comando do jogo acabou por ser liquidado por Gonçalo Ramos - definitivamente um valor confirmado - que aos 8 minutos fez o segundo golo. Iniciou e concluiu a jogada com o golo, depois de tabelar com Gilberto.

O Estoril sentiu o golo, como sentira o primeiro. E o Benfica começou a levantar a questão do copo meio cheio ou meio vazio. Se quisermos ver o copo meio cheio, diremos que vinha de um jogo super desgastante, de elevada exigência, e que, por isso, teria que entrar em regime de controlo. De poupança. E iremos buscar aquela estória do acrescido grau de dificuldade dos jogos pós Champions. Se virmos o copo meio vazio, diremos que a equipa voltou a fazer uma demonstração de falta de ambição para partir para uma exibição e um resultado galvanizador e, depois, de falta de qualidade para assegurar o controlo dos jogos. E diremos que esta equipa nunca marca mais de dois golos. E que sofre sempre pelo menos um.

O golo de André Franco, praticamente no último lance do jogo, e até a sua própria exibição, se calhar leva-nos a ver o copo meio vazio.  

 

 

Que filme!

Falava-se de um jogo difícil para o Benfica, nesta curta deslocação ao Estoril. Ia defrontar o quarto classificado do campeonato, que é dado como uma boa equipa, com um futebol positivo e bem jogado. Não foi no entanto um jogo difícil de ganhar, o que vimos. Não vimos um adversário a justificar os créditos que lhe eram atribuídos, não vimos uma equipa do Estoril de grande competência, nem nunca vimos um jogo que levantasse grandes dificuldades ao Benfica. 

O que vimos é aquilo que temos visto - uma equipa do Benfica incompetente, a criar a si própria as dificuldades que o adversário não lhe coloca. Se é um adversário que se fecha lá atrás, o problema é que só defende e o Benfica não consegue criar espaços para o desequilibrar. Se, pelo contrário, como fez o Estoril, o adversário joga no campo todo, o Benfica não consegue atacar os espaços que ficam livres. Este Benfica é preso por ter cão, e preso por não ter cão. É sempre preso!

Na verdade nunca, em nenhum momento do jogo, vmos que fosse um jogo difícil. Para que fosse ainda mais fácil, o Benfica marcou logo a abrir o jogo. De canto, por Lucas Veríssimo, ainda não estava esgotado o segundo minuto de jogo. Tudo fácil!

As dificuldades começaram a ser criadas pela própria equipa, logo de imediato. Com aquele futebol do costume, de passo para trás e para o lado, de jogo morno e adormecido, a deixar passar o tempo. A atacar o relógio, em vez de atacar o jogo. 

Com um adversário inofensivo, espalhado pelo campo mas sem chegar à baliza de Vlachodimos, o Benfica ia trocando a bola sem sair do mesmo sítio, com os jogadores parados à espera que a bola lhe chegasse aos pés. Sem um rasgo, sem uma desmarcação, sem nunca atacar o espaço. Sem dinâmica colectiva, como onze jogadores que se encontram por acaso para um jogo de futebol. Como se durante a semana não tivessem horas de treino diário pela mão do mais caro treinador de sempre em Portugal. E um dos mais caros do mundo. Este é o take 1 do filme. 

No take 2, os avançados pressionavam a saída de bola do Estoril, mas os médios ficavam vinte ou trinta metros mais atrás. Eram presa fácil para os defesas do Estoril, que depois batiam a bola na frente, sobrevoando o meio campo, onde encontravam os seus avançados em igualdade numérica com a defesa encarnada. Que normalmente ganhava a primeira bola, sobrando depois a segunda para o meio campo estorilista. Que depois a perdia por não saber muito bem o que fazer com ela.

Nos intervalos era Rafa, como sempre tem sido, o úníco a procurar desequilibrar, romper com a bola e dar uma sapatada naquela dormência. Mas Rafa não dá para tudo, mesmo que às vezes até pareça que dá. Não pode atacar uns espaços, descobrir outros, criar e finalizar. Nem ele nem ninguém.

Depois vem o take 3, dedicado às substituições. Aí, o realizador tem a tarefa simplificada. Mas só em metade. Há cinco substituições para fazer, e escolher os cinco que saem é muito fácil. Se há oito ou nove que não estão lá a fazer nada, é muito fácil acertar em cinco. Aí Jorge Jesus acerta sempre. Já só tem para errar nas escolhas para entrar, mesmo que aí também se perceba, por tudo o que tem feito até aqui, que não tem muito por onde acertar. Estão todos fora de forma, e em miserável condição mental.

Pizzi e Rafa não podem jogar juntos, garante o mestre. Não defendem. Mas, Rafa com Everton, já pode ser. Então entra o Everton. E quando chegar a vez de Pizzi entrar tem de sair o Rafa. Mesmo que continue a ser o único que justifica estar em campo. Mesmo que tenha acabado de criar mais uma das poucas situações de possível golo.

É este o filme que vi. Um filme que se repete a cada jogo, sem uma surpresa, nem um momento de suspense. É sempre o mesmo, só muda o nome. Este poderia chamar-se "quem com ferros mata, com ferros morre". Ao segundo minuto do início marcou, de canto, por um central. Ao segundo minuto do fim, sofreu o golo do empate, por um central. Pelo meio, simplesmente medonho. No fim, só o estrondo da queda de primeiro para terceiro. Quedas com estrondo é tudo o que pode ser anunciado nos próximos números desta saga de terror que Jesus criou especialmente para o Benfica!

 

Na final, naturalmente … mas

 

O Benfica está, com toda a naturalidade, na final da Taça de Portugal, onde irá encontrar a equipa que melhor joga em Portugal, o Braga, que ontem eliminou categoricamente o Porto, depois de meia hora de grande futebol, interrompido por uma expulsão, se não manhosa, muito discutível.

Com a vantagem de 3-1 trazida do Estoril, e mesmo pela condição do adversário, do segundo escalão do futebol nacional, o que faltava era mesmo que o Benfica não conseguisse atingir esse objectivo de finalista da Taça. Daí a naturalidade do apuramento para a final. E não falo do sorteio, porque disso não tem o Benfica qualquer culpa. Se todos tivessem feito o que fez - ganhar aos seus adversários - esta meia final não teria estado o Estoril, como sabemos.

O jogo não foi nada estranho, foi um jogo de sentido único, e de domínio absoluto, e por vezes avassalador, do Benfica. Estranhas são as sensações que ficaram de uma exibição que não se pode deixar de qualificar como interessante, mas que não permite projectar grande entusiasmo para o que aí vem, e em particular para atacar o segundo lugar do campeonato. 

O Benfica fez muitos remates, criou muitas oportunidades de golo, mas só marcou por duas vezes, no fim da primeira parte, e no fim do jogo. Mas não é esse, o do tempo, o único traço comum entre os golos. Nem o que mais releva, porque os golos têm o mesmo significado no início, no meio ou no fim de cada uma das partes do jogo. O traço que une os dois golos, e que releva, é outro: ambos só foram possíveis quando os seus marcadores gozaram de todo o espaço do mundo. Coisa que, como se sabe, raramente acontece, e mesmo hoje só aconteceu nessas duas ocasiões. Sem espaço, com os rematadores sujeitos a marcação cerrada, o Benfica não conseguiu marcar.

Poderá dizer-se que é sempre assim. Que só se marcam golos se se criarem espaços para isso. Mas o espaço que foi preciso para fazer aqueles dois golos muito raramente existem nos jogos do Benfica. No primeiro, Gonçalo Ramos estava sozinhíssimo na área do Estoril porque o adversário cometeu um erro na saída de bola. Um erro provocado pela pressão do Benfica, é certo. No segundo, Waldschemidt concluiu um contra-ataque de cinco contra dois.

Claro que há mérito nestes dois tipos de lances. De resto os maiores pecados do futebol desta equipa de Jorge Jesus têm mesmo sido as transições, defensivas e ofensivas. E não é por acaso que este foi o primeiro golo da época em contra-ataque, ou em transição ofensiva rápida, como agora se diz. 

Mas não deixa de ser preocupante que só nestas raríssimas condições de espaço o Benfica tenha conseguido marcar. Como não deixa de preocupar o contínuo desperdício da qualidade de Waldschemidt (o golo não é nada fácil, até porque não nasceu do aproveitamento dos tais cinco contra dois). Se um treinador não consegue potenciar o aproveitamento de um jogador destes...

Melhoras que revelam doença

 

É um Benfica em crescendo, este que hoje se apresentou na Amoreira, para dar início à discussão com o Estoril do acesso à final do Jamor. Notam-se - notaram-se - algumas melhoras, mas também se nota que permanecem os pecados capitais do seu futebol. 

Claro que quando a equipa está mal, quando defende mal, quando os jogadores jogam devagar, devagarinho e parados, quando falham passes e recepções, acaba por não revelar tão flagrantemente esses pecados. O que salta aos olhos é a falta de movimentação, a apatia, os erros grosseiros e a descrença. Só quando essas limitações desaparecem é que podemos ver então o resto, aquilo que é mais estrutural no futebol de Jorge Jesus.

Os jogadores não são tão maus como se pinta, e é normal que, contra equipas como esta do Estoril - o tomba-gigantes desta Taça, que se bateu muito bem, que sabe defender como a maioria das equipas da primeira liga e que sai em transições melhor que muitas dessas -, estando a um nível físico, técnico e mental aceitável, a sua valia venha ao de cima. Às vezes podem até dar a ideia que estão a fazer uma bela exibição.

O jogo de hoje no Estoril retrata bem aquilo que quero dizer. 

Comecemos pela entrada no jogo. Nos primeiros dez minutos a bola esteve na posse dos jogadores do Benfica perto de nove. Perto dos 90% a posse de bola. Os jogadores passaram e receberam bem a bola e ela circulava entre eles. Mas nem um remate, o primeiro do jogo foi do Estoril que, nesse período, tiveram a bola cerca de um minuto. Que lhes deu para a recuperar duas ou três vezes e ainda para fazer um remate. Nesse mesmo período o Benfica até criou uma oportunidade clara de golo, quando Darwin surgiu isolado frente ao guarda-redes adversário e tentou passá-lo, para entrar com a bola pela baliza dentro.

Não foi muito diferente o resto da primeira parte. Remates, só de Rafa, hoje claramente infeliz nesse capítulo. Na única vez que acertou na baliza, já na fim do primeiro quarto de hora da segunda parte, o golo foi anulado, por fora de jogo. Que não pareceu nada, e que mais dúvidas deixou quando as famigeradas linhas deram por 10 centímetros um fora de jogo que o fiscal de linha tinha assinalado com convicção só comparável ao que pareceu ser o erro.

Um futebol que até poderia ter parecido bonito em alguns momentos, mas confrangedoramente estéril. E repetitivo, de passe para o lado e para trás, uma e outra vez, sucessivamente. Alas que em vez de irem à linha de fundo, para abrir espaços, fogem para o meio, onde não os há. Quando lá chegam, ou perdem a bola ou voltam com ela para trás.

Se tinha sido o primeiro a rematar, não admiraria que o Estoril fosse também o primeiro a marcar, precisamente a meio da primeira parte. Bastou-lhe chegar uma vez à área do Benfica, numa jogada, de resto, muito bem concebida. Jorge Jesus chama-lhe azar. Pode até ser, mas aquele futebol é muito propício a azares.

Aí já Rafa rematava. A rasar o poste e à barra. 

O golo intranquilizou os jogadores do Benfica, que pareciam voltar a entrar na espiral de desacerto que parecia ter ficado para trás. Salvaram-se por pouco. Só nos últimos cinco minutos da primeira parte a equipa voltou a mostrar que aparentava melhoras. Primeiro foi Pizzi, com um grande remate à engrada da área, a estar perto do golo. Logo a seguir foi o guarda-redes do Estoril a negar o golo de Darwin. Que finalmente marcou, empatando o jogo, já em cima do minuto 45. 

Na segunda parte o jogo foi mais rasgadinho, e também mais repartido. E começaram as mexidas nas duas equipas que, para o lado benfiquista, desta vez até correram bem, com destaque para Taarabt, Seferovic e Weigl, bem melhores que Gabriel, Pedrinho e Everton, que teimam em desiludir. Para além de refrescarem a equipa.  Poucos minutos depois de entrar em campo Seferovic rematou ao poste, e outros tantos depois, marcou, consumando a reviravolta.

O Estoril subiu no terreno, e passou a deixar mais espaços na suas costas. Os sinais de melhoras também vêm do terceiro golo, com Taarabt justamente a aproveitar esse espaço numa transição rápida, como há muito se não via, para assistir Darwin. A bisar.

O caminho para o Jamor está aberto. Para melhores exibições, também parece. Para o sucesso é que é preciso mais. 

 

 

Cumprir calendário sem cumprir os mínimos

Benfica apresenta-se no Estoril com o mesmo onze que perdeu a liderança 

 

Depois da derrota no clássico da Luz, que acabou com o sonho do penta, o Benfica apareceu hoje no Estoril (com bancadas seguras e sem quaisquer riscos para os adeptos) para cumprir calendário. Se não foi assim, foi isso que pareceu!

A primeira parte foi do que de mais fácil o Benfica encontrou nesta época. O Estoril não se remeteu à defesa, distribuiu-se pelo campo todo e, com isso, sobrou espaço para os jogadores do Benfica jogarem à bola ... em ritmo de cumprimento de calendário. As facilidades eram tantas, e de certa forma tão inesperadas, que a ideia que se instalava era que ... não havia problema. De resto, com os pequenos nunca há problema, pensava-se. Problemas é com os grandes, aí é que não há volta a dar...

Fez um golo - Rafa, aos 10 minutos - e poderia ter feito mais três ou quatro, para além da (péssima) arbitragem de Hugo Miguel ter deixado por assinalar um penalti contra o Estoril, e de lhe ter permitido continuar a jogar com onze, ao perdoar, nesse lance mas já pela segunda vez, a expulsão ao defesa esquerdo, Ailton. 

Ao intervalo o resultado não era apenas escasso. Era perigoso, e mais perigoso ainda pelas facilidades que o jogo tinha evidenciado.

O arranque da segunda parte confirmou esss perigos. O Estoril apertou e o Benfica cedeu. Aos 5 minutos chegou o primeiro grande aviso, com o golo estorilista. Não contou, o marcador estava em fora de jogo, mas ficou o susto. 

O jogo nunca mais foi o que fora na primeira parte. Abriu ainda mais, partiu-se, como se diz em futebolês, e o Benfica passou a ter oportunidades umas atrás das outras, na maior parte dos casos na sequência de transições rápidas, na resposta aos ataques do Estoril. Todas sucessivamente falhadas, fosse na cara do guarda-redes, fosse com a baliza aberta. Rafa poderia ficar lá toda a noite sozinho com guarda-redes do Estoril que não marcaria. Desesperante!

Pelo meio o Estoril empatou, à entrada do segundo quarto de hora. E menos de 5 minutos depois já a bola batia no poste da baliza de Varela. Se na primeira parte a ideia era "que não havia problema", agora era que uma equipa que falhava tantas e tão claras oportunidades de golo não merecia ganhar o jogo.

Essa ideia ia ficando mais consolidada à medida que nos lembravamos de Jonas, e da falta que faz. Que, com muita pena, víamos a lástima a que chegou o André Almeida, numa crise de forma como nunca lhe víramos. Que víamos como Pizzi desapareceu, e como continua com lugar cativo na equipa. Que víamos como Raúl Jimenez não encaixava. Que víamos a equipa a piorar, em vez de melhorar com as substituições. Ou que tínhamos vontade de agarrar Rui Vitória pelos colarinhos para que nos explicasse o que lhe ia na cabeça para colocar Seferovic em campo...

Com tudo isto a fervilhar-nos na cabeça, ao segundo dos 7 minutos de compensação, chegou o golo da vitória, pela cabeça de Salvio. Da goleada por 2-1, como disse no fim Rui Vitória. Mais que agastado, visivelmente desgastado!

E assim continuamos...

 

Não há muito a dizer sobre o jogo desta noite, na Luz, que opôs o Benfica ao último classificado, o Estoril. Foi muito igual a tantos outros que o antecederam nestes quatro meses que a época já leva, o que quer dizer que o Benfica continua sem atingir os mínimos aceitáveis.

Basta dizer que hoje, contra o último, em casa, o melhor jogador do Benfica voltou a ser o guarda-redes Varela. 

Quer isto dizer que o Benfica não "jogou porra nenhuma", e que não mereceu ganhar o jogo?

Não! Quer dizer apenas que o Benfica continua sem saber o que tem a fazer, e que continua com muitos jogadores bem longe do que fizeram no passado recente.

Pouco passava do primeiro quarto de hora e já o Benfica ganhava por dois a zero. Quer dizer, já o Benfica tinha atingido um resultado confortável, daqueles que desinibem as equipas e as projectam para exibições sólidas. Com dois golos nascidos das próprias condições do jogo, nem sequer de mero acaso, ou simplesmente circunstanciais. Com o Estoril subido, a saber encurtar o campo, o Benfica só tinha que saber aproveitar as costas dos defesas adversários, e isso faz-se lançando para lá, primeiro, a bola e, logo a seguir, os jogadores para a captar.

O Benfica fez isso bem por quatro ou cnco vezes, e não se percebe por que não o fez, ou não o procurou fazer, de forma sistemática ao longo de todo o jogo. Como não o fez, permitiu que o Estoril permanecesse confortável na lição que trazia estudada. E que fosse equilibrando o jogo.

No último quarto de hora da primeira parte já o Estoril discutia o jogo sem grandes dificuldades. Varela ainda evitou, com a sua primeira grande defesa, o golo do Estoril. Que chegaria mesmo no último suspiro da primeira parte, com o Luisão a virar as costas à  bola e o Jardel desparecido em parte incerta.

Com  os jogadores do Estoril a recolherem aos balneários ainda a festejar o golo, que voltava a deixar o resultado em aberto, aumentava a expectativa para a segunda metade do jogo. Com uma grande oportunidade logo de entrada, e mais uma grande defesa de Varela, ficou tudo esclarecido.

Por não mais que duas ou três vezes, o  Benfica voltaria a conseguir tirar do jogo o que dele sabia que poderia tirar. Fez com isso mais um golo, que acabou por dar uma expressão ao resultado que não condiz com o que ele foi.

E assim continuamos. Sem grandes esperanças, sem ver Rafa aproveitar mais uma oportunidade, sem ver Pizzi justificar a presença que tem na equipa e sem perceber como é que alguém se safa com uma defesa destas...

"O importante é ganhar"!

 

"O importante é ganhar"!

Esta é a mãe de todas as expressões quando a qualidade não satisfaz. Disse-o Rui Vitória no final do jogo de hoje, repetiram-no certamente mais alguns milhares, e sentiram-no hoje milhões de benfiquistas.

A partida de hoje com o Estoril, percebêmo-lo ao longo do jogo, tinha uma carga muito superior àquilo se supunha. É preciso também perceber isso para perceber as dificuldades que o Benfica hoje sentiu.

A Luz esteve de novo cheia que nem um ovo, não cabia mais ninguém. Os benfiquistas querem o tetra, e não querem que nada falte à equipa. Isso ajuda - e muito -, mas também pesa. O Estoril continua a trazer o rótulo de 2013, que até pode parecer que já perdeu a validade. Mas está lá, por muito amarelecido que vá ficando. E estava ainda bem fresco na memória de todos o 3-3 do jogo da Taça, há poucas semanas. E a qualidade da exibição do Estoril!

Tudo isto pode servir de explicação para a fraca qualidade do Benfica desta tarde. Mas não se pode esquecer a exibição do Estoril. Porque só joga assim quem sabe. Não é por mais isto ou mais aquilo, nem porque "saíu", até porque foi já uma repetição. É porque sabe!

Não me esqueço que, em tempos, considerei o Pedro Emanuel o pior treinador da I Liga depois de Ulisses Morais. Admito que pudesse estar errado, mas o que me parece notório e evidente é que a sua passagem pela diáspora lhe deve ter feito muito bem. Ter passado por onde passou, ter andado por onde andou depois de cá ter saído, terá feito dele um novo treinador. E registo isso com todo o apreço, porque este Estoril faz lembrar o de Marco Silva. E isso não é nada pouco!

Salientado todo o mérito do Estoril e do seu treinador, também não se pode deixar de salientar o demérito do Benfica. Uma coisa e outra ficaram bem evidentes durante a segunda parte do jogo. Houve certamente muita gente que, ao aperceber-se da relação dos jogadores com a bola, julgou que estavam com as camisolas trocadas. Durante muitos minutos, aquelas tarefas simples, mas básicas, da recepção e do controlo da bola, do passe ou da ocupação do espaço, em que os melhores serão sempre melhores, qualquer um diria que os melhores vestiam de amarelo.

A primeira parte do Benfica já tinha estado longe de entusiasmar. O Estoril começou por "embalar" o jogo e lançá-lo assim em "modo entretém". Não era um jogo entretido, como diria o Quinito, mas era um jogo para entreter os jogadores do Benfica. Foi assim durante quase toda a primeira meia hora, até o Benfica marcar, aos 28 minutos. Por Jonas, de penalti - claro - cometido sobre o Nelson Semedo. Depois, sim. O Benfica teve um bom quarto de hora final, e podia ter arrumado com o jogo: Cervi, a um metro da linha de golo fez o mais difícil - não acertou na baliza. Mas também Salvio. E até Mitroglou, mesmo que só se tivesse dado por ele no momento em que foi substituído por Jimenez.

O início da segunda parte foi... o costume. Mas em pior. Há muito que o Benfica entra mal na segunda parte, mas tem sempre saído depressa dessa entrada. Três, quatro, cinco minutos têm sido suficientes. Hoje "a coisa" durou um quarto de hora, tornou-se num verdadeiro terror - o Estoril teve duas bolas nos ferros e mais outras duas oportunidades para marcar -, e só acabou com o mais que esperado golo do empate. Que seria desfeito seis minutos depois, com mais um grande golo de Jonas, no único remate do Benfica de fora da área!

E aí esteve mais uma explicação para o que se passou neste jogo, mas também nalguns outros. Parece que os jogadores estão convencidos que, para marcar, é preciso entrar com a bola pela baliza dentro. Mesmo que esteja protegida por nove ou dez adversários. Outra esteve na incapacidade para aproveitar os espaços que o Estoril deixou livres sempre que se adiantou no terreno. E foram muitas vezes, e durante muito tempo. E a lembrar-mo-nos de Rafa... E de outras opções de Rui Vitória. Como a titularidade de Salvio. Como a opção por Carrillo, e a não opção por Zivkovic. Ou como - hoje - a insistência em Mitroglou. Mas isto já são as irresistíveis tentações do treinador de bancada...

O importante foi ganhar. E que faltam três. E que, se não há dois jogos iguais, é difícil que haja três!

 

A história não se repetiu

 

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O jogo desta noite, na deslocação ao Estoril para cumprimento da 14ª jornada desta liga, começou praticamente com a primeira das cinco oportunidades claras de golo que o Benfica criou nos primeiros quinze minutos, o que deixa a ideia da forma como entrou. Fortíssimo, como vem sendo hábito neste tipo de jogos, com adversários que sempre se empolgam por jogar com o Benfica, que correm como poucas outras vezes e que colocam o jogo no quarto do campo onde a sua baliza está instalada.  

Só que este hábito, até há duas ou três semanas atrás, dava golos. E deixou de dar. Até então, nessas entradas fortes, o Benfica aproveitava em golos um ou dois terços dessas oportunidades, e os jogos ficavam logo ali resolvidos. A equipa ganhava confiança, o bom futebol fluía, e novos golos iam aparecendo. Mesmo que os índices de aproveitamento fossem caindo, e mesmo que os árbitros fossem deixando por assinalar um ou outro penalti, ninguém dava por isso.

Deixou de ser assim, como hoje se voltou a ver. E as coisas complicam-se, mesmo que não se possa dizer que a equipa joga mal. Porque não joga, não sabe jogar mal. Fica é mais exposta às incidências do jogo. Que todos os jogos têm, como se viu na Madeira, há duas semanas atrás.

Repare-se que o Estoril, que passou o jogo todo lá atrás, teve duas oportunidades claras de marcar: uma na primeira parte, em que a bola até foi ao poste, e outra mesmo no final do jogo. Ambas em situações claras de fora de jogo, que a equipa de arbitragem deixou passar. Se tivessem resultado em golo não havia nada a fazer; não era por terem sido irregulares que deixavam de contar. Como não deixou de contar o golo que deu o empate com o Vitória de Setúbal. Nem o que deu a derrota com o Marítimo…

Este jogo do Estoril foi, assim, bastante preocupante. Até porque desta vez o Benfica, mesmo criando muitas oportunidades, rematou muito menos do que é habitual. E acertou muito poucas vezes com a baliza: cinco ou seis, apenas. O que diz bem da forma com o Benfica desperdiçou o caudal e a qualidade de jogo que criou, capítulo em que sobressaem Gonçalo Guedes e Rafa. Que quando tiver uma relação com a baliza, e até com o último passe, como aquela que tem com a bola, será um jogador fabuloso.

Perante esta má relação da equipa do Benfica com a baliza, Rui Vitória pôs em campo a dupla maravilha que na época passada fez mais de 60 golos. Primeiro Mitroglou, e logo depois Jonas. Finalmente, e esperemos que desta seja a valer. Já o Benfica tinha chegado ao golo, de penalti – na primeira parte tinha ficado por marcar outro, se não exactamente igual, lá muito perto – por Raul Gimenez, ao minuto 61.

Mas nem assim as coisas melhoraram: Jonas esteve lá, no sítio certo, mas nas duas oportunidades a bola ficou a centímetros do lado de dentro da baliza. Não voltaria a entrar, os ponteiros caminhavam para o minuto 90 e os corações benfiquistas apertavam-se. Nessa altura, nesse minuto 90, com a última substituição de Rui Vitória, o ritmo cardíaco disparou: tirou Gonçalo Guedes, e entrou Samaris. A história dos últimos quatro jogos mostrava que o Benfica sofria um golo logo que o miúdo saíra!

A história não se repetiu. Mas lá que esteve perto, esteve…

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