Há 20 anos, faz hoje precisamente, o presidente Jorge Sampaio declarava aberta a Expo 98. Seguiram-se 4 meses de festa, e o país não viu nem quis falar de outra coisa. Lisboa mudou de cara, que já era bonita, mesmo que frequentemente mal cuidada. E ficou mais bela, multiplicou encantos e não mais poupou em sedução, atrevida e gaiata.
Do país se diz que a bebedeira foi grande, e muitos ainda falam da ressaca. Mas quem é que não gostou da festa?
Vai dar para lhe tomar o gosto. Mas só um bocadinho... A uns, para provar... A outros, para recordar.
Acabamos de conhecer a segunda medida da ministra da agricultura, ambiente e afins. Menos mediática que a primeira – a das gravatas, se ainda se lembram – mas mais surpreendente: a extinção da Parque Expo, a sociedade criada para “construir, explorar e desmantelar a Expo 98”!
A Expo 98 foi desmantelada há 13 anos! Surpreendente, não?
O que é que terá andado a fazer neste 13 anos? Ninguém sabe exactamente! Sabe-se que se andou a endividar e sabe-se que os encargos financeiros com esse endividamento eram a alavanca que sustentava a espiral do mesmo endividamento. Confuso? Não, apenas o costume!
Ah! E sabe-se que o anterior ministro das finanças, o inesquecível Teixeira dos Santos, a distinguiu, há apenas um ano, com nota máxima no relatório “Princípios de Bom Governo”. Premiava então o ministério das finanças, segundo o Público, o rigor da gestão e as melhores práticas do sector empresarial do estado “ao nível da transparência nas respectivas actividades e disponibilização de informações aos accionistas, agentes económicos e público em geral”. Ao mesmo tempo aumentava-lhe o capital social! Sim, a uma sociedade que há muito havia esgotado o seu objecto social!
Ao menos que, agora, as exéquias sejam rápidas. E contidas!
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