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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Medo. Muito medo!*

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Há muito que muita gente desconfia das novas tecnologias e em particular das redes sociais. Uns por cepticismo militante, desconfiam de tudo e desconfiam mais de tudo o que é novidade. Não é a esses que me refiro, até porque os coloco no mesmo saco dos outros, no outro extremo, que nunca desconfiam de coisa nenhuma e se entregam acriticamente, de alma e coração, a tudo o que de novo lhes apareça pela frente.

Outros porque vêm outros utilizá-las como janelas escancaradas para a sua vida, mesmo que para lá espreitem como espreitariam por qualquer buraco de fechadura. E outros porque, reconhecendo-lhe um potencial inesgotável, desconfiam da utilidade que a perversidade, nas suas mais diversas formas, lhe possa dar.

Notícias dadas esta semana por dois jornais de referência mundial, o New York Times e o London Observer, a partir de investigações que levaram a cabo, fizeram disparar todos os alarmes destes últimos.

Não deixaram apenas o Facebook em alvoroço. Em alvoroço e sem umas larguíssimas dezenas de milhares de milhões de dólares. Deixaram-nos com medo. Com muito medo. E no entanto apenas confirmavam aquilo que há muito corria: que o Facebook tinha sido usado para eleger Donald Trump, no ano passado, na América. A novidade, nestas notícias, é que identificou quem e como – uma empresa inglesa, a Cambridge Analytica, já a espalhar o negócio pelo mundo fora, pronta a intervir na manipulação de tudo o que seja eleições por todos os continentes – e através da apropriação dos dados de 50 milhões de americanos, utilizadores da rede, com o envolvimento de gente da ciência e da Universidade.

Sabe-se que o mesmo já tinha acontecido no Brexit. Que os catastróficos resultados do referendo à continuidade britânica na União Europeia tinham sido manipulados a partir das redes sociais. Que o mesmo aconteceu mais recentemente nas eleições no Quénia, ou acabou de acontecer em Itália. Disse-nos Matteo Salvini, o líder da extrema-direita italiana, quando, conhecidos os resultados, se apressou a agradecer: “Graças a Deus internet, graças a Deus redes sociais, graças a Deus Facebook.”

Olhamos para este fabuloso mundo da conectividade digital e vemos Trump, brexit… Rússia, Putin, cibercrime e ciberespionagem … Fake news… E temos medo. Muito medo…

Porque jornalismo sério, como este do New York Times e do London Observer, capaz de denunciar estes crimes contra a humanidade, a liberdade e a democracia, não passa já de um simples e raro resquício do passado…

 

* A minha crónica de hoje na Cister FM

 

Abuso de confiança

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Volta a falar-se do Facebook. Porque usa a infinita informação que lhe entregamos para os mais ilegítimos fins. Usa e é usado, abusando de uma estranha relação de confiança que impôs às pessoas. A ponto de lhe confiarem toda a intimidade, de com ele partilharem todos os seus segredos. Para isso, para conquistar essa relação de confiança, sempre se apresentou como pessoa de bem, nascida do bem e benfazeja.

Para a reforçar, por cada vez que falha, começa por dizer que nada de grave falhou, para logo depois jurar que vai melhorar e prometer não voltar a falhar. Como um(a) namorado(a), quando faz porcaria...

Se tudo o que se está a falar do Facebook se ficar pelos 40 mil milhões de dólares de capitalização perdidos nos últimos dois dias, é pouco. Muito pouco, rapidamente os recupera, logo que disto se deixe de falar. Muito, se calhar decisivo, seria se acabasse por romper com tão estranha relação de confiança. Se, quebrada essa relação de confiança, as pessoas se passassem a reservar mais, a expor-se menos. Mas, fundamental, e verdadeiramente importante, seria que a quebra dessa relação de confiança levasse as pessoas a deixar de acreditar em tudo o que lá vêem.  

Já era um bom ponto de partida para que este fosse apenas mais um extraordinário instrumento de aproximação das pessoas!

 

Notícia

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Dado que, do rival Trump, a única notícia que agora se aguarda é a do impeachement, Bruno de Carvalho volta hoje ao topo da notícia. Anunciou no facebook - e isso, como se sabe, é notícia -  que vai abandonar ... o facebook. Não que se tenha transferido para o tweeter de Trump - nem isso nunca poderia ser, o Bruno não é gajo que se satisfaça com 150 caracteres - mas porque, concluiu, aquela é uma casa mal frequentada. Insuportável para uma pessoa de bem, como ele!

E agora? Onde é que a criatura vai poder despejar, todos os dias, os disparates que produz como mais ninguém (o Trump continua no tweeter)?

Não sei. Mas desconfio que alguma coisa vai entupir...

 

 

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