Gigantesco

Ontem foi dia de regresso ao espaço. À hora dos telejornais em Portugal, e mais de duas horas depois do previsto, por causa do vento - não é só no Estoril que o vento faz das suas -, o Falcon Heavy, assim se chama o foguetão da Space X, a empresa que o multi-milionário Elon Musk - mais conhecido por ser o homem da Tesla - criou para dar vida ao turismo espacial, disparou céu acima, a caminho da órbita de Marte, com um bonito Tesla vermelho cereja a bordo. Precisamente o do próprio Musk, um magnífico exempler do roadster da marca.
Diz-se - toda a gente diz, mesmo os entendidos da matéria, ou que por isso se fazem passar - que se trata de uma da maiores proezas ha história aero-espacial. Dizem tratar-se do mais poderoso foguetão de sempre - parece que não, que o Saturn V da NASA, usado na operação Apolo, que haveria de levar o homem à lua, estava uns furos (peso, altura e potência) acima - capaz de levar tudo e mais alguma coisa para o espaço, e dizem que é o início de uma nova era espacial, que nos levará de regresso à Lua e finalmente a Marte, onde dentro de pouco tempo muitos de nós estaremos a passar férias. Ou um fim-de-semana que seja.
A mim, que não percebo nada destas coisas do espaço, parece-me mais uma gigantesca campanha publicitária, ao som de Space Oddity, de David Bowie. Cara, muito cara, como todas as campanhas verdadeiramente gigantescas!