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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

No Jamor! Mas sem brilho...

O Benfica está na final da Taça de Portugal, a disputar no Jamor a 24 de Maio. Mas foi sem brilho que lá chegou.

No jogo desta noite, em Famalicão, o Benfica durou meia hora. Nesse período disputou o jogo, mesmo que rematasse pouco, marcou o golo, por Pizzi, e procurou o segundo, que valia por dois. Porque alargaria a vantagem mas, acima de tudo, porque anularia a vantagem - real - dos dois golos que o Famalicão marcara na Luz. 

Só que essa procura do segundo golo esfumou-se em cinco minutos. O Benfica marcara aos 25 minutos, e à meia hora de jogo voltou ao registo das últimas partidas. A partir daí os jogadores do Benfica pensaram sempre mal, decidiram sempre mal e executaram quase sempre mal enquanto, do outro lado, vimos jogadores sempre mais intensos, mais agressivos e mais decididos.

De tal modo que o Famalicão poderia ter empatado o jogo ainda na primeira parte. Só não o fez porque o Odysseas mostrou que é hoje o único jogador do Benfica em forma. E porque o VAR anulou um golo com três irregularidades (falta sobre Rúben Dias, carga sobre Odysseas e fora de jogo), sem que o árbitro Jorge de Sousa desse por uma, que fosse.

Na segunda parte tudo piorou ainda. Não se pode dizer que foi um Benfica irreconhecível, porque infelizmente é este Benfica que estamos a ver vezes de mais. Bruno Lage pode dispensar a ala direita, porque os adversários só querem saber do lado esquerdo, onde Ferro, sobre brasas, decidamente não atina e Grimaldo deu em coleccionador de "cuecas". Já começa a ter uma boa colecção lá em casa!

O Famalicão acabou por chegar merecidamente ao empate, faltava mais de um quarto de hora para o fim do jogo, e ficava apenas a um golo de vencer a eliminatória. E o Benfica foi empurrado lá para trás, de onde raramente conseguiu sair porque - lá está! - pensava mal, decidia pior e executava ainda pior. Com todo o espaço que o balanceamento ofensivo do adversário permitia, não conseguiu mais que uma oportunidade de golo, desperdiçada por Seferovic, que entrara já em cima do minuto 90.

As coisas não estão muito animadoras. Essa é que é essa!

 

Electrizante (não) rima com preocupante

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Ao contrário do que se poderia admitir o Benfica está ainda bem longe da final do Jamor, onde não chega há tempo de mais. Depois do que se viu hoje na Luz, não está nada fácil lá chegar.

Ter-se-á que dizer que o que se viu hoje na Luz foi um grande jogo de futebol. Mas não se viu apenas um bom jogo, viu-se muito mais. Viu-se que o Famalicão é uma boa equipa, com bons jogadores, bem trabalhados e muito bem orientados. Já se sabia que assim era, o campeonato tem-no mostrado. Viu-se que o Benfica está a perder consistência, especialmente nas tarefas defensivas, e que são muitos os jogadores que estão bem longe dos seus melhores momentos. Apetece dizer que são todos, e que Taarabt apenas serve para a excepção que confirma a regra.

O Benfica até entrou bem no jogo, a pressionar alto e a condicionar fortemente a ambição deste sensacional Famalicão. Sabe-se que nehuma equipa consegue pressionar alto durante todo o jogo, e por isso as equipas perseguem essa estratégia de jogo para o resolver o mais depressa possível. Para que já esteja resolvido quando não for possível prosseguir com essa atitude pressionante, e geri-lo a partir daí.

Acontece que a pressão do Benfica se esgotou num quarto de hora. Antes de o resolver mas pior: antes mesmo de sequer construir situações que o permitissem começar a resolver.

Passado o primeiro quarto de hora o Famalicão equilibrou o jogo, e chegou mesmo a colocar-se por cima. E foi nesse registo que se atingiu o intervalo.

À entrada para a segunda parte o Benfica voltou a dar a ideia que iria dominar o jogo e começar então a resolvê-lo. Cedo chegou ao golo, ainda dentro dos primeiros dez minutos, e pensou-se que o mais difícil estaria feito.

Puro engano. Menos de outro tanto tempo depois, a fechar o primeiro quarto de hora, o Famalicão empatou, numa boa jogada de contra-ataque idêntica a umas tantas que havia desenhado na primeira parte, e mais umas tantas que haveria de assinar depois. Sempre a aproveitar aquela meia esquerda defensiva do Benfica, onde então estava Ferro, entrado ao intervalo para o lugar de Jardel, que entrara de início. 

O segundo do Famalicão, exactamente no mesmo registo e com os mesmos protagonistas, demorou apenas mais 13 minutos. E o terceiro só não aconteceu porque Vlachodimos o impediu de forma soberba. Teria sido o bom e o bonito se Bruno Lage tivesse insistido em prescindir do seu único verdadeiro guarda-redes, como fizera até aqui.

Bruno Lage teve de esgotar as substituições para fazer entrar os pesos-pesados Rafa e Vinícius, retirando Cervi e Chiquinho, e valeu que o golo do novo empate demorou apenas 5 minutos. Até porque, com a saída  de Cervi, a manta ficara curta, nunca dando para tapar o que Grimaldo e Ferro destapavam.  

No fim, mesmo na última jogada do encontro, no último canto, Gabriel - também ele muito longe do seu melhor - fechou a reviravolta final. E uma vitória que o Benfica poderá ter merecido, mesmo que o Famalicão não tivesse merecido perder.

No próximo sábado é outra coisa. E ninguém irá dar pelas marcas do desgaste que este jogo deixou no corpo e na cabeça dos jogadores do Benfica! 

Na melhor relva cai o melhor o futebol

Missão cumprida. Benfica goleia Famalicão e acaba o ano na liderança da I Liga  

Foto da Lusa

O jogo de hoje, na Luz, com o Famalicão - terceiro classificado - começou com a entrega dos prémios aos melhores jogadores da Liga de Outubro e Novembro: o melhor defesa, Rúben Dias; o melhor médio, Pizzi; e o melhor avançado, Vinícius. Os árbitros andam doidos, é colinho de mais!

Ah...não são os árbitros que fazem estas escolhas. São os treinadores da Liga...

Pois é. Que chatice!

Entregues os prémios aos melhores, a bola começou a rolar. E começou um grande jogo de futebol, entre duas equipas que sabem jogar à bola e interessadas em demonstrá-lo. Logo que o árbitro apitou para o início da partida o Famalicão não esteve com meias medidas e partiu para a área benfiquista.

Estava dado o mote. Depois começou o festival do Benfica, mesmo numa primeira parte bem dividida, e com algum equilíbrio durante algum tempo. Tempo que ia passando sem que o marcador se mexesse. Dizem as teorias do futebol que, quando assim acontece, a equipa favorita enerva-se, o adversário cresce em motivação e crença, e o jogo complica-se.

Pois, isso é a teoria. Na prática nunca se passou nada disso. Este jogo não era para essas teorias. Quando se joga bem as coisas fucionam de outra maneira, e apenas se espera que o golo chegue. Há-de chegar, se não foi agora, será a seguir.

E chegou, pelo pé direito de Vinícius, embrulhado numa grande jogada de futebol, ao minuto 39. O 1-0 ao intervalo era curto para o que se passara no novo e impecável relvado da Luz, responsável - na opinião incontestável de Bruno Lage - pelo regresso do (seu) futebol do (seu) Benfica. Mas nunca "um resultado perigoso".

Até porque a segunda parte abriu como a primeira. Só que, como desta vez a saída de bola naturalmente se inverteu, coube ao Benfica partir de imediato para a baliza do Famalicão. E ao segundo minuto, o segundo golo saía fulminante do pé esquerdo de Pizzi.

A qualidade do jogo mantinha-se alta, e ia ainda refinando-se cada vez mais. Dava gosto ver. O Famalicão, mesmo com mais dificuldades, continuava ligado ao jogo e apenas interessado em jogar. Não dava abébias, como vimos dar noutro jogo, não perdia bolas à saída da sua área, mas disputava o jogo e apenas o jogo. Um jogo com 14 faltas, sete para cada lado. Como se vê nos grandes campeonatos, e raramente se vê por cá.

Depois veio o terceiro, o bis de Pizzi, numa enorme execução, pouco depois da hora de jogo. Faltava ainda meia hora, e esperava-se nova goleada.

As oportunidades de golo sucediam-se, e o nível individual das exibições dos jogadores do Benfica atingia padrões de requinte. Todos, mas claro, com Pizzi superlativo.

Acabou por dar apenas para mais um golo, o primeiro do suplente Caio, já ao minuto 89. O suficiente para dar uma moldura ao resultado condizente com a excelência da exibição, em mais uma noite de festa na Luz.

 

E pronto. O Famalicão entregou a liderança

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À oitava jornada o Famalicão perdeu a liderança do campeonato, que surpreendentemente segurou até a este fim do mês de Outubro. Ficou a sensação que estava a pesar-lhe demasiado. 

Mas a forma como a entregou desmente que fosse assim tão pesada. As coisas pesadas nunca são entregues em bandeja. E esta liderança foi entregue em bandeja de prata... 

O Famalicão não ofereceu apenas um golo. Nem dois. Ofereceu todos os três golos da vitória do Porto. O primeiro no tempo de compensação da primeira parte, o segundo à entrada do último quarto de  hora e o terceiro à beira dos 90. Os dois primeiros com passes a isolar os adversários, e o terceiro, como num espectáculo de malabarismo, mais difícil ainda: com o guarda-redes, depois de muitas insistências, a esperar até ficar rodeado de adversários para, depois, sair a driblá-los todos.

Isto não quer dizer nada. Quer apenas dizer que foi mesmo assim. E que às vezes as coisas correm mal. O que poderá tornar-se difícil de perceber é a insistência no que corre mal... 

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