Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Proezas e azias

Farense 0-0 Benfica: Águia volta a empatar e fica a 15 pontos da liderança

 

De proeza em proeza lá vai o Benfica neste campeonato. Hoje, em Faro, mais uma - conseguiu tornar-se na primeira equipa a não marcar ao Farense.
 
O jogo foi de grande intensidade, de parada e resposta, como os narradores gostam de dizer. E muito rasgadinho, cheio de duelos intensos. Especialmente na primeira parte. Não foi sempre bem jogado, mas foi sempre muito bem disputado
 
Se não se puder dizer que foi uma grande primeira parte, tem de se dizer que foi muita boa, para as circunstâncias. Pelas indicações que a equipa vinha dando sobre a sua condição física não se esperaria que o Benfica tivesse condições para responder à intensidade que foi lançada no jogo.  
 
O Benfica foi então superior, mesmo que o Farense tivesse sempre sido um adversário vivo no jogo. Teve até a primeira oportunidade de golo, negada por Helton Leite, com uma boa defesa. E chegou até a introduzir a bola na baliza do Benfica, mas não valeu, por fora de jogo de Licá. À pele.
 
O Benfica teve mais oportunidades e rematou muito, ao contrário do que tem acontecido. Mas quase sempre para fora do rectângulo da baliza. Na única vez que lá acertou (Everton) o Defendi ... defendeu. Uma grande defesa. De resto só mais uma oportunidade clara, só que em vez de entrar a bola entrou Darwin pela baliza dentro, depois de bater no poste. E os pecados capitais deste futebolzinho de Jorge Jesus. Se calhar não é culpa dele, a linha final é que tem espinhos, e a área adversária queima.
 
A segunda parte foi menos viva, também não era fácil manter o ritmo e a intensidade da primeira. Percebia-se por isso  que Jorge Jesus tivesse que iniciar cedo o jogo duas substituições. Não se imaginaria é que seria sempre para piorar. Ainda não se tinham esgotado os primeiros dez minutos e lá vinham as primeiras: o ineficaz Darwuin era trocado pelo ainda menos eficaz Waldschmidt; e o desastrado  Gilberto pelo mais desastrado Diogo Gonçalves. Pouco mais de cinco minutos depois mais duas trocas, mas também Pizzi e Grimaldo não acrescentaram nada ao que Gabriel e Nuno Tavares tinham feito. E que não tinha sido muito, especialmente o lateral esquerdo. Só mais tarde, já à entrada do último quarto de hora (!!!), é que Jorge Jesus tirou o Everton. Decidiu trocá-lo pelo Cervi, naquela altura do jogo. Ele é que sabe, e pelo ganha, deve saber muito. Mas não o suficiente para perceber que aquele futebol do craque que trouxe da selecção brasileira não é deste tempo. Hoje já não se joga assim.
 
É certo que a equipa criou mais três oportunidades claras de golo - Rafa, logo no início, e salva pelo guarda-redes, depois Seferovic, ao poste, e finalmente Pizzi, ligeiramente ao lado. E que o Farense, que tantas ameaças fizera na primeira parte, só por uma vez, aos 77 minutos, num remate de Ryan Gold, levou perigo à baliza de Helton. Ele andou por lá, à saída dos primeiros dez minutos, mas aí foi o próprio guarda-redes do Benfica a criar as aflições.
 
O treinador do Benfica não percebe o que se está a passar. Diz que é azar, que os jogadores do Benfica não marcam golos porque estão sem sorte. Também não marcam, nem nunca ficam perto disso, nos lances de bola parada. Certamente por azar. 
 
A arbitragem também não ajuda, diz agora Jesus. A arbitragem de hoje de Hugo Miguel teve os seus equívocos, é verdade. Coisa pouca, umas faltas sempre marcadas, e outras nunca marcadas. Uma dessas até acabou bem cedo num amarelo ao Gabriel, que ficou logo condicionado. No resto, cumpriu a lei. Quando o Rafa foi tocado no pé, e com isso derrubado, dentro da área do Farense, limitou-se a cumprir os regulamentos desta liga. Mas pronto, talvez também o Nuno Tavares tenha cometido um penalti estúpido sobre o Licá...
 
Tenho um amigo - sportinguista, mas para o caso não interessa - que diz que deixo transportar para aqui a minha azia. É verdade que não é fácil digerir quinze pontos de diferença. Mas ver o Braga o jogar à bola, como hoje se viu no melhor recital de futebol que esta época se viu em Portugal, e perceber que distância do seu futebol para este do Benfica, não se mede em pontos, mas em anos luz , é que dá azia a sério. Olhar para o Paços e para o que joga, e imaginar como vai ser dura a luta pelo quarto lugar, já só dá para uma ligeira indisposição. Porque essa é apenas mais uma proeza deste arrasador Benfica de Jesus.

Aviso sério

Benfica isola-se na liderança da I Liga ao vencer Farense em casa -  Desporto - SAPO 24

 

Ao terceiro jogo no campeonato, o primeiro flop. Exibição pouco menos que miserável do Benfica na recepção ao Farense, na sua primeira visita à Catedral da Luz. O resultado, um sofrido 3-2 - o Farense fez dois golos na Luz, quando ainda não tinha marcado neste campeonato - acaba por ser muito melhor que a exibição.

Apesar das duas boas exibições nos dois jogos anteriores, não tinha - confesso - bons feelings para este jogo. Não percebia por quê, mas não tinha. Talvez por memórias não muito distantes, que estão bem vivas. Uma delas era que, nos últimos meses da época passada, sempre que o Porto perdeu as coisas não correram bem, em vez de uma oportunidade foram sempre uma ameaça. E o Porto tinha perdido ontem, no Dragão, com o Marítimo. Apesar dos favores dos penaltis e das expulsões, não deu... A outra foi-me trazida pelo anúncio da constituição das equipas, e vem mais de trás.

Na constituição da equipa do Farense lá estava o Difendi na baliza. Sempre suplente nos anteriores jogos do campeonato, hoje era titular. Não foi a primeira vez que aconteceu, ainda na época passada, no Famalicão, foi assim. Era suplente, mas nos jogos com o Benfica foi sempre titular, tal é a sua fama de guarda-redes de engate contra o Benfica. E a equipa de arbitragem lá estava chefiada por Tiago Martins, um velho conhecido ... Que nunca corre bem.

Mas nem daí que vieram as dificuldades do jogo. O Difendi até fez menos defesas que o Odysseas. E muito menos daquelas decisivas, que salvam golos. E o árbitro, mesmo com o penalti que assinalou a pedido do VAR, contra o Benfica evidentemente, e com a validação do segundo golo do Farense, não teve nada a ver com a decepcionante exibição do Benfica.

"O que nasce torto tarde ou nunca se endireita", diz a chamada sabedoria popular. E este jogo do Benfica nasceu torto. Nasceu torto na conferência de imprensa de antevisão do jogo, com o mister a espalhar-se como tantas vezes faz, e apareceu torto logo que o árbitro apitou para o início do jogo. O Benfica entrou mal, e o Farense muito bem. Pertenceram-lhe-lhe logo os primeiros remates e a primeira ocasião de golo.

Depois o Benfica pareceu começar a assumir o controlo do jogo. O golo, logo aos 15 minutos, num erro de saída de bola do Farense, e num remate de Pizzi a desviar num defesa adversário, aprofundou essa ilusão. Na verdade a equipa nunca controlou coisa nenhuma, assumiu apenas que estava confortável com o jogo. E esse foi o problema. Foi demasiado o conforto a que os jogadores se entregaram. O desconforto de correr e de lutar pela bola ficava apenas para os jogadores do Farense.

Sem velocidade, sem rigor, e sem concentração, demasiado evidente no passe e na recepção, e muito menos disponíveis para disputar a bola que os adversários, o Benfica perdeu por completo o controlo do jogo. Quando o árbitro apitou para o intervalo era o Farense que mandava no jogo. E a baliza de Vlachodimos só estava a zero porque ele próprio e Otamendi iam escapando à mediocridade geral da equipa.

Percebia-se que a equipa tinha sido surpreendida pela postura táctica do adversário, a disputar o jogo no campo todo, e a discutir todas as bolas onde quer que fosse. Os jogadores estavam à espera de um adversário lá atrás, que não os incomodasse e não quando eles se aproximassem da grande área. Quando tantas vezes se queixam das equipas que se fecham lá atrás, sem aí terem espaço, os jogadores não sabiam como jogar contra um adversário que não lhe dava espaços mas era para lá chegar.

Esperava-se que ao intervalo o treinador corrigisse esse problema, e a equipa viesse do balneário preparada para os problemas com que o adversário a tinha surpreendido. Estranhamente, não.

O Farense entrou na mesma, e o Benfica ... também. Chegou cedo ao empate, num canto à antiga, a fazer lembrar os últimos tempos da fatídica época anterior, depois de Vlachodimos ter defendido por duas vezes o tal penalti. E voltou a marcar logo a seguir, num golo bem anulado por fora de jogo, mas a corresponder a tudo o que estávamos a ver.

Valeu que o mister mexeu na equipa, trocando o desastrado Gabriel por Veigl, o inexistente Waldschmidt, por Seferovic, e Rafa, que nem era dos piores, por Pedrinho. Mas nem quando, aos 79 minutos, Seferovic marcou o segundo se sentiu que o jogo estava resolvido. A vitória só pareceu garantida com novo golo do avançado suíço, oito minutos depois, mesmo que nos 6 minutos extras, Otamendi, que na segunda parte estragou tudo o que de bom tinha feito na primeira, tenha oferecido o segundo golo ao Farense.

Se, para além dos três pontos, nada mais de bom haja para tirar deste jogo, que fique um aviso sério ao treinador do Benfica. Nem todos os adversários se remetem à defesa submetidos ao seu futebol de arrasar. Hoje o Farense fez mais remates que o Benfica (14, contra 12), mais remates enquadrados com a baliza (9, contra 7), praticamente todos dentro da área. E se Seferovic marcou dois golos, foi Vlachodimos o melhor e o mais decisivo jogador do Benfica.

Acompanhe-nos

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2013
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2012
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2011
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2010
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D

Mais sobre mim

foto do autor

Google Analytics