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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Levar a sério...

                                             Capa do A BolaCapa do Record

 

O Presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) reuniu ontem com os presidentes do Porto e do Sporting. Não se sabe nada do que se passou. Sabe-se é que o presidente do Sporting está castigado pelo Conselho de Disciplina da  FPF. Está suspenso do exercício das suas funções. 

Poderia simplesmente ter por lá passado para beber um copo com Fernado Gomes. E com o Pedro Proença, que também lá estava. Convidado na qualidade de Presidente da Liga, tal como Bruno de Carvalho, convidado na de Presidente do Sporting. Qualidade que a FPF, por castigo, lhe suspendeu!

Não se sabe nada do que lá se passou... Mas alguém falou do que lá se poderá ter passado. É verdade que não falou ninguém que pudesse falar, até porque tudo aquilo parecia envolvido em grande secretismo. Mas falou exactamente o único que não poderia falar, para dizer que abordou a violência associada ao futebol, e que pediu o regresso dos sumaríssimos... 

Quando nem a Federação se leva a sério... 

 A propósito - e não é que os jornais em causa mereçam, também eles, ser levados a sério - veja-se como é para levar a sério o que  os jogadores, sem falar, dizem. 

Os regressos de Fernando Santos

Por Eduardo Louro

 A convocatória do novo seleccionador nacional de futebol surpreendeu meio mundo. Terá indignado um quarto e agradado a outro quarto…

É uma convocatória alargada – 24 jogadores – como se tratasse de uma convocatória para uma fase final, e isso, como primeira convocatória deste seleccionador, compreende-se perfeitamente. E explicará que comporte seis jogadores do Sporting – uma das surpresas, que indignará muita gente e agradará aos sportinguistas –, algumas estreias – José Fonte e Ivo Pinto – que não cabem exactamente no conceito de renovação, que de todo não serve de mote nem alimenta a convocatória, e muitos regressos.

Foquemo-nos nos regressos, em boa verdade, a par das mais que justificadas ausências do Miguel Veloso, do Raul Meireles, do João Pereira ou do Eduardo, o mais picante da convocatória. E deixemos de lado o regresso de Eliseu, que o simples facto de estar a jogar no Benfica torna normal, para nos determos nos de Dany, Quaresma, Tiago e Ricardo Carvalho, que desde logo terão, no mínimo, soado a murros no estômago do Paulo Bento.

Destes, o regresso de Quaresma acabará por ser o mais pacífico. Traduz uma opção política, natural também numa primeira convocatória. É dar mais uma oportunidade ao Quaresma, para que dela ele faça o que entender, e assim resolver um problema que tem sido sempre incómodo. Se o jogador a agarrar está tudo resolvido. Se a deitar fora também!

Por isso se percebe. E se justifica!

O de Dany justifica-se perfeitamente porque é neste momento um dos melhores 10 que por aí andam, mesmo que, recorde-se, nunca tenha atingido na selecção o alto nível que apresenta no seu clube. Para além disso percebia-se claramente que só o mau feitio de Paulo Bento o mantinha afastado da selecção, onde tanta falta fez no Brasil.

O afastamento de Tiago da selecção não tem nada a ver com Paulo Bento. O mesmo não se pode dizer por não ter regressado, que não pode deixar de ser levado a débito do mau feitio do ex-seleccionador. Toda a gente percebeu, e o próprio Tiago ainda primeiro que todos, que há quatro anos atrás a sua carreira dava todos os sinais de ter entrado na sua decisiva fase descendente. Deixara de ser titular na selecção e terá entendido que, a ter de deixar a selecção, sairia pelo seu pé. Uma decisão legítima!

É nesta altura, e não noutra qualquer, como o anterior seleccionador deixou que se confundisse, e como muita gente tenta confundir, que Paulo Bento o tenta demover dessa decisão, com as tais deslocações a Madrid. Só que Simeone não mudou apenas a vida do Atlético de Madrid, mudou também a de Tiago. Não lhe deu um novo fôlego, deu-lhe uma nova vida tornando-o, depois dos 30, num jogador como nunca antes tinha sido. Com esta nova realidade o Tiago estava evidentemente disposto a regressar, disso deu por diversas vezes sinal, e a selecção só tinha evidentemente a ganhar com o seu regresso. Mas aí já o seleccionador punha o seu mau feitio acima dos interesses da selecção.

O regresso de Tiago, mais que justificado, é a mais merecida bofetada em Paulo Bento!

É diferente o regresso do Ricardo Carvalho, por muito que o mesmo mau feitio possa ter sido responsável pela irreflectida atitude do jogador. Nenhuma condenação pode ser eterna, por isso não há prisão perpétua em Portugal. O que neste caso deveria ter sido amplamente divulgado, e não o foi, era o castigo aplicado pela FPF pelo comportamento de grave indisciplina do Ricardo Carvalho. Um, dois ou três anos de castigo, fosse lá o que fosse, estaria já cumprido. O jogador teria pago pelo seu erro e, mesmo aos 36 anos, estaria em condições de ser convocado. Estranho é que só hoje se tenha sabido que o jogador foi castigado por um ano!

Entendia-se que Paulo Bento nunca o convocasse, tinha com ele um problema pessoal que ia para além do castigo aplicado. Da mesma forma que se entende que Fernando Santos não tenha qualquer objecção à sua convocação. Que provavelmente justificará por política de pacificação!

Veremos se lhe dará a titularidade. Apostaria que não!

Paulo Bento e as surpresas

Por Eduardo Louro

 

Não é o despedimento de Paulo Bento, seja lá qual for a indemnização, que causa surpresa. Surpresa foi a renovação do seu contrato a pouco mais de um mês do Mundial, como surpresa é que no futebol nacional se continuem a fazer contratos só com direitos, nada de deveres, nada de objectivos a cumprir… À vontade do freguês…

Maior surpresa é que Paulo Bento seja despedido pelos mesmos que, duas semanas antes, lhe tinham reforçado os poderes, colocando-o no topo da pirâmide das selecções…

Surpresa - ou talvez não - é também que já se fale de Vítor Pereira… Depois queixem-se!

 

Incompetência sem incompetentes

Por Eduardo Louro

 

 

Depois, muito depois, dois meses depois, da escandalosa participação no campeonato do mundo do Brasil, Fernando Gomes concluiu que houve incompetência sem incompetentes. Quando descobriu que não há incompetência sem incompetentes enterrou-se no ridículo e afastou o médico dos índices de suspeição lesional. Agora é bem capaz de encontrar outro incompetente, sem perceber que a incompetência é tanto maior quanto mais forem os incompetentes. E que a incompetência é máxima quando todos são incompetentes…

Perder em casa o primeiro jogo de uma fase de apuramento com a Albânia, que até agora apenas tinha ganho dois jogos – a selecção de Jorge Mendes e Paulo Bento, sob a bênção de Fernando Gomes, foi a terceira a cometer a proeza de perder com a Albânia – é incompetência máxima!

Sim, Sr Dr Fernando Gomes, nós sabemos que foi com muito engenho e arte que chegou a essa que é uma das mais apetecíveis cadeiras que por aí andam, mas isso não é competência. São habilidades, são teias que se tecem à volta de interesses instalados, esses sim, competentes em auto-defesa. Não se engane, porque a nós não nos engana… 

Gente Extraordinária LI

Por Eduardo Louro

 

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) achou que tinha finalmente chegado a hora de dar contas da avaliação do desempenho da selecção nacional no Mundial do Brasil. Dois meses depois!

A conclusão foi óbvia, e tem seguramente a vantagem de pôr toda a gente de acordo: incompetência, disse ele. A péssima prestação da selecção nacional foi fruto da incompetência. Incompetência de quem? Incompetência onde?

Isso não interessa nada. Incompetência (ponto).

A deslocação aos Estados Unidos foi uma decisão competente. Como Campinas, e o timing de chegada ao Brasil, foi competente. O seleccionador Paulo Bento foi, é e será mais que competente. Tão competente que até lhe foram reforçados os poderes. Foi promovido e deverá ser já o DDT (dono daquilo tudo). Fernando Gomes não pode ser juiz em causa própria, mas é seguramente competente. Tão competente que tinha renovado o contrato milionário do competente seleccionador nacional pouco tempo antes da partida para o Brasil, para que nada lhe faltasse. Nem a tranquilidade, a sua imagem de marca...

Houve portanto incompetência sem que tenha havido incometentes. Houve incompetência, mas não houve agentes dessa incompetência, o que, sendo uma originalidade nacional, já nem sequer é muito original.

Quem não acredita nestas originalidades ainda é levado a pensar que incompetentes foram os jogadores. Mas logo afasta essa ideia quando, sobre eles, nem uma palavra... Fernando Gomes falou de necessidade de renovação, mas isso não é falar de jogadores. E, com toda a certeza, a próxima convocatória de Paulo Bento, que está por dias, será mais do mesmo. Dos mesmos!

Ah! O médico Henrique Jones foi despromovido. Aí está... o incompetente. Bem me parecia!

Gente extraordinária este Fernando Gomes e esta da FPF... 

 

Brasil 2014 XVIII - Balanço à participação portuguesa

Por Eduardo Louro

 

 

Quando o apuramento para o Brasil estava em dúvida – e isso aconteceu durante muito tempo, porque cedo a selecção começou a desperdiçar pontos e só tarde, no segundo jogo do paly-off na Suécia, o assegurou – toda a gente dizia que seria impensável um campeonato do mundo, no Brasil, sem a selecção portuguesa. Pelo peso que o futebol português (já ou ainda?) tem, por ser no Brasil, o romântico país irmão mas, acima de tudo, por Cristiano Ronaldo…

Hoje, com a selecção portuguesa já afastada, com um desempenho pior que medíocre, pode concluir-se que não faz lá falta nenhuma. Não faz, como não fez… Não acrescentou nada ao campeonato do mundo e retirou muito a si própria. E não só...

Diz-se hoje que a selecção veio de menos para mais, que fez o pior no primeiro jogo, na goleada da Alemanha. Que melhorou no segundo, no empate com os Estados Unidos, e que esteve finalmente bem no terceiro, da vitória magra e amarga contra o Gana. Não me parece, nunca me pareceu que tivesse sido isso o que se passou. Isso aconteceu apenas nos resultados, que são soberanos mas não são tudo. O pior dos três jogos foi o segundo, contra a selecção de um país que despreza tanto o futebol - e tantas outras coisas - que nem o trata pelo nome. Porque o primeiro tem um sem número de atenuantes: má preparação do jogo, adversário do melhor que há, influência decisiva da arbitragem, expulsão, com inferioridade numérica durante mais de dois terços do jogo, lesões... O segundo, não. Não tem nada disso, antes pelo contrário. Contra um adversário fraco - agora a cumprir um alto serviço ao país, dando-lhe a saber que existe algures, não sabem bem onde, um país chamado Bélgica -, e com vantagem no marcador logo aos cinco minutos, sem surpresas quanto ao estado físico, e de forma, pelo menos dos jogadores que já tinham sido utilizados e sem qualquer razão para facilitar na preparação do jogo, que depois do empate entre a Alemanha e o Gana era decisivo, a selecção portuguesa foi simplesmente cilindrada. Os americanos, que haviam ganho ao Gana simplesmente porque às vezes há milagres no futebol, que simplesmente tinham mostrado saber defender - coisa que hoje em dia qualquer equipa que não seja africana sabe fazer - logo que se viram a perder mandaram-se para cima dos portugueses. E foi um não mais parar de oportunidades, uma autêntica humilhação que só parou quando viraram o resultado. Um golo no quinto e último minuto de compensação, com que ninguém contava, salvou o resultado. Apenas isso!

No terceiro, com o Gana, Paulo Bento recorreu finalmente a outros jogadores. Também isso contribuiu para que fosse o mais bem conseguido, ou, talvez melhor, o menos mau. Mas, francamente, decisivos mesmo foram os problemas internos na selecção africana. Tivessem repetido as exibições dos dois jogos anteriores e teria sido mais um suplício. Como de resto se percebeu na breve e intermitente, mas também imediata reacção que tiveram ao golo alemão, no outro jogo.

Há muito que se percebia que era grande a probabilidade de ser assim. Porque já não temos grandes jogadores, porque se deixou de lado a formação, porque a base de recrutamento é pequena. Porque, tantas coisas que tanta gente diz...

E que são verdade, mas não são a verdade toda. Nem talvez a verdade que, agora, no imediato, mais interessa. 

Como já se percebeu, o jogo que, na minha opinião, mais marcou a eliminação foi o tal com os Estados Unidos. No texto que então aqui publiquei não me pareceu oportuno escrever tudo o que me ia na alma, e por isso ilustrei-o com um fotografia que hoje aqui repito. Ali estão Fernando Gomes, o líder da Federação, o seleccionador Paulo Bento e Cristiano Ronaldo, todos reunidos à volta do ícon. Parece-me simbólico. E sugestivo!

Porque a idolatria iconográfica à volta de Cristiano Ronaldo foi prejudicial. É estrategicamente inaceitável que domine, como dominou, a selecção nacional. E revela as fragilidades de liderança na Federação e na selecção. O mediatismo do craque português, a sua dimensão universal, e a sua condição de figura incontornável do showbiz internacional, não podem ser transferidos para o seio de uma equipa. Têm o seu espaço, mas é outro!

Mas o descalabro da selecção tem também a ver com o jogador fantástico que é Cristiano Ronaldo. E tudo começa por não perceber o papel da selecção nacional no seu sucesso desportivo. Talvez ainda seja um súper atleta, mas não é, nem nunca foi, um súper homem. E por isso não pode passar um ano de campeonato do mundo obcecado por recordes individuais. Tem que optar: ou abdica de um ou outro, ou abdica de aparecer em grande forma no maior palco do futebol mundial. Sabe-se qual é a escolha dos seus principais concorrentes!

Mas não se fica apenas por aí. Cristiano não foi apenas um jogador que chegou a este mundial em condições inaceitáveis para o seu estatuto. Falhou ainda, porque é o capitão de equipa, na liderança da equipa. Mostrou não ser o líder dentro do campo, não saber agarrar a equipa e impedi-la de se afundar. Mas também mostrou não o saber ser fora de campo, sendo o primeiro a atirar a toalha, a desvalorizar a equipa e os colegas. Mostrou-se acima de tudo e de todos, como nunca se lhe tinha visto. Falou quando não devia e calou-se deselegantemente quando devia falar. A cereja no topo deste bolo intragável surgiu quando, na qualidade de homem do jogo da despedida, apareceu na sala de imprensa para uma simples declaração, sem direito a perguntas mas, coisa estranha, com direito a exibir um boné de publicidade à sua própria marca.

Paulo Bento não fica mal na fotografia apenas pelas convocações, por contar sempre com os mesmos, independentemente do estado de forma e, até, dessa coisa nova que aprendemos nesta semana chamada índices de suspeição lesional. Não se percebe que, não havendo pontas de lança ou avançados-centro de qualidade minimamente aceitável, ele queime três lugares da convocatória com três specimens como os que levou. Nem se percebe a insistência até à exaustão em Veloso e Meireles. Mas, pior que tudo isso, foi deixar cair aquela imagem de impoluto. Deixa agora perceber que cede a interesses, sejam eles de jogadores, de directores ou de outros agentes que se movimentam no futebol profissional. Declarou-se responsável por tudo o que envolveu a preparação da selecção, mas não se vê como a estadia prolongada nos Estados Unidos não corresponda a cedência a interesses. Ou os treinos abertos no Brasil. Ou a súbita titularidade do Eduardo, retirada logo que arranjou novo contrato. Ou até a lesão de Rui Patrício, que mais não pareceu que uma encomenda de Alvalade, um pouco na linha das convocações, dos portistas Licá e Josué, no início da época, em contra-mão com o seu conservadorismo convocatório

Por último a estrutura federativa, personalizada no presidente Fernando Gomes. Em vez de uma estrutura profissioanlizada, com competências específicas para as diferentes valências do negócio, a Federação dedicou-se ao compadrio. A distribuir lugares como se de tachos de trate, seja para pagar favores seja para obedecer a lobbies

As caras da estrutura federativa são, para além do presidente, o vice Humberto Coelho e o director João Pinto. Sabe-se que o lobby dos jogadores de futebol reclama sempre protagonismo na organização do futebol português, mas a verdade é que raramente se lhe reconhecem atributos que lhes garantam especiais competências para o efeito. Lá está o João Pinto, sem que sequer se saiba o que lá anda a fazer. De quando em vez ouve-se, mas é para debitar lugares comuns que dizem nada, levando toda a gente a pensar que está lá porque tem uns problemas pessoais para resolver. Qualquer dia - se não chegou já - chega a vez do Vítor Baía...

Humberto Coelho foi um extraordinário jogador de futebol. Depois foi durante pouco tempo treinador de segunda linha e, de repente, chegou a seleccionador nacional. Teve a seu cargo o melhor conjunto de jogadores que Portugal já conheceu, e com eles, com pouco ou muito mérito, fez a melhor selecção nacional de sempre, que brilhou no euro-2000, na Holanda e na Bélgica. Depois, mais nada... E pelo discurso percebe-se mesmo que mais nada. Lugares comuns, nada mais... E quando sai daí é disparate, do grosso. Como se viu na conferência de imprensa desta semana, onde se percebeu que naquela estrutura não há liderança, nem estratégia, nem nada por onde alguma coisa dessas pudesse passar. Viu-se, sim, fazer o discurso da derrota, lavar os cestos - e alguma roupa suja - quando a vindima ainda prometia. 

A FPF está (mal) habituada às receitas da presença consecutiva nas fases finais das grandes competições permitida pela aposta na formação dos primeiros vinte dos últimos trinta anos. A actual direcção - e também a anterior - está sentada em cima de um saco de dinheiro, e acha que isso basta. Por isso não precisa de quem pense no futebol, até porque se alguém começar a fazê-lo vai dar-lhe cabo da tranquilidade. E isso é muito desconfortável!

 

 

FUTEBOLÊS#138 AUTO-GOLO

Por Eduardo Louro

 

O golo é o sal do futebol, costuma dizer-se em futebolês. Não importa quem o mete!

Se na cozinha não importa quem põe o sal – se o cozinheiro, se o ajudante ou mesmo se já na mesa, com cada um a servir-se à sua medida… a auto-salgar-se -, nos golos também não importa assim tanto quem os marca. É preciso é que contem!

Como o que importa é ganhar - e elas contam é lá dentro - não importa muito como é que lá vão parar. Mas sejamos francos, se há coisas contranatura, o auto-golo é uma delas!

Os dois objectivos básicos de qualquer jogador são marcar golos na baliza adversária e evitá-los na própria. É isto que é natural, como um preto de carapinha e um branco de cabeleira loura, do velho anúncio ao Restaurador Olex!

Se procurássemos a melhor ilustração para a anti-natureza do auto-golo encontrá-la-íamos certamente no golo que ditou a última derrota do Real Madrid, no seu último jogo, com o Granada. Isso mesmo: derrota por 1-0, com auto-golo de Cristiano Ronaldo. Depois de há tanto tempo a carregar a equipa às costas, de tantos e tantos jogos a marcar golos que valem vitórias para as suas equipas, chega-lhe também a vez de marcar na sua própria baliza!

O auto-golo é o tiro no pé. Mas com arma de grande calibre! E não acontece apenas dentro das quatro linhas, no jogo jogado. É até mais frequente por fora: mesmo onde menos se espera, a exemplo do que sucedeu com o nosso melhor jogador.

O Porto, o Porto de Pinto da Costa, do Papa, por definição infalível, distraiu-se e falhou o cumprimento dos regulamentos da Liga num jogo da Taça da Liga: um auto-golo. Mas um auto-golo estranho que, antes de os penalizar a eles próprios, parece estar a penalizar a Federação Portuguesa de Futebol. Parece que em vez de entrar na baliza do Porto entrou na da Federação, pelo que se vai percebendo. Porque, ao contrário do que sucedeu exactamente pela mesma infracção – utilização dos mesmos jogadores nas equipas A e B num intervalo de tempo inferior às 72 horas estabelecidas nos regulamentos – com outros clubes, designadamente o Braga, ainda não lhe aplicou a correspondente sanção.

Esta é, de resto, matéria farta em auto-golos. Como se não bastasse aquele auto-golo, com a Federação a tomar-lhe a dores, anónimos (quem serão?) denunciam-lhe a utilização ilegal de cinco jogadores do Benfica. Mesmo estando regulamentado que não se investigam denúncias anónimas, mesmo sendo a denúncia inócua, por referir jogadores exclusivamente e apenas utilizados na equipa A, o Conselho de Disciplina da Federação abriu processos disciplinares e remeteu-os à Liga. Que, depois, evidentemente, os arquivou! Mais um auto-golo!

Ou terão desta vez sido dois, mesmo que na mesma baliza?

POIS...POIS...

Por Eduardo Louro 

 

Inequivocamente vamos apoiar Fernando Gomes: com estas palavras, proferidas na apresentação, em Lisboa. da candidatura à presidência da Federação Portuguesa de Futebol, Luís Filipe Vieira acaba de confirmar o que se suspeitava. “Deixem-no fazer a equipa, deixem-no trabalhar… “, acrescentou!

Ao que se chegou. Pinto da Costa, esse, não apoia ninguém…

 

FPF

Por Eduardo Louro

 

Fernando Gomes é candidato à presidência da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). É Pinto da Costa no seu melhor!

Enquanto Godinho Lopes – o Sporting também no seu melhor – para se negar a apoiar o seu antecessor Filipe Soares Franco anunciava o apoio a quem nem sequer candidato era, com Luís Filipe Vieira atado a um pseudo-calculista Fernando Seara, que não ata nem desata e que anda sempre atrás dos acontecimentos, Pinto da Costa, enquanto ia dizendo que não tinha nem queria ter nada a ver com isso, arregimentava as tropas para estenderem a passadeira ao seu óbvio candidato. De passadeira estendida, Fernando Gomes limita-se a pisá-la...

Diziam que, como sempre no passado, Pinto da Costa “apenas” estaria interessado na comissão de arbitragem e na comissão disciplinar… Não, não ele quer tudo. A melhor maneira de mandar naqueles dois órgãos vitais é mesmo mandar em tudo! É que agora as coisas são ligeiramente diferentes, e só Fernando Gomes lhe garante o pleno.

Isto não é para amadores!

Com ... tranquilidade

Por Eduardo Louro

 

 

Encerrada que está a disparatada, absurda e achincalhante trapalhada em que o Sr Gilberto Madaíl meteu o nome de Portugal, do futebol português e até de Mourinho (se bem que aí a música seja outra e haja muito por contar) aí está uma nova trapalhada: Paulo Bento!

Quero desde já dizer que nada tenho contra o treinador Paulo Bento. Tenho, no entanto, tudo contra mais esta trapalhada, na sequência directa da trapalhada anterior: ninguém percebe por que é que o Sr Madaíl não tratou discretamente do disparate Mourinho – podia ter almoçado, comido umas tapas ou apenas tomado um chá sem o anunciar aos sete ventos, preservando, como o mais elementar bom senso aconselharia, uma reserva que só faria sentido quebrar em função do sucesso (de todo improvável) de tão disparatada iniciativa – como ninguém poderá perceber a sucessiva exposição do nome de Paulo Bento e os sucessivos avisos (que mais pareciam ameaças) do anúncio de um futuro  contacto. Alguém entende que se avise, dias a fio, que se vai efectuar um contacto?

É para mim claro que é trapalhada atrás de trapalhada. Outra coisa seria difícil de esperar nesta altura do Sr Madaíl.

Trapalhadas à parte, em que Paulo Bento não tem qualquer responsabilidade, convém tentar perceber se esta opção, que parece estar a gerar unanimidade no meio mediático e desportivo, encaixa na actual realidade da selecção nacional.

Vítor Serpa, no Editorial de domingo de A Bola, apontava alguns traços do perfil do novo seleccionador: “mais forte do ponto de vista psicológico do que táctico, mais alegre do que triste, mais extrovertido do que intimista, mais amigável que conflituoso, mais comunicativo do que embezerrado, com mais amigos que inimigos”.

Eu acrescentaria: experiente, com forte capacidade mobilizadora, fortemente de empático, de discurso fácil, simples e directo, de espírito aberto, liberto de dogmas tácticos e … com tranquilidade!

Parece-me que, à excepção da famosa tranquilidade – imagem exclusiva de um discurso amplificado pelos Gato Fedorento e não exactamente uma imagem de marca – não encontramos aqui muitos pontos de contacto com o perfil de Paulo Bento. O que não faz dele um mau treinador nem sequer impede que seja seleccionador nacional! Apenas não encaixa na actual selecção nacional: uma equipa sobre brasas, sem margem de erro, descrente, sem chama e sem público!

Pode ser que corra bem, mas é daquelas soluções que, com toda a tranquilidade, tem tudo para não dar certo. Gostaria de estar redondamente enganado!

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