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Por Eduardo Louro
Fernando Madrinha, hoje no Expresso:
“Há tempos, depois de ter pago com atraso de um ano o Imposto único Automóvel, a funcionária das Finanças disse-me, muito séria, para guardar os documentos nos quatro anos seguintes. Estranhei a recomendação, mas guardei os papéis. Também os do IRS têm que ser mantidos durante cinco anos, prazo em que prescrevem eventuais processos. Já os documentos de trabalho dos inspectores de Finanças sobre os swap foram destruídos ao fim de apenas três anos. O meu IUC e o meu IRS são mais importantes e sensíveis para as Finanças do que os negócios manhosos com a banca, feitos por gestores públicos geniais como Maria Luís Albuquerque, e que somam prejuízos de milhares de milhões para o Estado. Estamos sempre a aprender.”