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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

O dominó Medina

Governo afasta CEO e presidente da TAP após detetar "deficiências graves"  na relação com o Estado - Expresso

As coisas não correm bem a António Costa há muito. Afinal nem mesmo o que parecia não poder correr melhor, correu bem. Até aquele volte-face nos últimos dias do mês de Janeiro do ano passado acabou por não correr bem. E o sonho da maioria absoluta acabou em pesadelo.  

Dizia-se antigamente - agora estas coisas já não se podem dizer - que "quando as coisas correm mal até os filhos são dos outros". Não é muito diferente o que tem acontecido a António Costa neste último ano e picos. Queria ter o seu mais que tudo - Medina - no governo, e em posição de forte destaque. Por ser o "mais que tudo", por lá ter que ter o Pedro Nuno, e por lá querer ter tudo o que mexesse em termos de ambições sucessórias.

Então e não é que é precisamente Medina a peça do dominó a deitar tudo abaixo?

Já eram muitas as trapalhadas em que se tinha metido. Mas esta da TAP, com o que a CPI vai destapando,  é o golpe final. E tudo começou em Medina, com aquela escolha da Alexandra Reis para Secretária de Estado do Tesouro. Não tivesse sido escolha, e nada se saberia. Nada de todos os escândalos que se vão conhecendo teria "existido".

A TAP até já dava lucros. Hoje ninguém saberia sequer que esses lucros são apenas impostos que nós pagamos, e salários que os seus trabalhadores não receberam. A CEO era o supra-sumo, e não embirrava com nada, nem com ninguém. Já ninguém se lembrava dos BMW´s, e ninguém saberia que tinha encharcado as direcções da companhia de franceses. Nem que gostava de fazer uns negócios com o marido. Ninguém saberia que o governo exercia a tutela sobre a TAP por Watsapp. A privatização fluía, e já ninguém se lembrava dos 3.2 mil milhões de euros lá enfiados. Não se saberia que o governo lhe metia cunhas para mimar o Presidente da República, para o manter como maior aliado, sem se tornar no maior pesadelo

Pedro Nuno Santos poderia continuar a dar ordens por Watsapp, e esquecido delas. E continuar a brincar aos aviões e aos aeroportos. João Galamba continuaria Secretário de Estado, e não se dava tanto pelas suas garotices. Nem pelas do outro, o Hugo, capaz de escrever aquelas coisas...   

Pois é, António Costa. Como todos seríamos tão mais felizes se não fosse o Medina...

 

Virar a página sem virar de página

Legislativas: Fernando Medina em quinto na lista do PS para Lisboa - CNN  Portugal

Foi na "prata da casa" que António Costa encontrou a solução para substituir Pedro Nuno Santos no Ministério das Infraestruturas e da Habitação. Dividiu o ministério em dois e entregou o das Infraestruturas a João Galamba, até aqui Secretário de Estado da Energia. O da Habitação não foi mais que passar de Secretaria de Estado a Ministério, passando Marina Sola Gonçalves, a Secretária de Estado, a Ministra.

Quando, por tudo o que têm sido estes ainda tão curtos meses de governação, em permanente convulsão, e os mais evidentes sinais dos pecados capitais que o Presidente, ainda ontem, na sua mensagem de Ano Novo, identificou - “erros de orgânica, descoordenação, fragmentação interna, inação, falta de transparência e descolagem da realidade” -, e sem pressão de tempo, pelo contrário, com o Presidente ausente do país, tinha até  mais tempo para aproveitar esta oportunidade para proceder a uma remodelação que pudesse inverter o que tem sido uma governação desastrada, António Costa apenas dá mais um sinal de esgotamento.

Mais que confirmar que já não só não tem capacidade de recrutamento na sociedade civil, mostrou que o seu campo de recrutamento se restringe já, e apenas, ao próprio governo. Se António Costa não estivesse acossado, fechado no seu círculo de fidelidades, e "descolado da realidade", teria ele próprio apresentado a demissão ao Presidente da República. Não para criar uma crise política, mas para criar a oportunidade para constituir um governo novo, capaz de assegurar um rumo novo à governação. 

Mas, se não consegue recrutar fora do governo sequer um ministro, como poderia encontrar uma dúzia de ministros novos para um governo novo?

E, já agora, será que o primeiro ministro acredita mesmo que não há nada para explicar sobre Fernando Medina? Que acredita que ele tem condições para continuar Ministro das Finanças? E que acredita que ele vai ser deixado em paz?

Diria que não. Que apenas acredita que consegue sempre virar a página sem virar de página. 

 

Tempo e resultado

Medina nas Finanças e Costa Silva na Economia. Estes são os 17 ministros de  Costa – ECO

Nas emissões desportivas da rádio era - creio que ainda é - comum a chamada ronda pelos estádios onde estavam a decorrer os jogos de futebol, com o pivot ao comando da emissão a lançar aos repórteres no terreno a sacramental pergunta: "tempo e resultado"?

Nesta altura a resposta seria: Medina 10 - Pedro Nuno 0. Estamos no intervalo!

Em tempo de intervalo, havia - creio que ainda haja - um breve comentário à primeira parte e ao resultado. E de perspectivas para a segunda parte.

Nesta altura, no comentário, poder-se-ia ouvir que a primeira correu nas bases lançadas pela teoria da conspiração e que o resultado corresponde ao que se passou em campo. Mas com um alerta para o jogo estar apenas no intervalo. E que se espera um jogo completamente diferente para a segunda parte.

Pedro Nuno Santos tem no banco jogadores que podem alterar ainda o resultado final, que já estão em exercícios de aquecimento. Estamos a ouvi-los dizer que Medina fez batota com aquela escolha da Secretária de Estado, que aquilo não foi jogo limpo, que o jogo ainda não acabou e que, agora, há que ir para cima dele.

É isso. O jogo ainda não acabou, mas já não tem como acabar bem. 

Outra coisa são as "trapalhadas". E já são "trapalhadas" a mais!

Mas há "trapalhadas" e "trapalhadas". As de Santana Lopes, e as de António Costa, em comum só têm a trapalhada.

Há já por aí muita gente a reclamar de Marcelo a receita de Sampaio para as "trapalhadas". Só que isso é mais uma trapalhada. Não é que Marcelo não gostasse de a usar. Bem gostaria. Corressem outros ventos ali para a São Caetano à Lapa e outro galo cantaria. Mas não pode. Não pode porque a oposição que existe, e a que verdadeiramente sairia a ganhar, lançaria o país na ingovernabilidade que abriria a caixa de pandora.

 Marcelo pode até ser umas vezes imprudente, e outras até leviano, mas não é irresponsável. E, de António Costa, não serei eu o primeiro a dizer que nasceu com o dito cujo virado para a lua. De tal forma que, por mais asneiras  que faça, qualquer ameaça se transforma logo em oportunidade.

Já sobre Fernando Medina o melhor é esperar pelos próximos capítulos. Ou pela segunda parte, que aí vem ...

Assunto resolvido. Venha outro!

CM de hoje (28/12/2022)

Pronto!  A Secretária de Estado foi-se embora, aceitou o pedido de Medina para que pedisse a demissão, que Medina aceitou, enaltecendo-lhe o currículo, agradecendo-lhe "todo o trabalho desenvolvido" e reconhecendo-lhe "a integridade e correção".

Assunto resolvido! Diz o Presidente, já a chamar pelo freguês que segue, até porque dia 30 (vai para o Brasil) é já depois de amanhã, e ele tem que se despachar ...

O assunto era político, não tinha mais nenhum problema. Não havia qualquer problema de legalidade, como logo de início havia proclamado, ou não tivesse esse ficado desde logo resolvido pelo mano. Só falta mesmo dar posse à/ao senhora/senhor que segue. E por isso despachem-se, se não ainda perde o avião.

Se, com a pressa, alguém tropeçar numa pedra donde saia já mais outra coisa qualquer do género, logo se vê... Convém é não estragar os sapatos. Esses é que nunca escapam...

Teoria da conspiração

Fernando Medina e Pedro Nuno Santos querem que TAP esclareça indemnização  paga a Alexandra Reis

E se tudo isto - o caso da Secretária de Estado do Tesouro - fosse apenas mais um episódio da guerra de delfins há muito aberta no PS, com o governo como teatro de operações?

E se Fernando Medina, conhecedor de toda a história da senhora Alexandra Reis através da sua própria mulher - directora jurídica da TAP até Março, donde saiu no mês que seguiu ao da senhora de lá ter saído com meio milhão de euros no bolso, por quem todo o processo naturalmente teria de passar -, a tivesse nomeado apenas para que viesse a ser conhecido um caso que, de outra forma, nunca chegaria ao conhecimento público?

E se Fernando Medina tivesse escolhido Alexandra Reis para sua Secretária de Estado para liquidar de vez Pedro Nuno Santos?

Não. Isto não cabe no domínio das teorias da conspiração. É apenas ficção mal amanhada de quem já viu um porco a andar de bicicleta na política portuguesa...

 

Já tínhamos saudades disto

Espanha corrige norma que exigia testes nas fronteiras terrestres

A Câmara Municipal de Lisboa, vá lá saber-se por que carga de água (responsabilidade de quem, ou a que propósito, para além de uma burocracia cega, surda - que não muda - e profundamente estúpida) partilhou com as autoridades russas os nomes, moradas e contactos de três manifestantes russos que participaram num protesto, em frente à embaixada russa em Lisboa, pela libertação de Alexey Navalny, o mais conhecido opositor de Putin.

A manifestação  aconteceu em Janeiro passado, mas só ontem foi conhecida a notícia desse acto bufo, inaceitável e e incompreensível da Câmara da capital. Fernando Medina deu voltas e mais voltas e explicou que "o erro resultou de um funcionamento burocrático dos serviços que aplicaram nesta manifestação aquilo que aplicam à generalidade das dezenas de manifestações que acontecem no município". Quer dizer - não explicou nada. 

Por isso ninguém percebeu. Excepto o ministro Augusto Santos Silva, mas esse, como se sabe, é senhor de uma inteligência rara, a que os comuns dos mortais nunca poderão aspirar. O ministro dos negócios estrangeiros dos governos de António Costa, dos Assuntos Parlamentares e da Defesa, dos de Sócrates, e da Educação e da Cultura dos de Guterres - um record absoluto - percebeu tudo: não se trata de "um incidente diplomático", apenas de "um procedimento errado que foi corrigido", facto com que só tem que se congratular.

E, congratulado e do alto da uma inteligência que nos verga a todos à nossa condição de mentecaptos, resolveu, de uma penada, um problema que em qualquer país do mundo livre e desenvolvido teria liquidado as hipóteses de reeleição de Fernando Medina. Simples - pediu à Rússia que cumprisse as leis internacionais e apagasse os registos que recebeu indevidamente.

A esta hora já certamente Putin lhe respondeu pelos canais diplomáticos que, sim senhor, pode estar descansado que já apagou tudo.

Há muito que não dava conta de um dos habituais tesourinhos deprimentes de Augusto Santos Silva. Era bom sinal, porque eles têm sempre uma relação directamente proporcional com o estado de sanidade do governo que integra. Mas acabou. As tiradas de Augusto Santos Silva estão para o inverno dos governos como o cuco está para a Primavera.

Gente Extraordinária

SIC Notícias | Operação Olíssipus. Câmara Municipal de Lisboa alvo de buscas

Mais um caso a abrilhantar estes dias que vivemos. Desta vez na Câmara Municipal de Lisboa, alvo de buscas da Polícia Judiciária. Tem nome, como não podia deixar de ser, e chama-se Operação Olissipus 

Enquanto dela nada sabemos, ficamos a saber que o Presidente Fernando Medina, ainda antes de alguém olhar para ele, já estava a apontar o o dedo para Manuel Salgado, que já lá não está. Com o desplante de dizer que não era ele a apontá-lo, era o comunicado da PJ. Que não o fazia.

Bonito de se ver.

Como bonito foi ver Carlos Moedas a sair à pressa pata surfar a onda, comparando logo Medina a Sócrates. 

Gente de elevada estatura, digna de ser levada a sério. Aqui chamamos-lhe gente extraordinária.

Sem honra nem glória

Costa debaixo de fogo por integrar comissão de honra de Luís Filipe Vieira

 

Soube-se no sábado que o primeiro-ministro, António Costa, e Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, integravam a comissão de honra da candidatura de Luís Filipe Vieira à presidência do Benfica. E ficou notícia, como não poderia deixar de ser.

É mais, bem mais, que apenas mais um caso de promiscuidade entre política e futebol.  Percebe-se que os dois juntos fazem um pacote, mas são obviamente diferentes as responsabilidades de cada um. Desde logo porque são diferentes as responsabilidades políticas de cada um.  Mas também porque, se é frequente ver os autarcas envolvidos com os clubes dos respectivos municípios, e encontrar até aí o paradigma daquela promiscuidade, como acontece no Porto com Rui Moreira, é raríssimo um envolvimento como este de um chefe de governo. Não me ocorre sequer  qualquer um.

Evidentemente que a esfarrapada desculpa de que estes são actos da esfera pessoal de cada um, que nada têm a ver com o exercício dos respectivos cargos públicos, não colhe. Desde logo porque é o exercício  desses cargos que lhes dá a notoriedade que lhes confere peso e a notabilidade que lhes dá a honra para uma comissão de honra.

Acresce a tudo isto Luís Filipe Vieira e as suas circunstâncias, suficientemente conhecidas para me dispensar de as enumerar. Enquanto não for condenado por coisa alguma, Vieira é inocente de tudo o que é suspeito e/ou acusado. Mas as suas circunstâncias vão hoje muito para além do quadro criminal, como também se sabe. E aí não há julgamentos, há factos. Que não abonam a honorabilidade de ninguém e objectos de forte condenação moral.

Só uma total falta de apurado sentido político justificaria esta decisão de António Costa se empenhar desta forma na candidatura de Luís Filipe Vieira. Não é por falta de faro político que António Costa é conhecido. É reconhecidamente o mais astuto dos políticos na praça, e não é fácil cair em lapsos comprometedores. 

Resta então outra hipótese: sensação de impunidade. António Costa terá entendido que a forma como joga o jogo político lhe deu um estatuto que o coloca acima de tudo e de todos. E não é a primeira vez que se lhe nota essa soberba. Começa até a ser recorrente...

Diz-se que que o Presidente Marcelo quer que o primeiro-ministro lhe explique. Poderia começar assim: "Ó  António explique-me lá, como se eu fosse muito burro, como é que se meteu nesta alhada"!

 

 

 

Festa é festa

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A renovação com Paddy Cosgrave, por mais 10 anos, foi anunciada como uma contratação de ... Bem, desse ... agora não. Mas foi assim uma coisa parecida, com Fernando Medina aos pulos, com gritos de "ganhámos, ganhámos, ganhámos"... E António Costa agradecido por poder confundir as oportunidades da Web Summit com as oportunidades do país.

Portugal é, por mais dez anos, o país da Web Summit. Se não chover... E o Panteão aguentar.

 

 

Ser e parecer

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Se Fernando Medina comprou o seu apartamento (a uma familiar próxima da administração da Teixeira Duarte) com um desconto de 200 mil euros sobre o preço de mercado (seiscentos e tal mil euros, contra mais de 800 mil de valor de mercado), pode simplesmente ter feito um bom negócio. O que não tem nada de errado.

Ou pode ter fugido com a diferença à escrituração. O que está errado.

Se a Teixeira Duarte não tinha negócios com a C.M. de Lisboa, e passou depois da data dessa transacção a ter, pode até não ser simples coincidência, mas pode nem assim não ter nada de errado. Se todos esses negócios eram de valor inferior a 5 milhões de euros, e por isso dentro dos limites da adjudicação directa, não tem nada de errado.

Mas que, tudo junto, e tudo sendo verdade, tem tudo para parecer errado, lá isso tem. E quando assim é, lá vem a mulher de César para a conversa... Por isso, quando assim é, dizer que é tudo uma cabala da oposição escondida atrás de uma denúncia anónima, e que quando comprou a casa não fazia ideia nenhuma da ligação da vendedora à Teixeira Duarte, é pouco. Pode ser verdade, mas não chega.

E Fernando  Medina sabe bem que não chega. Mesmo que chegue para ganhar as eleições...

 

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