Fezadas
Por Eduardo Louro
Fora de horas, a selecção nacional realizou mais um apronto para afinar a equipa para o arranque do Mundial, daqui a pouco mais que uma semana. Desta feita foi com a selecção do México. Fica a faltar o jogo com a Irlanda, ainda em terras do tio Sam…
Voltou a não entusiasmar, agora com mais alguns titulares que há uma semana com a Grécia. Não fosse a nossa eterna fezada e estaríamos com razões para recear que as coisas não corram bem. Valha-nos a fezada na recuperação do tendão mais famoso do mundo – o rotuliano que rima com Cristiano – porque sem Ronaldo a máquina não arranca. Tenhamos fé na fezada de Paulo Bento em Vieirinha. Animemo-nos com a fezada de que o Eder não ameace apenas com aquela pinta de ponta de lança que se lhe percebe na movimentação gingona, e consiga um dia fazer um remate. E, já agora, se não fosse pedir muito, um golo. Acreditemos que o João Moutinho não tenha deixado perdida no glamour de Montecarlo a intensidade com que jogava à bola. Ou que o Miguel Veloso não tenha lugar cativo na equipa de Paulo Bento…
Foi esta fé, e a fezada de que a sorte com que a selecção ganhou tenha vindo para ficar, que o jogo desta madrugada despertou. Para desespero bastou a frustração de não perceber o que é que o Paulo Bento pretendeu com a posição que inventou para o Fábio Coentrão. E a constatação de que até a selecção mexicana tem melhores valores individuais!