Não foi um fim-de-semana sem História, este que acabamos de largar. Mesmo que o calendário lhe tenha roubado um dia com muita História, ao encavalitar o 1º de Dezembro no sábado...
Em Buenos Aires, sem condições de segurança para organizar um jogo de futebol, teve condições para reunir o G20. Onde Trump não pôde dar muita confiança a Putin, que acabou por ter que se entreter com o jovem Mohammed bin Salman, mas pôde fazer um intervalo no braço de ferro com Xi Jinping, já a caminho deste nosso cantinho, onde coisa que não tem é problemas de comércio. Cá já manda ele...
Para que Putin não ficasse chateado, Trump não se podia esticar com o chinês. E aproveitou a morte de George H W Bush para dar a conversa por acabada. Não dá para continuar, tenho que ir tratar do funeral ...
Também Macron teve que se despachar porque Paris já estava a arder. Nada escapou aos protestos dos gilets jaunes, infiltrados de activistas do terror e do vandalismo... Nem mesmo o sagrado Arco do Triunfo, lá no alto dos Campos Elísios.
Em Bruxelas marchou-se pelo clima, como que a fazer a ponte de Buenos Aires para Katowice, onde o palco já está montado para a 24.ª Conferência da Partes (COP24), da Convenção-Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas, às voltas com as metas para a limitação do aumento da temperatura.
Por cá? Bom, por cá foi fim-de-semana gordo para os supermercados. E para o Estado...
Para além do anunciado frio em todo o país, mais cortante pelo vento no Estoril ou mais amenizado pelo calor, em Lisboa, este foi um fim-de-semana de rankings, matéria muito apreciada cá pela paróquia. Não se discutiu outra coisa, nem nenhum jornal lhe passou ao lado. Por isso não resisti a trazer aqui "O romance do ranking", que o José Gabriel publicou no Aventar.
Com a devida vénia:
" “Estou muito satisfeito com as vossas notas, todos têm positiva na classificação final do ano”, dizia, aos seus alunos, o professor de Filosofia. Estes sorriam, satisfeitos.
“Então vamos todos a exame e fazer um figurão”, garantiam, felizes. “Ah, isso é que não pode ser; o Colégio só leva a exame o Bernardo. Ele tem, de longe, a melhor nota de todos vós.” ” E- e então e nós, o que fazemos? Não é justo!”, espantavam-se os 24 alunos restantes, indignados com a situação que se desenhava. “Vocês anulam a matrícula e vão ali à Escola Pública inscrever- se como autopropostos.” Apesar da revolta dos alunos e, depois, dos seus pais, foi isso que aconteceu. E foi assim que o Colégio de Sta. Miquelina obteve, mais uma vez, um dos primeiros lugares do ranking promovido pelo ME e patrocinado pela imprensa “de referência”. Há quem ache o método cruel – “canalha”, chamava-lhe um pai – mas a verdade é que o colégio não estava só. Todos os primeiros 15 classificados daquela disciplina tinham levado a exame apenas um aluno…
(Qualquer semelhança com factos reais não é pura coincidência…)"
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