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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Um título para a história

Por Eduardo Louro

 

 

A primeira das três finais, de todas as que havia para atingir – não há mai nhuma –, foi para ganhar. As outras logo se vê…

Era a mais importante, porque era a primeira. Agora sim, é que já é a menos importante de todas. Se não fosse ganha, já se sabe como era…

E foi mais uma festa, que desta vez deixou Leiria em festa. Mais em festa, porque ali à volta corriam já as festas da cidade, a velhinha feira de Maio. Não sei se foi a festa benfiquista que alegrou a festa da cidade, mas sei que esta emprestou mais festa à final da Taça da Liga. À tão maltratada Taça da Liga que só o Benfica salva!

O jogo foi próprio de uma final, e também ele contribuiu para agarrar esta competição ao mapa futebolístico nacional. O Rio Ave apresentou-se muito bem preparado, teve tempo – e um técnico a confirmar méritos – para se preparar para defrontar o grande Benfica deste ano. Que, sem confirmar com uma grande exibição a brilhante época que está a fazer, jogou como se joga uma final que é para ganhar. Não há dúvida que desta vez não era treta que as finais são para ganhar!

E pronto. Esta foi uma final que, tendo já feito história, pode ainda voltar a fazê-la. Foi a quinta – em sete edições e em cinco presenças na final – vez que o Benfica conquistou o troféu. Uma história de pleno: cinco finais, cinco vitórias. E uma conquista sem sofrer qualquer golo, uma prova limpa, imaculada. Mas pode ainda vir a fazer história. É, para já, o segundo título da época, mas poderá ficar na história única de um pleno inédito! 

É PARA GANHAR!

Por Eduardo Louro

 

A exemplo do último sábado de má memória, o Benfica parte em desvantagem para a final de hoje em Amsterdão. Uma desvantagem que decorre, como na do jogo de sábado, da História, mas também da mesma simetria de comportamento competitivo nesta altura da época, com o Chelsea a abordar esta fase final das competições em clara curva ascendente, bem evidente na forma como fechou o terceiro lugar na Liga Inglesa, em aproximação rápida ao City e a despedir-se de Arsenal e Totteham, deixando-os ambos a contas com o quarto lugar que dá Champions. E Vilas Boas a disputar o seu verdadeiro campeonato, mercê do objectivo declarado para a época: ficar à frente do Arsenal. Parece que não o atinge!

Ao Benfica, o desgraçado resultado de sábado, apenas acentuou fase descendente em que já há alguns jogos entrara. E, evidentemente, bem abalou os índices de confiança que se pretendiam reforçados para esta final.

A História, que como então aqui disse, não ganha jogos mas mete fantasmas lá dentro, aqui é diferente. E aqui há duas Histórias – uma velha e longa, feita das oito finais europeias do Benfica, e outra nova e curta, feita apenas do ano passado. Em que o Benfica foi superior e superiormente prejudicado, mas que foi o Chelsea a ganhar, até chegar a campeão europeu.

Pouco diz, esta História recente. Até porque este Chelsea que hoje se vai apresentar na Arena de Amesterdão é – parece-me claro – bem melhor que o que conquistou o título máximo do futebol que ainda hoje ostenta (o Chelsea poderá, se vencer hoje, tornar-se no primeiro clube portador, em simultâneo, dos dois maiores títulos europeus). A outra sim. É pesada: nas oito finais já disputadas o Benfica apenas ganhou as primeiras duas. Com ou sem maldição de Guttman, é a História!

Mas, como os recordes são para abater, também a História é para ultrapassar. Para ficar para trás, não fosse a História feita disso.

As finais são para se ganhar! É uma frase feita, mas também o paradigma do espírito vencedor. Disputar uma final só pode servir para a ganhar, mesmo que percebamos que há quem nos queira fazer crer do dever cumprido pelo simples facto de lá chegar…

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