Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Final com final anunciado

 

O Real Madrid conquistou hoje em Kiev a sua 13ª Taça dos Campeões Europeus. E a terceira consecutiva na nova era Champions. Tudo feitos difíceis de igualar.

Real Madrid e Liverpool, dois senhores do futebol europeu, proporcionaram uma grande final. Os reds entraram por cima, a superiorizarem-se à custa da tremenda pressão sobre o adversário, como Klopp gosta, e mandaram no jogo até ao momento chave do jogo: a lesão do egípcio Salah, a estrela maior do Liverpool, nesta altura, por volta da meia hora de jogo, num lance onde Sérgio Ramos - sempre ele - não fica bem na fotografia.

Pouco depois também o lateral direito madrileno, Carvajal, foi obrigado a sair, por lesão. Que, não tendo a mesma influência no jogo, não foi de menor carga emocional. É que Carvajal vai provavelmente falhar o Mundial, como já falhou o último, no Brasil, por lesão igualmente contraída na final da Champions, então na Luz.

Sem Salah, e mesmo transferindo as suas funções para Mané, que confirmou toda a sua enorme categoria, o Liverpool passou a ser outra equipa. E deixou fugir o domínio do jogo para o adversário.

Os golos só vieram na segunda parte. O primeiro, para o Real, oferecido pelo guarda-redes Karius a Benzema. Caricato! O Liverpool reagiu bem à asneira do seu guarda- redes e, menos de 5 minutos depois, restabelecia o empate, pelo inevitável Mané, e depois, disfarçado de Cristiano Ronaldo, entrou Bale, o homem do jogo!

Dois minutos depois de entrar assinou um golo espectacular, numa réplica à bicicleta de Cristiano Ronaldo, em Turim. Vinte minutos depois voltou a imitar o "melhor do mundo", num grande remate de longe que o pobre Karius decidiu transformar em golo. E pronto, ficava escrito o último capítulo de uma história com final anunciado. Porque nisto de Champions é mesmo assim: no fim ganha o Real Madrid!

A figura desta final poderia ter sido Salah, mas a sorte não quis nada com ele. E a figura da equipa foi Mané, com Firmino a passar ao lado do jogo. Como Isco, do outro lado. E até mesmo Cristiano Ronaldo, que não gostou nada de ter ficado em branco e sido ofuscado por Bale, como se viu pelo amúo que revelou no final do jogo, deixando no ar a ameaça de sair...

 

  

La décima

 

Por Eduardo Louro

Real Madrid celebra a "décima" com reviravolta histórica

 

Quem puder comparar esta segunda final da Champions de Lisboa, agora no Estádio da Luz, com a pimeira, de há 47 anos no Estádio Nacional, fica com uma ideia do que é o negócio de futebol. A UEFA - como a FIFA, nisso são a mesma coisa - mostrou em Lisboa o extraordinário negócio em que transformou o futebol. E a excelência dos recursos que coloca ao serviço da promoção dos grande eventos de futebol que gere.

Repare-se que da infindável publicidade estática do Estádio da Luz nem uma única sombra restou. Dir-se-á que não podia ser de outra maneira, mas então o que dizer quando as próprias garrafas de água que os jogadores utilizaram não tinham sequer rótulo?

Mas essa é a dimensão do negócio a que o futebol chegou. O fantástico evento que a UEFA criou e a que chamou Lisbon 2014 foi muito mais que o jogo de futebol. Mais que um jogo em que o hino da Champions foi cantado ao vivo, pela voz da Marisa, de que poucos terão dado conta. E muito mais que um jogo que ficará na História do futebol europeu e mundial. Porque, sem que tenha sido um grande jogode futebol, foi uma dramática e emocionante final. Porque foi a primeira, e dificilmente repetível, final da prova máxima do futebol de clubes disputada num derbi. Mas porque acima de tudo é lá décima. A há muito ansiada e e há muito adiada décima Taça dos Campeões Europeus desse colosso do futebol mundial que se chama Real Madrid!

Até aos 93 dos 95 minutos que o jogo teve, o Atlético de Madrid esteve na frente do marcador, aproveitando um erro indesculpável de Casillas quando faltavam 10 minutos para o intervalo. Defendeu essa vantagem como pôde, usando na perfeição o fantástico trunfo de Simeoni: uma equipa com 11 Simeonis, uma equipa toda de jogadores à imagem do jogador que foi. No bom e no menos bom...

Acontece que no futebol as melhores equipas serão sempre as que tiverem os melhores jogadores. E quando são os melhores dos melhores... O Atlético de Madrid foi, durante toda a época, mais equipa que o seu rival de Madrid. E mais equipa do que o Barcelona, mas não é melhor equipa que o Real Madrid. Nem que o Barcelona.

E por falar em melhores, dos três portugueses em campo, o Tiago foi o melhor, mesmo que CR 7 tenha feito mais um golo - o quarto e último - e fechado a sua participação nesta edição da Champions com a fantástica e porventura inultrapassável marca de 17 golos. Mas não foi o melhor dos também três ex-Benfica, esse foi Di Maria... Que foi mesmo o melhor de todos, the man of the match!  

Por maior que seja a simpatia para com uma equipa que de simpática não tem nada, mas que tem sempre aquele plus do encanto dos que com menos fazem mais, foi com toda a justiça do futebol que o Real Madrid ganhou la décima. Foi melhor em duas das três partes do jogo: bem melhor na segunda parte e muito melhor no prolongamento!

CAMPEÕES

Por Eduardo Louro

 A melhor equipa do mundo é campeã da Europa com toda a naturalidade

Assistimos a uma das melhores finais de todos os tempos e de todas as competições. Esta final da Champions de 2011 entrará directamente para a História!

E, para ganhar a melhor final de sempre, nada melhor que a melhor equipa de futebol de sempre! Fantástico!

Todos os que gostamos de futebol – condição que tem de nos transformar em admiradores deste dream team – este sim – do Barcelona – esperávamos este jogo com grande expectativa: frente ao futebol de sonho do Barça estava o futebol completo do Manchester United, o futebol de posse e do campo todo que Sir Alex Ferguson produz há muitos anos em Old Traford sob patente há muito registada. No fundo muitos esperavam que a equipa de Nani, Rooney e Gigs pudesse travar esta portentosa máquina de futebol de Messi, Xavi, Iniesta e por aí fora.

Mas o United mais não conseguiu engasgar a máquina blau grana nos primeiros dez minutos e dar um sinal de digna revolta nos últimos dez, com apenas quatro remates e um único direito à baliza de Valdez: o do golo. Nos restantes 80% do jogo só deu Barcelona, num show de bola inesquecível, com os habituais e inacreditáveis níveis de posse de bola, a obrigar os red devils a correr atrás da bola, todos bem juntinhos e em cima da sua área!

Ganhou o Barça e ganhou bem. Ganhou Guardiola e os seus jogadores. Mas ganhou um em especial: Abidal, que ainda há dois meses descobria que tinha um cancro no estômago! Em apenas dois meses foi ao fundo e levantou-se ainda a tempo de disputar a final mais desejada e de conquistar o mais importante troféu de clubes do mundo.

Quem também teve aqui uma pequenina vitória foi Mourinho: o único treinador que consegue, apesar de tudo, dar mais luta a este invencível Barça. No ano passado conseguiu empurrá-los para fora da final e, neste, foi claramente o osso mais duro de roer…

Acompanhe-nos

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D

Mais sobre mim

foto do autor

Google Analytics