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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Tanta doçura ainda vai amargar

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Arranca hoje essa plataforma da direita, não por acaso de nome doce - MEL, de não menos doce Movimento Europa e Liberdade. Uma doçura - esta também chamada Aula Magna da direita - bem amarga para o PSD de Rui Rio...E para o próprio, que já viu Luís Montenegro aproveitar para dar o passo em frente no processo de autofagia em que o partido caiu.

Quem à última hora se pôs de fora foi Francisco Assis. Tanto quanto por aí corre a marcha-atrás não lhe terá valido de grande coisa, dizem as más línguas que está fora da lista para as europeias de Maio. Parece-me bem. Sempre que Roma não paga a traidores, acho que faz bem!

 

O Carmo e a Trindade

 

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A líder do Bloco de Esquerda disse numa entrevista que o "PS é permeável aos grandes interesses económicos" e caiu o "Carmo e Trindade". Não sei se Francisco Assis é o Carmo ou a Trindade. Sei é que nunca o Carmo e a Trindade estiveram tão distantes. E que, se Francisco Assis teria de ser o primeiro "a saltar", de vestes bem rasgadas, Manuel Alegre só deve ter pretendido fazer prova de vida.

Quantas vezes não terá já dito já o mesmo? 

 

 

 

Diabo ponto dois

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O presidente Marcelo tem andado numa lufa lufa para atingir o pleno da popularidade, para agradar a toda a gente. Bem pode tirar o cavalinho da chuva: se já sabia que nunca chegaria a Pedro Passos Coelho, ficou agora a saber que também Francisco Assis está completamente fora de alcance.

A não ser que dissolva de imediato o Parlamento. Mas não parece que Marcelo faça isso só para agradar ao inconformado euro-deputado, que é quem agora não perde oportunidade para anunciar o diabo.    

Um bocadinho de coerência, se não for pedir muito...

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Com almoços ou com jantares, com ou sem leitão, Francisco Assis tem todo o direito de estar contra a decisão da direcção do seu partido. Tem direito a não perceber do que está a acontecer, e tem direito ao equívoco, como qualquer um. 

Mas os direitos conquistam-se. Estes, de Assis, conquistam-se com com ética e princípios. Com seriedade e coerência. E não é sério, nem coerente, defender agora uma coligação com a coligação de direita quando ainda há pouco, entre outros mimos, proclamava que "não pode haver compromissos com a direita extremista". 

Inigmas

Por Eduardo Louro

 

Francisco Assis voltou... Voltou de novo, voltou mais uma vez... Fosse porque lá estava António Capucho, e ele não ser homem de deixar protagonismos por mãos alheias, fosse simplesmente poque ele é mesmo assim. Como o mar, de ir e voltar... Nunca importando muito como vai, e menos ainda como volta.

Há dois anos atrás defendia uma coligação com a direita. A única possível, garantia, e insurgia-se contra o extremismo da linguagem contra o governo, enquanto exultava com a perspectiva do maior protagonismo de Portas no processo de coordenação política do governo. Há apenas seis meses abandonou o congresso... Não se revia no partido, aquilo era tudo muita esquerda...

Agora voltou na convenção, e o governo já é a direita extremista com quem se não pode estabelecer compromissos. E não é de agora, é de há muito: "Não pode haver compromissos com quem há muito se excluiu deles"!

Não mudou de ideias, jura. Pode ser que não, e que nós é que andemos todos a dormir...

Quando reparei, depois do inevitável beliscão para confirmar que estava acordado, dei por mim a pensar que nos estão sempre a dizer que é na cabeça deste homem que mora o mais sólido pensamento do PS...

Porquê? É que gosto mesmo de inigmas...

 

Erro de casting

Por Eduardo Louro

 

Não consegui perceber bem se o Tó Zé estará Seguro que um mau resultado nas europeias lhe veda o sonho – para ele, para nós pesadelo - de vir a ser primeiro-ministro. Se percebeu que tinha de jogar tudo nestas eleições, e isto é o que tem para ir a jogo... então já era!

Escolher Francisco Assis para cabeça de lista para as europeias é descartar à partida todo o eleitorado de esquerda. É entregar de mão beijada algumas centenas de milhares de votos, que lhe virão a fazer muita falta, ao João Ferreira e à Marisa Matias.

Não lhe podia ter corrido pior. Já não lhe bastava ter ido a correr atrás do Rangel…

 

Voltar à realidade

Por Eduardo Louro

 

 

O fim-de-semana está a chegar ao fim e o Congresso do PSD já lá chegou. Acabou a festa, acabou o espectáculo, acabaram os números de ilusão e magia... É tempo de voltar à realidade!

Amanhã é segunda-feira e tudo vai estar como deixamos na sexta. Nada mudou, mesmo que Marcelo tenha mudado alguma coisa, e Cristo volte, como Relvas. E que Seguro se tenha deixado ir a reboque de Rangel, e que Assis tenha deixado de se importar de ser a terceira ou quarta escolha ...

Não há meio desta gente se entender com a realidade!

SEGURO E NÃO FORMOSO

Por Eduardo Louro

 

Na corrida à liderança do PS - que acaba de entrar na recta final - António José Seguro segue tranquilamente à frente, rumo à vitória. Francisco Assis lá vai fazendo pela vida, mas já nem ele próprio acredita que lá chegue. Vai-se esforçando em lançar uma outra ou ideia, às vezes mesmo uma pedradazita no charco, enquanto, Seguro mas não formoso, o seu adversário se limita a olhar para os botões da máquina, vendo se está tudo no sítio e distribuindo afectos a eito.

É a força da máquina, dizem. Nestas coisas quem não domina a máquina perde, sem apelo nem agravo. É assim no PS, mas é assim em todos os partidos. E com a moda das directas é ainda mais assim!

Nada a opor. Nem nada a fazer: são as regras do jogo!

O problema vem a seguir. Olho para as redes sociais – não há volta a dar, não é preciso espreitar pelo buraco da fechadura, as portas estão todas escancaradas – e reconheço as caras que estão à volta de Seguro: todas as que estiveram na linha da frente na defesa de Sócrates, todas as que vibraram com o líder no congresso de há três meses, todas as que deixaram aquela imagem de seita que de lá saiu. Onde, se bem se lembram e repescando a expressão então utilizada e que aqui trouxe já em diversas ocasiões, Seguro nunca saiu de trás dos arbustos. E onde Assis não se escondeu: sempre ali na tribuna, disponível para todos os encómios ao chefe endeusado…

Olho para trás, mais para trás – dois, três…seis anos - e continuo a ver Seguro sempre lá! No mesmo sítio, atrás dos arbustos, sem ninguém dar por ele! E Assis sempre bem a vista, sempre na primeira linha, a defender o chefe até à derrota final. Na Assembleia da República, um líder parlamentar com a missão impossível de defender o indefensável porque, na verdade, o Sócrates que toda aquela gente cegamente idolatrava, já não tinha defesa. No entanto Assis nunca o abandonou, nem por um só momento!

Se Assis não pode – por muito que até quisesse - largar a pele socratista, Seguro pode ser acusado de tudo – e especialmente de ter hibernado à espera que a oportunidade lhe caísse do céu – excepto de admirador e seguidor de Sócrates. Mandaria a lógica que as expectativas apontassem para que toda aquela gente que até há um mês atrás seguia Sócrates em perfeito delírio, estivesse agora ao lado de quem mais próximo dele sempre esteve. Mas não! Nada disso, justamente o contrário!

E isto diz tudo sobre os partidos que temos e a quem entregamos a chave da democracia.

 

UMA BOA IDEIA, MAS...

Por Eduardo Louro

 

Manifestei-me aqui, já há muito tempo, contra a forma pouco democrática como em Portugal se chega a primeiro-ministro. Dito assim - sem mais nem menos – isto parece uma inaceitável blasfémia.

Mas não é! Tudo tem a ver com a forma como são eleitos os líderes partidários – do PS e PSD, os únicos que continuam a candidatar primeiros-ministros, por muito que isso custe a Paulo Portas! Como então dizia são umas escassas dezenas de pessoas que decidem quem é o líder de cada um desses partidos e, automaticamente, candidatos a primeiro-ministro. Depois, em eleições legislativas, a democracia limita-se a sufragar o nome escolhido por pouco mais de uma dúzia de pessoas.

É assim para todos os órgãos de poder democraticamente eleitos: deputados da nação ou autarcas.

Sempre me pareceu que isto representava um condicionalismo muito sério das democracias europeias e em particular da nossa. É que, afinal, e salvaguardando todas as distâncias e todas as restantes variáveis da democracia, pouca diferença há entre ir buscar um professor a Coimbra para tomar conta do país ou esperar que outro vá fazer a rodagem a um carro a um sítio qualquer onde se decida quem vai tomar conta desse mesmo país. A diferença é que um ficou por 40 anos, sem nunca mais perguntar nada a ninguém e, o outro, ficando por pouco menos tempo, sempre foi perguntando se o queríamos manter por lá. Bom, mas agora já não é assim: já não basta ir dar um passeio de fim-de-semana! Agora há, no PS e no PSD, eleições directas!

É aqui que quero chegar: não há diferença nenhuma! As eleições directas nestes partidos são decididas pelas mesmas escassas dezenas ou centenas de pessoas. Se na eleição em congresso ainda havia lugar a alguma espontaneidade, a alguma mudança de sentido de voto provocada por algum discurso mais arrabatado, em eleições directas ganha-as quem dominar a máquina do partido. Qualquer que ele seja!

Foi assim com Passos Coelho, há pouco mais de um ano. E é assim, agora no PS, com António José Seguro!

Por isso sou levado a aplaudir, de pé e com ambas as mãos, a proposta de Francisco Assis de introduzir no PS a escolha dos candidatos a primeiro-ministro, deputados e autarcas através de eleições primárias abertas a todos os cidadãos que o pretendam, independentemente das suas opções partidárias. Seria como as primárias que conhecemos do sistema americano: muito mais democrático, sem dúvida!

Claro que tenho dúvidas – mas apenas isso – sobre a eficácia do sistema no nosso país. Num país com os níveis de abstenção e de participação cívica que conhecemos dificilmente teríamos um nível de participação que nos afastasse todas as dúvidas de legitimação democrática. Quem sabe mesmo se não promoveria outros tipos de caciquismo… Mas lá que é um risco que vale a pena correr, disso não tenho dúvidas!

Tenho algumas é que se fosse Assis, e não Seguro, a dominar o aparelho, ele defenderia esta proposta: nada me legitima esta dúvida, mas…

 

 

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