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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Assim vai o campeonato dos desígnios

 

Esta jornada do campeonato, que levou o Benfica a Moreira de Cónegos, confirmou que, para ser campeão, a equipa de Bruno Lage terá de ganhar todos os jogos que faltam, já que, como víramos ontem, com o mesmo árbitro do jogo da passada segunda-feira, na Luz, ao Porto basta-lhe comparecer em campo para assegurar a vitória. Árbitros e VAR tratam do resto!

Hoje, o jogo com o Moreirense confirmou que, para ganhar, ao Benfica exige-se muito mais. Exige-se que ganhe a muito mais adversários que aqueles onze jogadores  (nunca dez, como ontem o Porto jogou durante mais de 90 minutos) que, em cada momento, tem em campo pela frente. 

O treinador e os jogadores do Benfica sabem disso. E por isso a equipa entrou no jogo com vontade de não dar hipóteses à equipa adversária, já que contra os outros não pode fazer nada que não "comer e calar". O início do jogo mostrou um Benfica à procura do golo, logo falhado por Pizzi ao terceiro minuto, isolado na cara do guarda-redes, e um Moreirense à procura das pernas dos jogadores do Benfica, onde iam acertando com grande frequência e maior violência.

Foi esta a toada do jogo nos primeiros doze minutos, com Rafa, aos nove, a falhar a segunda oportunidade de golo, quando Gabriel, depois de Grimaldo, aos quatro minutos (momento em que João Aurélio teria que ter sido expulso, mas não foi porque o Benfica não pode jogar contra 10), ficou também ele perto de ser mandado para o estaleiro.

Esgotado o quarto de hora inicial, pareceu que o Moreirense quis finalmente começar a jogar e a disputar a bola. E começou então a perceber-se a estratégia do seu treinador para o jogo, sem qualquer ponta de lança, para dispor de jogadores móveis que condicionassem a saída de bola do Benfica - o início da construção, como dizem os entendidos. Nada que incomodasse muito a determinação e a qualidade com que os jogadores do Benfica prosseguiam na procura do golo, que acabaria por surgir aos 29 minutos, numa desmarcação de Pizzi, a assistir Jonas para uma finalização de grande classe.

Não podia ser. Um golo daqueles não poderia valer e, inacreditavelmente, o VAR anulou-o. O árbitro não foi confirmar a informação que terá recebido do fora de jogo de Pizzi que, mais uma vez, ninguém consegue ver. Sendo que, na lei, diz-se que, em caso de dúvida, não se decide contra quem ataca. A própria equipa de arbitragem no campo cortou por mais duas vezes jogadas de golo do Benfica com foras de jogo inexistentes.

Teve que se esperar mais oito minutos para o primeiro golo, a valer. De João Félix. E mais cinco para o segundo, de Samaris, a marcar pelo segundo jogo consecutivo.

A fechar a primeira parte, já no período de compensação, uma fantástica execução de João Félix (na foto) que, a ter dado golo, seria o do campeonato. E uma soberba defesa de Odysseas, na única oportunidade do Moreirense.

A segunda parte arrancou praticamente com o terceiro golo do Benfica, de Rafa, em mais uma boa jogada de futebol dos novos movimentos preparados para este jogo. É isso, mesmo com apenas um dia para preparar o jogo, Bruno Lage introduziu-lhe movimentos novos trabalhados a preceito.

A partir daí o Benfica, sem nunca desligar, nem nunca perder de vista a baliza do Moreirense, preocupou-se em dominar e controlar o jogo. O Moreirense limitou-se a voltar a obrigar Odysseas a uma segunda grande intervenção, na cobrança de um livre. Enquanto isso, a arbitragem negava ao Benfica mais um penalti, cometido sobre André Almeida (aos 20 minutos), cortava mais umas jogadas de ataque por foras de jogo imaginários, e Jonas deixava o quarto adiado, à espera de Florentino, a 10 minutos do fim. Desse fim que mostraria jogadores do Moreirense no chão, com cãibras. Como se viessem eles de um jogo europeu com prolongamento, três dias antes...

Depois de todas as peripécias lá acabou em goleada com assinatura o jogo em que tanta gente apostava todas as fichas. E assim vai o campeonato dos desígnios: do desígnio nacional de salvar o Sporting, do desígnio de fazer do Braga candidato ao título e do desígnio de fazer do Porto bi-campeão. São desígnios a mais para uma bola só!

O jogo das dúvidas

Liga Europa: Jonas falha primeira mão dos quartos de final

 

Em tempo de dúvidas, o Benfica deixou sem dúvidas que é muito superior ao Dínamo de Zagreb, e selou a passagem aos quartos de final da Liga Europa.

Mas não foi fácil tirar essas dúvidas. A equipa que Bruno Lage apresentou adensou mais as dúvidas que já existiam. A precisar de marcar, a equipa entrou sem pontas de lança, deixando as bancadas da Luz cheias de dúvidas. Dúvidas que rapidamente cresceram com a primeira metade da primeira parte a ser francamente medíocre. A partir daí a produção da equipa começou a crescer mas sem nunca atingir um nível aceitável para aquilo a que nos tem habituado.

Bruno Lage quis poupar os jogadores mais sobrecarregados. De jogos e de outras coisas, como é o caso de Jonas. Mas não correu bem, e teve de emendar a mão. Logo ao intervalo tirou Zivkovic, estranhamente cada vez mais um poço de dúvidas, e Yuri, cada vez com menos dúvidas que é demasiado pouco para o Benfica, e fez entrar Jonas e Grimaldo. A equipa melhorou muito e, pelo inevitável Jonas, aos 71 minutos chegou ao golo e empatou a eliminatória.

A melhoria da qualidade do jogo justificava o segundo o golo, e arrumar com a eliminatória nos 90 minutos de jogo.  Mas nem com recurso a João Félix, por troca com Jota, o segundo golo apareceria. E o pior cenário que se poderia perspectivar passou a realidade. O prolongamento era tudo o que o Benfica não queria nesta fase da temporada, mas não havia nada a fazer se não disputá-lo.

Ainda bem que assim foi, porque o jogo da equipa continuou a crescer, mas agora para patamares já muito próximos daqueles em que tem andado. O futebol do Benfica no  prolongamento foi de grande nível,  com dois grandes golos, de Ferro e de Grimaldo, este último verdadeiramente soberbo, ainda na primeira parte. 

Não se sabe quais serão as consequências deste esforço no próximo jogo, já no domingo, com o Moreirense. Sabe-se que os jogadores que Bruno Lage quis poupar acabaram por fazer praticamente o tempo de todo um jogo; e que os outros ficaram  com mais 120 minutos em cima. Mas também se diz que quando se ganha não há cansaço, perder é que cansa. E se calhar é melhor chegar cansado a Moreira de Cónegos mas com a alma cheia, que um pouco mais folgado mas com a cabeça cheia de dúvidas.

A força da Premier League

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Era praticamente dado por axiomático que, porque a Premier League é a mais fantástica, forte e disputada competição de futebol do planeta, os clubes ingleses tinham reduzidas condições de sucesso na mais importante prova do futebol mundial, a Champions Legue, of course

Pois... Aí está a edição deste ano a desmentir isso mesmo, com o futebol inglês a ocupar metade das vagas nos quartos de final da prova. Mais significativo ainda, com todas as quatro equipas inglesas apuradas nesta adiantada fase da competição, situação que só por uma vez, há precisamente 10 anos, tinha acontecido na história da Champions.

Com o Manchester United e o Totteham como elos mais fracos da armada inglesa, e Ajax e Porto como outsiders, Liverpool, Manchester City, Barcelona e Juventus são claramente os mais favoritos para a final de Madrid. Isto, claro, se as bolas estiverem bem aquecidas no sorteio da próxima sexta-feira...

Inglório

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Provavelmente chegou mesmo o momento que todos os benfiquistas temiam. O momento em que tudo poderia deixar de correr bem porque, todos o sabíamos, esse momento haveria inevitavelmente de chegar.

O jogo da passada quinta-feira, na Croácia, já tinha deixado perceber que esse momento poderia ter acabado de chegar.

O Belenenses é uma equipa difícil de bater, já se sabia. E isso era mais um dado a ter em conta no contexto desse momento. Desde o apito inicial dessa espécie de árbitro que é João Capela se percebeu que o Belenenses iria colocar muitas dificuldades ao Benfica. Que também mostrou que não estaria em grandes condições para as enfrentar, jogando com menos velocidade que a necessária, mostrando pouca eficácia no remate e no passe e acabando sempre a esbarrar na dupla barreira de cinco jogadores que o Belenenses encostava à sua área. Defendendo com todos os jogadores em cima da sua área, era no entanto com grande facilidade que saía para o ataque, deixando sempre no ar um tom de ameaça que não passava despercebido a ninguém.

Na primeira parte o Benfica não acertou com um único remate na baliza de Muriel. E sabendo da propensão do guarda-redes do Belenenses para, frente ao Benfica, defender tudo o que há para defender, não era garantido que, mesmo melhorando substancialmente a qualidade e a eficácia do seu jogo, fosse fácil marcar golos.

A boa entrada na segunda parte abriria no entanto outras expectativas. O golo apareceria logo aos 10 minutos, por Jonas. Um golo que só ele poderia marcar, numa nesga de relva. O Benfica prosseguiu essa boa reentrada no jogo, e oito minutos depois chegou ao segundo, num remate de Samaris, na ressaca de um canto. E em menos de 20 minutos, um jogo que estava muito difícil parecia resolvido.

Só que logo a seguir, e em apenas dois minutos, o Benfica ofereceu dois golos ao adversário de forma incrível. Primeiro, num livre inofensivo, Odysseas viu a bola a sair ao lado da sua baliza. Mas não ia, e acabou lá dentro. No minuto seguinte foi Rúben Dias que pensou que ia passar a bola ao guarda-redes, mas apenas a entregou a um adversário frente à baliza escancarada, que fez o empate.

E de repente, o Belenenses que tinha de finalmente sair lá de trás, sujeitando-se a ser goleado, via-se se novo empatado. E portanto, de novo na sua praia.

E o Benfica deixou fugir os dois pontos de vantagem que tanto tinham custado a conquistar. E esgotou a margem de erro que tinha...

De João Capela, nem vale a pena falar. Foi ele mesmo, alguém que não se percebe porque continua a arbitrar. E como o VAR é uma encomenda de alguns, não funciona para os outros. Hoje valeu tudo: penaltis por marcar, amarelos e vermelhos por mostrar. Tudo, que também explica os dois pontos perdidos, fazendo do Belenenses a bête noir do Benfica nesta época. Cinco pontos, em seis, roubados pelos azuis que já não usam a Cruz de Cristo ao peito.

Se tinha de acontecer, que fosse hoje...

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A máquina de Bruno Lage não terá propriamente gripado, mas emperrou. Alguma coisa perturbou a engrenagem que tão bem vinha a funcionar, e o Benfica perdeu um jogo que ninguém contava perder.

Nada saiu bem hoje em Zagreb, mas o pior mesmo, pior ainda que o resultado, foi perder Seferovic, vá lá saber-se por quanto tempo e com que consequências. As coisas até pareciam ter começado bem, com o Benfica a impor o seu futebol, e criar logo aos sete minutos uma grande oportunidade de golo, com Grimaldo no toque final a permitir a defesa ao guarda-redes croata.

Só que não se repetiu, e acabou por ficar única. O Benfica não criaria mais qualquer oportunidade para marcar, ao contrário da equipa croata que, sem jogar nada de especial, e com muito menos bola, criou duas ou três ao longo do jogo. Se as coisas já não estavam a correr bem pior ficaram ao minuto 30, quando os músculos de Seferovic cederam. E logo a seguir, do nada, Rúben Dias teve uma daquelas paragens que já não lhe reconhecíamos e fez um disparate, oferecendo o penalti que daria no golo que fez o resultado. Que, sem Seferovic nem qualquer outro ponta de lança, nunca mais o Benfica mostrou ser capaz de alterar.

Não se pode dizer - era só o que faltava! - que o Benfica tenha a eliminatória perdida. Mas lá que colocou dificuldades onde elas não existiam, disso não sobram dúvidas. O Dinamo de Zagreb é um adversário acessível, como de resto hoje mostrou. Mas se marcar um golo na Luz, de hoje a uma semana, pode complicar as contas. O 1-0 tem essas coisas, como se sabe.

Resta-nos esperar que isso não aconteça.  Que Seferovic regresse depressa e que nada de mal possa também ter acontecido a Grimaldo. Mas, acima de tudo, esperar que o que aconteceu hoje não volte a acontecer. Que a equipa não volte a desligar!

Se tinha de acontecer, que acontecesse hoje. É esse o único sentimento positivo que fica deste primeiro jogo dos oitavos de final desta Liga Europa, em que também já tínhamos grande fé.

 

O clássico confirmou um Benfica enorme

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Como se esperava - esta equipa é como o algodão, não engana - o Benfica foi ao Dragão confirmar que está, e que é, melhor que o Porto. 

Num grande jogo, intenso, muito disputado e na maior parte do tempo muito bem jogado, o Benfica foi enorme. A grande a expectativa para este jogo era a de saber como o Porto iria entrar. Se, aproveitando o ambiente do Dragão, iria entrar pressionante, a roubar todos os espaços ao Benfica e a disputar todas as bolas, e isso quereria dizer que acreditava que era melhor e que não temia o adversário. Não entrou assim, tentou apenas dividir o jogo, parecendo entender que isso seria correr riscos. E com isso mostrou receio do Benfica!

O Benfica entrou como tem entrado em todos os jogos, instalando logo no relvado do Dragão o seu futebol. E com isso apropriou-se  do melhor futebol que o jogo tinha para dar, e foi sempre superior. 

Nem o golo do Porto, logo aos 18 minutos e irregular - o Pepe, em fora de jogo, baixou-se para a bola seguir para dentro da baliza - , alterou os dados em que o jogo estava lançado. O Benfica já era superior, Casillas já tinha negado dois golos, e o árbitro Jorge de Sousa já tinha perdoado um penalti ao Porto, por falta clara sobre Pizzi, na área.

O empate, por João Félix, surgiu com toda a naturalidade apenas oito minutos depois do golo mentiroso do Porto. E os vinte minutos que tardaram até ao intervalo continuaram  a ser de clara superioridade técnica e táctica da equipa de Bruno Lage. Do Porto pouco mais se viu que pequenos detalhes, entre os quais o de Pepe fazer de Felipe um santinho...

A segunda parte não abriu em moldes muito diferentes, mesmo que o Porto começasse a mostrar que pretendia equilibrar a contenda. Aconteceu que a primeira oportunidade da segunda parte pertenceu ao Benfica, numa jogada de grande qualidade concluída por Rafa, já a imagem de marca desta equipa. Estavam jogados apenas sete minutos neste período complementar.

O Porto reagiu à desvantagem, é certo, mas sem nunca assegurar o domínio do jogo. Só verdadeiramente incomodou, e criou uma ou duas oportunidades, nos últimos 15 dos 94 minutos do jogo, quando Jorge de Sousa expulsou o melhor jogador em campo. Gabriel nunca tinha jogado com o Porto, e provavelmente não sabia que neste jogos a mínima distracção é a morte do artista. Reagiu à provocação do Octávio - quem havia de ser? - e foi para a rua. Coisa que não aconteceu, nme nunca aconteceria, a Alex Telles, a Pepe ou a Brahimi...

Bruno Lage ("agradeço aos jogadores que estão a fazer de mim treinador" - é a frase que vai marcar este campeonato) tratou bem do assunto: trocou Pizzi por Gedson, Rafa por Corchia, para dispôr de André Almeida no meio, e João Félix por Cervi para ajudar a fechar nas alas  Em inferiorodade numérica nos de 15 minutos, o Benfica mostrou que, com 10 ou com 11, é sempre uma verdadeira equipa.

Em nove jogos, o Benfica de Bruno Lage e dos seus miúdos, ganhou 9 pontos ao súper Porto do súper Sérgio Conceição. De 7 de atraso, a 2 de vantagem. À média de 1 ponto por jogo. Notável e fora de todas as cogitações há dois meses atrás!

 

Hoje no menu havia tiki-taka

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Em véspera do jogo de (quase) todas as decisões o Benfica voltou a mostrar o seu grande futebol, com os jogadores a dizerem aos adeptos: "keep calm", nós estamos cá!

O jogo até nem começou lá muito bem, foram até do Chaves o primeiro remate e, logo depois, a primeira oportunidade de golo. Não passaram no entanto de meros incidentes de jogo, logo se percebeu que o Chaves pretendia apenas manter-se fechado lá atrás, com duas linhas de cinco jogadores muito juntas, sem espaço para lá entrar quem quer que fosse.

Como este Benfica transforma cada ameaça numa oportunidade - as ausências de André Almeida e Ferro foram simplesmente oportunidades para duas boas exibições de Corchia e Samaris, a central - este posicionamento da equipa flaviense foi a oportunidade para mostrar o tiki-taka que ainda não tinha apresentado. E sufocou o adversário, retirando-lhe todo o ar que precisava para respirar. 

O primeiro golo, aos 18 minutos por Rafa, então o rematador-mor da equipa, nasceu disso mesmo, desse sufoco. Que não fez o Chaves alterar a estratégia que trouxera para a Luz, pelo que o Benfica continuou com o seu tiki-taka, com momentos de grande brilhantismo. Só com o segundo, aos 37 minutos, por João Félix, o Chaves abandonou o sistema das duas linhas defensivas encostadas, permitindo ao Benfica passar ao segundo acto, então com o jogo mais esticado, onde Gabriel (o melhor em campo e de luto, no dia da morte da avó) é um solista emérito. Não rendeu mais que um golo, este segundo acto. Por Seferovic, a ilustrar bem a qualidade deste seu futebol mais vertical.

Com 3-0, em nove oportunidades claras, pela Luz passou a lembrança do que se passou com o Nacional, há quinze dias. Mas na segunda parte as coisas acabaram por correr de forma algo diferente. Até porque o desperdício de três ou quatro grandes oportunidades logo no arranque, e mesmo a arbitragem de Manuel Mota, sempre na linha do costume, prolongaram o resultado da primeira parte até próximo do fim do jogo. E isso, e provavelmente já com o próximo jogo na cabeça dos jogadores, levou-os a abrandar o ritmo. E nalguns momentos alguma concentração, mesmo que nunca abaixo do níveis de compromisso que são a marca desta equipa.

Foi então oportunidade de matar um pouco "da fome de bola de Jonas" - a tempo de ver mais um amarelo das mãos de Manuel Mota, e de fechar o marcador nos 4-0, já em cima do minuto 90 - e de estrear mais um puto maravilha: Jota, pois claro!

E agora ... vamos esperar tranquilamente pelo Dragão. E pelo que, até lá, de lá certamente virá!

A eficácia conta

Liga Europa: Benfica-Galatasaray, 0-0 (crónica)

 

O Benfica (dos meninos) apurou-se para os oitavos de final da Liga Europa ao empatar, sem golos, com o Galatasaray no jogo da segunda mão, esta noite na Luz, naquela que terá sido a menos conseguida exibição desta era Bruno Lage. 

A qualidade daquele futebol exuberante que tem patenteado apenas apareceu a espaços neste jogo. Não foi, nem perto disso, tão constante quanto tem vindo a ser. Pode haver outras justificações, pode até colocar-se a hipótese de a equipa estar, individual e colectivamente, a sair do topo da curva de forma que vinha apresentando - estas coisas são sempre representadas por uma curva - mas há duas atenuantes: a própria competição, e a forma como se decide, por um lado e, por outro, a quebra abrupta na eficácia de finalização.

O resultado muito favorável da primeira mão, numa competição a eliminar, condiciona sempre a atitude estratégia de qualquer equipa. Isso foi decisivo na abordagem do jogo, e pode ter tido suficiente influência nas intermitências da qualidade exibicional. Da mesma forma que, se tem tido um coeficente mínimo de aproveitamento na meia dúzia de oportunidades de golo que, mesmo assim, criou, a confiança aumentaria e a equipa ficaria menos exposta à possibilidade de falhar nalgumas decisões, e particularmente no passe. E provavelmente não estaríamos a falar de um jogo menos conseguido, mas num jogo na linha dos anteriores.

Porque, em Istambul, há uma semana, como hoje, em Lisboa, o Benfica foi sempre superior ao adversário que é uma equipa de Champions, e não uma das mais fracas das que estavam nesta competição. Às seis oportunidades claras de golo que o Benfica construiu, o Galatasaray respondeu com uma, duas no máximo. Incluindo aquela, aos 85 minutos, que o árbitro anulou, ao assinalar fora de jogo no remate defendido por Odysseas, antes da recarga que levaria a bola para o fundo da baliza. Numa decisão muito contestada por Fatih Terim que, de resto, não fez outra coisa aolongo de todo o jogo. Só não constestou nos dois penaltis por assinalar a favor do Benfica. Nem nas vezes que o árbitro romeno perduou o segundo amarelo ao Marcão. Nem nas vezes que os seus jogadores cobravam os livres largos metros à frente do local da falta assinalada ...

Enfim ... turcos. Tão parecidos com os portugueses...

Assim, até o impossível deixa de o ser!

(Foto de A Bola)

 

Mais um passo nesta caminhada imaculada que o Benfica iniciou ainda não há mês e meio, com mais uma exibição de excelência, esta noite na Vila das Aves.

Na linha do que vem acontecendo, o Benfica entrou muito forte e marcou cedo. Desta vez, logo aos três minutos, numa fantástica execução de Seferovic. Num jogo que se advinhava de elevado grau de dificuldade, bem percebida por Bruno Lage, como tinha dado a entender nas opções para a deslocação à Turquia, contra um adversário moralizado pela sequência de resultados depois da substituição de José Mota por Augusto Inácio, que joga muito fechado, num campo já de si mais pequeno, marcar cedo poderia ser decisivo. 

Durante o quarto de hora seguinte o Benfica continuou a mandar no jogo, e a criar mais uma ou outra oportunidade. Depois, o detentor da Taça de Portugal, começou a discutir mais o jogo no meio campo, a ganhar alguns duelos e a maioira das bolas divididas, e a conseguir soltar os seus dois jogadores mais avançados, sempre muito rápidos, fisicamente fortes e ... com muita matreirice.

Foram 10 a 15 minutos de jogo dividido. Aos 36, Rafa, em mais uma execução fabulosa, faz um golo extraordinário e o Benfica voltou a controlar e a comandar o jogo. Na entrada para a segunda parte o domínio passou a ser avassalador, com o terceiro golo a fugir por três vezes, em menos de 10 minutos. Acabaria por surgir ainda antes de esgotado o primeiro quarto de hora, numa inteligente execução do miúdo Francisco Ferro, a fechar as portas ao resultado quando pareciam abertas as de mais uma goleada. Que só fugiu porque, cinco minutos depois, o autor do terceiro golo viu um justificada expulsão interromper-lhe mais uma exibição de grande categoria.

Com menos um jogador, e com meia hora para jogar, previam-se então as esperadas mas nunca confirmadas dificuldades do Benfica. Acabaram por nem assim chegar, a equipa adaptou-se à nova realidade (Samaris recuou para central), e acabaram ainda assim por lhe pertencer as melhores oportunidades para voltar a marcar. 

Não ha dúvidas. Nesta altura a equipa não tem medos. E os adeptos também não, mesmo que saibamos, ou tenhamos de saber, que não é possível ganhar sempre. Não há equipas que ganhem sempre. Um dia isso não irá acontecer. Esperemos é que não seja tão depressa, e que este futebol de sonho se possa prolongar pelos próximos meses. Porque, a jogar assim, até o impossível pode acontecer!

Miúdos com chama imensa

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O Benfica, este Benfica de Bruno Lage e dos miúdos, foi a Istambul buscar a primeira vitória em solo turco. Mas, mais do que isso, foi ao terreno do Galatasaray resgatar o prestígio perdido, e confirmar que nada do que se está a passar é fruto do acaso. 

Bruno Lage optou por deixar em Lisboa três jogadores nucleares da equipa: Grimaldo e Pizzi por óbvia sobrecarga de jogos, e Jonas porque a sua condição física tem que ser gerida com pinças. Já em Istambul optou ainda por poupar André Almeida, que tem participado em todos os jogos ao longo da época,  Rafa, que vem de uma lesão e que deve implicar cuidados, e Gabriel, sem tanta carga de jogos acumulada, mas em todos os últimos jogos desta nova era. 

No total, seis jogadores sairam da equipa, que apresentou outros tantos, seis, nada menos, miúdos do Seixal. Tudo isto no chamado inferno de Istambul, e perante um adversário recheado de jogadores de grande experiência e com nome no futebol mundial. É obra!

Bruno Lage conhece-os, sabe do que valem. E sabe que não o deixam ficar mal. E não deixaram. Os miúdos foram soberbos. Rúben Dias (já capitão), Ferro, Florentino, Gedson e João Félix jogaram como grandes craques, jogadores feitos. Yuri Ribeiro, o sexto, não atingiu esse patamar, mas não comprometeu. longe disso.

Entraram no jogo sabendo bem o que tinham a fazer, naquele ambiente meio fantástico, meio louco. Sem medo, e com a lição na ponta da língua. E tomaram conta do jogo, passando por cima do decisivo primeiro quarto de hora sempre por cima do jogo. Depois a equipa turca equilibrou e passou até por uma fase de alguma ascendência, definitivamente encerrada com o primeio golo do Benfica, num penalti convertido por Salvio, ia o jogo apenas no minuto 25. 

A partir daí, o Benfica controlou sempre o jogo, nunca tendo passado pelo sofrimento que praticamente todas as equipas passam naquele estádio. Iniciou a segunda parte a jogar o futebol de qualidade que tem apresentado, e foi contra a chamada corrente do jogo que, bem cedo, sofreu o golo do empate, mal sofrido, no seguimento de um lançamento lateral.

Nem mesmo chegando ao empate bem cedo, logo aos 10 minutos da segunda parte, e com o inigualável apoio do seu público, o Galatasaray conseguiu empurrar o Benfica para a sua área e limitar-lhe o alcance da sua qualidade de jogo. É certo que o Odysseas salvou o golo do empate, ao minuto 90, com uma defesa espectacular, mas o Benfica, antes e depois do golo da vitória, numa excelente finalização de Seferovic, criou sempre mais oportunidades. 

E, quando se esperava o assalto final da equipa turca, foi o Benfica a manter a bola e a fazê-la rodar pelos seus jogadores.

Não foi, nem com tantas alterações na equipa poderia ter sido, uma exibição fantástica, ao nível da elevada fasquia a que estamos habituados. Mas foi suficente para se superiorizar a um adversário que não é nenhuma pêra doce.

E suficiente para manter bem viva a chama imensa!

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