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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

No fim perdeu a Alemanha. E a Bélgica!

Japão vence Espanha e seguem as duas seleções para a próxima fase do  Mundial - Mundial - SAPO Desporto

É relativamente frequente que surjam surpresas num ou noutro jogo dos Mundiais. Mas, mesmo sendo a fase inicial um campeonato de apenas três jogos, o mais comum é que, no fim, os mais fortes acabam por ditar a sua lei, e acabam apurados.

Aconteceu quando a Arábia Saudita ganhou à Argentina. Os sauditas não fizeram nem mais um ponto, e os argentinos, não perdendo mais nenhum, acabaram a garantir o primeiro lugar do grupo. Mas não foi o que se passou hoje no Grupo E.

O Japão tinha cometido a surpresa de ganhar à Alemanha, e com ela abrira uma grande oportunidade de se vir a apurar. Mas decidiu, à japonesa, ensaiar uma tentativa de suicídio com a Costa Rica, e tudo voltava ao normal. Ficava a faltar-lhe defrontar a súper Espanha ...

O jogo começou a traçar-lhe o destino. Com a Espanha senhora de si e mandona, e a marcar logo bem cedo. A primeira parte foi um simples exercício da superioridade espanhola.

Só que, logo na abertura da segunda parte, tudo mudou. Os japoneses entraram desenfreados e marcaram dois golos - o segundo irá fazer correr muita tinta, com a tecnologia a chocar com o olho humano -, em três minutos. E passavam para a frente, no jogo e no grupo.

No outro jogo, a Alemanha, que também começara a ganhar - curiosamente marcara o primeiro golo praticamente em simultâneo com o da Espanha - a 20 minutos do fim já estava a perder com a Costa Rica.

  Nesta altura, a apenas 20 minutos do fim dos jogos, Espanha e Alemanha estavam eliminadas. 

E foi então que a Alemanha salvou a Espanha, contando com a reciprocidade espanhola. Pedia-lhe apenas um golo, enquanto tratava da sua vida virando o resultado para 4-2. Não sabemos, nunca o saberemos, se a Espanha recusou dar a mão aos alemães, ou se não conseguiu mesmo marcar o golo que lhe evitasse a derrota.

O que sabemos é que a Espanha, perdendo, e deixando o Japão no primeiro lugar, não só descartou os alemães como, e não é coisa de somenos, ganhou um caminho muito mais aberto, livrando-se - tudo aponta para aí - da Argentina e do Brasil. Claro que terá, para já, que se ver com Marrocos. Mas o que é poderia escolher de melhor?

Desta vez, no fim, perdeu mesmo a Alemanha!

No grupo F, Marrocos já tinha feito pela vida, e dificilmente deixaria de ser apurado. Confirmou-o ganhando ao Canadá (2-1) - que perdeu os três jogos, mesmo que talvez só tenha merecido perder um, com a Croácia - e garantindo o primeiro lugar.

A Bélgica, outra das grandes decepções deste Mundial, teria de ganhar à Croácia para se apurar. Fez o único jogo aceitável para o seu estatuto, mas não conseguiu melhor que o empate a zero. E ficou de fora, ditando o fim de linha para Roberto Martínez, o espanhol que levou a selecção belga ao topo do ranking da FIFA mas que, na realidade, nunca passou do quase.

Dia de injustiças

Polonia x Argentina

Fecharam-se hoje mais dois grupos. No grupo D a França já tinha o apuramento garantido, com altíssima probabilidade de assegurar o primeiro lugar. Tão alta que até mesmo perdendo o jogo o garantiu.

Perdeu com a Tunísia, e perdeu bem. Porque a selecção do Norte de África confirmou ser a melhor do grupo, logo a seguir à França, mesmo que hoje tenha demonstrado ser melhor que a melhor. Pelo seu valor intrínseco, mas também porque nem mesmo a França consegue formar duas equipas com o mesmo nível.

Entrou no jogo com nove alterações na equipa base, praticamente um onze todo novo. E isso notou-se. 

De pouco valeu à Tunísia ganhar o jogo - o golo anulado a Griezmann, no último minuto, como tinha sido anulado outro aos tunisinos no início da partida, apenas evitou a injustiça que seria não o ganhar - já que, no outro jogo, a Austrália ganhou surpreendentemente à Dinamarca.

Foi o jogo das decepções. Mesmo que, nisso, a Dinamarca tenho sido como a pescada - antes de o ser, já o era. Já era uma grande decepção, à luz da excelente prestação no Europeu, e mesmo da fase de apuramento para este Mundial, e voltou a sê-lo hoje.

Fez o jogo todo ao ataque, e nem uma oportunidade de golo conseguiu construir. A Austrália defendeu o jogo todo e, no único contra-ataque que conseguiu, e na única vez que chegou à baliza de Schemeichel, marcou o golito com que ganhou o jogo e somou 6 pontos. Tantos quantos os da França, deixando a decepcionante Dinamarca no último lugar. E tornando-se, mais que na maior surpresa da prova, no brinde do bolo rei dos oitavos.

No grupo C houve emoção até ao fim, mais uma decepção, e mais uma prova que no futebol não há justiça. 

A Argentina ganhou à Polónia - outra equipa decepcionante - e acabou por vencer o grupo, frustrando as expectativas de um França - Argentina nos oitavos. E, nas antípodas desse esperado duelo, ficou com o brinde.

A selecção de Messi - também ele decepcionante, e não foi apenas por não ter concretizado o penálti, ao permitir a defesa de Szczesny, ainda na primeira parte -, com o nosso Enzo Fernandez finalmente titular, a ser decisivo, dominou o jogo por completo. 

A Polónia, onde dá pena ver Lewandoswky, só defendeu. Defendeu o 0-0 que lhe garantia o apuramento, e em primeiro lugar, até ao intervalo. A Argentina marcou logo no primeiro minuto da segunda parte, e os polacos passaram a defender o 0-1. Marcou o segundo - grande assistência de Enzo Fernandez para um grande golo do amigo Alvarez, o outro miúdo maravilha - vinte minutos depois, e a selecção polaca passou a defender o 0-2.

Tudo isto porque, no outro jogo, o México ganhava por 2-0 à Arábia Saudita, resultado que servia aos polacos por, com tudo empatado entre eles (diferença de golos, golos marcados e sofridos - tudo igual) desempatava a seu favor por ... terem menos cartões amarelos.

Faltava meia hora para jogar nas duas partidas e a Polónia defendia, agarrada a uma vantagem nos amarelos. Faltavam 10 minutos, depois 5 ... e a Polónia queimava tempo ...agarrada aos amarelos.

Nos últimos minutos da compensação do México - Arábia Saudita, já com o jogo no 974 dos contentores terminado, e com os mexicanos em desespero à procura do terceiro golo, os sauditas marcaram. 

E os polacos, agarrados aos telemóveis, fizeram a festa do apuramento.

Fica-lhes mal - o apuramento e a festa!

Não há justiça no futebol. Se houvesse, hoje teria sido um dia negro!

Contas fechadas nos grupos A e B

Pulisic decide e Estados Unidos eliminam Irã na Copa do Catar | Agência  Brasil

Abriu a terceira ronda da fase de grupos, para a começar a fechar. Às três selecções já apuradas, as únicas que não deixaram para o fim as contas do apuramento, juntaram-se hoje as das contas fechadas dos grupos A e B. 

No primeiro a Holanda voltou a ganhar, e pelo mesmo resultado (2-0) que já ganhara, na primeira jornada. Desta vez à fraquinha selecção da casa. E mesmo assim sem voltar a convencer ninguém. 

Acabou por ganhar o grupo - o mais fácil de todos - mas nem por isso deixa de constituir uma das maiores decepções deste mundial, aquela em que é maior o gap entre a expectativa à partida e a capacidade demonstrada.

Equador e Senegal discutiram entre si o segundo lugar na classificação, que haviam iniciado com resultados simétricos. Ganhou a selecção africana (2-1), cujo desempenho justificava a primeira posição no grupo. Foi a melhor, mesmo desfalcada de Sadio Mané, um dos melhores do mundo. Só não ganhou à Holanda, a quem havia sido bem superior, e não vai ser, nos oitavos de final, osso fácil de roer para a Inglaterra. 

Que, ganhando (3-0) a Gales, foi naturalmente a primeira do grupo B. Um grupo também sem grande dificuldade, onde só não ganhou aos Estados Unidos. Também apurados, depois da vitória (1-0) sobre o Irão, no que foi apenas um jogo de futebol. Com história, mas apenas a história do jogo.

A selecção americana, com um punhado de jogadores de muito boa qualidade, foi claramente superior ao Irão, com Taremi (que, em desespero ainda fez o seu número, no último dos 9 minutos de tempo extra), e pouco mais.

Os jogadores iraquianos voltaram a cantar o hino, neste jogo da despedida. Nem todos, é certo. E entre os que o cantaram, nem todos com o semblante de sentimento de outros tempos. Mas essa é a história que não agrada a Carlos Queiroz...

Os americanos mostraram como uma equipa pode ser agressiva sem ter que violar as regras do jogo e, acima de tudo, do desportivismo. Ou como um jogo de futebol nunca tem que ser uma guerra. E tiveram ainda tempo para desenhar umas quantas jogadas do melhor futebol que se pôde ver. A do golo - de Pulisic, o melhor da mão cheia de grandes jogadores de que dispõe, que se lesionou no lance, depois de chocar com o guarda redes já com a bola dentro da baliza - é de compêndio. A do golo anulado a Wheah, filho do antigo "melhor do mundo" que hoje é Presidente da República do seu país, a Libéria, onde o filho nunca poderia jogar um mundial, como ele não pôde, foi outra.

A Holanda não vai ter tarefa fácil. E se deixar de ter o rabo virado para a lua é bem possível que volte para casa já a seguir.

A Inglaterra, do meio campo para a frente, dispõe de um plantel extraordinário. O problema pode ser lá atrás. A ver vamos, e se calhar podemos já ver com o Senegal. Tem em Rice um jogador pendular nos equilíbrios. E em Kane um avançado de enorme categoria. Não marcou um único golo, e a equipa já leva nove, mas tem sido um playmaker assombroso. O resto é um naipe de desequilibradores onde o difícil é escolher entre Rashford (com 3 golos, hoje fez dois, está entre os melhores marcadores), Folden, Grealish, Bellingham, Saka, Sterling, Mount ou Phillips.

  

 

Quando tudo errado acaba a bater certo

No último dia da segunda ronda do mundial quebrou-se a regra, e os vencedores da primeira ronda repetiram a vitória. E garantiram desde logo o apuramento para os oitavos, o que só a França tinha feito, na tal excepção que confirma a regra.

No grupo G foi o Brasil a conseguir isso, numa vitória difícil, apenas 1-0, mas merecida sobre a Suíça. O que faltou de golos neste jogo sobrou no outro. Foram seis, e dos bons, no empate a três entre os Camarões e a Sérvia. A selecção africana, porque vai no último jogo defrontar o Brasil e, por isso, com poucas probabilidades de ganhar, está muito próxima de ser eliminada. Deixando a questão do apuramento em coisa a decidir entre a Suíça e Sérvia que, para lá chegar, terá obrigatoriamente de ganhar. O empate serve aos helvéticos.

No grupo H o Gana ganhou à Coreia do Sul, num jogo electrizante. O Gana chegou ao 2-0, ainda na primeira parte. Os sul-coreanos, ainda no primeiro quarto de  hora da segunda parte, com dois golos de rajada, de Cho Gue-Sung, em apenas 3 minutos, empataram. Kudus, o avançado do Ajax que já é craque, não lhe quis ficar atrás, marcou pouco depois o seu segundo golo e, perante os desespero dos asiáticos - e do português Paulo Bento, que acabou expulso -  garantiu a vitória à selecção africana. Que, não lhe garantindo ainda nada - qualquer das três equipas pode ainda conseguir o apuramento - é a única que, matematicamente, pode sonhar com o primeiro lugar do grupo. Que, no entanto, dificilmente fugirá à selecção de Portugal, depois da vitória desta noite frente ao Uruguai.

Voltou a não fazer um jogo aceitável, e minimamente compatível com a valia dos jogadores portugueses. E voltou a ser bafejada pela sorte. Fernando Santos não consegue pôr estes jogadores a jogar um futebol empolgante, nem sequer decente. Mas consegue os favores dos deuses. Ou será de Nossa Senhora?

Sem Otávio e Danilo, lesionados, Fernando Santos optou por William Carvalho e Pepe. Nuno Mendes, recuperado - ou talvez não - foi a terceira alteração relativamente ao jogo com o Gana. De resto, tudo na mesma. E com tudo na mesma, tudo fica na mesma. E muito fraquinho.

Nunca a selecção portuguesa mandou no jogo, e andou mais tempo atrás dele que a controlá-lo. Só o controlou verdadeiramente, só nos últimos 10 minutos.

Entrou no jogo na habitual posição de espera, sem iniciativa, enquanto equipa uruguaia entrava para amedrontar. Não por força da qualidade do seu futebol, mas pela intimidação do confronto físico, e pela intensidade na disputa  de todos os lances. No último quarto de hora da primeira parte era já o Uruguai que estava por cima do jogo, e só não marcou naquela jogada em que o Betencur fez gato sapato da defesa portuguesa porque Diogo Costa voltou a mostrar que, apesar de tudo, aquela baliza lhe pertence por direito próprio.

Entretanto Nuno Mendes mostrava que, afinal, não estaria recuperado, e teve que ser substituído por Raphael Guerreiro, já perto do intervalo. Com uma substituição e uma das três oportunidades para o efeito queimadas, e com Rúben Neves em sub-rendimento, esperava-se que o seleccionador aproveitasse o intervalo para, pelo menos, o substituir e compensar o momento perdido pela substituição a que já tinha sido obrigado.

Não o fez, e começou aí o primeiro erro nas substituições.

A segunda parte começou na linha do que tinha sido a primeira meia hora. A primeira nota foi mesmo a invasão do campo por alguém com uma T shirt alusiva aos direitos das mulheres no Irão para lá deixar a bandeira arco-iris LGBT, que a FIFA não tinha autorizado nas braçadeiras dos capitães que a isso se tinham proposto, na altura em que Rúben Neves estava a ser assistido, e a fazer ressaltar, a cores tão vivas como as da bandeira no relvado, a asneira de não ter sido substituído ao intervalo. 

Não se imaginaria que, três minutos depois, e ainda antes de se esgotarem os primeiros 10 minutos, do céu voltaria a cair um golo salvador. Bruno Fernandes cruzou para a área, Cristiano Ronaldo saltou, mas só isso, o guarda-redes uruguaio foi enganado, e a bola acabou dentro da baliza. Num golo estranho. Tão estranho que era o golo de Bruno Fernandes com que CR 7 igualaria Eusébio!

A perder, os jogadores uruguaios mandaram-se aos portugueses como gatos a bofes. O treinador tirou um dos cinco defesas - velho Godin - e Vecino,  praticamente o sexto, e um dos mestres da intimidação, e lançou dois rapazes que jogam à bola - Arrascaeta, do Flamengo, e Pellistri, o miúdo do Manchester United, que deu cabo da cabeça a Raphael Guerreiro. E não só.

 E as coisas começaram a correr mal a sério. 

A resposta de Fernando Santos não podia ser pior - tirou finalmente Rúben Neves para fazer entrar Rafael Leão. Tudo errado: utilizou o segundo momento para fazer uma única substituição; quando a equipa estava sujeita a uma pressão enorme, como nunca lhe tinha acontecido, trocava um jogador de meio campo por um avançado; e quando em campo estavam avançados esgotados (João Félix) e/ou a que só viam a bola à distância (Ronaldo).

Claro que tudo se agravou. O seleccionador uruguaio continuou a carregar, e mandou lá para dentro Luís Suárez e Maxi Gomez. Que só não marcou na primeira vez que tocou na bola porque a bola foi ao poste direito de Diogo Costa.

Foi um quarto de hora de sufoco!

Mas Fernando Santos é homem de fé. E de sorte. Tanto que teve tempo de chegar às substituições. Aos 83 minutos.Três de uma vez, porque já não tinha mais nenhuma vez. Tarde de mais, mas ainda a tempo.

Às saídas de João Félix e Ronaldo juntou a de William. A entrada de Palhinha deu capacidade de combate ao meio campo. Matheus Nunes foi a companhia de que precisavam Bruno Fernandes e Bernardo Silva. E Gonçalo Ramos introduziu frescura e movimento no ataque.

Faltavam 7 minutos para os 90, e a selecção passou finalmente a ter controlo sobre o jogo. A ser claramente superior, e a justificar, em 10 minutos de jogo útil, a vitória. Tanto que deu para Bruno Fernandes marcar o segundo golo, de penálti (do VAR, o segundo em dois jogos), rematar ao poste, para que os uruguaios nem do seu se possam queixar, e ser eleito o melhor em campo. Que hoje até foi o Bernardo. No jogo com o Gana é que tinha sido ele o melhor, não o Ronaldo. Mas isto anda sempre tudo trocado!

Tão trocado que, fazer tudo errado, acaba a bater certo!

A provável Alemanha e a improvável Bélgica

Marrocos derruba favoritismo da Bélgica e assume ponta do Grupo F | Agência  Brasil

Ao segundo dia da segunda jornada a regra é "quem ganhou o primeiro, não ganha o segundo". Por isso, hoje, nos grupos C e D, ninguém assegurou já a passagem aos oitavos de final. A excepção - a França - apenas confirma mesmo a regra que, como se sabe, tem sempre uma excepção.

As surpresas, essas continuam. No grupo C, a surpresa foi a vitória, clara (2-0) de Marrocos sobre Bélgica. Mesmo que, depois do que se vira no primeiro jogo, em que fora inferior ao Canadá, a derrota de hoje, que obriga os belgas a vencer a Croácia para evitar o afastamento, não tenha sido assim tão surpreendente. Marrocos e Croácia, que melhorou muito e acabou com as aspirações do Canadá, de Eustáquio e Steven Vitória, com uma vitória clara por 4-1, depois de ter entrado a perder (o primeiro golo de uma selecção do Canadá num Mundial, de Davies, aconteceu logo à passagem do primeiro minuto, gozam agora de claro favoritismo para o apuramento. Maior ainda para Marrocos, que conformou hoje as boas opiniões que recolhia.

No grupo D a surpresa foi a derrota do Japão, depois de ter surpreendido com a vitória sobre a Alemanha, frente à Costa Rica (dos 7-0) da Espanha, que entregou as chaves da qualificação aos germânicos. Que, num grande jogo de futebol, daqueles que são mesmo de Mundial, empatou (1-1) com a Espanha.

Dentro do que é provável, só a improvável vitória do Japão sobre a Espanha impedirá o apuramento dos alemães. Mesmo que a probabilidade de acontecer o mais provável não esteja assim tão alta.

A picareta de Grimaldo

O Benfica voltou a jogar. E bem. Foi na Luz, com 45 mil nas bancadas!

Jogou para a segunda jornada da fase de grupos da Taça da Liga, com o Penafiel. Que surgiu com a lição de defender bem estudada. 

O Benfica entrou forte, a não deixar o adversário respirar, e a deixar a ideia que o golo era assunto para resolver depressa. Mas não foi bem assim. À medida que os minutos foram passando a pressão sobre a área do Penafiel foi mudando de figura, até se transformar num simples cerco.

O Benfica montou um cerco à área adversária, mas isso não incomodou muito os jogadores do Penafiel. Ficaram cercados, mas confortáveis. Os jogadores do Benfica pareciam satisfeitos com os adversários lá atrás, e convencidos que não seria preciso fazer muita coisa até eles começarem a mostrar lenços brancos.

A bola circulava entre os jogadores (80% de posse de bola), mas era ali à volta. Era o carrossel, mas não passava disso. A bola circulava, mas os jogadores circulavam pouco. Movimentava-se o que tinha a bola, os outros esperavam "sentados" por ela. Assim não havia movimentos de rotura, não havia remates, nem grandes oportunidades de golo.

Foi assim, a atacar muito mas rematar pouco, até derrubar o muro penafidelense, já a segunda parte ia com 10 minutos. Da única maneira possível e - já agora - coerente com a forma como vinha jogando. Se só o jogador que tinha a bola se movimentava, teria de ser alguém a entrar pela área dentro com a bola até ao golo. Foi o que Grimaldo fez. Só não fez o golo porque, ainda assim, havia sempre mais um pé ... e o guarda-redes, que defendia tudo. Menos a recarga do Gilberto, mesmo essa ainda a encontrar uma perna pela frente, que quase desviava a bola por cima da baliza.

Chegado finalmente ao golo, o mais difícil ficava feito. Não era apenas o golo, era também o derrube do muro defensivo do Penafiel, e o surgimento de espaços que até aí não estavam abertos. O resultado foi logo o segundo, apenas dois minutos depois e, ainda assim e de novo, numa recarga, desta vez de Neres, a mais uma defesa do guarda-redes penafidelense.

A partir daí, sim. Com mais espaço, a circulação da bola e dos jogadores ficou então mais próxima da perfeição, o futebol da equipa mais próximo do patamar habitual, e os remates e as oportunidades de golo passaram a suceder-se. Só não surgiram mais golos porque os jogadores do Penafiel continuaram a ser competentes a defender, mesmo sem o autocarro. E porque não era a noite de Rafa. Nem de Henrique Araújo, entretanto entrado na partida, com o Rodrigo Pinho para quem o problema não é só uma noite.

No fim, para além de mais uma vitória para a série, e do apuramento para a final four  de Leiria ficar mais perto, e porque as últimas imagens são as que prevalecem, fica uma exibição bem aceitável, ao nível dos padrões de exigência a que a equipa habituou os adeptos.

Mas também o alerta. Porque jogos destes podem acabar por correr mal. Como poderia ter acontecido com aquela coisa esquisita do João Vítor - a segunda, pelo segundo jogo consecutivo - que, ainda com o resultado em branco, só não deu auto-golo porque não calhou. 

O resgate da Argentina

Obras de arte de Messi e Enzo mantém Argentina viva no Mundial

Ao segundo dia da segunda jornada a França tornou-se na primeira selecção apurada para seguir em frente. Frente à Dinamarca, a sua "bête noir", que limpou a pálida imagem do jogo inicial com a Tunísia, num grande jogo de futebol, foi melhor. Mas, acima de tudo, mais feliz. 

Porque o jogo foi bem dividido, e basta isso para confirmar os dinamarqueses como a grande selecção que mostrara ser no último europeu. Só uma grande equipa, com bons processos e bem assimilados, consegue dividir um jogo com uma selecção cheia de grandes jogadores, como é a francesa. 

Ambas as equipas quiseram ganhar. Fizeram tudo para isso e, quando assim acontece entre duas grandes equipas, só pode resultar num grande jogo de futebol. 

A França marcou primeiro, por Mbapé, a concluir uma excelente jogado de futebol, aos 61 minutos. A Dinamarca empatou sete minutos depois, e desfrutou de oportunidades para ganhar a vantagem. Não o conseguiu e, já em cima dos 90 minutos, quando o seu treinador assumiu o velho princípio da bola - se não dá para ganhar o melhor é garantir o empate - foi traída. Mais que por esse princípio, pela felicidade de Mbapé que, no limite do fora de jogo, e em cima do poste direito de Schemeichel, conseguiu desviar a bola com o joelho para dentro da baliza.

Um lance feliz, a garantir uma vitória feliz. Mas que em nada diminui o favoritismo dos franceses!

O outro jogo deste grupo D não teve nada a ver com este. Como as equipas não têm nada a ver com estas. Não teve história, a Austrália ganhou (1-0) à Tunísia e, para já, complica as contas da Dinamarca. Que as simplificará se repetir nesse jogo entre ambas o que hoje fez contra a França.

No grupo C nada está definido.

A Polónia, com muitas semelhanças com aquilo que se passa na selecção portuguesa - tem bons jogadores, alguns, como Lewandowsky e Milik, do que há de melhor, mas sem futebol que se apresente - ganhou (2-0) à Arábia Saudita. Que jogou bem mais, e melhor, mas não conseguiu marcar. Nem de penálti. Pelo contrário, a Polónia marcou dois golos ... em dois remates. O último já perto do fim do jogo, e o primeiro de Lewandowsky num campeonato do mundo, numa oferta de um defesa saudita.

Como a Argentina ganhou ao México, num mau jogo, pelo mesmo resultado, está tudo em aberto. Para todos, mesmo que as coisas estejam muito complicadas para o México, que hoje muito pouco, e apenas para o empate. 

Com muitas faltas - e os jogadores procuraram simular ainda muitas mais -  acabou por ser um jogo feio ... com golos bonitos. O primeiro de Messi, à entrada do segundo quarto de hora da segunda parte, que aproveitou o espaço que os defesas mexicanos já começavam a dar-lhe para um bom remate, de bem longe. E o segundo, já perto dos 90 minutos, uma obra de arte do nosso Enzo. Que entrou no início da segunda parte para resgatar a Argentina, e levar ao jogo o futebol que até aí não tinha tido. Se Lionel Scaloni ainda não estiver convencido que Enzo Fernandez é indiscutível naquele meio campo, é problema dele. 

O nosso é outro, já se vê.

 

Obrigatório cantar

Incentivar com tristeza', o paradoxo dos torcedores iranianos na Copa

Jogou-se hoje a segunda jornada dos grupos A e B, sem que nada ficasse decidido, a não ser o fim de linha para a selecção da casa. Ninguém repetiu a vitória da primeira jornada, e por isso ninguém garantiu matematicamente o apuramento.

No grupo A apenas o último lugar do Catar é definitivo, depois de voltar a perder, desta vez por 3-1, com o Senegal. Mesmo que a Holanda, ou os Países Baixos, como eles querem, tenha praticamente o apuramento garantido. 

Com muita sorte, mas tem. São certamente os campeões da sorte neste Mundial. Começou logo no sorteio, quando do pote 1 lhe saiu o brinde Catar. Que lá estava, não por mérito - evidentemente - mas pelos caprichos da FIFA, que lá coloca o país organizador. Continuou no primeiro jogo, com o Senegal, a quem nunca foi superior. Antes pelo contrário, ganhou (e logo por 2-0), mas a selecção africana (sem Mané que, lesionado, ficou de fora) foi melhor, construiu muitas mais oportunidades para ganhar, e acabou traída pelo seu (excelente) guarda-redes - Mendy.

Hoje voltou a ter sorte, e da grande, no empate a um golo com o Equador. Os sul-americanos, que praticamente entraram a perder, foram sempre melhores e só não ganharam porque o futebol é um o jogo. E no jogo entram sempre as coisas da sorte e do azar - a bola que vai à barra e ao poste, e não entra; ou os centímetros que fazem com que um golo bem construído acabe por não contar.

Equatorianos e senegaleses foram melhores que os neerlandeses, mas vão agora, na última jornada, decidir entre si quem segue em frente. Com a selecção laranja a rir, frente ao Catar.

No grupo B, nada estando definido, é praticamente impossível que a Inglaterra deixe se ser apurada, com o País de Gales - seu adversário na última jornada - com grande dificuldade em fugir do último lugar no grupo. Até porque é mesmo a equipa mais fraca do grupo. Empatou com os Estados Unidos, a zero - o quinto 0-0 até agora - que mereciam mais. Os americanos fizeram uma grande partida, mas não tiveram a sorte do jogo. Os ingleses deixaram empalidecer a imagem que tinham deixado no primeiro jogo, e não confirmaram a candidatura então anunciada.

Se este foi um bom jogo, mais por responsabilidade dos americanos que dos ingleses, o outro, foi emocionante. Impróprio para cardíacos, como dantes se dizia.

O Irão, de Carlos Queirós, foi sempre superior ao País de Gales. Mas a bola não queria entrar. Os iranianos - que desta vez terão sido obrigados a cantar o hino, sabe-se lá com que ameaças - acabaram apenas por resolver o jogo nos minutos finais dos descontos, aproveitando a superioridade numérica por expulsão do guarda-redes galês, por intervenção do VAR, a menos de 10 minutos dos 90. Com um golo no último dos 8 minutos de compensação, e outro ao décimo. Por mais dois minutos em compensação das celebrações com que se fez a festa iraniana, com Carlos Queiroz no centro.

Para seguir em frente a selecção de Taremi e Queiroz não poderá perder com os Estados Unidos. Um jogo entre o Irão e os Estados Unidos já tem pimenta suficiente. Com um apuramento em jogo ... o hino vai mesmo voltar a ser cantado!

 

 

Apresentações feitas

Mundial 2022: Ronaldo eleito o melhor em campo no Portugal-Gana |  MAISFUTEBOL

Com Marcelo a ver - e a cumprir a promessa de "partir a loiça toda", em privado, num encontro com o Presidente do Gana, Nana Akufo-Addo, sobre educação, numa iniciativa da fundação Education For All, em conjunto com as Nações Unidas, transmitida na Internet - a selecção portuguesa estreou-se neste último dia da primeira jornada do Mundial, num estádio feito de contentores e com nome de indicativo de número de telefone (974 - o indicativo internacional do Catar, o 351 deles).

Nos contentores da selecção não havia carga, apenas emoção, percebeu-se logo pela humidade nos olhos de Cristiano Ronaldo quando se iniciou o hino. O indicativo também facilitou a comunicação. A equipa não comunicou, e não foi só para Rúben Dias, no primeiro golo do Gana. Nem para Cancelo, no segundo. Nem ainda para Diogo Costa, no último segundo do jogo, no que esteve perto de ser o hara-kiri final desta selecção.

Na verdade pouco ou nada funcionou na selecção. Funcionou sim - isso nunca falha - o futebol pobrezinho de Fernando Santos. Sempre pobrezinho, e sempre mais pobrezinho ainda com Cristiano Ronaldo na equipa, como está mais que demonstrado. Como demonstrado está que Fernando Santos é mesmo capaz de transformar jogadores de classe mundial em meros jogadores banais.

Já não há paciência para o que dizem ser o futebol de paciência da selecção. Nem para o resto!

Por exemplo, Fernando Santos escolheu jogar com a Nigéria para preparar este jogo. O argumento é que seria a equipa mais parecida com a do Gana, para quem perdera a qualificação. Se era para isso, quem é que compreende que a equipa que hoje subiu ao relvado, quase nada tivesse a ver com a que passou, com distinção, no teste. E, sim, na boa exibição com a Nigéria não jogou Cristiano Ronaldo.

A sofrida vitória sobre a 61ª selecção do ranking da FIFA - sim é equipa menos qualificada que está no Catar - acabou por ser a única coisa positiva da estreia da selecção. E, se não caiu do céu, não faltou muito.

Na primeira parte foi o tal jogo de paciência, para que já não há paciência. A equipa portuguesa nunca mandou no jogo a sue bel-prazer. Nunca sufocou o adversário, nem nada de perto. Mas, na verdade, também nunca deixou que o Gana mostrasse qualquer tipo de ameaça.

Na segunda foi pior. Não dominou o adversário, nem sequer nunca controlou o jogo. E permitiu que o adversário ameaçasse.

Ameaçava já quando, já mais de metade da segunda parte se tinha esgotado, do céu, caiu um penálti. Que Cristiano Ronaldo converteu em golo, estabelecendo mais um recorde - o primeiro jogador a marcar em cinco campeonatos do mundo. E sabe-se como isso é o que mais importa.

Nem com um golo caído do céu a equipa serenou, e permitiu o empate poucos minutos depois, na primeira falha da defesa portuguesa. Falhou Rúben Dias, e  falhou, em acto contínuo, Danilo. 

A equipa do Gana mandou-se para cima da selecção portuguesa, com todos estes nomes. E foi isso, essa desenfreada busca pelo golo da vitória, que permitiu, em contra-ataque, que a equipa de Fernando Santos chegasse ao 3-1, com dois golos em dois minutos. 

Mas, nem ainda assim, e a 10 minutos do fim do jogo, tivemos equipa. João Cancelo, transformado num jogador banal, foi isso mesmo. E o Gana voltou a marcar, transformado os inacreditáveis 9 minutos de compensação num pesadelo. Que só não tenebroso porque, no último minuto, o IñaKi Wiliams, saído de dentro da baliza portuguesa, e nas costas de Digo Costa, escorregou quando lhe roubou a bola que ele tinha no chão, à sua frente, para fazer passar os últimos segundos.

Fechada a primeira jornada, com os jogos dos grupos G e H, estão apresentadas as equipas. E deixadas as primeiras impressões daquilo que podem ser as suas ambições.

O empate a zero - mais um - no Coreia do Sul - Uruguai, num jogo muito dividido, em que o futebol da selecção orientada por Paulo Bento foi mais interessante, acabou por ser um resultado interessante para a selecção portuguesa. O pior é o resto...

O grupo G, onde a Suíça ganhou aos Camarões (1-0), teve no Brasil - Sérvia (2-0) um dos melhores jogos desta primeira jornada. Começou por ser um grande jogo, e acabou num enorme jogo do Brasil, com aquele fabuloso golo - segundo dos dois do Richarlison - a ser, desde já, muito provavelmente o melhor deste Mundial. E um dos melhores de sempre. Melhor, será difícil!

Não se sabe o que aí virá, mas que os candidatos já estão apresentados, lá isso estão. O que esta primeira jornada disse é que, na primeira linha, estão o Brasil, a França e a Espanha. Por esta ordem, mesmo.

Depois, a Inglaterra e a Alemanha. Falar de Portugal, só por graça!

 

 

 

Boca calada

Com a mão na boca, seleção alemã protesta contra Fifa

Ao quarto dia parece que agitação começa a ceder lugar à bola Mundial do Catar. A não ser que Marcelo, que já lá está, dê um safanão naquilo tudo. Afinal, depois do "esqueçamos isso", e do dizer que não disse, que sempre diz quando lhe saltam em cima, o Presidente avisou que iria lá para partir a loiça toda.

No entanto, antes de tombar com o safanão do Japão, ainda a selecção da Alemanha deu mais um safanão na FIFA, com os jogadores pousados para a fotografia com a mão a tapar-lhe a boca. Calados, também.Talvez por isso o árbitro não tivesse dado início ao jogo sem, antes, ir confirmar se a braçadeira de capitão de Neuer estava nos conformes, se não era subversiva, igual à da ministra do interior, Nancy Faeser, na bancada (uma boa sugestão para Marcelo!).

Sabe-se lá se o que aconteceu depois não foi por vingança dos deuses da FIFA.

Pois é. Depois da surpresa da véspera, com a Argentina, foi a vez da Alemanha. Perdeu com o Japão, pelos mesmos números, e ainda com a coincidência de também ter marcado primeiro, e de penálti. Naquele que foi o melhor jogo até ao momento.

Teve de tudo o que faz de um jogo de futebol um espectáculo único. Foi rico em futebol, com aquele futebol geométrico e cerebral da equipa alemã, teve génio individual, teve emoção ... e teve a lição de estratégia do seleccionador japonês. Que, depois de mais de uma hora de completa subjugação ao superior futebol alemão, tendo sobrevivido ao resultado pela manifesta infelicidade alemã na concretização, resolveu lançar na equipa a criatividade dos jogadores que tinha no banco para dar a volta ao jogo, e ganhá-lo. Contra todas as expectativas.

Percebeu-se que essa era a estratégia. Às vezes não corre bem. Desta correu. E contribuiu para que, mais ainda que para a surpresa, para fazer deste um grande jogo de futebol.

É arriscado dizer que este foi o melhor quando, no outro jogo deste grupo E, a Espanha faz uma exibição de luxo do seu tiki-taka, premiada com uma goleada histórica de 7-0. Mas não é, na minha maneira de o ver, uma grande exibição de uma das equipas, com eficácia total e muitos golos, que fazem o melhor jogo. Faltou adversário. A Costa Rica conseguiu ser ainda pior equipa que a selecção da casa tida, depois do jogo de abertura, como a equipa mais fraca da competição. Nem Keylor Navas se salvou. Até ele, um dos maiores guarda-redes das últimas décadas, foi penoso. 

Se o golo é o sal do jogo, este foi apenas salgado. Faltou-lhe grande parte dos condimentos.

Aos restantes dois jogos do dia, do grupo F, faltou ainda mais. Ao Croácia- Marrocos faltou tudo, incluindo golos. Mais um 0-0, e pouco futebol, com responsabilidades repartidas. A selecção de Marrocos chegava com o rótulo de surpresa, de equipa sensação. A da Croácia com o de vice-campeã do Mundo. Nem uma, nem outra, fez jus ao estatuto.

Ao Bélgica-Canadá (1-0) faltou Bélgica. Faltou arbitragem. E faltaram as vedetas principais. As (várias) da Bélgica, e a (única) do Canadá.

Teve mais Canadá (de Steven Vitória e Eustáquio), que merecia outro resultado. Que não conseguiu porque a pior arbitragem até ao momento - um árbitro, Janny Sikazwe, da Zâmbia, que tem cadastro, e com um VAR da Venezuela, onde a tecnologia não existe - lhe negou dois penáltis. Porque a estrela da equipa, Davies, do Bayern, para além do fraco rendimento em todo o jogo, esteve desastrado na marcação do único penálti que o VAR conseguiu ver, logo no início do jogo. O árbitro nem esse vira. Porque faltou engenho e arte aos seus jogadores para acertar na baliza nos vinte e dois remates efectuados, para concretizar, uma que fosse, das muitas oportunidades de golo que a equipa criou. E, finalmente, porque Steven Vitória falhou a intercepção que permitiu o golo de Batshuayi, num dos dois três remates belgas à baliza. Tantos como, afinal, os que os canadianos enquadraram nas vinte e duas vezes que remataram.

No final, ao saber que tinha sido eleito o melhor em campo, Kevin de Bruyne, não se manifestou apenas surpreendido. Disse mesmo que isso se devia apenas ao nome que tem. E disse tudo! 

 

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