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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Foi bom enquanto durou

 

Acabou. Foi bom enquanto durou, mas acabou-se. Durou pouco, apenas sete jogos, este jogo de "ses" que, depois das duas últimas jornadas do campeonato, alimentou o remoto sonho do Benfica poder vir ainda a voltar a ser campeão. Se o Benfica ganhasse todos os jogos até ao fim do campeonato, se o Sporting perder mais seis pontos... Se isso acontecesse, e mesmo que o Porto ganhasse todos os outros jogos, no final os três somariam 81 pontos, coisa inédita.
E o Benfica seria campeão. E o Sporting seria segundo e o Porto terceiro.
Com este jogo de hipóteses no ar, e com o desempenho da equipa nos últimos sete jogos, ninguém esperaria que o Benfica hoje entrasse em campo sem a convição de quem queria ganhar o jogo. De quem só poderia ganhar o jogo.
Estranhamente, se é que ainda alguma coisa se estranha neste Benfica,, não foi com esse espírito que a equipa entrou hoje na Luz, na recepção ao Gil Vicente. E acabou o sonho. Até esse mal menor do segundo lugar, de acesso directo à Champions, não passa hoje de uma miragem. E mesmo o terceiro lugar depende agora do que se seguir, onde o mais provável neste momento é voltarmos a assistir ao desmoronar da equipa.
O jogo deixa pouco para contar, para além das consequências de uma derrota que jogadores, em primeiro lugar, mas também o treinador, fizeram pouco por evitar. Começou por ser um jogo sem balizas, o que demonstra a falta de ambição do Benfica. Que convinha ao Gil, bem distribuído no campo todo, e sempre a encontrar espaços para jogar.
O Benfica não pressionava. Nem alto, nem baixo. Simplesmente deixava jogar. E pôs-se a jeito daquilo que antes acontecia, e que pensávamos que faria parte do passado. À primeira oportunidade o Gil marcou, iam decorridos 35 minutos de jogo, sem que o Benfica tivesse sequer efectuado um remate. De resto, na primeira parte o Benfica, o Benfica fez apenas duas espécies de remates. De cabeça, ambos, e ambos sem qualquer sentido.
O Gil Vicente não foi apenas melhor que o Benfica. Foi muito melhor, e nem sequer precisou de caprichar muito, perante um adversário totalmente desinspirado e negligente.
À entrada para a segunda parte Jorge Jesus desfez o trio de centrais (!) , trocando Lucas Veríssimo por Everton, que voltou a não acrescentar nada. Esperar-se-ia que a equipa mudasse de atitude e de qualidade de jogo, e que asfixiasse o Gil, lá atrás. Só que a primeira oportunidade, logo ao terceiro minuto, voltou a pertencer à equipa de Barcelos, e ficou dado o mote. Aos sete minutos surgiu a primeira oportunidade do Benfica, perdida pelo de novo desastrado Seferovic. Mas, cinco minutos depois, consentia nova oportunidade ao adversário.
Depois foi carregar sobre o meio campo adversário, empurrá-lo finalmente lá para trás, mas uma incapacidade absoluta de ultrapassar a sua organização defensiva. Com o futebol do costume. sem dinâmica, sem remates de longe, sem linha de fundo, sem presença e pressão na área adversária, e com passes e recepções errados.
No meio disto, o Gil vai lá à frente e, desta vez à terceira oportunidade, marca o segundo golo. Numa jogada que transmite tudo o que foi a equipa do Benfica, com um único jogador gilista a fugir pela esquerda sem ninguém o acompanhar, a entrar na área com o próprio Otamendi a renunciar a acompanhá-lo até ao fim, e a marcar já e, cima da linha de fundo. Quer dizer, com um ângulo fácil de cobrir pelo Helton Leite. Que não fez uma única defesa, levou dois golos, e poderia ter levado mais.
Claro que, mesmo assim, o Benfica teve oportunidades que poderiam até ter bastado para ganhar um jogo que nunca mereceu ganhar. Se as conseguisse aproveitar. Não conseguiu, e até o golo de honra, a 4 minutos dos 90, teve de ser marcado por um defesa adversário na própria baliza, mesmo que numa tabela na sequência de mais uma boa defesa do seu guarda-redes.
 

Como é bonito quando tudo corre bem

O Darwin não é egoísta, tenho de lhe retribuir as assistências» |  MAISFUTEBOL

O Benfica saiu de Paços de Ferreira, uma deslocação de acentuado grau de dificuldade - ´sempre difícil jogar lá, e esta época mais ainda dado o excelente futebol da equipa treinada por Pepa, e extraordinária carreira que está a fazer nesta Liga, com o quinto lugar, e o acesso à Liga Europa praticamente garantido - com uma belíssima exibição. e com o mais expressivo resultado da época.

As esperadas dificuldades começaram a sentir-se logo com o arranque do jogo. Por um lado porque o Paços entrou bem, a pressionar alto e, por outro, porque logo se percebeu que o árbitro Hugo Miguel - pois claro - estava ali para dar continuidade à aplicação da lei máxima deste campeonato, contrariada apenas no último jogo, com o Marítimo. Logo aos três minutos, na mesma jogada, e depois da primeira arrancada de Seferovic, não há um penalti a favor do Benfica. Há dois. Primeiro, carga do defesa pacense nas costas de Waldschemidt que, imediatamente depois, voltou a ser carregado pelo guarda-redes, que saiu lesionado do lance, e levou à primeira grande interrupção no jogo.

Curiosamente a história repetir-se-ia à entrada do último quarto de hora da partida, então com o defesa e capitão, Marcelo, sobre Everton, que entrara pouco antes. Primeiro desviou a bola com a mão e. logo a seguir, derrubou o avançado do Benfica.

Logo depois de retomado o jogo, o restabelecido guarda-redes Jordi abalroou Seferovic, isolado à entrada da área, mas foi assinalado fora de jogo. O primeiro de quatro seguidos, um dos quais acabaria em golo. Intervenção do VAR, e nova paragem prolongada.

Aos 22 minutos do relógio, mas para aí aos 10 de jogo, surgiu o momento que marcaria o jogo. Eustáquio, depois de perder uma bola, entrou de pitons sobre a perna de apoio de Weigl, só não lha partindo porque não calhou. Lance indiscutível para vermelho. O árbitro Hugo ficou-se pelo amarelo, e o VAR teve de voltar a intervir, chamando-o a visionar as imagens. Então sim, o árbitro não teve alternativa, mostrou-lhe o vermelho, e o Paços ficou reduzido a dez jogadores, circunstância de que havia escapado pelo tal fora de jogo assinalado a Seferovic.

Na maior parte dos jogos em que as equipas grandes defrontam as pequenas, jogar contra dez não faz grande diferença de jogar contra onze. Como só defendem, defender com 10 ou com 9 não é muito diferente. Não foi a circunstância deste jogo. Desde logo porque o jogador nazareno é um dos bons jogadores deste campeonato - diz-se que o Porto já o terá apalavrado - e o mais influente desta equipa de Pepa. E depois porque o Paços não faz parte dessas equipas que só defendem, mas das poucas que disputam o jogo no campo todo.

Nunca se poderá saber se, sem essa expulsão, a exibição do Benfica e o resultado seriam os mesmos. O contra factual não é passível de prova. E o que estava para trás no jogo, tantas e tão prolongadas tinham sido as interrupções, não permite formular quaisquer hipótese. Há apenas um dado: é que o Paços não tinha feito qualquer remate, e contava então com apenas um ataque, no primeiro minuto. 

Não vale portanto a pena especular, e o que fica para contar é o que aconteceu, o que foi o jogo. É aí que entra a boa exibição do Benfica, os cinco golos marcados, e o sétimo jogo consecutivo a ganhar. E sem sofrer golos, naquele que é o novo recorde na Europa, batido o anterior, que pertencia ao Manchester City, ao minuto 14.

Jorge Jesus voltou aos três centrais, voltando a incluir Vertonghen. Não se sabe por entender que o Paços impunha respeito para tanto, se apenas por ser a forma mais limpa de nos livrar do Everton Cebolinha. Tenha sido pelo que for, resultou bem. E nem contra dez, e com o Paços inofensivo - fez apenas um remate, e fraquinho, à figura de Helton Leite, e ao minuto 85 - desfez o trio.

Correu bem porque tudo correu bem, mas também correu bem porque qualquer dos três centrais participou bem no início da construção do jogo da equipa. Começou sempre aí o futebol ofensivo e vistoso do Benfica, se bem que sempre marcado pelos seus dois grandes pecados capitais - a linha de fundo e os remates de meia distância. Mas como tudo correu bem nem se deu por eles.

O primeiro golo só surgiria aos 37 minutos, por Digo Gonçalves, resultado directo da forte pressão alta da equipa. Mas antes já Jordi negara dois golos certos a Waldschemidt e a Rafa. Que pouco depois marcaria o segundo, num contra-ataque em que Seferovic - grande exibição, o melhor em campo -, ainda no meio campo defensivo faz um passe sensacional para Rafa se desmarcar também, e ainda, antes da linha de meio campo. Nos 9 minutos de compensação Seferovic fez dois golos, mas só um contou. Em mais uma belíssima jogada de futebol, concluída com um grande passe de Taarabt, e uma grande desmarcação e uma finalização com classe do internacional suiço.

Com 3-0 ao intervalo, a equipa não abrandou, e só uma grande exibição do guarda-redes Jordi evitou que o marcador fosse evoluindo para números que já não se usam. As substituições começaram cedo, e desta vez todas a preceito. Logo ao intervalo entrou Gilberto para a saída de Diogo Gonçalves, amarelado e com um árbitro de mão leve para cartão amarelo (cinco, a jogadores do Benfica). Depois, ainda antes da hora de jogo, entraram Pizzi e Everton e, já nos 10 minutos finais, Darwin e Cervi.

E o melhor que se pode dizer é que todos, até Everton, estiveram a bom nível. A boa exibição colectiva decorreu naturalmente das boas exibições individuais, com destaque claro para Seferovic. Marcou dois golos e assistiu para outros dois, os de Rafa e de Darwin, festejado com lágrimas pelo jovem uruguaio. Mas Seferovic não fez apenas isso. Ao contrário do que fizera no último jogo, em que por egoísmo e individualismo penalizou a equipa no escasso 1-0, foi sempre um jogador do colectivo, sem se mostrar preocupado com essas coisas dos melhores marcadores, que agora já é.

E aquela forma como festejou o golo com Darwin foi do mais bonito que tenho visto. E como é bonito quando tudo corre bem!

 

Momentos históricos

 

O Benfica regressou ao campeonato, mas não regressou ao ponto donde partira. Regressou mais atrás, onde estava em Fevereiro.

Foi mais uma pobre exibição, perante um Marítimo a caminho da segunda Liga, na última posição da tabela classificativa. Tão pobre que até nem parecia que aquele Marítimo estava assim tão mal.

Teve uma novidade, este jogo. Duas, mas vamos à primeira, e mais significativa. Teve o primeiro penalti marcado a favor do Benfica. Foram precisas vinte e cinco jornadas para vermos alguém do Benfica com a bola à frente, parada ali na marca dos 11 metros. Foi Luca Waldschmidt, aos 20 minutos da primeira parte.

E que penalti! Foi tão claro quanto desnecessário, cometido por Hermes sobre Rafa, a sair da grande área, e naturalmente de costas para a baliza. O Benfica ainda não tinha criado qualquer oportunidade de golo, e mesmo remates, apenas dois. E valeu três pontos. Visto de agora, percebe-se que só assim o Benfica poderia marcar, tantas foram as oportunidades desperdiçadas. E quase sempre da mesma maneira, com jogadores isolados frente ao guarda-redes do Marítimo.

Apesar de ter jogado mal, o Benfica criou quatro ou cinco oportunidades claras de golo. E se fosse noutra altura da época, como acontecia há dois, três ou quatro meses, não teria ganho o jogo. Nesses tempos os adversários marcavam na primeira vez que chegassem à baliza, tal o desacerto defensivo de então. Agora já não é assim, a equipa defende bem, e o azar não está sempre atrás da porta. É que a equipa do Funchal teve duas ou três boas oportunidades para marcar, com Helton Leite a fazer duas boas defesas e, já no período de compensação, pela primeira vez batido, teve a sorte de o remate ter saído um pouco ao lado do seu poste esquerdo.

O futebol apresentado não foi muito diferente daquele velho estereotipo de passe para o lado e para trás, sem linha de fundo, com pouca presença na área e sem remates de fora da área. E os jogadores pareceram desconcentrados em muitos momentos do jogo, e desinspirados em tantos outros.

A segunda novidade foi o aparecimento, pela primeira vez, de uma jogada trabalhada, daquelas ditas de laboratório, na cobrança de um livre. E que jogada!

Mas como a equipa não encontrava forma de marcar, também essa foi perdida. Na circunstância por Otamendi, digna de ir directamente para os "apanhados". Fica também para a história deste campeonato, e logo no dia do também histórico penalti.

Também as antigamente famosas transições ofensivas de Jorge Jesus apareceram. A subida do Marítimo na segunda parte permitiram-no. E permitiram muitas mais do aquelas três. Se na primeira, por Rafa, e na última, por Chiquinho, acabado de entrar e já dentro dos cinco minutos finais de tempo extra, ainda se pode dizer que acontece, na segunda é apenas obra do egoísmo de Seferovic, a pensar na lista dos melhores marcadores. Tinha mais dois companheiros ao lado, todos sozinhos na cara do guarda-redes, e só tinha que desviar a bola para qualquer um deles. mas preferiu rematar e permitir a defesa (mais uma) ao guarda-redes do Marítimo, que lhe fez a mancha escancarando a baliza aos outros dois.

Com o resultado em 1-0, é imperdoável.

E assim se manteve o resultado magríssimo, fruto do tal penalti histórico. Mas com sofrimento desnecessário, e com Jorge Jesus - as substituições também não correram nada bem - a acabar o jogo com três centrais, com a entrada de Vertonghen, nos minutos finais.

Pode ser que seja o regresso das selecções. Os entendidos dizem que é sempre difícil. Que é difícil o regresso das selecções, e que é difícil o regresso das competições europeias. Como já não temos nada disso, pode ser que tenhamos agora o regresso àquele bocadinho de qualidade dos últimos jogos de Março.

 

Fernando Santos tem um problema, ou é ele o problema?

A selecção nacional concluiu este ciclo de três jogos, em 6 dias, para o apuramento para o mundial do Qatar do próximo ano com uma vitória no Luxemburgo, mas continuando sem convencer. Sem conseguir fazer um único jogo ao nível da qualidade dos seus jogadores,  conseguindo a espaços superiorizar-se aos adversários, mas sempre sem conseguir ter os jogos controlados, oscilando entre partes do jogo deprimentes e outras relativamente aceitáveis.

Hoje, contra o Luxemburgo, que vinha de uma vitória na República da Irlanda e que já não é o bombo da festa que era até há alguns anos, confirmou todas essas oscilações, e o que de mau tinha feito nos dois jogos anteriores.

A primeira meia hora foi tão má quanto tinham sido todo o jogo com o Azerbaijão e a segunda parte com a Sérvia, e foi a equipa luxemburguesa a mandar por completo no jogo. Só à beira dos 30 minutos a equipa nacional conseguiu construir uma jogada de ataque e chegar à baliza adversária,  com João Cancelo a cruzar para o remate de Renato Sanches - novidade entre os titulares, o único jogador português da remar contra a maré da mediocridade geral da equipa, e o melhor jogador em campo - que poderia ter dado golo. Na resposta, imediata, o Luxemburgo abriu o marcador. E a equipa portuguesa abanou, ainda mais. 

Só nos últimos 10 minutos reagiu, depois da troca do desenquadrado João Felix, lesionado, por Pedro Neto, e acabou por chegar ao empate, por Diogo Jota, já no período de compensação, dois minutos depois dos 45.

No início da segunda parte manteve-se por cima do jogo, dando sequência àqueles 10 minutos finais da primeira, e cedo passou para a frente do marcador, com - finalmente - um golo do apagadíssimo Cristiano Ronaldo, invariavelmente a concluir mal. Pouco antes tinha falhado, de forma inacreditável, isolado perante o guarda-redes adversário, depois de um erro defensivo da equipa do Luxemburgo.

Pensou-se então que a vantagem daria à equipa a tranquilidade necessária para afirmar a incomparável superioridade técnica dos seus jogadores. Mas, nada disso, e esgotado o primeiro quarto de hora, já  os luxemburgueses estavam de novo por cima do jogo. O segundo quarto de hora foi todo luxemburguês, e Fernando Santos foi obrigado a reforçar o meio campo, com a entrada de Palhinha (por troca com Bernardo Silva). Em simultâneo fez também entrar Rafa para o lugar de Jota, na expectativa de aproveitar a sua velocidade nos espaços que o adiantamento do adversário libertaria.

Só no último quarto de hora a selecção nacional se libertaria da pressão luxemburguesa, acabando por chegar ao terceiro golo, por Palhinda, na sequência de um canto, assinando com um resultado aceitável uma exibição que o não foi.

Há certamente a desculpa do calendário, com três jogos muito concentrados, mais a mais nesta altura da época. E sem tempo para treinar. Mas os problemas que a selecção evidencia têm outra profundidade. E duas ordens de razões claras: falta uma ideia de jogo e faltam rotinas, mas, acima de tudo, falta uma ideia de jogo ajustada à superior valia destes jogadores, que os deixe confortáveis com o jogo; e  falta fazer da selecção uma equipa, em vez da corte de Cristiano Ronaldo, em que Fernando Santos a transformou.

O problema não é a baixa intensidade nem a lentidão que os jogadores pôem nos jogos. Isso é a consequência dos dois problemas anteriores. E não é problema dos jogadores. É do treinador!

Sim, Fernando Santos tem um problema. Ou o resolve, ou é ele o problema!

 

Imagens

Polémica: Veja o último lance do Sérvia 2-2 Portugal que tirou os três pontos às Quinas

 
A segunda partida do torneio de apuramento para o Mundial do Qatar não limpou a má imagem que a selecção nacional deixara na última quarta-feira, em Turim.
 
A primeira parte foi enganadora, e enganou toda a gente, incluindo - o que é grave - o seleccionador, e os jogadores. A equipa nacional não fez mais que um jogo sofrível, que só poderá ter parecido bom pela fragilidade do adversário, uma equipa perdida numa anarquia táctica que já não se usa. E pelo resultado, pelos dois golos de Jota, nos dois único remates à baliza da selecção nacional em todo o jogo. 
 
A selecção não precisou de jogar bem para dominar completamente a selecção da Sérvia, que durante a primeira parte foi uma equipa perdida no campo, muito à imagem do que é o seu historial. E mesmo a jogar com dez - estavam 11 em campo, mas só dez jogavam - foi claramente superior.
 
Bastou que, ao intervalo, o seleccionador sérvio tivesse dado alguma sentido táctico à equipa - bastou-lhe tirar um dos dois avançados para entrar um trinco, e meter um lateral direito que antes não tinha - para que a segunda parte fosse completamente diferente, e para a equipa da Sérvia deixasse à mostra a fraquíssima exibição da selecção nacional. Se não levou um banho de bola, andou lá perto.
 
A Sérvia marcou logo no primeiro minuto, e a partir daí tomou conta do jogo, chegando ao empate ao quarto de hora, e desperdiçando mais um bom par de oportunidades, com o seleccionador nacional firme e hirto a assistir a tudo isto. Não mexeu na equipa, e quando o fez ficou curto, com Nuno Mendes a entrar pelas dificuldades por que João Cancelo estava a passar, e Renato Sanches a dar o músculo que já faltava a Sérgio Oliveira. Deixou em campo Danilo, há muito em sub-rendimento. E guardou a entrada de João Félix para quando já só faltavam 5 minutos para o jogo acabar. 
 
Ia dizer que não se entende que tenha continuado a jogar com dez. Mas isso é pecado. Não se pode dizer. Até porque agora só se fala do golo na última jogada do encontro que o árbitro não sancionou. Um golo caído do céu, mas como a bola entrou pela baliza dentro, devia ter valido. 
 
E por isso digo que não se entende por que não há VAR nestes jogos de apuramento. Como é que para a UEFA há VAR nuns jogos e não há noutros? Nada disto altera nada do que foi o jogo, mas já o primeiro golo da Sérvia, no primeiro minuto da segunda parte, havia sido precedido de claro fora de jogo.
 
No fim, ao contrário de Portugal, a Sérvia limpou a imagem, Cristiano Ronaldo atirou com a braçadeira ao chão e o árbitro pediu desculpa.
 
 

Selecção cinzenta

A selecção nacional entrou a ganhar nesta competição de apuramento para o Mundial do Qatar. Esta é a única nota positiva deste jogo com o Arzebaijão, que conta como jogo em casa, mas que se disputou em Turim, no Estádio da Juventus, de Ronaldo (o que talvez explique alguma coisa...) por força das coisas estranhas desta pandemia.

A exibição da equipa portuguesa foi simplesmente decepcionante, com uma primeira parte muito fraca, e uma segunda genericamente muito má. Valeu um auto-golo, para ganhar o jogo. E era mesmo a única forma de o ganhar, tinha de ser um jogador azeri a marcar, na equipa nacional não havia quem o pudesse fazer. Porque simplesmente não conseguiu criar oportunidades de golo.

É certo que o guarda-redes da selecção do Arzebaijão -108ª do ranking  da FIFA, onde a portuguesa é a quinta -fartou-se de defender. Mas não passou por qualquer dificuldade, as bolas foram todas direitinhas às suas mãos, aos pés ou às pernas.

Foi uma exibição paupérrima da selecção nacional, sem velocidade, sem intensidade, e sem ideias. Mas também sem estratégia. A constiuição da equipa inicial pareceu logo estranha, mesmo que se tivesse de dar o benefício da dúvida a Fernando Santos, pela fragilidade do adversário e pela densidade do calendário competitivo, com três jogos em 6 dias. Se foi assim, foi uma ilusão do seleccionador nacional, que provavelmente passou para os jogadores.

Quando na segunda parte quis emendar a mão, já era tarde. Os dados do jogo estavam lançados, e sabe-se que nem sempre é fácil alterar a dinâmica de um jogo lançado em ritmo baixo e displicente. Das três substituições para alterar o rumo do jogo (as duas últimas, já no fim do jogo foram para queimar tempo) - primeiro, logo ao intervalo, Bruno Fernandes para o lugar de Moutinho, depois Rafa, para o de Pedro Neto (!!!) e, já muito tarde, de João Félix para o de André Silva - apenas a última trouxe algumas melhorias ao jogo da equipa portuguesa.

No próximo sábado, em Belgrado, a equipa terá de jogar muito mais para os dissabores não chegarem ao resultado.

 

 

Em estado de recuperação

 

Era a jornada de manifestação contra o racismo, uma luta que infelizmente continua a justificar-se. Em vez do nome, os jogadores ostentavam nas costas "racismo não". Não os de todas as equipas, a equipa do desordeiro - espero sentado pelas reacções da Liga à pouca vergonha de Portimão - não participou nesta manifestação. Dali não dá para esperar manifestações de desportivismo, fair play e outras coisas da educação e do civismo, como se tem visto. Apenas grosseria, deselegância e faltas de respeito!
 
Mas era também a jornada decisiva para o Benfica, com esta deslocação a Braga de grande expectativa. Desde logo porque era decisiva, não ganhando este jogo o Benfica ficaria decisivamente arredado da luta por um lugar de acesso à Champions, com tudo o que isso representa. Mas também para aquilatar se a equipa está realmente em recuperação. Era a prova do algodão, como aqui dissera a semana passada.
 
Este jogo de Braga disse que  - o algodão não engana - o Benfica está em recuperação. Não se pode dizer que esteja recuperado, porque esta época já não tem recuperação possível. Este estado de "em recuperação" já só dá para acalentar esperanças para o segundo lugar e para a Taça.
 
O Benfica entrou bem no jogo, de novo com três centrais e com os jogadores confiantes, a jogar bem. E sempre por cima do Braga. A princípio chegou a parecer que seria um jogo sem balizas, com ambas as equipas a trocarem bem bola, e com boas dinâmicas de jogo, mas sem remates. Ideia que só a partir de meio da primeira parte começou a ser contrariada, mesmo que o primeiro remate tenha surgido aos 7 minutos, e com ele a primeira oportunidade de golo. Para o Benfica, claro. Grimaldi, isolado, permitiu a defesa a Matheus. Porque não rematou de primeira, como devia, e como Rafa, a assistência de Seferovic, fez a fechar a primeira parte, no primeiro golo. 
 
O meio da primeira parte não trouxe apenas os remates. Trouxe também o remake de um facto histórico, com o árbitro Luís Pinheiro a assinalar um penalti a favor do Benfica, infringindo a lei, e com o VAR a voltar a impedir essa infracção. Exactamente como há uma semana. Então o VAR inventou que a falta se marca onde se inicia, e não onde acaba. Agora, com a ajuda das linhas manhosas, inventou um fora de jogo de 10 centímetros a Seferovic, que nem as imagens nem as linhas confirmam. Portanto, tudo normal - não há penaltis a favor do Benfica!
 
Com a expulsão de Fransérgio, com segundo amarelo, a cinco minutos do fim da primeira parte, a superioridade que o Benfica vinha demonstrando acentuou-se ainda mais. Naturalmente, mesmo que o Braga se tenha sempre batido bem.
 
Na segunda parte o tom do jogo manteve-se, e cedo, logo aos 56 minutos o Benfica chegou ao segundo golo, por Seferovic, agora com troca de papéis com Rafa. E fechou o resultado, porque o guarda-redes bracarense negou mais dois ou três golos (a  defesa ao espectacular remate de cabeça de Sefeverovic, aos 67 minutos é de outro mundo). Porque Waldschmidt, Seferovic, Rafa, Taarabt e Pizzi desperdiçaram excelentes ocasiões. Mas também porque num livre de João Novais a bola bateu na barra, sem que Helton Leite pudesse fazer grande coisa para evitar o golo, na segunda e última oportunidade do Braga em todo o jogo.
 
De resto, do jogo, para além da vitória e da subida ao terceiro lugar, ficam três notas. Duas positivas, e uma negativa. A segurança defensiva - o quinto jogo consecutivo sem sofrer golos - e a forma como a equipa controlou o jogo - e o resultado - com bola (contra 10 é mais fácil, bem sei!) contra uma das equipas que melhor sabe estar em campo. Pela negativa, o velho problema da linha de fundo. A equipa continua sem chegar à linha final para cruzar. Neste jogo só lá chegou por uma vez, por Grimaldi. Mas, la chegado, logo a bola voltou para trás. Porque a equipa não está mecanizada para este tipo de lances, fundamentais e decisivos num jogo de futebol.
 
Não está a arrasar, nem lá chegará. Mas está a correr bem. Defender bem impede que o adversário marque na primeira vez que chega à baliza, como acontecia há uns meses, e isso ajuda muito. Vamos a ver se esta paragem para os compromissos das selecções não vai estragar…

Aconteceu História, e muitas estórias

Aos cinco minutos do jogo da recepção ao Boavista - onde há quatro meses e onze dias começou o descalabro desta equipa de Jorge Jesus nesta Liga - aconteceu História: um árbitro assinalou, pela primeira vez neste campeonato, um penalti a favor do Benfica.

É certo que o VAR logo se encarregou de cumprir a lei. A da Liga, que proíbe penaltis a favor do Benfica, porque da outra, que faz parte das leis do jogo, e que diz textualmente que "se um defensor começa a agarrar um atacante fora da área de grande penalidade e prossegue a sua acção para o interior da área, o árbitro deve conceder um pontapé de grande penalidade", fez letra morta. Deve ser uma questão de hierarquia jurídica, com a Lei da Liga a sobrepor-se às do jogo.

O árbitro Manuel Mota, que mesmo assim ficará na História desta Liga, reverteu a decisão e acabou por assinalar a falta fora da área, onde na realidade começara. E trocou o cartão amarelo ao defesa do Boavista pelo vermelho, como se não devesse ter sido essa a cor a mostrar da mesma forma com o penalti. Enfim...

Por isso o Benfica começou praticamente o jogo a jogar contra dez. Mas não a ganhar, como aconteceria se o primeiro penalti a favor tivesse surgido - ao 26º jogo do campeonato, um recorde mundial - e tivesse sido convertido. 

Um jogador a menos, e logo a partir do início, é evidentemente condicionante decisiva para qualquer equipa discutir um jogo. Mas não tem importância de maior quando uma equipa não decide discutir o jogo mas apenas defender. Aí não faz grande diferença, dez jogadores atrás da bola e à frente da baliza chegam para defender e evitar golos. Como se tem visto em tantos e tantos jogos.

Foi isso que o Boavista fez, sob o comando do ainda grande Javi Garcia, e provavelmente mais se lhe não poderia pedir. E fazer isso perante este futebolzinho de Jorge Jesus nem sequer é muito difícil. Ao Benfica, sim, podia exigir-se mais que aquele futebol estereotipado de Jesus onde, como já aqui referi algumas vezes, a linha final pica e a área adversária queima.

Com aquele futebol era difícil criar condições para marcar golos. Mas lá surgiu um, já à beira dos 40 minutos, de um remate de Taarabt de fora da área, outra das coisas que faltam a este futebol de Jesus. Mas lá estava o árbitro para entender que o jogador marroquino, como o velho brandy Constantino com uma fama que vem de longe, deu uma chapada no adversário quando abriu os braços. Mas nem tocou em ninguém.

Mais uma vez o árbitro Manuel Mota mandou a lei às ortigas. E quando a bola se encaminhava a grande velocidade irreversivelmente para o golo, apitou. Ao apitar um milésimo de segundo antes da bola entrar, invalidou a hipótese de intervenção do VAR. O que lhe deve ter dado um jeitão!

Três minutos depois a bola entrou, finalmente. Na primeira vez que a bola chegou à linha de fundo, Diogo Gonçalves - finalmente a afirmar-se, e hoje o melhor jogador em campo - cruzou para Seferovic atacar a bola de frente, com os defesas contrários com ela por trás. É para isso que é importante chegar com a bola à linha final, a tal que parece picar.

Quem viu percebeu, no entanto, que não foi uma jogada trabalhada. Quem viu, viu claramente que Diogo Gonçalves só chegou à linha final porque, para fugir de doois adversários, ela foi lá parar. E ele correu atrás dela. Foi sem querer, não faz parte do plano de jogo. Simplesmente aconteceu.

Logo a seguir, dois minutos depois, a bola volta de novo a chegar à linha final, agora do outro lado, e Grimaldo cruza nas mesmas condições. E, claro, nova oportunidade de golo. Que desta vez o guarda-redes defendeu como pôde.

Depois acabou-se. A bola não mais voltou a chegar à linha final, a não ser para marcar cantos. Que foram muitos e nunca deram em nada.

O segundo golo não tardou muito na segunda parte. Aos sete minutos, com os mesmos protagonistas. Diogo Gonçalves não chegou à linha, mas na circunstância também isso não necessário, porque já tinha transportado a bola para além da linha defensiva do Boavista. O que dá no mesmo: Seferovic de frente para a baliza, e adversários com a bola por trás.

Depois do segundo golo, mesmo sem jogar bem - houve períodos francamente maus, sucedendo-se os passes errados, outra das imagens de marca da equipa - o Benfica criou mais umas quantas oportunidades de golo. E Seferovic chegou até ao hat trick, mas as linhas manhosas disseram que estava em fora de jogo por 7 centímetros. O resultado ficou curto. E nisso também a arbitragem teve culpa. Influenciou-o, e muito. 

São três vitórias consecutivas, e sem sofrer golos. É pouco para festejar, mas já há quem faça disto uma festa. Há jogadores a subir de forma - Diogo Gonçalves, Rafa, Otamendi e Lucas Veríssimo - mas não se vê uma subida de forma generalizada e consistente. 

O próximo jogo vai ser a prova  de fogo. A deslocação a Braga vai ser o algodão. Esse não engana!

O espaço procura-se onde ele está

 

O Benfica entrou no lastimável relvado do Jamor - a quem interessa esta prolongada degradação do Estádio Nacional? Presumo que interesse a quem interessa retirar de lá definitivamente, sem apelo nem agravo, a final da Taça - debaixo de fortes expectativas de recuperação. As últimas exibições, mesmo que a espaços, alimentavam alguma esperança na recuperação, pelo menos, de um nível exibicional minimamente compatível com os pergaminhos e a História do Benfica.

Rapidamente percebemos que as expectativas seriam goradas, e que a esperança teria de esperar por melhores dias. A equipa entrou a repetir tudo o que de mau tem vindo a fazer ao longo da época. A passo, passes para trás e para o lado, e mesmo assim falhados, boa parte das vezes. Sem ideias, sem querer e sem crer. E sem rematar. 

O primeiro remate surgiu já a primeira parte ia a meio. E com ele a primeira oportunidade, das duas que o Benfica criou nos primeiros 45 minutos. Tantas quantas as da equipa do B SAD, que se sentiu sempre confortável com as suas duas linhas defensivas muito juntas, e com o adversário exclusivamente apostado em explorar o espaço entre elas que, assim, obviamente não existia. Como por ali ninguém passava, bastava aos de azul esperar pelos passes errados ou que a bola acabasse por sobrar no meio daquelas barreiras defensivas para lançar as suas saídas para o ataque.

Tudo muito fácil para os rapazes de Petit e, ao invés, muito difícil para os de Jesus. E para a recuperação em que ainda queremos acreditar.

Na segunda parte tudo foi diferente. Nem sempre muito bom, mas diferente. O Benfica regressou dos balneários a perceber que não havia espaço entre as linhas adversárias, mas que ele estava atrás delas. E que, se era lá que estava, era lá que o tinha de procurar. Chamam-lhe os entendidos o ataque à profundidade. Mas é mais fácil do que aquilo que os entendidos querem fazer crer: é uma simples questão de visão, de ver o espaço onde ele está, em vez de insistir em procurá-lo onde ele não está. E depois um bocadinho de velocidade a procurá-lo.

De repente o futebol do Benfica transformou-se, e o jogo passou a ser outro, sem nada a ver com o que fora a primeira parte. Em 10 minutos chegou ao primeiro golo, por Seferovic, com assistência de Grimaldo. O segundo, com o suíço a bisar, desta vez servido por Diogo Gonçalves, tardou apenas mais três. E o terceiro, o primeiro de Lucas Veríssimo, com nova assistência do espanhol, mais seis minutos. E ainda com tempo para, de permeio, poder fazer mais dois golos. Três golos em 9 minutos, com três assistências dos laterais, e mais três ocasiões para fazer outros tantos, antes de passar à fase de gerir o jogo e o resultado, o mais gordo de há uns largos meses para cá.

E de novo a esperança que o imprescindível segundo lugar ainda possa ser possível, e que a Taça possa ser ganha, para ganhar qualquer coisinha nesta época. Que era de arrasar!

 

 

Na final, naturalmente … mas

 

O Benfica está, com toda a naturalidade, na final da Taça de Portugal, onde irá encontrar a equipa que melhor joga em Portugal, o Braga, que ontem eliminou categoricamente o Porto, depois de meia hora de grande futebol, interrompido por uma expulsão, se não manhosa, muito discutível.

Com a vantagem de 3-1 trazida do Estoril, e mesmo pela condição do adversário, do segundo escalão do futebol nacional, o que faltava era mesmo que o Benfica não conseguisse atingir esse objectivo de finalista da Taça. Daí a naturalidade do apuramento para a final. E não falo do sorteio, porque disso não tem o Benfica qualquer culpa. Se todos tivessem feito o que fez - ganhar aos seus adversários - esta meia final não teria estado o Estoril, como sabemos.

O jogo não foi nada estranho, foi um jogo de sentido único, e de domínio absoluto, e por vezes avassalador, do Benfica. Estranhas são as sensações que ficaram de uma exibição que não se pode deixar de qualificar como interessante, mas que não permite projectar grande entusiasmo para o que aí vem, e em particular para atacar o segundo lugar do campeonato. 

O Benfica fez muitos remates, criou muitas oportunidades de golo, mas só marcou por duas vezes, no fim da primeira parte, e no fim do jogo. Mas não é esse, o do tempo, o único traço comum entre os golos. Nem o que mais releva, porque os golos têm o mesmo significado no início, no meio ou no fim de cada uma das partes do jogo. O traço que une os dois golos, e que releva, é outro: ambos só foram possíveis quando os seus marcadores gozaram de todo o espaço do mundo. Coisa que, como se sabe, raramente acontece, e mesmo hoje só aconteceu nessas duas ocasiões. Sem espaço, com os rematadores sujeitos a marcação cerrada, o Benfica não conseguiu marcar.

Poderá dizer-se que é sempre assim. Que só se marcam golos se se criarem espaços para isso. Mas o espaço que foi preciso para fazer aqueles dois golos muito raramente existem nos jogos do Benfica. No primeiro, Gonçalo Ramos estava sozinhíssimo na área do Estoril porque o adversário cometeu um erro na saída de bola. Um erro provocado pela pressão do Benfica, é certo. No segundo, Waldschemidt concluiu um contra-ataque de cinco contra dois.

Claro que há mérito nestes dois tipos de lances. De resto os maiores pecados do futebol desta equipa de Jorge Jesus têm mesmo sido as transições, defensivas e ofensivas. E não é por acaso que este foi o primeiro golo da época em contra-ataque, ou em transição ofensiva rápida, como agora se diz. 

Mas não deixa de ser preocupante que só nestas raríssimas condições de espaço o Benfica tenha conseguido marcar. Como não deixa de preocupar o contínuo desperdício da qualidade de Waldschemidt (o golo não é nada fácil, até porque não nasceu do aproveitamento dos tais cinco contra dois). Se um treinador não consegue potenciar o aproveitamento de um jogador destes...

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