Por estas e por outras

É notícia de hoje que o Gabinete Coordenador das Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ), que ocorreram há um ano, continua activo ... e a somar custos.
Diz a notícia que, depois de terminadas as JMJ, o Gabinete chefiado por José Sá Fernandes continua em funcionamento, e já custou mais 1,7 milhões de euros, dos quais 1,3 em salários dos nove elementos da comissão técnica. Feitas as contas dará cerca de 150 mil euros anuais a cada um. Descontando os eventuais encargos sociais, representaria um salário médio mensal de 10 mil euros. Com um custo médio mensal próximo dos 16 mil euros.
Diz-se que desde o fim da visita papal a comissão técnica tem trabalho no projecto de requalificação da zona ribeirinha oriental de Lisboa, espaço integrado no concelho de Loures, na zona da Bobadela. Se assim é, e se a intervenção nesse projecto justificasse a manutenção em actividade de toda a estrutura, e de todas as mesmas pessoas, nas mesmas condições - justificação pouco justificável - por que é que esse projecto não é autónomo e esse gabinete se continua a chamar Gabinete Coordenador das JMJ?
É por estas e por outras que tudo cheira mal neste país, avesso à transparência na gestão da coisa pública. Será o que o regime é "burro velho que não toma ensino"?