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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Assim, sim!

Por Eduardo Louro

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Noite de gala na Catedral. Já tínhamos saudades...

Ia  a primeira parte a meio quando dei comigo a pensar que desta vez o Benfica tinha trocado as voltas ao jogo. Que tinha trazido para os primeiros vinte minutos os últimos vinte minutos dos jogos anteriores. 

Aos poucos percebi que não era assim, que alguma coisa tinha mudado e que o espectáculo era para continuar. Então recostei-me melhor e deixei-me ir, deliciado e muitas vezes extaseado pela magia de Gaitan e pela arte de Jonas que um espantoso concerto colectivo não conseguia ofuscar.  

Um concerto que consertou de vez - espera-se - a máquina de Rui Vitória. Agora não pode haver mais espaço para dúvidas. Sabe-se que não vai ser sempre assim, que hão-de vir dias em que nem tudo corre assim bem. Mas não se pode andar para trás, este tem que ser o ponto de partida, nunca o ponto de chegada. 

A equipa pode não atingir sempre este altíssimo patamar exibicional, mas fica obrigada a entregar-se ao jogo da mesma forma, a pressionar da mesma maneira, a atacar a bola e o adversário com o mesmo entusiasmo, a mesma convicção e a mesma energia. Porque só assim pode marcar golos e sabe-se, já se sabia, que o Benfica é outro logo que marca o primeiro.

A chave do futebol deste Benfica de Rui Vitória está no primeiro golo. Por isso não há segredos: é entrar para marcar cedo, em vez de entrar à espera do que o jogo possa dar. É isso que se espera daqui para frente. Não se pede mais que isso. 

É que assim é mais fácil repetir noites de gala como esta. De vez em quando, também não se pode exigir isto todos os dias...

Chapeau

Por Eduardo Louro

 

 

Num dos telejornais de uma das televisões, vi este fim-de-semana uma curiosa reportagem sobre o estado - de pré-falência, diz-se - das finanças da Câmara Municipal de Gaia. Que não é novidade, há muito se sabia que se trata da segunda Câmara mais endividada do país, que Luís Filipe Menezes, ao longo dos dezasseis anos que por lá passou, ao que se diz, gastou dinheiro como se não houvesse amanhã.

Enquanto o texto da reportagem ia dando conta disso mesmo, e das condenações que diariamente, à medida que caem as sentenças judiciais dos diversos processos em Tribunal, estão a inundar a autarquia, iam passando imagens do foguetório de inaugurações onde Luís Filipe Menezes ia cortando fitas, invariavelmente acompanhado de Marco António Costa, sempre de sorriso largo e aberto.

A reportagem fechava com a notícia de que Luís Filipe Menezes esteve sempre incontactável e com palavras de Eduardo Vítor Rodrigues, socialista e actual presidente. Que, para além de manifestar a sua convicção em resolver todos esses problemas, teve tempo para dizer que não tinha nada que se desculpar com o passado, que não tinha sido eleito para se desculpar com o seu antecessor, que lhe deixou muita dívida mas também muitas e excelentes infra-estruturas.

Que Luís Filipe Meneses esteja incontactável não me surpreende nada. É o normal… Também não me surpreende sorriso largo e aberto do então delfim de Menezes, o que me surpreende é o que anda agora por aí a dizer. Mas, francamente, que numa situação daquelas, um político recuse desculpar-se com a pesada herança e elogie a obra herdada, é que me deixa mais que surpreendido: espantado!

Não sendo – que não sou, antes pelo contrário – especial admirador de Luís Filipe Menezes, tenho de tirar o chapéu ao actual presidente da Câmara de Gaia: Chapeau Eduardo Vítor Rodrigues!

 

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