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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

A eficácia conta

Liga Europa: Benfica-Galatasaray, 0-0 (crónica)

 

O Benfica (dos meninos) apurou-se para os oitavos de final da Liga Europa ao empatar, sem golos, com o Galatasaray no jogo da segunda mão, esta noite na Luz, naquela que terá sido a menos conseguida exibição desta era Bruno Lage. 

A qualidade daquele futebol exuberante que tem patenteado apenas apareceu a espaços neste jogo. Não foi, nem perto disso, tão constante quanto tem vindo a ser. Pode haver outras justificações, pode até colocar-se a hipótese de a equipa estar, individual e colectivamente, a sair do topo da curva de forma que vinha apresentando - estas coisas são sempre representadas por uma curva - mas há duas atenuantes: a própria competição, e a forma como se decide, por um lado e, por outro, a quebra abrupta na eficácia de finalização.

O resultado muito favorável da primeira mão, numa competição a eliminar, condiciona sempre a atitude estratégia de qualquer equipa. Isso foi decisivo na abordagem do jogo, e pode ter tido suficiente influência nas intermitências da qualidade exibicional. Da mesma forma que, se tem tido um coeficente mínimo de aproveitamento na meia dúzia de oportunidades de golo que, mesmo assim, criou, a confiança aumentaria e a equipa ficaria menos exposta à possibilidade de falhar nalgumas decisões, e particularmente no passe. E provavelmente não estaríamos a falar de um jogo menos conseguido, mas num jogo na linha dos anteriores.

Porque, em Istambul, há uma semana, como hoje, em Lisboa, o Benfica foi sempre superior ao adversário que é uma equipa de Champions, e não uma das mais fracas das que estavam nesta competição. Às seis oportunidades claras de golo que o Benfica construiu, o Galatasaray respondeu com uma, duas no máximo. Incluindo aquela, aos 85 minutos, que o árbitro anulou, ao assinalar fora de jogo no remate defendido por Odysseas, antes da recarga que levaria a bola para o fundo da baliza. Numa decisão muito contestada por Fatih Terim que, de resto, não fez outra coisa aolongo de todo o jogo. Só não constestou nos dois penaltis por assinalar a favor do Benfica. Nem nas vezes que o árbitro romeno perduou o segundo amarelo ao Marcão. Nem nas vezes que os seus jogadores cobravam os livres largos metros à frente do local da falta assinalada ...

Enfim ... turcos. Tão parecidos com os portugueses...

Crime agravado!

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Assistimos esta noite na Luz a uma das maiores injustiças alguma vez vistas num estádio de futebol quando, a dez minutos do fim, o árbitro expulsou Gaitan do jogo. Mandar sair do jogo quem estava a fazer aquilo que o génio argentino estava a fazer, deslumbrando o mundo com uma exibição que só muito raramente o mundo pode ver, é inscrever na História do futebol uma das suas maiores aberrações.

Roubar ao jogo o seu maior artista é matá-lo. E matar é crime. Sempre!

Acresce que, da maneira que aconteceu, é crime agravado. Com o dolo todo, com todas as agravantes que se quiser. Já que é impossível contar tudo o que de fantástico Gaitan fez neste jogo com os turcos do Galatasaray, vale a pena contar o que o árbitro fez: estava o jogo a aproximar-se do intervalo quando um avançado turco, poucos minutos depois de ter visto um amarelo por ter armado confusão, joga a bola com a mão em clara tentativa de enganar o árbitro. Pelas leis do jogo teria de lhe mostrar o amarelo, que seria o segundo.  Não o fez, em vez disso mostrou-o a Gaitan,  por protestar a sua decisão. Muitos minutos depois, faltavam então 10 para ofim do jogo, o argentino desenha no relvado mais uma jogada do outro mundo, porventura a mais portentosa, deixando de calcanhar para que o Jimenez permitisse uma defesa assombrosa - para canto - ao guarda-redes uruguaio da equipa turca. Da marcação do canto a bola sobra para um adversário, que parte para o contra ataque. Gaitan perseguiu-o, tentou o corte, mas fez falta. Para amarelo. O segundo. Que, para o crime ser hediondo, desta vez o árbitro não poupou.  

Depois disto nada mais do jogo tem qualquer interesse, mesmo com o que vale esta vitória do Benfica. E vale muito. Nem mesmo que o Luisão tenha estado nos três golos, e que tenha exigido respeito!

Não faz sentido ter perdido este jogo...

Por Eduardo Louro

Galatasaray-Benfica

 

Depois de ter ganho em Madrid, não fazia muito sentido perder em Istambul, com o Galatasaray. Depois do jogo de Istambul, percebe-se que não faz sentido nenhum tê-lo perdido.

Porque o Benfica começou o jogo a ganhar - em mais uma obra prima de Gatan, que continua a espalhar classe por esses estádios fora - e acabou-o em cima da baliza dos turcos, deixando clara a ideia que aquele era um jogo a ganhar. 

Mas perdeu-o. E perdeu porque, na primeira parte, durante perto de meia hora, permitiu que o adversário, embalado por um público fan(t)á(s)tico, fosse ganhando motivação. Porque permitiu um penalti, tão estúpido quanto bem assinalado, ainda a primeira parte não ia a meio. Que transportou a equipa turca para o patamar da crença a que nunca poderia ter chegado. Porque, lançado o jogo nesse tabuleiro, não foi capaz de o arrefecer para escapar ao erro, que deu no segundo golo que acabaria por fazer o resultado.

De pouco conta que a segunda parte tenha sido diferente. Que o Benfica tenha dominado as estatatísticas porque, em boa verdade, não criou mais nem melhores oportunidades que o adversário, mesmo subordinado. Foi tardia, a substituição do Gonçalo Guedes, em noite de menor rendimento. No  pouco tempo que esteve em campo o Victor Andrade mexeu com o jogo, travado apenas em sucessivas faltas perigosas, deixando a ideia que, entrando mais cedo, as coisas poderiam ter tomado outro caminho.

Há também um penalti por assinalar a favor do Benfica, mas isso faz parte das contingências do jogo que se não podem controlar. As outras sim, as outras contingências do jogo é que poderiam e deveriam ter sido controladas!

  

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