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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Show Trump

Gaza IL TESTO integrale del piano di pace firmato a Sharm el-Sheikh da ...

Donald Trump amanheceu ontem em Israel para, no Knesset (Parlamento), anunciar uma nova alvorada para o Médio Oriente - ”o sol nasce numa terra sagrada que está finalmente em paz” -, e declarar o fim da guerra - "o fim de uma guerra, o fim de uma era de terror e morte, o início de uma era de fé, esperança e Deus".

Daí seguiu para o Egipto para reunir em Sharm el-Sheikh, numa cimeira organizada à pressa com o presidente egípcio, Abdel Fatah al-Sisi para - sem governantes israelitas (claro que Trump convidou Netanyahu, foi Erdogan, e não o feriado do último dia da Festa dos Tabernáculos, que impediu a sua presença), nem dirigentes do Hamas, as partes actualmente em conflito - juntar mais de 20 líderes mundiais (entre os quais Guterres e António Costa) para ratificarem o "seu" plano de paz.

Que tem o mérito - que não é pouco, nesta altura - do cessar fogo, de interromper a chacina, da libertação dos reféns israelitas, e dos prisioneiros palestinianos, e de abrir as portas de Gaza à ajuda humanitária internacional. Mas que está muito longe de ser "o fim de uma era de terror e morte". Mesmo de uma nova alvorada para o Médio Oriente. E, apostaria até, de valer de alguma coisa daqui por um ano, quando for anunciado o novo Nobel da Paz.

Oxalá esteja enganado!

 

A notícia da notícia

Mariana Mortágua entre os detidos por Israel durante flotilha ...

Se tivesse sido o José Rodrigues dos Santos a apresentar ontem o tele-jornal tê-lo-ia certamente aberto com ... "foram todos presos". Não podendo repetir o célebre "morreram todos", a que provavelmente acharia muito mais piada, não evitaria certamente o impactante "todos presos" para abrir a notícia da noite: a intercepção pela marinha israelita das embarcações da Flotilha, a 120 quilómetros de Gaza, e a detenção dos activistas envolvidos nesta missão de romper com o bloqueio israelita a Gaza; ou, noutra forma de dar a notícia, o ataque israelita à Global Sumud Flotilla, com sequestro dos tripulantes; ou, ainda, o ponto final que os militares israelitas colocaram na brincadeira, depois de esperarem, com a maior das paciências, que aqueles meninos mimados e provocadores tivessem o bom senso de virar para trás antes de entrarem nas suas águas territoriais.

Sim, porque é assim que as coisas hoje se passam. Nada é o que é, e tudo só é o que cada um faz do que é.

Nada é decisivo e absoluto. Nada é preto. Nem nada é branco. Tudo é costumizado, à medida. E às medidas de cada ponto de vista, atrás dos quais se cavam trincheiras onde vale tudo!

 

Mas olha que ...

Contraargumento - EcuRed

Há sempre duas partes em qualquer conflito ... de ideias. No outros há muitas vezes mais.

Há um lado, e o outro. Há sempre a contra-parte. Isso já é assim em tudo.

O debate sério não é parcial.  Mas também não é sério o debate que relativa o bem ou do mal pela evocação da outra parte. Há bem e mal absoluto. E pode havê-lo num ou noutro lado. O mals nunca é relativizável, é sempre absoluto. O mal de um lado, não deixa de ser mal por haver outro mal no outro.

Vem isto a propósito do drama humanitário que continua a acontecer em Gaza, aos olhos de toda a Humanidade, mas sempre com gente disponível para o ... "mas olha que" ...

Lêmo-los e ouvimo-los todos os dias. Neste fim-de-semana, num longo desfile  do "mas olha que", no Expresso, o Henrique Raposo escreve que "Quando ouvimos as declarações da Ucrânia e de Zelensky, há uma parte que é sempre cortada: os elogios a Israel, porque Telavive ajuda Kiev quando ataca a capacidade militar do Irão".

Não esperava que o "mas olha que" pudesse chegar a tanta hipocrisia. Menos ainda de gente tida por inteligente, democrata e moderada. Mas é a velha história do escorpião - está-lhe na massa do sangue!

O predador

Três palestinianos mortos perto de local de distribuição de alimentos em Gaza

O genocídio que Nethanyahu está a levar a cabo em Gaza está a assumir proporções inimagináveis. Nunca a perversidade criminosa chegara tão longe. 

Nethanyahu é um assassino facínora, que age agora contra seres humanos como um caçador predador, à margem de todas as regras da caça. Primeiro impediu durante meses a ajuda internacional. Depois criou - com Trump -  a "Fundação Humanitária de Gaza", e passou a controlar ele próprio todo o processo de ajuda humanitária para, finalmente, utilizar a ajuda alimentar como armadilha mortal. 

Como um caçador predador que deixa comida para atrair a caça, limitando-se a esperar por ela para a chacinar, assim faz Nethanyahu. Aconteceu exactamente assim, anteontem, no passado domingo, quando esperou que desgraçados famintos se aproximassem dos postos de abastecimento de alimentos para disparar sobre eles, a sangue frio. 

Com os olhos do mundo fechados, a não quererem ver. Com a Europa a fingir que não ouve, nem vê. E com Portugal servilmente a continuar a ignorar ...

Foi hoje criada uma petição para o governo português reconhecer o Estado Palestiniano. Subscrevê-la é uma pequena contribuição para que Portugal deixe de ignorar. Vamos a isso!

 

É isto a hipocrisia

O que se sabe sobre o ataque contra torcedores de clube israelense na  Holanda que autoridades dizem ser antissemita

Israel é um país do médio oriente, no continente asiático, que se localiza ao longo da costa oriental do Mediterrâneo, e faz fronteira com o Líbano (a Norte), a Síria (a Nordeste), a Jordânia e a Cisjordânia (a leste), o Egipto e a Faixa de Gaza (a Sudoeste). A Sul tem também uma fronteira marítima, com o Mar Vermelho.

Não importa agora por que razões, nem a velha relação promiscua entre a política e as instituições do futebol, FIFA e a UEFA decidiram que Israel era um país europeu. Os seus clubes de futebol disputam as competições da UEFA, e a sua selecção nacional compete no quadro das competições da FIFA e da UEFA na Europa.

Ontem disputou-se em Amesterdão um jogo de futebol entre o Ajax e o Maccabi - Telaviv, a contar para a quarta jornada da Liga Europa. Os adeptos israelitas foram vistos a retirar bandeiras palestinianas de janelas de casas particulares, e vistos e ouvidos, no estádio e pelas ruas, em cânticos inaceitáveis contra os palestinianos, e os árabes em geral. Entre eles cantavam que "não há escolas em Gaza, porque não há crianças em Gaza".

Há muita gente na Europa - por mim espero que seja uma grande maioria, mas só isso - que acha que a matança de Nethanyahu em Gaza não é tolerável. E que por isso aproveitará a presença de equipas israelitas para manifestar que a opinião pública europeia, ao contrário dos seus representantes políticos, não se limita a assobiar para o lado enquanto Nethanyahu mata e destrói tudo à volta. Protesta e revolta-se contra isso!

O confronto entre uns e outros era inevitável, e houve pancadaria. Da grossa. Mas que os palestinianos de Gaza mediriam certamente por uma brincadeira.

A Presidente da Câmara de Amesterdão, lamentando os confrontos, referiu essa inevitabilidade a partir das provocações dos adeptos israelitas. O primeiro-ministro Dick Schoof, declarou-se  "horrorizado pelos ataques anti-semitas contra cidadãos israelitas". E apressou-se a ligar a Netanyahu, garantindo-lhe que "os responsáveis vão ser identificados e julgados". O Rei, Guilherme Alexandre, também lhe ligou, a expressar-lhe “horror profundo". Disse até que "falhámos para com a comunidade judaica neerlandesa na Segunda Guerra Mundial, e na noite passada voltamos a falhar”!

O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, também só viu violência em Amesterdão contra os adeptos israelitas, e uma "inaceitável manifestação de anti-semitismo ou racismo”. Tal e qual o governo português, com Paulo Rangel a condenar "veementemente os actos de violência contra cidadãos israelitas" em Amesterdão. E, claro, também o anti-semitismo.

Era isto só que queria dizer .... É isto a hipocrisia, não é preciso dizer muito mais!

 

"A primeira vítima da guerra é a verdade"

Crime de guerra.″ Ataque a hospital em Gaza terá feito pelo menos 500 mortos

O ataque de ontem ao Hospital Batista Al-Ahli, em Gaza, roubando de imediato a vida a cerca de quinhentas pessoas, é a perversão da guerra. É ultrapassar os limites da estupidez, da brutalidade e a hipocrisia na guerra.

Não é novidade que nas maiores monstruosidades da(s) guerra(s) as partes se acusem reciprocamente, como o fazem o governo de Netanyahu e os terroristas do Hamas. É assim há muito tempo, e é assim em todas as guerras. Vem nos manuais.

O que talvez seja novidade é a forma como a água e o azeite se misturam desta vez. Sabe-se que a verdade se comportará sempre como o azeite. Por mais que agitem a mistura, como parece que Biden ajudou hoje de fazer na sua visita a Israel.

Ésquilo, há milhares de anos, na antiga Grécia, também deu uma ajuda ao declarar  a verdade como a primeira vítima da guerra. 

 

 

 

 

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