Um conto de fadas para a História
Vinte e quatro anos depois a fórmula regressou a Portugal, e estreou-se em Portimão. Não foi na melhor altura, mas foi quando aconteceu. E é sempre melhor que tenha acontecido.
Com público, e com muita coisa a não correr pelo melhor. Que se portou melhor hoje que ontem, ao que se diz. Muita gente com bilhete terá ficado hoje do lado de fora, talvez para isso.
Independentemente das dificuldades do público, e com o público, da polémica à volta disso, e das inevitáveis comparações que acabam sempre por evidenciar pesos e medidas diferentes para situações que se pretendam idênticas, mesmo quando o não são, o 17º Grande Prémio de Portugal fixa um marco na História da fórmula 1. Ao vencê-lo Lewis Hamilton conquistou a sua 92ª vitória, batendo o que se julgava ser o inatingível recorde de Michael Schumacher, e ficou a um passo de igualar os sete títulos mundiais do infeliz alemão.
A corrida começou atribulada, mesmo que sem os incidentes dos últimos grandes prémios. Logo no arranque Verstappen, que partiu da terceira posição, atrás dos dois Mercedes, lançou a confusão. Logo a seguir foram uns pingos de chuva a suscitar alguma prudência aos da frente, aproveitada por Carlitos Sainz para chegar à liderança, com Hamilton a chegar a andar pelo terceiro lugar. Mas foi sol de pouca dura - e chuva nem chegou a ser - e rapidamente tudo voltou à normalidade. À décima volta já eram os três primeiros da grelha que seguiam na frente, com Bottas a herdar a frente da corrida. E à vigésima já estava tudo como no fim, que era tudo como no início. E como sempre, com o britânico na frente, a dominar completamente a corrida. A da sua 92ª vitória no sua 97ª pole position!
Fantástico este verdadeiro conto de fadas de um menino que nasceu negro e pobre!