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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Começa perigoso, este 2020!

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2020 ameaça tornar-se mais perigoso do que poderia parecer, por mais previsível que fosse que, em ano de eleições, Trump desatasse aos disparates. 

Sabia-se que Trump não precisaria de grandes pretextos para começar a brincar com o fogo, convencido do ganho eleitoral que, em pleno processo de impeachement, daí retira. Nem de muito espaço, nem de muito tempo: bastou-lhe o Iraque, e três ou quatro dias. A 29 de Dezembro, um ataque aéreo matou 25 combatentes do Hezbollah Kata'ib, uma milícia pró-iraniana. Em resposta, no último dia do ano, quando regressavam dos funerais, manifestantes cercaram a embaixada, atacaram com pedras, grafitaram paredes ... e lá estava o pretexto por que Trump ansiava - um ataque à América. 

Esta noite, o major-general Qasem Soleimani, tido por número dois da hierarquia militar do regime iraniano, e mais quatro altos quadros militares foram mortos num ataque com drones, à saída do Aeroporto Internacional de Bagdad, já confirmado pelo Departamento de Defesa Americano.

 Ali Khameinei promete vingança. Para dançar o tango são sempre precisos dois ... Olha que dois!

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Sabe-se que, em resposta a mais um recurso à utilização de armas químicas, no passado domingo, Trump ameaçou atacar a Síria. E que Putin, que impede qualquer iniciativa da ONU para esclarecer e apurar responsabilidades pelo ataque químico, não deixou essa ameaça sem resposta. O mundo está assustado. Há mais medo e há todas as razões para isso!

Por cá, nem tanto. Por cá, o assunto é mais quem é, e quem não é, Centeno. Porque, por cá, as coisas são sempre tratadas assim - reduzidas à sua mais simples expressão. Tão simplificadas que acabam sempre reduzidas a um fulano... Que diz que tem sempre dado mais dinheiro à saúde, que o orçamento tem crescido à razão de 3% ao ano. Respondem-lhe: "mas não chega, tem que ser mais".

Só que nunca ninguém sabe quanto "mais". Certo e sabido é que, por mais paradoxal que pareça, com estas nossas manias minimalistas, nunca há "mais" que chegue!

 

 

A tragédia do século

 

(OMAR SANADIKI-REUTERS)

 

Começou com a esperança da Primavera àrabe, há apenas 7 anos, e transformou-se na mais sangrenta e complexa guerra deste século. Interminável. Acontece na Síria, mais um país parido pela primeira guerra mundial, desenhado à revelia das diferentes tribos e das autonomias das diferentes regiões, e não admite tréguas, por breves horas que sejam, para assistência humanitária. À responsabilidade de uma ONU que tem no terreno agentes capazes de a trocar por sexo, deixando às pobres mulheres sírias a trágica opção entre salvar os filhos ou salvar a sua própria reputação.

Uma ONU polticamente ineficaz e ignorada, bloqueada no seu Conselho de Segurança, onde têm assento todos os interesses na guerra. Com os interesses geo-estratégicos da Rússia à cabeça. Os dos Estados Unidos, porque lá está o terrorismo islâmico, mas porque lá está a Rússia. E os da China, porque lá está o Irão, do xiismo e donde lhe vem o petróleo. 

Lá está também a Turquia, porque lá está a oportunidade de atacar os curdos e as suas aspirações independentistas. Lá está a Arábia Saudita, porque lá estão os xiitas do Irão. E lá está até a Coreia do Norte, com as armas químicas que mais ninguém quer mostrar, mesmo que bloqueada pelas sanções internacionais, que não pelo cinismo da guerra.

E cá está a União Europeia, aqui tão perto, impávida e hipócrita: os que lá estão a morrer já não passam o Mediterrâneo para cá. São centenas de milhar!

 

Afinal há mesmo ameaça

Por Eduardo Louro

 

Quando há duas semanas aqui manifestei o meu receio pela ameaça que a crise ucraniana representava para a paz na Europa houve muita gente que achou que era um exagero. Quando, dias depois, o presidente ucraniano foi deposto e fugiu, logo se fez a festa. Os bons tinham ganho e os maus perdido, e tudo estava resolvido. Qual ameaça qual quê!

O mal não está em que opinadores e fazedores de opinião tenham achado isso. O mal está em que quem mais obrigação tem de velar pela paz na Europa tenha afinado pelo mesmo diapasão. O mal é que estes senhores que mandam na Europa não tenham percebido a gravidade do que estava a acontecer e que não havia nada para festejar. Que - apenas - essa ameaça crescia todos os dias a passos largos...

O DIA EM QUE O MUNDO ACABAVA

Por Eduardo Louro

 

Portugal está em guerra: a guerra da crise. É preciso que em cada português haja um soldado para a vencer – disse, ao fim da tarde, Passos Coelho na Associação dos Deficientes das Forças Armadas.

Há muito que deveria ter declarado guerra à crise. Mas alimentou-a, em vez de a combater. Agora até poderá ter soldados, mas não tem exército. Ou tem, mas faminto, abatido, roto e esfarrapado…

De manhã já dissera que 2012 tinha sido o pior ano desde 1974. Talvez nessa altura ainda acreditasse que o mundo acabaria mesmo… Já todos pudemos confirmar que não acabou, que vamos mesmo ter que enfrentar 2013. E 2014… E a Comissão Europeia a dizer que o corte dos 4 mil milhões na despesa não é suficiente…

Ainda nos vamos lembrar deste dia em que o mundo acabava. E se calhar perguntar por que é que não acabou!

 

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