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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Um jogo estranho

 

Foi um bom jogo de futebol, este que  as equipas do Vitória e do Benfica disputaram esta noite, em Guimarães, para decidir o apuramento para a final four da Taça da Liga. Mas estranho. Ou nem tanto!

Um bom jogo, mas nisso o quinhão do Vitória é maior que o do Benfica. E estranho porque o Benfica entrou mandão no jogo, e a jogar bem. E isso é neste momento estranho. Com uma equipa bem diferente do onze habitual, do qual apenas sobravam dois centrais - Otamendi e Lucas Veríssimo - e Grimaldo. Todos os restantes oito jogadores que iniciaram a partida não contam habitualmente para Jorge Jesus, à excepção de Everton. Que esse conta, não é titular habitual, mas joga em todas as partidas.

Mas a equipa entrou muito bem no jogo, muito por mérito da acção de Pizzi, um dos que não conta. E até Mejté jogou bem. Tal como Nemaja, na ala direita, e titular pela primeira vez. Que logo no arranque protagonizou a primeira oportunidade de golo. Que não tardou muito, surgiu logo aos 7 minutos, marcado na própria baliza pelo Alfa Semedo, quando Taarabt já estava fora do jogo, por lesão. Pouco depois, à beira do quarto de hora de jogo, surgiria o segundo, obra de ... Pizzi. 

Em vez de se galvanizar com este início de jogo, a fazer lembrar o de há cerca de um mês, para o campeonato, pareceu que os jogadores se começaram a deslumbrar. Mesmo com esse ar de deslumbramento, o terceiro poderia ter surgido logo a seguir. João Mário, que entrara para substituir Taarabt, isolado, permitiu a defesa a Bruno Varela. E no lance de resposta o Vitória marcou, na primeira falha da defesa do Benfica, que perdeu todos os ressaltos que havia para ganhar dentro da área. 

Nada que pusesse em causa a sobranceria que os jogadores do Benfica já evidenciavam, até porque, seis ou sete minutos depois, Pizzi voltava a assistir para Nemaja fazer um belo golo, repondo a vantagem de dois golos. Ainda nem meia hora estava jogada, e o Benfica deu o jogo por ganho, lembrando-se do tal jogo de há um mês.

Na última jogada da primeira parte o Vitória marcou. Mais um golo estranho, com Estupiñán a cabecear entalado entre Otamendi e Lucas Verísismo. Inacreditável!

A segunda parte iniciou-se com os mesmos jogadores, e com a oportunidade de o Benfica fazer o quarto golo - o remate de Pizzi, sempre ele, saiu ligeiramente ao lado do poste. Mas depois veio o banho de táctica que Pepa deu a Jorge Jesus, e só deu Vitória. Pepa acertou as substituições todas. O "mestre" da táctica falhou-as todas!

O Vitória empatou, e mesmo que em fora de jogo, que o habilidoso Hugo Miguel deixou passar, justificou não só o empate, como justificaria até a vitória, e a eliminação do Benfica logo à primeira.

Seria estranho que o Benfica ficasse desde já arredado da disputa desta Taça da Liga num jogo que não só esteve a ganhar com dois golos de vantagem, como deu a sensação de poder dominar a seu bel prazer. Acabaria por não ser assim tão estranho porque, afinal, estranho mesmo, foi o que se passou naquela primeira meia hora. Estranho foi que Pizzi tivesse regressado àquele nível. Que Mejté até parecesse finalmente jogador. Ou que Nemaja tenha mostrado o que já lhe vimos fazer na selecção sérvia, mesmo que também tenha mostrado que defender não é a sua praia.

Também Jorge Jesus achou isso estranho. Tanto que tratou de os tirar da equipa logo que pôde!

Mais uma vez, salvou-se o resultado, que permite manter em aberto o acesso à final four de Leiria. É preciso ganhar por mais de dois golos ao Covilhã, na Luz. Não será tarefa de grande dificuldade mas, como as coisas estão, nunca se sabe. 

Dificuldades, facilidades e surpresas

O Benfica passou - não se pode dizer exactamente que tenha sido com distinção, como se verá - o teste de Guimarães, que continua a ser sempre apresentado como um dos mais difíceis da prova que é o campeonato nacional.

Comecemos por aí: o Vitória apresenta-se normalmente com boas equipas, para aquele que é o padrão nacional, normalmente com bons treinadores, e a maior parte das vezes a jogar um futebol interessante. Tem uma massa associativa que é provavelmente a maior, a seguir aos três grandes, que cria no seu Estádio um ambiente pouco menos que infernal. É o único Estádio do país, sem contar com Alvalade e o Dragão onde, em condições normais de acesso de público ao futebol, o Benfica não consegue contar com a maioria de adeptos na bancada. E no entanto não haverá muitas deslocações onde o Benfica seja mais bem sucedido.

Os resultados tendem a demonstrar que a deslocação a Guimarães não é, bem pelo contrário, das mais difíceis. Mas a verdade é que o padrão - qualidade da equipa, do treinador e peso dos adeptos - faz com que todos os anos esta deslocação seja considerada de alto risco. Hoje voltou a correr bem, mas na próxima,  já daqui a um mês, para a Taça da Liga, voltará a ser uma deslocação difícil. Por acaso a mais difícil, porque é a única.

No imaginário benfiquista será sempre assim. Difíceis são todos os jogos, a equipa é que tem que os fazer fáceis, e o primeiro passo é antevê-los sempre com elevado grau de dificuldade. Nessa medida é óptimo considerar a deslocação a Guimarães no patamar mais alto de dificuldade, e talvez até seja por aí que comece esta história de sucesso.

Hoje em Guimarães o Benfica atingiu, na primeira parte, o seu melhor nível desta época. Com velocidade, intensidade e qualidade, em vez do passe para trás e para o lado, como ainda se não tinha visto. O Vitória cometeu alguns erros, é certo, de posicionamento no meio campo, mas também na defesa. Mas, a meu ver, foi da dinâmica do futebol do Benfica a maior responsabilidade por esses erros. 

O jogo foi então sempre disputado com grande competitividade, sempre rasgadinho. Nunca os jogadores vimaranenses, a não ser nos últimos cinco minutos, depois do segundo golo do Benfica, e de Yaremchuk, em que  só queriam que o árbitro apitasse para o intervalo, baixaram os braços e viraram a cara à luta. Nesses cinco minutos, sim. A equipa esteve perdida, e o Benfica poderia ter marcado três ou quatro golos, e dado uma expressão escandalosa ao resultado. Se às oportunidades de golo desse período juntarmos as que antecederam o primeiro (grande execução do avançado ucraniano), aos 30 minutos, percebemos que o que de melhor o Vitória tirou dessa primeira parte foi mesmo o resultado.

Na segunda parte, mesmo mantendo os mesmos 11 jogadores na reentrada, o Vitória melhorou o posicionamento do seu meio campo. E o Benfica também não poderia manter o mesmo ritmo, e a mesma pressão, da primeira parte. A conjugação destas duas circunstâncias deram ao jogo um rumo completamente diferente do do primeiro tempo, e trouxeram-lhe um equilíbrio que seria inimaginável ao intervalo. Nada no entanto que alguma vez fizesse o Benfica perder o controlo do jogo. Retirou-lhe bola, mas isso até poderia nem ser mau. Percebeu-se que o treinador do Benfica contava contava com isso, e apostava na exploração do espaço que o adversário deixaria nas costas, como tanto gosta. 

E foi com naturalidade que chegou ao terceiro, por João Mário, a mais de 20 minutos do fim. Nessa altura só não tinha feito mais porque Darwin estava pouco menos que desastrado, o que lhe valeu a repreensão do treinador, que não deixou sem resposta. 

As coisas mudaram foi quando Weigl e João Mário foram poupados, e substituídos por Meité e Gedson. A equipa deixou de controlar o jogo, e permitiu o golo, num penalti surgido de mais um erro de  Lucas Veríssimo. Nada que, no entanto, alguma vez colocasse a vitória em causa.

Uma referência a Lucas Veríssimo, a quem não tenho poupado elogios. Hoje esteve francamente mal. Esteve mal sempre que teve de enfrentar Markus Edwrards - um jogador de fogachos, sempre guardados para os jogos com o Benfica -, e esteve muito mal no penalti. E outra para Jorge Jesus, a quem não tenho poupado críticas. Hoje esteve bem. E, surpreendentemente, este muito bem no "quid pro quo" com Darwin. Quando toda a gente, incluindo o próprio jogador, pensava na substituição/retaliação, o substituído foi Yaremchuk. E para Darwin, em vez da crítica "arrazadora", um reforço. Afinal Jorge Jesus é capaz de surpreender!

 

Decisões desportivamente finais.

Havia muita coisa para decidir nesta última jornada do campeonato - o acesso à última vaga para uma competição europeia, determinada pelo sexto lugar na classificação, a fuga ao lugar em aberto para a descida, bem como a do desejável ou indesejável, conforme o ponto de vista da classificação, última esperança de manutenção através liguilha, e ... a questão do melhor marcador da Liga. Com tanta coisa em jogo, abrangendo praticamente todos os jogos (à excepção do Tondela-Paços, que se disputou ontem, e do Porto-Belenenses, que abriu a jornada de hoje, foram todos à mesma hora. Todos menos o Sporting-Marítimo, que começou quando todos os outros estavam a acabar. A Liga achou que não havia desportivamente qualquer problema em dar a um dos competidores pela melhor marca de golos a vantagem de iniciar o jogo já sabendo quantos teria de marcar para ganhar.

No Vitória-Benfica, também um clássico, estavam em jogo a primeira e a última daquelas decisões. Ah... e também o título que Jorge Jesus quer que festejemos - o de campeão da segunda volta. Mas estava também em jogo ... a final da Taça, do próximo domingo.

Por isso o treinador do Benfica apresentou uma equipa com sete alterações em relação ao dérbi, de sábado passado. Para poupar física e disciplinarmente a maior parte dos jogadores habitualmente titulares. Pelo que se viu deveria ter poupado mais um - Lucas Veríssimo, que a meio da primeira parte acabou com uma lesão muscular que o afasta da final da Taça, e eventualmente até da estreia na selecção brasileira. Não poupou, não poderia  naturalmente poupar Seferovic, com o título de goleador-mor do campeonato para discutir com o sportinguista Pote.

Ao contrário de outras vezes, como no recente jogo com o Nacional, não se notaram todas essas alterações. As segundas escolhas não estiveram nada mal e, mesmo sem realizar uma exibição exuberante, não se pode dizer que a equipa não tenha apresentado um futebol agradável. E menos ainda que não tenha dominado tranquilamente o jogo, provavelmente um dos mais fáceis desta longa série de confrontos em Guimarães.

Mesmo sem ter conseguido marcar, a primeira parte foi de domínio absoluto do Benfica, com três ou quatro ocasiões para marcar. Não marcou na primeira parte, mas marcou logo no início da segunda parte. Por Seferovic, pois claro, a finalizar uma excelente jogada de futebol. E repetiria ainda antes de esgotado o primeiro quarto de hora, agora na sequência de um canto bem trabalhado, com desvio ao primeiro poste para Seferovic concluir no segundo golo. Seu e da equipa. Festejou, claro. Eram dois golos preciosos.

Provavelmente suficientes para repetir o título de há duas épocas. Não há "hat-tricks" todos os dias. Acho que nem tinha havido nenhum neste campeonato.

Com o resultado em 2-0 Jorge Jesus começou a fazer entrar alguns dos principais habituais titulares. E a verdade é que o jogo da equipa começou a piorar. Pouco depois o Vitória marcou, de canto. Há muitos jogos que o Benfica não sofria um golo de canto, parecia até que esse problema que durante tanto tempo tinha atormentado a equipa fazia parte do passado mais negro desta negra época. O Benfica chegou até a perder o controlo do jogo, e permitiu até uma ou duas ocasiões para os vimaranenses empatarem. Valeu então o regressado - para a despedia - Vlachodimos

Nos últimos dez minutos voltou ao comando da partida, e acabou até por marcar o terceiro golo. Mas de Everton, que tinha entrado na tal leva dos titulares, que fez o que tinha de fazer. Quando o jogo acabou tinha praticamente acabado de começar o do Sporting, e o Pedro Gonçalves, Pote, já tinha marcado dois golos, voltando a estar empatado com Seferovic, que era ainda o melhor artilheiro por ter os mesmos 22 golos em menos tempo jogado na competição.

Faltava a Pote o terceiro. E o hat-trick, a tal coisa rara e o primeiro da sua carreira, era já uma inevitabilidade. Chegou por volta da hora de jogo e o assunto fico resolvido. E tornou-se, 25 anos depois de Domingos Paciência, no primeiro português com a melhor marca de golos no campeonato.

Não é só por isso que o Pedro Gonçalves merece nota alta. É porque foi a maior revelação da competição, e o mais influente jogador do Sporting, que marcou o desempenho competitivo do novo campeão nacional. Quando Pote esteve bem, e esteve bem durante grande parte da época, e muito bem no início e no fim, o Sporting esteve bem. Quando se apagou, o Sporting apagou-se. E valeu-lhe Coats.

É pois notável, e merecedora de todos os elogios, esta conquista do jogador que Rúben Amorim lançou para a alta roda do futebol. Mas não foi bonito, nem desportivamente aceitável, terem-lhe dado a vantagem que lhe deram. Nada garante que, com o jogo à mesma hora, o resultado fosse diferente. Mas o jogo em Guimarães teria sido certamente diferente!

 

 

Já não há toalha

O Benfica encerrou a primeira volta do campeonato com mais um desaire. Coisa assim já não se via há vinte anos, no 2001 da  pior classificação de sempre. Coisa assim, no ano de maior investimento de sempre, que Luís Filipe Vieira anunciara ser o da conquista da Europa, e Jorge Jesus de arrasar, nunca se tinha visto.

Fechava o calendário com a recepção ao Vitória, de Guimarães - que o outro já foi -, depois da derrota de Alvalade e do empate do Porto, na véspera, no Jamor com a equipa do B SAD, de Petit. E depois de Rui Costa, sem mais nada para dizer, se limitar pateticamente a proclamar que ninguém atirava a toalha ao chão. Quando já nem toalha há. Não podia passar pela cabeça de ninguém outra coisa que não fosse ganhar este jogo. Não havia espaço para outro resultado que não fosse a vitória, depois de quatro ou cinco jogos sem saber o que era isso. Só assim poderia amenizar a diferença para o Porto, manter o Braga à vista e, pelo menos, manter aberta uma engra da porta de acesso à Champions da próxima época.

O que se começou a ver com o arranque do jogo parecia indicar que a equipa estava consciente disso. Que queria e podia cumprir com essa tarefa. Mas rapidamente se percebeu que aquele futebol era como uma linda e vistosa vinha, cheia de parras viçosas, mas com muito poucas uvas. Para logo se conferir que aquelas poucas uvas não tinham sequer sumo.

Foi essa a imagem do futebol do Benfica da primeira parte. E não demorou a perceber que bonito aspecto da vinha nem sequer resultava do tratamento dos seus dirigentes, técnicos ou jogadores. A vinha parecia assim, bonita, apenas porque o adversário deixava que fosse assim. O Vitória chegou à Luz de autocarro - naturalmente - mas não o deixou na garagem. Levou-o para o campo. 

Acantonou-se na sua área defensiva e de lá não saiu. Deixou mais de 75 metros do comprimento do campo para os jogadores do Benfica, e fixou-se nos últimos 30. Foi isso que criou a ilusão da vinha bonita, que por baixo daquela parra havia de estar uvas, e uvas bem sumarentas e doces, capazes de dar bom vinho.

O Benfica fez quinze remates. Mais, só nos jogos, também na Luz, com o Tondela e com o Moreirense,  no único bom jogo desta época na Catedral. Mas, claras oportunidades de golo, nada... Uma, dizem as estatísticas do jogo.

Na segunda parte o treinador do Vitória achou por bem adiantar a equipa, e arriscar em dividir um pouco o jogo. E logo se viu claramente que o futebol do Benfica era só parra. Nem uvas tinha. E não foi por o adversário não deixar. Pelo contrário, com os jogadores mais adiantados, e a pressionarem mais a saída de bola, deixavam espaço para os jogadores do Benfica jogarem à bola. Se pudessem. Ou - sei lá - se soubessem...

Mas nada. Só que um nada mais incompreensível ainda. É que não marcar, e nem criar oportunidades para isso, contra uma equipa que defende com onze jogadores dentro da área, em que são tantas as pernas que a bola encontra muita dificuldade em se desviar delas, acontece muitas vezes. E às vezes acontece até aos melhores. Não criar uma real oportunidade de golo, não criar sequer um desequilíbrio, quando o adversário discute o jogo no campo todo, com a equipa obrigada a ganhar, é incompreensível.

Foi já no período de compensação, aos 92 minutos, que o Benfica criou a única oportunidade da segunda parte. Mas com aquela finalização do Pedrinho, a atirar a bola para a bancada a dois metros da baliza, nem dá vontade de lhe chamar oportunidade de golo. Ao contrário, no minuto seguinte, da do Mark Edwards, no terceiro remate da equipa minhota em todo o jogo. De resto foi nesses cinco minutos da compensação que o Vitória fez os três remates, que conquistou os dois cantos, e que Vlachodimos fez a sua única defesa.

E lá estamos sem toalha para atirar ao chão. O Sporting já lá vai, onze pontos pontos à frente. Coisa assim já não se via há ... 70 anos! O Porto já tinha também fugido, com cinco de avanço. O Braga também já passou. E o Paços já encostou. Veremos se demora muito a passar...

É responsabilidade do Luís Filipe Vieira? É, claro. Embebedou-se com o tetra, e achou que a partir daí os títulos cairiam do céu. Destruiu tudo o que o tinha levado até lá. Embrulhou a sua vida privada com o clube, fez dele o seu bunker de sobrevivência.

É responsabilidade de Jorge Jesus? É, claro. É hoje um treinador ultrapassado, preso a ideias de jogo do passado e prisioneiro das suas limitações. 

É responsabilidade de Rui Costa? É claro. Aceitou ficar refém de Vieira, e assistiu e assiste à  destruição do clube. É cúmplice, e estoirou com consensualidade de que durante muito tempo suscitou.

Mas é também responsabilidade nossa. De nós, benfiquistas. E especialmente daqueles que, com tudo à vista, escolheram não ver, e reeleger Vieira, há apenas três meses.

 

Valham-nos os penaltis

Benfica vence Guimarães nos penáltis e está na 'final four' da Taça da Liga  - Desporto - SAPO 24

Valeram-nos os penaltis. O penalti meio caído do céu, mas inequívoco, que deu o empate. E os quatro, em quatro, todos magistralmente convertidos (contra apenas um, em três) que resolveram depois o desempate. Não fora isso e, pelo segundo ano consecutivo, seria o Guimarães, e não o Benfica a marcar presença na final a quatro, no próximo mês, em Leiria.

Valeram os penaltis, porque, no resto, está tudo igual neste futebol do Benfica de Jorge Jesus. Na última das suas tiradas tinha dito que "tanto fazia que defendessem com cinco, como com seis, como com quantos quisessem" quando, na realidade, tanto faz que os adversários joguem com um avançado, com dois ou sem nenhum. Marcam sempre, nem precisam de atacar. Basta-lhes passarem uma vez da linha do meio campo para facilmente colocarem quatro ou cinco jogadores para fazer golo.

Repetiu-se hoje mas uma vez. Na primeira vez que o Vitória passou do meio campo, foram cinco jogadores contra apenas dois do Benfica, e no primeiro remate fez o golo.

Depois foi o costume. O mesmo futebol lento e previsível, com os jogadores a falharem passes uns atrás dos outros, a baterem numa muralha defensiva onde havia sempre três jogadores vimaranenses para um do Benfica.

Porque eles jogavam com mais, e não apenas com os 11 permitidos?

Não, embora parecesse. Apenas porque aquele futebol estereotipado, lento, sem criatividade, e com sucessiva repetição dos mesmos processos, permitia aos adversários estar sempre em maioria onde quer que a bola estivesse.

É verdade que o Benfica, pelo que fez na segunda parte, depois das substituições (João Ferreira? O que é isso mister?) fez por merecer o apuramento. Criou oportunidades de golo suficientes para ganhar claramente o jogo, e esta equipa de Guimarães é fraquinha, é mesmo das mais fracas dos últimos anos.

Mas é assim que vai este futebol do Benfica. E disto não passa!

Uma aspirina para a despedida

 

As despedidas são sempre difíceis, e muitas vezes tristes. A despedida do Benfica ao título de campeão não foi diferente: difícil, e muitas vezes  triste. 
 
Triste de mais, em muitas fases da primeira parte do jogo desta noite, na Luz, quando os jogadores do Vitória de Guimarães chegaram a parecer todos melhores que os do Benfica. E alguns mesmo muito melhores. como foi o caso do britânico Edwards. E, pasme-se, até Ola John.
 
O inicio do jogo ficou marcado por muitas falhas individuais dos jogadores, de ambos os lados. Os de Guimarães rapidamente serenaram, talvez até por perceberem que os adversários não atemorizavam ninguém, e passaram a mandar no jogo, e a criar oportunidades para golo. Nos do Benfica tudo falhava, e falhavam no básico da técnica individual, como a recepção e o passe. Chegou a ser aflitiva a sucessão com que perdiam a bola, justamente por maus passes e péssimas recepções.
 
Valeu ao Benfica nesta fase aquela pontinha de sorte que tão arredada andou durante jogos a fio, e que fez com que o Vitória não marcasse em três ocasiões claras que criou para o fazer. Numa delas a bola rematada pelo endiabrado e categorizado Edwards foi bater em tudo o que era ferro da baliza de Vlachodimos. E valeu que o Nelson Veríssimo viu o que todos estávamos a ver: que Weigl estava perdido em campo e em claro risco de ser contemplado com o segundo amarelo, e deixar a equipa a jogar com dez.
 
Ao substituir o alemão pelo desaparecido Florentino, aos trinta minutos Veríssimo mudou o jogo. O miúdo que há meses tinha partido para parte incerta entrou e mostrou que é muito melhor solução para aquela posição chave. A capacidade para recuperar e segurar a bola subiu a olhos vistos depois da entrado do Florentino. O golo de Chiquinho, aos 37 minutos, fez o resto. E o jogo não voltou a ser o mesmo. A gritante superioridade do Vitória esfumou-se, e o espectro de mais um resultado negativo em cima de mais uma exibição confrangedora foi substituído por uma janela de oportunidade para ganhar o jogo, e evitar festejos de terceiros já esta noite.
 
A segunda parte, com mais duas substituições acertadas, confirmaria os melhores cenários abertos com aquela substituição fulcral. As entradas de Seferovic e Rafa para os lugares do ineficaz Vinícius e do desinspirado e acomodado Pizzi trouxeram estabilidade à equipa. 
 
Se na primeira parte a única jogada de futebol aceitável para uma equipa do Benfica foi a do golo, na segunda, mesmo sem dar para muitos entusiasmos, a equipa construiu alguns belos lances de futebol. Sempre com Rafa e Seferovic como intérpretes, de que o segundo golo, já aos 86 minutos, cinco minutos depois de um espectacular chapéu do meio campo do suíço. que o Douglas defendeu de forma soberba,  é o melhor exemplo.   
 
Mas não foi só a ter bola e a atacar que a equipa melhorou com Florentino. Foi também a defender. 
 
Com a inevitabilidade instalada de sofrer golos, quando o Guimarães voltou a crescer naqueles 10 minutos que mediaram entre os 70 e os 80, temeu-se pela repetição do que sucedera no último jogo, em Famalicão. Não aconteceu justamente porque a equipa estava a defender melhor e conseguiu, por isso, a proeza - nesta altura não tem outra classificação - de, muitos jogos depois, chegar ao fim com a baliza a zeros. 
 
É no entanto evidente que a equipa continua doente. Nenhum dos males de que sofre foi debelado. Mas pode que esta aspirina de hoje lhe permita acabar a época com um mínimo de dignidade.

Regressos e pirómanos

Foi difícil este jogo de Guimarães, no arranque do ano e no regresso do campeonato, quase um mês depois. Seria sempre difícil, porque nunca é fácil jogar na cidade-berço, e porque este Vitória, de Ivo Vieira, joga muito, como se sabe. Mas não teria sido certamente tão difícil se o Benfica tivesse regressado desta paragem com o mesmo nível de qualidade exibicional das últimas jornadas.

O Benfica de Dezembro, antes da paragem, teria colocado outra qualidade em campo, teria jogado bem mais e teria ganhado melhor. Não regressou o Benfica exuberante, dos grandes jogos e das goleadas. Valeu no entanto outro regresso, o regressou do outro Benfica, de Setembro e Outubro que, mesmo sem jogar bem, foi ganhando jogos.

Que o primeiro dos regressos não iria acontecer, percebeu-se logo no início do jogo. O segundo regresso só se confirmaria naturalmente no fim, mesmo que se começasse a admiti-lo a partir do meio da primeira parte.

No primeiro quarto de hora da partida o Benfica não conseguiu ligar o jogo. Defendia bem, e recuperava rapidamente a bola, mas perdia-a logo de seguida. E nem se pode dizer que a perdesse em resultado da pressão exercida pelos jogadores vimaranenses, porque não eram os jogadores adversários a conquistá-la. Eram os jogadores do Benfica que a perdiam sucessivamente por passes errados - ora entregando a bola directamente ao adversário, ora atirando-a para fora.

Daí que se sucedessem os ataques do Vitória sem que o Benfica praticamente passasse da linha de meio campo. Na primeira vez que conseguiu concluir uma jogada o Benfica marcou, ia a primeira parte a meio. E a partir daí o jogo mudou!

Não quero com isto dizer, como atrás deixo claro,  que o Benfica passou a mandar no jogo e que o Vitória desapareceu. Nada disso. Mudou porque os jogadores do Benfica perceberam que a noite não era de gala, mas apenas de trabalho. E, claro, também ajudou que Gabriel e Tarabt tivessem subido de produção.

E dedicaram-se ao trabalho. Até ao fim do jogo, defendendo aquele golo do Cervi que mudara o jogo. E, sendo que as últimas imagens são as que ficam, as últimas claras oportunidades de golo até são do Benfica.

No fim fica uma vitória muito importante num jogo bastante competitivo, mas nem por isso bem jogado, e com um grande ambiente nas bancadas, estragado por algumas bestas que acham que as cadeiras não servem apenas para sentar o rabo, e que um jogo de futebol é um festival de pirotecnia.

Se não se percebe a existência de adeptos pirómanos, também se não percebe como é que, com tanta revista à entrada, é possível que tenha entrado no estádio material pirotécnico que daria para animar uma das muitas festas de passagem de ano que acabamos de celebrar.

Não será provavelmente difícil identificar estes incendiários e impedi-los de entrar nos estádios. Já aos outros, não menos pirómanos, que vêm penalti no lance do Rúben Dias, não se lhes pode fazer nada se não deixá-los a falar sozinhos. 

E no fim... uma delícia!

V. Guimarães-Benfica, 0-1 (crónica)

 

Foi bem difícil este segundo jogo de Guimarães em três dias. Como se esperava mas, se calhar, diferente do que se esperava. Até porque o jogo foi completamente diferente do que selara a passagem do Benfica às meias-finais da Taça, há apenas três dias.

Ambas as equipas mudaram alguns jogadores, mas por razões perfeitamente inversas. O Vitória porque recuperou lesionados (André André) e castigados (Tozé), o Benfica porque perdeu, por lesão, Fejsa e, por castigo, Rúben Dias. Às balizas de ambas as equipas regressaram os habituais titulares no campeonato e, ao Benfica, regressou (?) Castillo, a preencher a quota de surpresas que Bruno Lage tem reservado para cada jogo, para o lugar de Seferovic. 

O Vitória apostou numa equipa mais subida e na dimensão física do jogo, muito forte nos duelos individuais e muita rasgada na disputa de todas as bolas. E com isso criou bastantes dificuldades ao Benfica durante muitas partes do jogo, especialmente na segunda parte. Mesmo assim, e passados os primeiros dez minutos, na primeira parte o Benfica foi quase sempre melhor, com mais bola e mais remates, sete contra quatro, mesmo sem grandes oportunidades claras de golo.

Na segunda parte o Vitória reforçou a agressividade e a pressão alta, e na verdade esteve mais por cima do jogo. Essa dinâmica entusiasmou os jogadores vitorianos, e criou-lhes a sensação de que poderiam ganhar o jogo. Acabaria por lhes ser fatal. Bruno Lage mexeu bem na equipa, lançando Seferovic e o regressado Rafa, e começou a aproveitar o espaço que a equipa vimaranense deixava nas costas da sua defesa, virando decisivamente os dados do jogo.

Quando aos 80 minutos Seferovic fez o golo, numa belíssima jogada de futebol que passou por um passe sensacional de Gabriel, já o Benfica tinha deixado sérios avisos do que estava para vir, incluindo duas jogadas de golo erradamente anuladas pela equipa de arbitragem por foras de jogo inexistentes. O Vitória sentiu o golo e, em vez de uma equipa de futebol, pouco mais foi que onze jogadores de cabeça perdida. Onze, porque o árbitro Tiago Martins, também ele, e apesar da juventude, um velho conhecido, permitiu que André André permanecesse em campo depois de, consecutivamente, na mesma jogada, completamente de cabeça perdida, se ter aplicado os pitons nos pés e nas pernas de João Felix e André Almeida. Foi ao minuto 84, e se na primeira entrada sobre o miúdo nada assinalou quando, no segundo seguinte, atingiu André Almeida, mostrou amarelo a ambos!

Teve que ser Luís Castro a fazer o que Tiago Martins devia ter feito, tirando-o do jogo logo a seguir. Mas fazendo entrar outro, naturalmente.

Fica mais uma vitória a alimentar a crença, e a certeza que há treinador. Esta é uma vitória com muito dedo de Bruno Lage. Na estratégia (Castillo não decidiu, mas cumpriu com as tarefas que lhe destinou), na forma como especialmente Gabriel, mas também Samaris, foram importantes no jogo, na forma como corrigiu os jogadores ao longo do jogo e, finalmente, nas substituições. Decisivas!

E, depois, no fim, é uma delícia ouvi-lo falar do jogo. Sem rodriguinhos nem frases feitas, apenas a explicar aquilo que aconteceu. E o que todos vimos!

Mixed feelings

Benfica 'compra bilhete' para as meias-finais da Taça de Portugal em Guimarães

 

O Benfica iniciou hoje com sucesso, em Guimarães nos quartos-de-final da Taça de Portugal, aquele ciclo diabólico que estava reservado como presente de boas-vindas ao seu novo treinador. Nada mais, nada menos, que dois jogos consecutivos no berço da nacionalidade, com o Vitória Sport Club, outro com o Porto, em Braga nas meias-finais da Taça da Liga e, logo depois, a visita a Alvalade. Pelo meio, o jogo com o Boavista, na Luz, que é sempre duro…

Uma espécie de baptismo, com fogo em vez de água!

Já que coloco Bruno Lage no centro desta abertura, para caracterizar este jogo, recorro a um termo que já se percebeu que o treinador do Benfica usa com frequência: feelings. O terceiro jogo de Bruno Lage deixa-nos uma sensação de mixed feelings.

Não era, nem foi, um jogo fácil. E talvez isso talvez justifique esses sentimentos, mas o jogo mostrou-nos, na primeira meia hora, o Benfica de Bruno Lage, na segunda – abrangendo o último quarto de hora da primeira parte e o primeiro da segunda -, um Benfica híbrido, sem a exuberância do melhor que se lhe vira nos dois jogos anteriores, mas com a segurança aí revelada. Na terceira e última meia hora, o jogo acabou a mostrar um Benfica pouco distinto dos últimos jogos com Rui Vitória.

Valeu que a insegurança defensiva, que tanto tinha assustado no primeiro jogo de Bruno Lage, com o Rio Ave, esteve sempre afastada do jogo. Ou que a qualidade de jogo do Vitória tenha sido traída pela qualidade dos jogadores vitorianos…  

Repetindo, com alguma surpresa, a equipa dos Açores (de novo apenas Svilar, o dono da baliza na Taça), na primeira meia hora o Benfica jogou muito bem, com João Félix endiabrado, e todos os restantes jogadores em bom nível, mesmo com Seferovic uns furos abaixo. Ainda com Fejsa em campo a qualidade do jogo começou a cair mas, com a sua substituição por Samaris (um regresso que se saúda, mas não está, nem poderia estar, em condições de fazer melhor) ao intervalo, o Benfica foi perdendo progressivamente o controlo do jogo.

É certo que a vitória e o apuramento para as meias-finais nunca pareceram seriamente ameaçados. O Vitória não dispôs de uma única oportunidade de golo, mas na última meia hora mandou na partida e produziu muita quantidade de jogo. Com outra qualidade, as coisas ter-se-iam complicado!

Bruno Lage usou as substituições para poupar jogadores (Fejsa e Zivkovic) para a réplica de sexta-feira, e ficou apenas com uma para interferir no jogo. E foi já tarde, nos últimos 10 minutos, que a utilizou. Gedson (para o lugar de Pizzi) deveria ter entrado bem mais cedo!

O credo em vez da "abada"

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Testemunhei pela primeira vez o pontapé de saída do campeonato, o primeiro golo e o primeiro hat-trik. É verdade, nunca me tinha acontecido. Não me lembro de alguma vez ter assistido ao primeiro jogo do campeonato, calhou desta vez.

Com honras de abrir a competição, o Benfica fez questão de entrar bem. E entrou!

Tão bem que aos 10 minutos já ganhava. À primeira oportunidade fez o primeiro golo. O tal primeiro golo do campeonato, a que eu nunca tinha assistido ao vivo. Melhor não poderia começar. Ainda mais por ter nascido num miúdo que já nasceu dez vezes, no Gedson, a nova coqueluche benfiquista. E por ter tido Pizzi por autor, um mal amado.

Não tardou muito, o segundo. Mas entre um e outro, o Vitória Sport Clube, como os de Guimarães gostam que lhe chamem (mesmo que aquelas dezenas de adeptos que se deslocaram à Luz se tenham portado deveras mal, e não mereçam qualquer aceno de simpatia) poderia ter marcado, num acidente de Fejsa, que perdeu uma bola que acabou no poste direito do Odysseas Vlachodimos (temos que arranjar um nome mais popular ao rapaz; desde que não seja Roberto qualquer coisa serve), na recarga a uma boa defesa do alemão que se viu grego, logo a seguir a Facundo Ferreyra ter falhado o penalti que deveria ter feito chegar o segundo bem mais cedo.

Para falhar penaltis já cá tínhamos muita gente, pensou-se na Luz, com mais de 55 mil nas bancadas. Porque foi mesmo falhado, não foi nenhuma grande defesa do brasileiro Douglas. Grandes foram depois as duas defesas às duas recargas.

À meia hora de jogo lá chegou então o segundo, numa boa jogada pela direita, com um passe de classe (de vez em quando o André Almeida também sabe fazer isso) para o bis de Pizzi fazer esquecer o Ferreyra. E oito minutos depois, agora numa jogada pela esquerda, Grimaldo centrou rasteiro, o ponta de lança argentino fez o melhor que conseguiu em todo o jogo, mesmo que isso tenha sido apenas abrir as pernas e deixar passar bola, e lá voltou Pizzi a metê-a na baliza. Fazendo esquecer Jonas. Ou não!

Sem Jonas, nem qualquer explicação para o que se está a passar (se o jogador tem contrato, não se percebe por que não joga, nem por que não renovou, quando é ele o mais interessado na renovação, nem por que não sai, nem coisa nenhuma), sem Ferreyra, a quem a bola nunca chega (mas também ele nunca chega onde ela está), valha-nos o Pizzi a marcar golos. Marcou mais hoje, no jogo de abertura, que em todo o campeonato anterior!

Os jogadores do Vitória estavam então perdidos. Não faziam a mínima ideia do que lhes estava a acontecer, e estavam á mercê do golpe de mericórdia que o Benfica não soube dar. Percebia-se que ansiavam pelo intervalo como um condenado por um último desejo.

A bola voltou ainda a entrar na baliza vimaranense, numa recarga em fora de jogo a mais um golo negado pelo guarda-redes Douglas. A Luz festejou o quarto, mas não contou. E o intervalo salvador lá chegou, quando o Benfica poderia estar a repetir a goleada de há duas épocas, na jornada da festa do tetra, mesmo que longe, bem longe mesmo, da qualidade de então. 

O Vitória, já sem Ola John - continua sem nos desiludir - não entrou bem para a segunda parte, e o Benfica continuou a dominar o jogo sem quaisquer dificuldades. Mas naquela maneira muito à Rui Vitória de adormecer o jogo. Aquele jogo muito pausado, de passe para o lado e para trás e, de vem em quando, um safanãozinho.

E aconteceu aquilo que muitas vezes me acontece a adormecer o meu neto: adormeço eu primeiro. O adversário estava quase a adormecer, e os adeptos também. Mas quem acabou por adormecer primeiro foi mesmo o Benfica. A saída do Fejsa acabou com o resto.

E em cinco minutos, à entrada do último quarto de hora, com tudo a dormir e sem Fejsa, os vimaranenses fizeram dois golos, deixando a Luz em pânico, já bem acordada ao som de todas as sirenes.

Faltavam 10 minutos - foram 13 - e temeu-se o pior. Valha que durante todo esse tempo o adversário não incomodou muito, não criando sequer qualquer calafrio. Mas que a Luz suspirou de alívio quando o árbitro (não falei dele, pois não?) apitou pela última vez, lá isso suspirou.

E pronto. Foi assim que o Benfica começou o campeonato que se deseja do 37, com um ano de atraso. Assim, com um jogo que em vez de ter acabado com uma abada das antigas, acabou com a Luz de credo na boca. E com muitos fantasmas!

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