Henry Kissinger (1923-2023)
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Temos por hábito e vício dizer bem das pessoas quando morrem. Com kissinger não é fácil cumprir esse hábito, ou satisfazer esse vício.
Pode haver quem o ache o maior xadrezista político do século XX, o mais excelso especialista em política internacional, ou tudo o que a imaginação de cada um abranja. Mas isso não faz com que não haja quem ache o mestre do cinismo e da mentira. Quem não se lembre da CIA, às suas mãos. Do Chile, de Allende. Da Indonésia, da invasão de Timor.