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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Impressionante

A Senhora Historiadora Fátima Bonifácio gosta de mandar umas atoardas que deixem muita gente impressionada. Se acaba a impressionar o próprio director do jornal que lhe cede o espaço onde as escreve tanto melhor. Mais gente acaba ainda a impressionar...

Morreu João Gilberto, o pai da bossa nova e, se calhar, o baiano que inventou o Brasil. A sua morte, chorada em todo o mundo e “uma perda para o património cultural” na declaração da UNESCO foi,  para Bolsonaro, simplesmente a morte uma pessoa conhecida.

Se a História fosse escrita por Bolsonaros, as Fátimas Bonifácios teriam provavelmente pouca dificuldade em explicá-la. 

História

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O desconhecido que ficou para a História como "Tank Man" é a imagem que fica de Tiananmen, que sobrevive há 30 anos e sobreviverá para sempre.

O regime chinês conseguiu fazer desaparecer aquele herói anónimo - depois de arrancado da frente do tanque nunca ninguém mais lhe conheceu o destino, mesmo que não sobrem dúvidas que não foi diferente do dos outros 10 mil, que Pequim reduziu a 300, chacinados na Praça - apagou-o da sua História, da estória que de si conta, mas não o consegue apagar da História que conta.

E que se continuará a contar. Foi há 30 anos!

 

A fotografia*

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Hoje vou fazer qualquer coisa verdadeiramente inédita, que não tenha passado pela cabeça de ninguém. Vou mostrar uma fotografia na rádio. Não tenho a certeza que o vá conseguir, mas vou tentar.

Vou, pelo menos, falar dela. De uma fotografia que, sendo das mais reproduzidas – ou partilhadas, como se diz agora – da História, voltou esta semana à ribalta a que de vez em quando regressa. Desta vez pelas piores razões, o que apenas confirma o seu estrelato no mundo fotográfico. Mesmo nas piores razões, encontra sempre motivo para brilhar.

A má razão é a morte. A morte de um senhor chamado George Mendonsa, por acaso, ou talvez não - adivinhava-se ali qualquer coisa - de origem portuguesa. Um luso-descendente. Que, em 1945, jovem marinheiro ao serviço das forças militares americanas no Pacífico mas de folga em Nova Iorque, a passear em Times Square, ao ouvir a notícia do fim da guerra se atirou a uma enfermeira que passava e lhe “arrefinfou” – para quem não pode mostrar a fotografia esta terminologia informal será mesmo a mais adequada – um daqueles beijos de cortar a respiração.

Um foto-jornalista estava ali à mão, não perdeu “o boneco”, e dali saiu uma fotografia que fez História. Esta fotografia que aqui vos mostro, que ganhou fama e deixou famosos a enfermeira, o marinheiro e fotógrafo. Que, no fim de contas, terá sido quem mais saiu a ganhar, mesmo que só a fotografia tenha tido honras de estátua (na foto). Em Sarasota, na Florida.

Nunca, ao longo destes 73 anos, a fotografia levantou qualquer polémica. Dela ficavam a espontaneidade, a euforia, e a oportunidade, mas também o amor e a paz… Ele dissera que tinha bebido uns copos, e que aquilo foi instintivo. Ela, que ele a agarrou e que aquilo não fora um beijo, fora uma forma de dizer que “graças a Deus a guerra acabou”…

Hoje, 73 anos depois, ninguém já vê isso na fotografia. Garanto-vos que a fotografia é a mesma, mesmo que isto seja a rádio, e que eu a não possa mostrar aqui… Como não posso também mostrar as bonitas pernas da estátua grafitadas de vermelho com a inscrição "Me Too".

 

 

* A minha crónica de hoje na Cister FM

Isto é História

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É uma das fotografias mais reproduzidas da História, esta captada pela lente do foto-jornalista Alfred Eisenstaedt para a revista Life, em 1945. E retrata um dos beijos mais icónicos, mesmo o mais famoso dos beijos -se Hollywood der licença -, a assinalar o fim de II Guerra Mundial.

Está hoje no topo da actualidade pela notícia da morte do marinheiro que deixou famoso. Chamava-se George Mendonsa, e era luso-descendente. Mas também o poderia estar pela simples razão que, hoje, nunca teria deixado ninguém famoso.

A guerra tinha acabado. E - contou ele - chegado a Times Square, viu uma enfermeira. E, como tinha bebido um bocado... Foi instintivo... "De repente, um marinheiro agarrou-me"- contaria ela. Porque ela estava vestida de enfermeira, a quem ele estaria agradecido - justificou. Não foi um beijo, foi uma forma de dizer que  'Graças a Deus a guerra terminou'", contou Greta Zimmer Friedman, que morreu há pouco mais de dois anos...

A História é isto. E isto é História!

 




O PCP e a geografia

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O PCP votou contra a sanção à Hungria que o Parlamento Europeu aprovou esta quarta-feira, numa medida inédita e tida por indispensável para travar o desrespeito de Orban, e do seu governo, pelas regras da UE sobre democracia, direitos civis e corrupção.

Fica-nos a ideia que, perdido na História, o PCP se agarra à Geografia. É capaz de ter razão, o mais conservador dos partidos políticos em Portugal. Bem vistas as coisas, só a geografia não muda. O leste é sempre leste!

  

Fatalidade histórica

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Nem só de cinquentenários vive este ano. Também se comemoram centenários, e hoje passam 100 anos sobre a batalha de La Lys, na Flandres francesa, quando a I Guerra Mundial. já dava as últimas É habitualmente apresentada como uma página épica da nossa História, mas não foi bem assim. Seria mais ajustado chamar-lhe a Alcácer Quibir dos tempos modernos, tantas são as semelhanças...

À beira da derrota, que se consumaria poucos meses depois, e já em desepero, o exército alemão lançou um contra-ataque violento que apanhou pela frente, e destroçou por completo, o inexperiente e mal preparado corpo militar português, que não sabia o que era combater na Europa desde as invasões francesas. Não sabia o que era o combate de trincheiras e, africanizado, nem sequer de fardamento adequado dispunha.

O que hoje se comemora, com o Presidente da República e o Primeiro-Ministro por terras gaulesas, não é uma página gloriosa da História de Portugal. O que na realidade aconteceu naquela madrugada de 9 de Abril, há 100 anos, é mais uma inevitável fatalidade histórica tantas vezes repetida nas mais diversas circunstâncias da nossa História!

 

Uma história com final feliz

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A criança ontem desaparecida numa aldeia de Ourém, o Martim, de dois anos, já apareceu. Felizmente!

Perdeu-se, apenas. E ficou perdido durante cerca de 24 horas...

Para trás ficaram as diversas teorias de conspiração, desde logo, e á cabeça, as que apontavam ao pai. Sobrarão agora outras, onde a negligência será certamente rainha.

Tenho de confessar que o que mais me surpreendeu no meio de tudo o que em tão pouco tempo ouvi, foram os relatos dos vizinhos que, na maior das normalidades, davam conta de uma criança de dois anos que se passeava livremente pelas ruas do lugar, de casa em casa, convivendo com os vizinhos. Eu sei que houve tempos em que era assim. Era assim na minha infância. O que eu não sabia é que ainda havia lugares em Portugal onde ainda pudesse continuar a ser assim. 

Confesso que fiquei feliz por ficar a saber isso. E que, perdoem-me, fiquei tão aliviado pelo aparecimento do Martim de boa saúde quanto por saber que não houve rapto nenhum, mas apenas um acidente que acontece quando uma criança afoite decide afoitar-se ainda um pouco mais.

Ah... e já me esquecia... Esta história ensina-nos ainda outra coisa: negligência não é a mesma coisa em sítios diferentes! 

 

 

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