A candidatura, ouviu-se já hoje mesmo sem ser para levar a sério, vai mesmo confirmar-se. As assinaturas já lá estão todas, disse-se. As promessas lá estiveram, na entrevista. Bem defendida, a do vinho canalizado em todas as casas. Do bom, não daquele das velhas tabernas, garantiu-nos.
Já na outra, num Ferrari para cada português, logo aquela em que me agarrava o voto, não foi convincente. Pelo menos a mim não me convenceu. Andou ali à volta, gaguejou, até acabar a dizer que resolvia tudo com uns telefonemas. Não Manel, com essa não me enganas!
O humor "non-sense" e provocatório do Manuel João Vieira é já presença obrigatória nas eleições presidenciais. Não podia faltar a estas, naturalmente.
Há sempre quem use e abuse do puritanismo e que, sem qualquer poder de encaixe e de gosto duvidoso, se choque com as "intervenções presidenciais" do velho rosto dos Ena pá 2000. Há sempre quem leve certas coisas demasiado a sério, e quem as inverta, fazendo brincadeira de coisas sérias, e coisas sérias de brincadeiras.
O Manuel João Vieira só faz brincadeira. De coisas sérias, que podem ser levadas a brincar; e de coisas que só podem ser brincadeira. Em qualquer dos casos brincadeiras que são para levar a sério.
Ontem, no entanto, se brincou - e ou ele, ou alguém por ele, brincou - é para deixar de ser levado a sério. A CNN passou a noite toda a anunciar uma entrevista com o inevitável candidato presidencial Manuel João Vieira. Até, já noite dentro, informar que o candidato, afinal, não aparecera.
Por mim, não gostei. Por mim, deixo de o levar a sério!