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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Eleições à vista*

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Já se percebeu que as eleições do próximo ano, que toda a gente anda já a cheirar, vão correr sob dois temas inevitáveis: incêndios e Sócrates.

Não há volta a dar, e os dados estão lançados.

António Costa, tal como há um ano, andava feliz da vida. Tudo lhe corria bem, o sol brilhava e não havia nuvens. Foi tanto assim que, de início, nem ligou muito aos incêndios de Junho; já então foi preciso que o presidente Marcelo lhe chamasse a atenção.

Era uma grande injustiça, sentia o primeiro-ministro: estava tudo a correr tão bem, e logo tinha que aparecer esta chatice…

Um ano passou, e tudo voltava a estar a correr bem. Os incêndios faziam parte do passado, agora limpavam-se as matas, em festa. Já só faltava um ano para as eleições, e as contas não se faziam por menos – maioria absoluta, limpinho!

Da oposição vinham boas notícias, e Rui Rio era fixe. A esquerda da geringonça podia ser, se não descartada, reduzida à sua insignificância.

A 25 de Abril o presidente Marcelo começou a dizer umas coisas. Nada de importante, nada que António Costa não arrumasse em dois tempos: aquilo era como a “arte moderna”, que não é fácil de entender. E então o presidente passou a tornar-se mais fácil de entender, a ponto de, hoje, pouco mais de duas semanas depois, já toda a gente o perceber bem.

Tudo mudou, e hoje já ninguém brinca em serviço. A seguir a Sócrates veio Manuel Pinho, e a seguir Mário Lino. E Paulo Campos e António Mendonça… E sabe-se lá que mais…

E já nada está preparado para a época de incêndios que aí vem, de pouco valendo se as matas foram ou não foram limpas. O topo da pirâmide da Protecção Civil continua nas mãos de boys, que continuam a cair que nem tordos, uns atrás dos outros, viciados em licenciaturas manhosas. E toda a gente grita que não há meios. Não há aviões nem há coisa nenhuma…

E, estocada final, o presidente diz que não se recandidata se a tragédia se repetir!

Mas – a tragédia, meus amigos – já aí está. Até aqui havia “N” motivações para criminosos e pirómanos acenderem fogos. Agora há “N” e mais uma, mais clara que nunca: derrubar um governo!

Não é coisa pouca. E não há inocentes nesta história…

 

* A minha crónica de hoje na Cister FM

Quem muito fala...

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É velho, tão velho que já é provérbio, que "quem muito fala, pouco acerta". O Presidente Marcelo não liga a nada disso - liga, e muito, aos ditos populares, mas não leva este a sério - e nunca se cala. Fala todos os dias, a todas as horas...

Ontem, era o orçamento para o próximo ano a fazer capa, que se não fosse aprovado pelos parceiros de esquerda do governo, teria de o ser pelo PSD. Se não... antecipava as eleições. Ainda ninguém se tinha apercebido de especiais desavenças na maioria parlamentar que pusessem em causa o próximo orçamento, mas Marcelo lá sabe... 

Hoje é que não se recanditará se tudo voltar este ano a falhar com os incêndios. Se ontem pouco acertava, hoje não se consegue ver onde é que acerta. Bem sei que há gente para quem Marcelo acerta sempre, para quem há Deus no Céu e Marcelo na Terra.  Para esses, o presidente-sol, está simplesmente a fazer uma ameaça que vai estilhaçar à sua volta tudo o que seja factor crítico de incêndio. Com sucesso garantido: para não perderem o seu querido presidente, os incendiários deixarão de incendiar, os pirómanos recolherão aos hospícios, os incautos deixarão de acender fogueiras ou de fazer queimadas, a protecção civil mudará tantas vezes de mãos quantas forem precisas, o Marta Soares vai para casa olhar pelos netos, e até o Centeno arranja uma bolsa sem fundo, abre-lhe os cordões e não faltarão Kamoves a cada esquina...

O problema é se há por aí um maluco qualquer que se queira ver livre dele...

 

 

Mais do mesmo, mesmo que insustentável...

 

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Era difícil de imaginar que, depois de tudo o que se soube sobre o que se não fez e o que se escondeu nos incêndios do início e no fim do Verão passado, ainda houvesse mais, do mesmo, para se saber. O que, trazido pelo "Público", ontem encheu o dia noticioso foi mais, do mesmo!

Mais improviso, mais negligência, mais incapacidade. Mais truques e faltas de escrúpulo. E mais um relatório escondido. Bem... não estava escondido; apenas estava a "cumprir o segredo de justiça". Francamente, pior era difícil!

"Incêndios"

 

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A palavra do ano de 2017 é... "incêndios"!

Na votação, promovida como sempre pela Porto Editora, "incêndios" recolheu 37% dos votos. A seguir, com 20%, surge "afectos". Que, se me não engano, tem a ver com o Presidente da República, por causa dos incêndios. Em terceiro lugar, com 14% dos votos, ficou "floresta", De que só se falou ... exactamente pela mesma razão...

Não aparecem "reversão", "eurogrupo", "rating", "lixo", "emprego"...  E "crescimento" é apenas a quinta, lado a lado com "cativação", depois de "vencedor", que rima com Salvador. Também nesta "guerra" de palavras, o lado negro do ano saiu a ganhar!

Já agora, aqui ficam as anteriores: "esmiuçar" (2009), "vuvuzela" (2010), "austeridade" (2011), "entroikado" (2012), "bombeiro" (2013), "corrupção" (2014), "refugiado" (2015) e "gerigonça" (2016). Também não são as melhores. Nem nos trazem as melhores recordações!

Traquinices

Capa do Público

 

Dizem hoje os jornais que, quando o Presidente Marcelo fez, há uma semana, aquele discurso violento que encostou o governo às cordas, já este o teria informado da demissão da ministra e das medidas que iria anunciar no final da semana. 

É bem possíve que sim, Marcelo é, bem o sabemos, muito dado a estas travessuras. 

Na altura desse discurso, quando todo o país o aplaudia de pé, alguém transmitiu uma imagem que me pareceu muito feliz, dizendo que Marcelo dera chutos numa bola que já estava dentro da baliza e gritara golo. Confirma-se em absoluto a traquinice!

Mas Marcelo é Marcelo. E a Marcelo tudo se perdoa... Nunca nada passa de uma simples traquinice. De mais uma!

Falar disto...

Imagem relacionada

 

Ontem disse aqui que era preciso uma lata do diabo para o CDS e Cristas apresentarem uma moção de censura tendo por objecto os incêndios deste ano. Não que a quota parte de responsabilidade do governo nesta tragédia não fosse merecedora de censura. Porque foi. Apenas porque a do CDS, como partido de governo que tem sido, e a de Cristas, responsável pela total liberalização do eucalipto no anterior governo, não é menor. Bem pelo contrário!

Bem sei que a direita tem feito tudo para branquear o eucalipto, mas não há volta a dar: o eucalipto, sendo um inimigo da floresta e da agricultura em geral, e um aliado dos incêndios é, particularmente em Portugal, o grande responsável pelas piores consequências dos incêndios.

O eucalipto é uma espécie predominantemente cultivada na Nova Zelândia sob especiais cuidados de localização, num país com área geográfica e densidade populacional muito particulares. Que Portugal, geograficamente, mas também naquelas condições de dimensão e demografia, nas antípodas da Nova Zelândia, se  limitou a importar sem se importar com mais nada, tornando-se no país europeu com a mais alta taxa de eucaliptização, e no paraíso das celuloses.

Falar de eucaliptos, é falar disto. É falar de ignorância, e é falar de interesses. E não é possível falar disto sem falar de Cristas, por mais moções de censura que engendre para que se não fale justamente disto! 

Animalidade política*

Resultado de imagem para fotos que marcam os incêndios

 

A tragédia que voltou a abater-se sobre o país, no domingo e na segunda-feira passados, acrescentando mais 43 mortes às 64 ou 65 de Pedrogão, quatro meses antes, destruindo o que faltava destruir da nossa floresta, incluindo agora o nosso Pinhal do Rei, aperta-nos o coração, mas também nos enche de revolta e de vergonha.

E mudou a face do país. Literalmente, porque toda aquela vasta mancha verde é agora negra. Porque o verde da esperança que renascia, se transformou num negro profundo de incertezas e dúvidas. No tal tão anunciado diabo, que de repente virou do avesso a situação política do país. 

A dimensão da tragédia, pondo a nu fragilidades, se não desconhecidas pelo menos esquecidas, e confrontando os cidadãos com a incapacidade do Estado para os proteger, era já suficiente para romper com a confiança dos cidadãos no Estado e nas suas instituições. Que, como se sabe, é o mais forte cimento da estabilidade social e política. A forma desastrada como o primeiro-ministro (e deixemos de lado a já ex-Ministra e o Secretário de Estado da Administração Interna), lidou com a tragédia dinamitou completamente a sua relação com o país.

António Costa é invariavelmente apresentado como o mais hábil e experimentado líder político da actualidade. Percebemos hoje melhor o que isso quer dizer. Percebemos que corresponde a um estereótipo à medida do entendimento que nos querem impingir do que é a política.

A sua desastrada reacção - desastre que a intervenção do Presidente da República acelerou em progressão geométrica - foi o melhor exemplo disso mesmo. Afinal, a ideia que António Costa transmitiu foi que reduziu a dimensão da tragédia a uma maçada que atrapalhou o que estava a correr tão bem.

O que se seguiu não foi melhor. Na substituição da ministra finalmente demissionária, António Costa não procurou competência para a mais sensível e a mais destroçada pasta política do seu governo. Procurou amigos, e procurou lealdade!

Ora, isto é a animalidade da política em todo o seu esplendor!

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

Demissões

 

 

É evidente que o Estado falhou: mais de 100 pessoas morreram queimadas pelo fogo em apenas quatro meses. É claro que a estruturas da protecção civil não funciona(ra)m. E é inquestionável que ninguém no Ministério da Admnistração Interna tem condições para continuar. A ministra deveria há muito apresentado a demissão, e ter ido de férias. Ter-nos-ia pelo menos popupado a ouvi-la, agora e nestas circunstâncias, falar exactamente da falta de férias. Ou a outros dislates, como exigir mais resiliência às vítimas. 

Até o próprio Secretário de Estado, que parecia ser a única pessoa equilibrada daquela equipa, acabou queimado nas labaredas do insane discurso da autoprotecção.

Mas - francamente - seria ontem o dia de alguém demitir alguém, ou de alguém se demitir do que quer que fosse?

 

 

O pior dia do pior ano

Capa do PúblicoCapa do Diário de NotíciasCapa do Jornal de NotíciasCapa do i

 

O país arde como nunca. Pessoas sofrem e morrem. Casas, fábricas e outras instalações desaparecem em segundos, perante o desespero de quem tudo perde. Arde o que nunca pensamos que pudesse arder, na guerra civil para que o país foi arrastado sem saber como nem porquê... 

As capas dos jornais de hoje não podiam passar ao lado do pior dia do ano. Ou podiam? 

 

Capa do Correio da Manhã

 

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