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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Gente Extraordinária LI

Por Eduardo Louro

 

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) achou que tinha finalmente chegado a hora de dar contas da avaliação do desempenho da selecção nacional no Mundial do Brasil. Dois meses depois!

A conclusão foi óbvia, e tem seguramente a vantagem de pôr toda a gente de acordo: incompetência, disse ele. A péssima prestação da selecção nacional foi fruto da incompetência. Incompetência de quem? Incompetência onde?

Isso não interessa nada. Incompetência (ponto).

A deslocação aos Estados Unidos foi uma decisão competente. Como Campinas, e o timing de chegada ao Brasil, foi competente. O seleccionador Paulo Bento foi, é e será mais que competente. Tão competente que até lhe foram reforçados os poderes. Foi promovido e deverá ser já o DDT (dono daquilo tudo). Fernando Gomes não pode ser juiz em causa própria, mas é seguramente competente. Tão competente que tinha renovado o contrato milionário do competente seleccionador nacional pouco tempo antes da partida para o Brasil, para que nada lhe faltasse. Nem a tranquilidade, a sua imagem de marca...

Houve portanto incompetência sem que tenha havido incometentes. Houve incompetência, mas não houve agentes dessa incompetência, o que, sendo uma originalidade nacional, já nem sequer é muito original.

Quem não acredita nestas originalidades ainda é levado a pensar que incompetentes foram os jogadores. Mas logo afasta essa ideia quando, sobre eles, nem uma palavra... Fernando Gomes falou de necessidade de renovação, mas isso não é falar de jogadores. E, com toda a certeza, a próxima convocatória de Paulo Bento, que está por dias, será mais do mesmo. Dos mesmos!

Ah! O médico Henrique Jones foi despromovido. Aí está... o incompetente. Bem me parecia!

Gente extraordinária este Fernando Gomes e esta da FPF... 

 

A incompetência não é inconstitucional

Por Clarisse Louro *

Quando há uma semana foi conhecida a inconstitucionalidade de algumas medidas do Orçamento do Estado em vigor, a mais relevante das quais relativa aos cortes de salários na função pública, o governo, para quem a decisão não podia representar qualquer surpresa, de tão avisado que tinha sido, decidiu partir para o confronto violento com o Tribunal Constitucional.

Apostou na clássica estratégia de vitimização e pretendeu transmitir a ideia de que esta tinha sido a última gota, a que fez transbordar o copo da legitimidade que, não tendo de todo, pretende fazer crer que tem. O governo, e em especial o primeiro-ministro, quis dizer que não tolera mais obstáculos à sua governação. Quis esticar a corda, deixando a ideia que não se importa nada que ela parta.

O governo partiu para este confronto institucional, para esta guerra aberta com outro órgão de soberania, não porque aquela tenha sido a última gota que levou o copo a transbordar, mas apenas porque entende que as circunstâncias lhe são agora favoráveis, transformando em oportunidade a ameaça da inevitável crise no PS.

Este não deixa no entanto de ser o lado circunstancial de dois dados estruturais da governação de Passos Coelho: o desprezo pela Constituição e os mecanismos da sua política de ajustamento.

Logo que lhe cheirou a poder Passos Coelho anunciou a intenção de rever a Constituição. Foi, como se percebeu, aconselhado a desistir, mas isso só lhe fez crescer o desprezo. Também os mecanismos da sua política orçamental e de combate ao défice nos fazem recuar a esse tempo da campanha eleitoral de há três anos. Dizia então Passos Coelho que o combate ao défice se faria a partir do ataque às gorduras do Estado.

Não foi isso que fez, não que não encontrasse gorduras, mas porque não quis enfrentar os interesses que elas alimentam. Não se conhecem gorduras do Estado que tivessem sido cortadas, mesmo que identificadas pela Troika. Não tocou nos municípios, fez de conta que cortava alguma coisa mexendo apenas nas freguesias. Não tocou nas rendas da energia. De Institutos e Fundações cedo ficamos conversados. E a reforma do Estado ficou-se pelo inenarrável relatório de Portas… As imposições da Troika acabaram por se ficar pelos cortes de salários, pensões e serviços públicos e pela desregulação. Em especial das relações de trabalho e da legislação laboral…

O governo utilizou invariavelmente apenas e só dois instrumentos de ajustamento orçamental: cortes – salários, pensões e prestações sociais – e aumento de impostos, incluindo autênticos saques feitos aos contribuintes, a que depois chamam de eficiência fiscal. Partindo da fantasiada premissa de que os portugueses viviam acima das suas possibilidades, o governo impôs cortes nos salários da função pública justificando-os com o facto de os privados já terem ajustado, para depois criar um ciclo vicioso – com o sector privado a tomar os salários do público por referência contratual – de abaixamento generalizado dos salários.

A guerra aberta com o Tribunal Constitucional pode até ser servida como a gota de água que fez transbordar o copo. Mas não é mais do que a confissão explícita do falhanço da acção governativa no programa de ajustamento. Quando o governo e a vasta expressão mediática que o sustenta dizem que o Tribunal Constitucional só permite aumentar impostos, impedindo os cortes na despesa, não estão a fazer outra coisa que precisamente enfatizar que o governo não sabe, ou não quer, reduzir o défice orçamental se não cortando salários e aumentando impostos!

Pois, a incompetência não é inconstitucional…

* Hoje no Jornal de Leiria

Corrida ao Guiness

Por Eduardo Louro

 

 

Rui Machete corre desesperadamente atrás de um lugar no Guiness. A concorrência é forte, mas começa a ser difícil roubarem-lhe o recorde do mais incompetente ministro de um governo.

Já assegurada está a incrição no famoso livro como o ministro que mais disparates diz, graças ao joker que a qualidade de Ministro dos Negócios Estrangeiros lhe garante...

INCOMPETÊNCIA: DIZ ELA...

Por Eduardo Louro

Pois… Agora é toda a gente contra a austeridade. Desconhece-se é o que é que isso vale…

O governo foi para além da troika. E da troika veio o troco: não tem nada a ver com esta desgraça, a responsabilidade é de quem governa e aplicou o programa. Durão Barroso, em vez de presidir à Comissão Europeia, portou-se sempre como mero porta-voz dos interesses alemães. Como o cachorrinho de Merkel…

Poderíamos dizer que “Roma não paga a traidores”. Ou que Berlim mata o mensageiro para acabar com a mensagem… Mas também que Durão Barroso merece esta capa!

INCOMPETÊNCIA

Por Eduardo Louro

 

Não há paciência para as manobras de diversão do Sporting. Há muito que é assim, mas nesta gerência de Godinho Lopes ultrapassam-se todos os limites. Provavelmente para tapar toda a vasta incompetência que vem sendo notória e evidente!

Agora, e depois de tentarem fazer deste jogo com o Benfica o jogo mais importante da sua história, vêm criar o caso do adiamento do jogo. Depois de o abrir com o anúncio da decisão de não comparecer no jogo à hora marcada, depois de, a seguir, ser o seu treinador a dizer que não era necessário adiamento nenhum e depois de meter os pés pelas mãos em mais um mar de incompetências, vem responsabilizar o Benfica pelo não adiamento do jogo por parte da Liga Portuguesa de Futebol. E lançar mais uma série de atoardas sobre o presidente do Benfica!

Para levar a cabo esta estratégia incendiária com que Godinho Lopes acha que segura a sua liderança, conta com a legião de comentadores espalhados pelos media que não se inibem de lançar mais e mais areia para os olhos … dos sportinguistas.

Há apenas um ano incendiaram as cadeiras do Estádio da Luz, sob a batuta daquele dirigente exemplar que faz depósitos nas contas dos árbitros. Desta vez, em Alvalade, incendeiam o jogo. Com a incompetência de sempre!

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