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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

"Tudo o que for necessário"

BCE procura todos os trunfos para combater a inflação sem afundar a  economia – ECO

Há onze anos Mario Draghi disse que o BCE "fará tudo o que for necessário" para garantir a sobrevivência do euro. Começou aí a histórica descida das taxas de juro, que se prolongou por 10 anos, em que foram mantidas a níveis nunca antes vistos.

A Senhora Christine Lagarde veio a Sintra formular a mesma determinação do BCE mas, agora, "tudo o que for necessário" para baixar a inflação. Mas, para o BCE de Lagarde, "tudo o que é necessário" é não aumentar salários,  acabar com as ajudas dos governos às suas populações, e continuar a aumentar as taxas de juros.

A Senhora Lagarde disse, ainda há bem pouco tempo, que dois terços do aumento da inflação provêm do aumento das margens de lucro das empresas de sectores fundamentais da economia. A generalidade dos economistas, e mesmo grande parte dos indefectíveis das causas liberais, há muito que reforça que as raízes desta inflação não estão na procura, mas na oferta.

Pois. Na determinação de Lagarde "tudo o que é necessário" é nada do que é necessário. Não é determinação, é uma fixação!

Nem esmolas nem IVA a zero são solução

Pesquisar - XXIII Governo - República Portuguesa

As medidas anunciadas pelo governo para mitigar a inflação são o que são, e dificilmente poderiam ser outras. Por várias razões, que vão do "marketing político" à realidade do país.

Enquadram-se em três categorias, à partida as únicas possíveis - salários, apoios sociais e fiscalidade. As categorias são as certas. São estes os três pilares que sustentam a decência dos Estados e das sociedades. Salários e fiscalidade, como agentes de redistribuição do rendimento, e apoios sociais como agente de coesão. Nas medidas, na sua extensão, na sua interacção com a realidade do país, e na sua eficácia é que está o busílis. 

Nestas medidas a fiscalidade não cumpre a sua função. Deixou de fora o rendimento, e ficou-se pela taxa zero de IVA nalguns produtos alimentares. Uma medida de duvidosa eficácia, seja pela regressividade (abrande todos de igual forma), seja pelo risco de ser rapidamente "engolida" pela dinâmica inflacionista, mesmo dando de barato que o compromisso estabelecido entre o sector da distribuição e o governo é para valer, e que o Estado tem condições para velar pelo seu cumprimento. Todos têm consciência disso. Mas todos também sabem, e o governo mais que ninguém, que é central em "marketing político". 

Por isso, porque no actual momento o governo precisa de "marketing" para controlar os danos, como os portugueses de pão para a boca, é que António Costa e Medina não se importaram muito com o ridículo das contradições que caíram, ao anunciar uma medida que repetidamente tinham renegado, com a justificação, ainda por cima acertada, de que não resultaria. 

A fiscalidade teria  cumprido a sua função se tivesse incidido no IRS. Mas não teria, nem de perto nem de longe, o mesmo impacto político. Até porque, pelo eterno problema dos baixíssimos rendimentos e da pobreza, milhões de portugueses já não pagam IRS. 

Nos apoios sociais as medidas ficam-se nos 30 euros mensais, com mais 15 por criança, em certos casos, para as famílias mais carenciadas. É alguma, mas muito pouca coisa para tanta necessidade. 

Não é esse, ainda assim, o maior dos dramas. Esse é o de, entre as famílias mais carenciadas, estarem pessoas que trabalham. Milhões de pessoas que não retiram do seu trabalho um salário suficiente para lhe garantir sequer a subsistência. 

Esse é o drama do país. O trabalho e o salário terá de ser a solução. Os apoios sociais terão de se destinar a quem tem o infortúnio de, querendo, não poder trabalhar.  Não há sociedades sem pobres, o que não é aceitável que quem trabalha seja pobre. E isso, sendo agora agravado, não surgiu com a inflação. É estrutural na economia e na sociedade portuguesa, e não se resolve nem com esmolas nem com IVA a taxa zero!

O algodão não engana

Jerónimo Martins com lucros de 419 milhões de euros nos primeiros 9 meses  do ano - Comércio - Jornal de Negócios

A malta liberal que enche os espaço mediático não se cansa de dizer que o que se passa nos preços dos bens alimentares não tem nada a ver com as margens das empresas de distribuição. Dizem até que os lucros dessas empresas caíram. 

Elas, essas empresas, pela voz dos respectivos CEO´s ou pela do Presidente da respectiva associação, juram a pé juntos que não. Que até baixaram margens.

A Jerónimo Martins apresentou ontem publicamente as contas do ano passado. "Dizem" elas que as vendas cresceram 21,5%. Bate certo com tudo o que se tem sabido. Sabe-se que os portugueses têm cortado na alimentação. E sabe-se que a inflação nesses produtos não anda abaixo dos 23%. Isto é, o Pingo Doce vendeu menos - os portugueses têm cortado na alimentação - mas, com a inflação, vendeu mais 21,5%. E "dizem" que os lucros cresceram 27,5%. Isto é, cresceram mais que as vendas. 

Portanto, os lucros não caíram, como apregoa aquela malta nas televisões. Subiram. E, subindo mais que as vendas, é difícil, para não dizer impossível, admitir que as margens não tenham subido. E muito. Ao contrário do que dizem as figuras do sector, que garantiam tê-las baixado.

Lembram-se do anúncio do teste do algodão?

O algodão realmente não engana. Já esta gente, não faz outra coisa. E toma-nos por parvos!

As soluções dos debates

António Costa regressa ao Parlamento para debate sobre política geral - SIC  Notícias

Quem ouvir os debates parlamentares com o governo fica com a ideia que não há problema sem solução. E, no fim, é bem capaz de ficar a pensar que ... pronto. Está resolvido.

A oposição tem sempre soluções para tudo. O governo tem ainda mais e, ou já resolveu, ou vai resolver.

O desta tarde foi dominado pelo tema da "inflação". E, aí está: o que o governo não resolveu, vai resolver. Sobre o aumento dos preços dos produtos alimentares António Costa garantiu que o governo tem feito “um trabalho mais discreto ou menos discreto com os diferentes agentes da cadeia alimentar”. E que ainda esta manhã tinha ocorrido “uma reunião muito importante da Plataforma de Acompanhamento das Relações na Cadeia Agroalimentar (PARCA)”, em que todos haviam concordado com a "necessidade de haver maior transparência em toda a cadeia, para não andarmos a apontar com maior ou menor injustiça a este ou àquele agente económico". 

Coisa "Parca", que é mesmo coisa nenhuma!

Como daí, do lado dos preços, de não vem nada - ah... pode ser que se mexa no IVA, esperando que não acabe como acabou em Espanha, a dar em nada nos preços - vamos aos salários, para lhe fazer frente. E aí, o primeiro-ministro diz que o governo tem o dever de rever os salários da função pública. Foram negociados no pressuposto de uma inflação de 7,4%, mas ela foi de 7,8%, e há que corrigir isso.

Dito assim, fica bem. Dito assim, e como as coisas estão, vem-nos à memória que para o ano há eleições.

Mas, se os 7,4% de inflação serviram de base para o aumento de 2% nos salários, na mesma linha, os 7,8 servirem  para passar a 2,1%, "o tiro sai pela culatra". Se for assim, o governo está a dizer que não se preocupou, nem se preocupa, com os 5,4 pontos percentuais do diferencial entre a inflação e o aumento que estabeleceu para os salários. Mas que, agora magnânimo, se preocupa com os 0,4 do diferencial entre a inflação então estimada e a real no fim do ano. Que não se preocupou com os 75% da inflação que o aumento dos salários não cobriu, mas que, agora magnânimo, se preocupa com os 5% que a inflação cresceu.

E isto é apenas mais do mesmo. Do mesmo que, a António Costa, não tem corrido nada bem... Nem a nós!

 

É sempre assim!

Dois bancos da Califórnia bateram as asas e provocaram uma tempestade nas  ações da banca do outro lado do mundo - Expresso

A subida das taxas de juros era para combater a inflação. É assim que vem nos manuais de Economia.

A subida vertiginosa das taxas de juro, juntou-se à inflação e, juntas, agravaram a miséria da maioria da população. Em Portugal, três quartos das famílias encontram-se em dificuldades financeiras, como informa hoje o "Barómetro da Deco Proteste".

Os bancos aproveitaram a subida das taxas de juros para engordar margens, esquecendo-se de as aumentar nas suas operações passivas. Como a distribuição aproveitou a inflação para o mesmo, mas isso é outra conversa.

Gerir bancos assim, é fácil. Permitir-lhes que o façam, mais ainda. É certo que alguns bancos centrais se referiram ao assunto, recomendando o aumento da remuneração dos depósitos, mas só isso.

Mesmo sendo fácil gerir bancos assim, ainda há os que ... nem assim. Como se está, para já, a ver nos Estados Unidos. O Silicon Valey Bank, o 16º maior do sistema financeiro americano e equivalente a duas CGD, e dois, mais pequenos - o Silvergate e o Signature, ruíram no fim de semana. Por falta de liquidez para responder aos depositantes que, vendo os juros a pagar a crescer, sem nenhuns a receber, quiseram o seu dinheiro de volta. O Silicon Valey Bank, o banco das startups, tinha aplicado os depósitos em produtos de maturidade incompatível (títulos do tesouro) com a exigência de disponibilidade dos fundos captados (títulos do tesouro) - um dos mais básicos erros em gestão bancária!

Quando os depositantes precisaram do seu dinheiro de volta, não havia. Para responder teve de resgatar essas aplicações, com prejuízos gigantescos. Que o levaram à falência num abrir e fechar de olhos. 

O mundo financeiro tremeu. E treme. E pronto - travão a fundo na subida das taxas de juro. Que se lixe a inflação. Que se lixem os manuais. 

Que se lixe tudo ... Menos os bancos. Mesmo que, quando os bancos se lixam, sejam os lixados de sempre a lixarem-se ainda mais. É sempre assim!

 

 

 

É grande a lata desta rapaziada...

Pergunta 1: há ou não escassez de produtos nos supermercados? Pergunta 2:  vai ser racionado algo mais além do óleo e da farinha? - CNN Portugal

A rapaziada dos supermercados quer aproveitar a inflação para ganhar dinheiro à fartazana, estando-se nas tintas para as dificuldades de quem lhes alimenta os lucros. Mas não quer ficar mal na fotografia!

Por isso apressa-se para o melhor ângulo, e ajeita a gravata. 

Mesmo com a taxa e inflação a cair, os bens alimentares continuam a custar mais todas as semanas nos supermercados. Comparando os dados dos preços praticados a 9 de março de 2022 com os aplicados a 8 de Março de 2023, Deco/Proteste  conclui que há alimentos que já custam praticamente o dobro. A ASAE começou a fiscalizar e já instaurou 51 processos-crime a super e hipermercados por “especulação objectiva”, tendo detectado margens brutas de comercialização superiores a 50%.

Para Gonçalo Lobo Xavier, presidente da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição, apenas "se estão a confundir conceitos".  E a culpa do aumento dos preços é dos transportes, quando a respectiva associação garante que o aumento dos preços de transporte de mercadorias se fixou entre os 5 e os 7%. E que, no limite, no máximo dos máximos, isso teria um impacto de 1% no custo final desses produtos.

senhora Paula Azevedo, da SONAE, dona do Continente, não faz por menos, queixando-se de desinformação. E de danos gravosos para a reputação da rapaziada. Diz até que a sua empresa baixou as margens, para acomodar o aumento dos custos. 

É grande a lata desta rapaziada. Tão grande que, depois, ainda vão pagar os impostos sobre estes lucros, engordados desta maneira, à Holanda. E ainda exigem ficar bem na fotografia...

 

 

Volatilidades

Famílias cortam no volume de alimentação, mas valor gasto dispara

Ontem e hoje têm sido dias de divulgação de dados do INE. Ontem, foi anunciado que o PIB cresceu 6,7% no ano passado, um crescimento histórico, o mais elevado dos últimos 35 anos. Hoje, que a taxa de desemprego subiu, em Janeiro, para 7,1% (6,7% em Dezembro). E que a inflação terá baixado em Fevereiro dos 8,4 para 8,2%.

Estes dias são sempre dias de grande agitação, com números para todos os gostos. E para todas as dúvidas!

Da inflação - tudo o que hoje mais importa - diz-se que segue a tendência decrescente (8,4 para 8,2%). Mas, se desse cálculo do índice de preços forem retirados a energia e os bens alimentares não-processados, passa a chamar-se inflação subjacente (inflação corrigida dos "preços mais voláteis"), e a tendência já é a contrária. Essa, continua a subir.

Ora, são precisamente esses "bens com preços mais voláteis", energia e bens alimentares não-processados, os que mais determinam o custo de vida da população em geral. São bens de primeiríssima necessidade, de que ninguém pode prescindir sem prescindir dos mínimos de sobrevivência. Aí não há substituição de consumo, há simplesmente privação!

Nos bens alimentares não-transformados, como carne e peixe crus, frutas e legumes, a subida dos preços no último ano nunca teve nada a ver com a a taxa de inflação oficial. E continua a não ter: a taxa de inflação que caiu em Fevereiro 8,4 para 8,2%, subiu de 18,5 para  20,1% nestes bens essenciais.

E por isso os portugueses tiveram de cortar na comida que levam para casa. Nem nos tempos da Troika tiveram de cortar tanto!

Entretanto vai abrir a época de apresentação de resultados anuais das empresas. Dos trimestrais, e dos semestrais, já fomos tendo notícias ao longo do ano. E sabemos o que foram. E sabemos o que foram nos sectores destes "bens com preços mais voláteis", da energia à distribuição alimentar. Resultados recorde! 

Não são recorde dos últimos 35 anos, como o do crescimento do PIB. São recordes absolutos. Nunca antes ganharam tanto dinheiro. 

Há aqui qualquer coisa que não bate certo: se quem compra é obrigado a comprar menos, como é que quem venda ganha mais?

Não há volta a dar à resposta, e lá teremos de ir parar aos preços. E novamente à inflação. E de novo aos  "bens com preços mais voláteis". E lá ficamos finalmente a perceber que os baptizaram com esse bonito nome de "preços voláteis" para que nós não lhe chamemos, no mínimo, "pouca vergonha". Que sempre é mais bonito que "filhadaputice!

Feitiços

Aí estão as aguardadas medidas do governo para mitigar os efeitos da inflação, anunciadas com a habitual habilidade do primeiro-ministro.  

 António Costa não é feiticeiro, é habilidoso. Por isso nem corre o risco de o feitiço se virar contra o feiticeiro, e as suas habilidades vão passando: "famílias primeiro"!

Os efeitos da inflação compensam-se com aumento dos rendimentos em conformidade, seja de salários, seja de pensões.

Não há outra forma. E na actual situação inflacionista menos ainda. Porque não decorre da dinâmica da procura, mas sim da oferta. E porque o governo continua a garantir que é extraordinária, que no próximo ano tudo regressará ao normal.

No entanto, António Costa diz zero sobre salários. E nas pensões consegue uma engenharia geringonçada para fugir ao cumprimento das disposições legais, e reduzir o seu aumento no próximo ano para menos de metade do que decorre da aplicação da lei.  

Um dia o feitiço vira-se contra o feiticeiro. Não se sabe é quando!

 

O desenho dos aeroportos

Longas filas geram o caos no aeroporto de Lisboa - Portugal - SÁBADO

Para quem não estava a perceber o que se vem passando na economia há já cerca de um ano, com a ruptura generalizada das cadeias de abastecimento e a inflação a disparar - também por efeito da guerra na Ucrânia, mas essa começou há quatro meses,  já faltavam produtos e matérias primas por todo o mundo, e já a inflação estava a "bombar" - o caos instalado nos aeroportos de toda a Europa e da América, não é só em Lisboa, vem ajudar a explicar.

É o "desenho" da odiável expressão: "percebeste? ou queres que faça o desenho?"!

A pandemia obrigou à paragem das actividades do negócio da aviação, e os respectivos operadores a adequar as suas estruturas a essa realidade. Com o "fim da pandemia" (entre "aspas", pois), rapidamente a procura saltou para 80 a 90% daquela que era a actividade nas viagens aéreas antes da pandemia. E a oferta, que tinha tido de encerrar estruturas e despedir muito pessoal, não estava em condições de reagir à mesma velocidade. Demolir é sempre mais fácil que reconstruir. Parar é sempre mais rápido que voltar a arrancar.

Evidentemente que isto não aconteceu apenas no negócio aéreo. Foi transversal a toda a economia, até com recuperações de procura mais acentuadas. Estruturas desapareceram, trabalhadores que ficaram desempregados deslocaram-se para outras áreas, geográficas ou profissionais. E quando é preciso que a máquina da economia arranque para funcionar em pleno ... faltam peças. O que não falta é procura!

 

O regresso da velha senhora

O que é inflação? - Brasil Escola

Os verdadeiros efeitos económicos da pandemia vão agora começar a surgir, e ultrapassarão provavelmente as piores expectativas, muito por culpa do regresso de uma velha e sinistra senhora de que já nos tínhamos esquecido. Chama-se inflação. Simplesmente inflação!

Desde o início do século que tínhamos deixado de contar com ela, desde a implantação do euro como moeda única europeia. A contínua deslocação da indústria para fora da Europa, ainda mais que a pandemia, mas também a pandemia, escancararam as portas fechadas da inflação durante estas duas primeiras décadas do século.

Hoje faltam matérias primas e componentes em quase todas os sectores da actividade, e a pandemia apenas tem alguma coisa a ver com isso na medida em que durante mais de um ano amorteceu o desequilíbrio por redução da procura. Logo que a actividade económica começou a ser reposta, e a procura se encaminhou para a normalização, os preços começaram a subir. E isso, embora alguma coisa tenha a ver com a pandemia (a China, a fábrica do mundo, encerrou e tardou a repor os níveis de produção), tem muito mais a ver com a logística requerida por uma produção agora localizada a grande distância da Europa.

O caos instalado nos grandes portos europeus mostra-nos essa imagem. Em nome da eficiência da globalização os cargueiros foram sendo cada vez maiores (há 30 anos um grande cargueiro transportava 5 mil contentores, hoje transporta 25 mil), e os portos passaram a ter dificuldades em recebê-los, sucedendo-se os acidentes, de que é exemplo maior o do Ever Given, no canal do Suez, há pouco mais de seis meses. Mas também a falta de contentores, passando muitos bens e produtos a ser transportados soltos, tornando a sua descarga numa equação pouco menos que impossível. Uma e outra circunstâncias transformaram as descargas em processos longos, complexos e caros. E os portos em armazéns de produtos que deviam estar em pleno circuito económico, mas estão apenas a acumular custos. 

Ficam só por isso mais caros. Mas mais ainda pelo desequilíbrio na oferta face à procura, desafiando a lei máxima da constituição dos preços.

Aí está portanto a inflação, mais que o terror das economias, o terror de muitos países e governos. E especialmente da Alemanha. E aí está, à vista, o fim dos juros baixos. Que têm sido o seguro de vida das famílias e dos Estados, em especial dos portugueses, e que se vêm juntar ao fim das moratórias. 

Tudo se conjuga para mais uma tempestade perfeita. Valha-nos - não Santa Bárbara - São Banco Central Europeu. Que no próximo dia 16 reunirá para nos dizer se tem alguma mezinha verdadeiramente milagrosa. Sabendo nós que não há milagres!

 

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