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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

O que eles dizem que o eleitorado disse

Por Eduardo Louro

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Voltaram as aberrantes interpretações dos resultados eleitorais, em que a vontade expressa no voto de cada cidadão, ou de cada grupo de cidadãos,  é transporada para um colectivo que só existe no imaginário de algumas mentes que se acham brilhantes.

Uma coisa é dizer-se que o eleitorado privilegia a estabilidade. Ou que há há franjas do eleitorado que se deslocam por isto ou por aquilo. Outra, diferente e completamente disparatada, é dizer-se que o elitorado disse isto ou disse aquilo. Que o eleitorado tem uma vontade colectiva própria, escondendo que qualquer decisão eleitoral representa o somatório das decisões individuais, cada uma com a sua motivação própria.

É de Miguel Sousa Tavares, e foi pronunciada na SIC Notícias, a mais abusiva e disparatada das interpretações que, a essse respeito, se pôde ouvir na noite eleitoral. Dizia ele - acompanhado mais tarde por António Lobo Xavier, mas nesse percebe-se o alcance, já a preparar o day after -  que o eleitorado disse claramente e sem sombra de dúvidas: "Nós queremos que este governo se mantenha em funções mas não a governar como antigamente".

Isto pode ter o alcance político que quiserem. Pode servir os interesses políticos que quiserem, mas não altera nada do que foi o voto de cada um de nós. Que foi, para cada um dos portugueses que votou na coligação, simplesmente a manifestação da sua vontade em que ganhassem as eleições com quantos mais voltos melhor. Não é crível que alguém tenha votado na coligação para governar de maneira diferente do que governou. Nem que alguém tenha votado no PS, no Bloco, ou em quem quer que seja, para que o governo se mantivesse em funções. Foi exactamente para o contrário.

Cada um que votou no PS fê-lo para que António Costa ganhasse as eleições e fosse primeiro-ministro. E só não é exactamente o mesmo para cada um que vota nas restantes forças políticas porque ninguém, aí, tem a ilusão de ganhar as eleições. Mas quando vota quer que ao seu voto, de protesto ou de condicionamento, acresça o maior número possível de outros votantes. 

Mas é com disparates destes e doutros que muita gente ganha a vida. Não há muito a fazer...

 

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