Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Intrujices

Resultado de imagem para intrujices

 

No dia a seguir ao Natal as notícias costumam ficar-se pelo rescaldo das festividades e pelos números – sempre dramáticos - da operação da brigada de trânsito da GNR. Desta vez poderiam passar ainda pela mensagem natalícia do primeiro-ministro, exclusivamente dedicada à Saúde, até porque as cheias já aconteceram há muito tempo, e são assunto arrumado pelo ministro do Ambiente, e entrar directamente na intrujice.

Mas como intrujice é coisa que por cá não falta, a notícia do dia foi outra. É revelada por um jornal diário e diz que um banco pagava 2 mil euros por mês à mulher do seu presidente, que não era funcionária nem prestava qualquer serviço ao banco.

O rumor correu muito tempo pelos corredores do banco, e acabou por chegar ao Banco de Portugal. O banqueiro, que primeiro se achava apenas vítima de perseguição e de calúnia anónima, viria a confirmar tal situação numa carta, justificando que esse era o preço a pagar à mulher pela estabilidade emocional que lhe garantia, indispensável ao seu bom desempenho. Que a mulher era o seu fator de equilíbrio, que era professora e abandonara a profissão para se dedicar em exclusivo à tarefa de velar pelo seu equilíbrio emocional, e que tinha colocado essa condição quando tinha aceitado a presidência do banco.

No que toca a remuneração de banqueiros já nada nos surpreende. Estamos habituados a tudo, de remunerações milionárias a pensões pornográficas. E normalmente perdoamos-lhe tudo, mesmo quando acabamos por perceber que afinal somos nós sempre a pagar isso tudo.

Só que a “estória” não acaba aqui. O homem terminou o seu mandato, bem-sucedido certamente, e foi no mês passado reeleito para um segundo. A circunstância motivou uma entrevista a uma estação de rádio e a um jornal durante a qual, questionado sobre a subvenção da mulher, negou tudo. Negou o que afirmara por escrito e até que o tivesse feito,  e garantiu mesmo que a mulher era professora e que nada tinha a ver com o banco. 

Apanhado, não deu mais respostas. E foi então fonte oficial do banco a vir a público garantir que o seu presidente se referira apenas à situação no seu atual mandato.

É isto. São estas as elites que temos… e é nesta intrujice que vamos vivendo. E parece que já nem se pode dizer que a falta de vergonha desta gente é uma vergonha. Mas é mesmo!

 

 

Acompanhe-nos

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Posts recentes

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D

Mais sobre mim

foto do autor

Google Analytics