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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

E tudo o resto ficou de pé

Meteorito pintou o céu de Portugal de verde e azul. As imagens são  incríveis – NiT

Um helicóptero caiu nas montanhas fronteiriças com o Azerbaijão, daí resultando a morte do presidente do Irão (e do ministro da defesa). Os governantes de Israel apressaram-se a dizer que não tinham nada a ver com aquilo, e acreditamos que desta vez estejam a falar verdade.

Um meteorito passou por aqui a velocidade vertiginosa, e ainda não percebi se caiu no Atlântico se em Castro de Aire. 

O Presidente da Assembleia da República achou que o André Ventura pode dizer lá mesmo tudo o que lhe apetecer, sem que isso lhe mereça qualquer reparo, porque a liberdade também serve para publicamente, “difamar ou injuriar pessoa ou grupo de pessoas por causa da sua origem étnico-racial, origem nacional ou religiosa, cor, nacionalidade, ascendência", por acaso crimes punidos por lei da Instituição a que preside. Por acaso  numa reunião extraordinária - se não estou enganado a primeira em cinquenta anos de democracia - destinada a responsabilizar o Presidente da República pelo crime de traição à pátria. Por acaso, armado em campeão da liberdade de expressão, freneticamente aplaudido pelos 50 deputados que desencadearam um processo criminal para condenação do Presidente da República por delito de opinião.

E o mesmo que acusa o Presidente de traição à pátria, e gratuitamente injuria pessoas pela nacionalidade, foi a Madrid, à convenção de um partido que celebra a "hispanidade" ibérica, e ostenta um mapa que elimina Portugal, declarar-se - em "portuñol", ao lado de parceiros como o senhor Milei, ou a senhora Le Pen, a expressarem-se nas suas línguas - o próximo primeiro-ministro do país. 

E foi assim este fim de semana, em que só caiu um helicóptero e um meteorito. Tudo o resto ficou de pé!

 

 

Nobel da Paz

Iraniana ícone da luta pela liberdade das mulheres ganha Nobel da Paz |  Mundo | Valor Econômico

Narges Mohammadi, a activista iraniana dos direitos humanos, e das mulheres em particular, detida numa prisão do Irão há uma dúzia de anos, afastada de tudo e de todos, incluindo o marido e os filhos, é o Prémio Nobel da Paz.

Há precisamente 20 anos, em 2003, o Nobel da Paz fora também atribuído a uma activista iraniana, então à advogada Shirin Ebadi. 

Não há dúvida que o regime iraniano tem uma grande capacidade de produzir "Nobeis": dois, em vinte anos. Dos 43 em que vigora. Pena que seja pela opressão brutal que impõe a largos milhões de pessoas!

No Catar, mais que futebol. Evidentemente!

Iranianos em silêncio no hino, ingleses ajoelhados, bancadas em protesto. O  início do Inglaterra-Irão foi mais do que futebol – Observador

Vai já no terceiro dia este Mundial do Catar, sobre o qual muito já foi dito, mas muito mais estará ainda por dizer.

Enquanto nos relvados dos Estádios onde, à custa do equivalente ao PIB de Portugal, e de milhares de vidas de pessoas em regime próximo do da escravatura - para realizar estas dezenas de jogos, e depois ficarem às moscas - a bola vai rolando, à sua volta nascem e morrem diversas manifestações de protesto. 

Nasceram e morreram todas as que a FIFA, no seu poder ilimitado e incontrolável, pode calar. Não pode calar o calado, e por isso se manifestaram calados os jogadores da selecção do Irão, comandados por Carlos Queiroz. Que, com os jogadores calados, resolveu falar, perdendo mais uma vez - e já são tantas! - uma excelente oportunidade para estar calado.

Os jogadores iranianos, que não têm calado a revolta sobre a situação no seu país - com destaque para o nosso conhecido Taremi, e para Sardar Azmoun, fortemente aplaudido na bancada quando entrou em campo, a meio da segunda parte - ficaram calados, e não cantaram o hino. E, calados, disseram tudo. Tanto que se viram lágrimas nas bancadas!

Queiroz atirou-se aos adeptos, acusando-os de falta de apoio. Eles que choraram na bancada, e que irromperam em aplausos à entrada de Sardar Azmoun. Acusando-os de misturarem o futebol com a situação que se vive no país, como se não fosse exactamente essa situação a mobilizar os corajosos protestos dos jogadores. Bem audíveis em Taremi e Sardar Azmoun, e melhor percebidos no silêncio de todos na hora de cantar o hino.

É o Queiroz, muitas vezes a roçar o troglodita, que bem conhecemos!

 Na bola que até agora correu, o jogo inaugural (Catar 0-Equador 2) confirmou que a selecção da casa é a mais fraquinha de todas. O mesmo resultado para o outro jogo do grupo A, decidido pelos guarda-redes. Sendo um deles Mendy, do Chelsea, o estranho é que tenha sido ele a enterrar a selecção do Senegal e, do outro lado, o desconhecido Noppert a salvar os holandeses. 

No grupo B, empate (1-1) no Estados Unidos - País de Gales, num jogo sem história. E confirmação do potencial da selecção inglesa, num jogo com oito golos (6-2 ao Irão) e com muitas histórias para contar.

No grupo C, a grande surpresa, com a derrota da Argentina, frente à Arábia Saudita, já hoje. Uma derrota sem atenuantes (os três golos anulados pela tecnologia do fora de jogo à equipa de Messi ... e de Otamendi e Enzo Fernandez, não são atenuantes) mas com agravantes. Com a agravante de a equipa das Pampas ter praticamente entrado a ganhar, e com um penálti mais que discutível. E dos sauditas terem dado a volta ao marcador, e fixado o resultado final, em apenas 4 minutos, logo no início da segunda parte, com mais de 40 minutos de jogo pela frente.

As perdas só não são maiores para a Argentina porque o outro jogo do grupo acabou sem golos. Um jogo sem golos com Lewandowsky em campo é estranho. Mais estranho é que nem de penálti tenha marcado, na única oportunidade da Polónia, bem defendido pelo eterno Ochoa, na baliza do México. Que mostrou mais futebol que os polacos. 

O primeiro jogo sem golos acontecera antes, entre a Dinamarca - que não confirmou o excelente desempenho no Europeu, há ano e meio - e a Tunísia, para o grupo D. Que fechou a primeira jornada com a goleada (4-1) da França - a confirmar que, apesar das baixas, é forte candidato a revalidar o título mundial - à Austrália. Sem surpresa.

Surpresa só houve enquanto o jogo esteve verde, com a selecção das antípodas a adiantar-se no marcador, e a criar mais duas óptimas ocasiões para voltar a marcar, incluindo uma bola no poste. Depois, o jogo foi ficando maduro e os franceses foram somando oportunidades e golos. Ficou nos quatro, mas foram muitos os que ficou a dever à exibição, numa inequívoca demonstração de poder.

 

Oito minutos de pose*

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Dificilmente se poderia admitir uma primeira semana do ano mais agitada. Trump achou que, com um impeachment em curso e a dez meses das eleições, o melhor que tinha a fazer era incendiar o Médio Oriente e deixá-lo arder como arde a Austrália.

Sem consultar as instituições, sem estratégia e sem justificação, mandou assassinar altas figuras da estrutura militar do Irão, entre as quais o General Soleimani, mais que uma proeminência do regime, o número dois da teocracia no poder. Acto contínuo disse ao mundo que, para fazer a guerra, não precisava de consultar ninguém. Que lhe bastava informar pelo seu twitter, e que já tinha definidos 52 alvos iranianos, entre os quais lugares históricos e património da humanidade, para atacar em caso de retaliação iraniana. Que, timidamente é certo, aconteceu logo de seguida, com o ataque às bases americanas em Bagdad. Obra das milícias iraquianas, que não exactamente do Irão, mas daria no mesmo…

É então que, pela primeira vez, num mandato que vai já no último ano, com uma assertividade sem paralelo, e em apenas oito minutos, a América apresenta ao mundo o seu famoso sistema de checks & balances.

Oito minutos foi quanto durou esta demonstração. Foi o tempo que Trump demorou a ler o discurso que lhe mandaram ler. Oito minutos de Trump em pose de Estado, mesmo que em cuecas!

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

 

Checks and balances

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A eleição de Trump para o topo do poder na maior potência mundial foi vista com preocupação em grande parte do planeta, mas nunca como uma irremediável catástrofe. É que a opinião pública mundial acreditava na rede de checks & balances do sistema político americano, uma democracia institucionalmente bem dotada, ao contrário, por exemplo, do que aconteceria depois no Brasil, com a eleição de Bolsonaro.

À entrada do último ano do mandato, e mesmo com um processo de empeachement em curso, haveria certamente quem pudesse duvidar desta fé no funcionamento das instituições americanas, e quem achasse que Trump fez, e fará, tudo o que lhe apeteceu, e lhe apetecer, e ainda lhe sobrou, e sobrará, tempo. 

Oito minutos bastaram para convencer os últimos resistentes. Foi quanto durou o discurso de Trump de ontem. Um discurso - ninguém terá dúvidas - que não escreveu. Um discurso que lhe mandaram ler, e que leu a preceito e com inatacável pose de Estado. Oito minutos em que saíram da boca de Trump palavras que ninguém acreditaria vir a ouvir, numa postura de todo incomportável com a figura.

Depois dos ataques de anteontem à noite, à hora a que fora assassinado o general Soleimani, às bases americanas no Iraque, esperava-se que tivesse sido dado o mote para a retaliação que Trump desejaria, e para a uma escalada de violência no Médio Oriente de limites incontroláveis. Inesperadamente, em vez de um Trump furioso a confirmar os 52 alvos iranianos a atingir, incluindo as relíquias históricas e de património da humanidade, que anunciara na véspera, surge um presidente americano a dizer que os Estados Unidos "estão disponíveis para abraçar a paz com aqueles que a procuram", a desejar um "óptimo futuro" para o Irão, e até a falar num regresso ao acordo nuclear que unilateralmente rasgou.

Poderão dizer que nada disto passa da mais profunda hipocrisia. Mas não é isso que está em causa, e a hipocrisia é parte integrante da política. Em causa está apenas que a intensa pressão interna e internacional obrigaram Trump, num Momento Histórico decisivo, a fazer tudo ao contrário do que naturalmente, por si só, faria.

Desta vez os checks & balances levaram o presidente americano a evitar a guerra que Donald Trump irresponsavelmente precipitara. Não é coisa pouca!

 

 

Começa perigoso, este 2020!

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2020 ameaça tornar-se mais perigoso do que poderia parecer, por mais previsível que fosse que, em ano de eleições, Trump desatasse aos disparates. 

Sabia-se que Trump não precisaria de grandes pretextos para começar a brincar com o fogo, convencido do ganho eleitoral que, em pleno processo de impeachement, daí retira. Nem de muito espaço, nem de muito tempo: bastou-lhe o Iraque, e três ou quatro dias. A 29 de Dezembro, um ataque aéreo matou 25 combatentes do Hezbollah Kata'ib, uma milícia pró-iraniana. Em resposta, no último dia do ano, quando regressavam dos funerais, manifestantes cercaram a embaixada, atacaram com pedras, grafitaram paredes ... e lá estava o pretexto por que Trump ansiava - um ataque à América. 

Esta noite, o major-general Qasem Soleimani, tido por número dois da hierarquia militar do regime iraniano, e mais quatro altos quadros militares foram mortos num ataque com drones, à saída do Aeroporto Internacional de Bagdad, já confirmado pelo Departamento de Defesa Americano.

 Ali Khameinei promete vingança. Para dançar o tango são sempre precisos dois ... Olha que dois!

Diálogos curtos

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- O Verão já chegou, e hoje é o maior dia do ano.

- Então? E é por isso que o gasóleo vai aumentar?

- Não, não. Os jornais dizem que "fontes do sector" explicam que os mercados internacionais ficaram hoje muito nervosos quando viram o Trump a gritar: "agarrem-me se não eu vou-me ao Irão"...

- Ah... Percebo... As "fontes do sector" gostam de levar depressa as más notícias às bombas de gasolina...

 

 

Cortinas de fumo

Aumenta a tensão entre EUA e Irão.

 

Tudo serve a Trump para destabilizar o mundo, e torná-lo num sítio muito perigoso. Nem que seja apenas para desviar as atenções... 

Paul Manafort, o responsável da campanha campanha de Trump entre Março e Agosto de 2016, vai a julgamento já depois de amanhã. E para que não se saiba o que se vai ficar a saber ... ameaça o Irão!

São as famosas cortinas de fumo. Só que o fogo que Trump usa para fazer fumo é perigoso de mais...

 

 

 

 

Rússia 2018#5 Nos oitavos... mas, mau de mais!

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A selecção nacional segue para os oitavos de final do mundial, na Rússia. Imerecidamente, sem qualquer dúvida!

Portugal foi claramente a pior equipa do grupo, sempre, em qualquer dos três jogos, claramente inferior a todos os adversários. Dir-se ia que este último jogo, com o Irão, não fez mais que confirmar os primeiros dois, e especialmente o segundo, o único que ganhou, com Marrocos. Mas fez. Confirmou também muita da "porcaria" do futebol português... Da velha.

Fernando Santos introduziu três alterações na equipa, com Adrien no lugar de Moutinho, Quaresma no de Bernardo, e André Silva no de Gonçalo Guedes. Manteve os laterais, e provou-se que mal. Manteve Fonte e Wlliam, incumbido de sair com a bola, coisa que tinha flagrantemente falhado nos jogos anteriores.

Comecemos por aí, por onde o jogo começa. E por onde o jogo de hoje começou por funcionar, enquanto os jogadores do Irão ainda só queriam defender e deixavam aquele espaço todo sem incomodar ninguém. Depois, bem... depois foi outra música, os iranianos subiram e William desapareceu. 

Dizia-se que era necessário alguém no meio campo que segurasse a bola. Pois... se calhar não seria Adrien o jogador mais indicado para esse desiderato. Também a reclamada entrada de André Silva tinha por objectivo - dizia-se - ter um jogador na área, num jogo - dizia-se - em que a selecção portuguesa teria sempre bola, e massacraria em ataque continuado. Nem foi nada disso, nem André Silva nunca esteve na área, acabando até na ala esquerda. Falhou tudo. Em toda a linha...

Resultou a entrada de Quaresma. Resultou porque marcou o golo - e que golo! - mas porque foi o único a jogar, a cruzar e até a rematar. Na primeira parte, porque, depois, viria a ser o primeiro a perder as estribeiras, o que também não surpreende ninguém.

O resultado de todas estas coisas foi um jogo que não teve nada de novo em relação aos anteriores. As mesmas diifculdades tácticas, técnicas, físicas e mentais. E até a mesma sorte, com o golo a surgir mesmo no fim da primeira parte, quando era já o Irão a mandar no jogo. 

Antes disso a selecção não fizera mais que dar confiança à equipa do Irão, empurrá-la depressa para a parte de cima do jogo. Para ilustrar isso nada melhor que lembrar aquele período inicial em que o guarda-redes iraniano andou literalmente à bofetada com os seus colegas da defesa, aos papéis a sair aos cruzamentos, e a largar bolas sucessivas. Pois, ou ninguém na selecção portuguesa percebeu que havia que explorar aquele momento, ou simplesmente não teve capacidade para mais. Nem um remate de longe, nem um cruzamento para tirar partido daquela tremideria toda.

Com o milagre do golo de Quaresma, Portugal foi para o intervalo a ganhar. E se um golo daqueles vale por um jogo, a verdade é que o jogo da selecção não merecia um golo daqueles.

Logo no recomeço, há mais um penalti que cai do céu. Um penalti de VAR, que lançou os iranianos no desespero, completamente perdidos. A perder por dois golos, e de cabeça perdida, o Irão seria então um adversário pacificado. Pois, mas hoje nem Cristiano Ronaldo havia, e o penalti que deveria transformar a equipa do Irão num tapete persa, serviria apenas para os ir buscar ao fundo do abismo.

E a partir daí só deu Irão e, em vez de tapete persa, o relvado foi coberto por um tapete de Arraiolos. Sem que Portugal nada fizesse por merecer a sorte que lhe sorria do Espanha-Marrocos, onde os "nuestros hermanos" andaram sempre a correr atrás do resultado. Acabaram por empatar no último minuto, num golo anulado e depois validado pelo VAR, quando o Irão chegava também ao empate, num duvidoso penalti de VAR. Merecido, pelo que mais uma vez não fez a selecção nacional, e pelo que fez a equipa do irascível e ressabiado Carlos Queiroz.   

A Espanha, em primeiro, e por isso a ficar do lado certo do sorteio, com os mesmos pontos e a mesma diferença de golos - o que não abona em nada o seu favoritismo - e Portugal, em segundo, seguem para os oitavos. Pelo caminho ficaram, não os melhores, mas os que se portaram melhor!

 

 

 

Para já, o petróleo sobe ...

 

 

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Sabe-se que Trump não lê. Não lê nada, nem relatórios de segurança, nem sequer pequenas notas ... Nem ouve, especialmente conselhos avisados. Não ouviu Macron. Nem Merkl. Nem May. Mas ouve Netanyahu. E ouve Salman. E gosta do que ouve, soa-lhe bem...

E então, pois claro - rasgou os acordos de desnuclearização assinados com Irão, em Viena, há menos de três anos, como de Telaviv e de Riade reclamavam. E é isso: um ultra fanático israelita e o não menos fanático, sanguinário e terrorista regime árabe manipulam como uma marioneta a figura a quem o mais poderoso país do mundo entregou o seu destino. E põem e dispõem da paz mundial!

Para já, o petróleo sobe... Mas isso é o que de menos mau aí vem!

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