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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Começa perigoso, este 2020!

Resultado de imagem para ataque à embaixada americana em bagdad

 

2020 ameaça tornar-se mais perigoso do que poderia parecer, por mais previsível que fosse que, em ano de eleições, Trump desatasse aos disparates. 

Sabia-se que Trump não precisaria de grandes pretextos para começar a brincar com o fogo, convencido do ganho eleitoral que, em pleno processo de impeachement, daí retira. Nem de muito espaço, nem de muito tempo: bastou-lhe o Iraque, e três ou quatro dias. A 29 de Dezembro, um ataque aéreo matou 25 combatentes do Hezbollah Kata'ib, uma milícia pró-iraniana. Em resposta, no último dia do ano, quando regressavam dos funerais, manifestantes cercaram a embaixada, atacaram com pedras, grafitaram paredes ... e lá estava o pretexto por que Trump ansiava - um ataque à América. 

Esta noite, o major-general Qasem Soleimani, tido por número dois da hierarquia militar do regime iraniano, e mais quatro altos quadros militares foram mortos num ataque com drones, à saída do Aeroporto Internacional de Bagdad, já confirmado pelo Departamento de Defesa Americano.

 Ali Khameinei promete vingança. Para dançar o tango são sempre precisos dois ... Olha que dois!

Imunidade não é impunidade

 Imagem relacionada

 

Imunidade diplomática não significa impunidade. Diplomática ou qualquer outra.

A imunidade diplomática é um instrumento indispensável nas relações internacionais ao nível das respectivas representações. Não pode ser um instrumento de impunidade de quem quer que seja. Por isso o Estado português não pode, sob nenhum pretexto, deixar passar em claro a absurda e selvática agressão de Ponte de Sor.

A investigação tem de ser feita rapidamente e sem quaisquer condições que não as que determinam o apuramento da verdade. A embaixada iraquiana lançou já uma campanha de reversão dos factos. Mal amanhada, com duas peças: um comunicado oficial, em árabe, e uma entrevista dos suspeitos, á SIC, sem pés nem cabeça. Mas a deixar entender que lançou mão de todos os meios de que dispõe para uma defesa na esfera oficial. 

O anterior embaixador declarou-se de imediato envergonhado. E os responsáveis pela política externa iraquiana já chamaram o actual embaixador e pai dos supostos bárbaros agressores. Da atitude do governo português ainda não se sabe grande coisa. Mas se calhar também não se deve, por agora, saber muito mais...

 

 

Remediar o irremediável?

Por Eduardo Louro

 

 

A semana que está a terminar marca o regresso dos bombardeamentos americanos ao Iraque. Hoje mesmo, logo depois da meia-noite, os caças-bombardeiros norte-americanos lançaram o maior dos ataques até ao momento contra posições dos jihadistas do Estado Islâmico (EI), depois de umas primeiras notícias que davam conta da estratégia americana de armar os curdos, para lhes entregar as tarefas de combate ao fundamentalismo islâmico a quem os deslumbrados, ignorantes e irresponsáveis Bush, Blair, Asnar e Barroso entregaram o Iraque.

É difícil remediar o irremediável, e  na política externa americana tem sido frequente que a emenda saia pior que o soneto. O próprio Iraque, e Sadam, foram exemplo disso, e da última vez que decidiram armar uns para combater outros deu no que deu no Afeganistão…

Já nada consegue remediar os disparates aventureiros de Bush, o Iraque jamais voltará a ser o tampão que era ao crescimento do jihadismo e o mundo nunca mais será tão seguro como era até 2003, mas seria talvez tempo de aprender alguma coisa com a História.

Por isso, e porque não é bonito mandar limpar aos outros a porcaria que fizemos – mas esse é o lado para os americanos dormem melhor –, é bom que, se forem capazes, resolvam agora o problema, sem voltar a mexer em mais um enxame…

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