Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

De volta ao oito

 

Se não havia muitas dúvidas que, no relvado, os portugueses se desenvencilhariam facilmente dos islandeses, não havia dúvidas nenhumas que nas bancadas seriam totalmente destroçados.

A imagem do jogo é essa, a das bancadas, onde uma imensa minoria islandesa deu um banho completo à imensa superioridade portuguesa. Lá em baixo, no relvado, as coisas não foram muito diferentes: a imensa superioridade da selecção nacional foi abafada por uns rapagões altos e louros, mas com pouco jeito para jogar à bola.

Que não jogam nada, é certo, mas que marcaram um golo, o suficiente para não perderem o jogo. E que não foi tão acidental quanto isso: os islandeses, mesmo a não jogarem nada, tiveram mais duas ou três oportunidades em que poderiam ter marcado. Não muitas menos que Portugal, afinal. 

Fica a ideia que a selecção não preparou adequadamente este jogo. Mesmo na primeira parte quando, passado que foi o primeiro quarto de hora, parecia que a selecção nacional dominava e controlava os acontecimentos, ficou sempre a ideia que a equipa não sabia muito bem que jogo estava a jogar. Na segunda parte isso confirmou-se em absoluto, com a equipa a ser sempre batida da mesma forma, nos mesmos lances. E sempre sem saber como sair daquilo.

E ficou ainda outra ideia que não abona - também - muito em favor do seleccionador nacional: perdeu todas as que foram as apostas que decidiu fazer. Perdeu a aposta nos dois laterais e perdeu a aposta no trinco. O que a juntar às apostas perdidas que já trazia de trás - Moutinho, completamente fora de forma, e João Mário muito (por) fora do jogo da selecção - é perder muita coisa.

Não deixa de ser curioso que, num futebol com a fama - e muito proveito - de produzir os melhores alas do mundo, a selecção nacional recorra a médios interiores, como são João Mário e André Gomes, para os corredores laterais.

E pronto, a tão esperada estreia, deu nisto. Este tão português oito, depois do oitenta da semana passada. Que volte no próximo sábado.

 

 

 

A lição islandesa

 

 Podemos não ter a noção da dimensão da economia suja que grassa no submundo das offshores, mas estamos perfeitamemente conscientes que, mais que paraísos fiscais para um certo capitalismo selvagem, são resorts de alto luxo para a corrupção e para todas as formas de crime que inapelavelmente destroem o mundo. 

Talvez por isso não estejamos muito surpreendidos com as revelações - por ora poucas e no entanto tantas - do Panama Papers, e talvez também por isso, por esse mundo fora, a regra seja reacções de circunstância, num discurso previsível e politicamente correcto. Todas as regras têm excepções, e a excepção vem mais uma vez da Islândia: de imediato, logo que conhecida a notícia do envolvimento do seu primeiro-ministro, os islandeses sairam à rua a exigir a sua demissão. Em simultâneo lançaram uma petição no mesmo sentido, em poucas horas assinada por perto de metade dos 300 mil de islandeses.

A mesma Islândia que ainda há pouco tempo mostrava ao mundo como um pequeno país, numa sociedade democrática moderna, pode reagir à corrupção do Estado e aos crimes e abusos do sistema financeiro. A mesma Islândia que, ensinando, não aprendeu nada. Logo depois, com tudo esquecido, foi rápida a devolver o poder aos mesmos, e a deixar tudo como dantes. Como agora se provou!

Acompanhe-nos

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D

Mais sobre mim

foto do autor

Google Analytics