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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Guerra "nova" no Médio Oriente

Israel x Irã: o que se sabe até agora sobre o ataque israelense na ...

Prometeu paz, e reclamou o Nobel da especialidade. Há dois dias, num fidelcastroniano discurso do Estado da Nação, ao chorrilho de mentiras acrescentou a de ter acabado com oito guerras. Na realidade, atacou seis países em pouco mais de um ano de mandato. Hoje voltou ao Irão, em grande escala, num ataque a meias com Netanyahu - farinha do mesmo saco -, com consequências previsíveis, mas também muitas imprevisíveis

 Trump prometeu aos americanos que os Estados Unidos não seriam mais o polícia do mundo e que não envolveria mais o país em acções militares externas. Ensinou-nos António Aleixo que "para a mentira ser segura, e atingir profundidade, tem que trazer à mistura, qualquer coisa de verdade". Na "verdade" Trump não fez do país o polícia, mas o ladrão do mundo.

 Mais uma vez Portugal faz de cúmplice. Se calhar pior, de cobardolas. Quando o governo português, pela boca de Paulo Rangel, afirma que os  norte-americanos “podem, para qualquer operação, usar as Lages sem Portugal ter de ter conhecimento" está só a ser cobardolas. Quando diz que "é assim que está nos tratados e é assim que está a acontecer com todas as bases europeias, dos mais variados países”, está a mentir, tal e qual como Trump.

Não só não é assim que está no Tratado - não sendo uma operação da NATO os EUA têm que pedir autorização prévia para a utilização da base, que é território nacional - como não é o que está a acontecer em todas bases europeias. Os ingleses e os espanhóis não se prestaram à vassalagem!

Show Trump

Gaza IL TESTO integrale del piano di pace firmato a Sharm el-Sheikh da ...

Donald Trump amanheceu ontem em Israel para, no Knesset (Parlamento), anunciar uma nova alvorada para o Médio Oriente - ”o sol nasce numa terra sagrada que está finalmente em paz” -, e declarar o fim da guerra - "o fim de uma guerra, o fim de uma era de terror e morte, o início de uma era de fé, esperança e Deus".

Daí seguiu para o Egipto para reunir em Sharm el-Sheikh, numa cimeira organizada à pressa com o presidente egípcio, Abdel Fatah al-Sisi para - sem governantes israelitas (claro que Trump convidou Netanyahu, foi Erdogan, e não o feriado do último dia da Festa dos Tabernáculos, que impediu a sua presença), nem dirigentes do Hamas, as partes actualmente em conflito - juntar mais de 20 líderes mundiais (entre os quais Guterres e António Costa) para ratificarem o "seu" plano de paz.

Que tem o mérito - que não é pouco, nesta altura - do cessar fogo, de interromper a chacina, da libertação dos reféns israelitas, e dos prisioneiros palestinianos, e de abrir as portas de Gaza à ajuda humanitária internacional. Mas que está muito longe de ser "o fim de uma era de terror e morte". Mesmo de uma nova alvorada para o Médio Oriente. E, apostaria até, de valer de alguma coisa daqui por um ano, quando for anunciado o novo Nobel da Paz.

Oxalá esteja enganado!

 

7 de Outubro

Área da rave atacada pelo Hamas em 7 de outubro vira memorial em Israel

Passam hoje dois anos sobre o massacre de 7 de Outubro, em Israel, levado a cabo pelos terroristas do Hamas. Terrorismo puro, absolutamente inaceitável e, indiscutivelmente, mais uma pedra no processo de paz que há muito, muitos procuram. 

A “legítima defesa" de Israel, na resposta de Netanyahu, ultrapassou todos os limites da defesa, e cedo perdeu toda a legitimidade. A carnificina que há dois anos acontece em Gaza, e o genocídio palestiniano são crimes inqualificáveis.

Mais parecendo, hoje, que o massacre de 7 de Outubro foi apenas o pretexto para o genocídio com que Netanyahu pretende resolver um conflito histórico de quatro mil anos.

Ao menos entendam-se

Os dois primeiros F-35A israelenses fizeram escala em Lages, nos Açores ...

O ministro dos Negócios Estrangeiros considerou que as detenções (dos activistas da flotilha) feitas por Israel foram “ilegais”. “Israel não o poderia fazer”.  

O primeiro-ministro não condenou a acção das autoridades israelitas, criticou o activismo, e apenas quis garantir que estavam a ser feitos todos os esforços para trazer os portugueses em segurança. Que, em vez de detidos numa prisão de alta segurança, nas palavras de Montenegro estão apenas sob a responsabilidade das autoridades israelitas.

Nuno Melo, o ministro da Defesa, preferiu criticar abertamente os activistas, dizendo mesmo que Mariana Mortágua colaborava com “terroristas”.

 A utilização das Lages pelos seis F-35 americanos com destino a Israel, e os respectivos reabastecedores KC-135, em Março e Abril, quando o governo tinha anunciado a decisão de não permitir a utilização da base aérea para o abastecimentor militar a Israel, esteve escondida até ontem, quando o El País o denunciou, levando o Expresso a questionar o governo. 

Para o primeiro-ministro, não há qualquer problema. No lugar de uma questão de Estado vê um mero “erro processual”. O ministro dos negócios estrangeiros, Paulo Rangel, depois de ter negado a ocorrência, acabou por dizer que não foi informado do movimento das armas para Israel e que, por causa disso, vai abrir um processo para “apurar responsabilidades”. A que terá de imediato colocado ponto final, ao perceber que elas iam direitinhas ao ministro da defesa, concluindo prontamente por “falha de procedimentos”. Nuno Melo, esse, limitou-se "a mandar apontar a mira" para outro lado.

Estas duas estórias, ambas fresquinhas, têm demasiados pontos em comum. Um deles é que ninguém se entende. Sem que ninguém se incomode com isso!

 

A notícia da notícia

Mariana Mortágua entre os detidos por Israel durante flotilha ...

Se tivesse sido o José Rodrigues dos Santos a apresentar ontem o tele-jornal tê-lo-ia certamente aberto com ... "foram todos presos". Não podendo repetir o célebre "morreram todos", a que provavelmente acharia muito mais piada, não evitaria certamente o impactante "todos presos" para abrir a notícia da noite: a intercepção pela marinha israelita das embarcações da Flotilha, a 120 quilómetros de Gaza, e a detenção dos activistas envolvidos nesta missão de romper com o bloqueio israelita a Gaza; ou, noutra forma de dar a notícia, o ataque israelita à Global Sumud Flotilla, com sequestro dos tripulantes; ou, ainda, o ponto final que os militares israelitas colocaram na brincadeira, depois de esperarem, com a maior das paciências, que aqueles meninos mimados e provocadores tivessem o bom senso de virar para trás antes de entrarem nas suas águas territoriais.

Sim, porque é assim que as coisas hoje se passam. Nada é o que é, e tudo só é o que cada um faz do que é.

Nada é decisivo e absoluto. Nada é preto. Nem nada é branco. Tudo é costumizado, à medida. E às medidas de cada ponto de vista, atrás dos quais se cavam trincheiras onde vale tudo!

 

Mas olha que ...

Contraargumento - EcuRed

Há sempre duas partes em qualquer conflito ... de ideias. No outros há muitas vezes mais.

Há um lado, e o outro. Há sempre a contra-parte. Isso já é assim em tudo.

O debate sério não é parcial.  Mas também não é sério o debate que relativa o bem ou do mal pela evocação da outra parte. Há bem e mal absoluto. E pode havê-lo num ou noutro lado. O mals nunca é relativizável, é sempre absoluto. O mal de um lado, não deixa de ser mal por haver outro mal no outro.

Vem isto a propósito do drama humanitário que continua a acontecer em Gaza, aos olhos de toda a Humanidade, mas sempre com gente disponível para o ... "mas olha que" ...

Lêmo-los e ouvimo-los todos os dias. Neste fim-de-semana, num longo desfile  do "mas olha que", no Expresso, o Henrique Raposo escreve que "Quando ouvimos as declarações da Ucrânia e de Zelensky, há uma parte que é sempre cortada: os elogios a Israel, porque Telavive ajuda Kiev quando ataca a capacidade militar do Irão".

Não esperava que o "mas olha que" pudesse chegar a tanta hipocrisia. Menos ainda de gente tida por inteligente, democrata e moderada. Mas é a velha história do escorpião - está-lhe na massa do sangue!

O predador

Três palestinianos mortos perto de local de distribuição de alimentos em Gaza

O genocídio que Nethanyahu está a levar a cabo em Gaza está a assumir proporções inimagináveis. Nunca a perversidade criminosa chegara tão longe. 

Nethanyahu é um assassino facínora, que age agora contra seres humanos como um caçador predador, à margem de todas as regras da caça. Primeiro impediu durante meses a ajuda internacional. Depois criou - com Trump -  a "Fundação Humanitária de Gaza", e passou a controlar ele próprio todo o processo de ajuda humanitária para, finalmente, utilizar a ajuda alimentar como armadilha mortal. 

Como um caçador predador que deixa comida para atrair a caça, limitando-se a esperar por ela para a chacinar, assim faz Nethanyahu. Aconteceu exactamente assim, anteontem, no passado domingo, quando esperou que desgraçados famintos se aproximassem dos postos de abastecimento de alimentos para disparar sobre eles, a sangue frio. 

Com os olhos do mundo fechados, a não quererem ver. Com a Europa a fingir que não ouve, nem vê. E com Portugal servilmente a continuar a ignorar ...

Foi hoje criada uma petição para o governo português reconhecer o Estado Palestiniano. Subscrevê-la é uma pequena contribuição para que Portugal deixe de ignorar. Vamos a isso!

 

Agosto não é a gosto

I Guerra Mundial. Os Canhões de Agosto / Roosevelt Santa Maria Da Feira,  Travanca, Sanfins E Espargo • OLX Portugal

Enquanto destrói Gaza, de que já pouco resta, condenando os palestinianos que escapam à condição de cadáver ao regresso à idade da pedra, Israel vai abatendo em territórios estrangeiros tudo o que é líder dos movimentos terroristas, que criou e alimentou para acabar com todas as lideranças palestinianas moderadas, que em tempos lutaram pela criação do Estado Palestiniano, prometido e desenhado paralelamente com o de Israel.   

O resultado só pode ser mais uma escalada na guerra, com grande probabilidade de se transformar na sempre anunciada III, de proporções inimagináveis. A espectacularidade que Israel sempre consegue através dos seus serviços secretos e das suas forças armadas  - e como são exaltados os seus feitos pelos fazedores da opinião ocidental! - secundarizou a guerra na Ucrânia, com Putin a aproveitar para, longe da atenção mediática mundial, ir avançando na ocupação e destruição da pátria ucraniana.

Na Venezuela, Maduro reprime, mata e prende todos os que reclamam pela verdade dos resultados eleitorais, por pão, e por liberdade. 

É este o estado do mundo à entrada de Agosto. Como poderá ser querido?

Irrelevância(s)

Ursula von der Leyen e Josep Borrell reúnem-se amanhã com Zelensky

A União Europeia, o antigo "gigante económico e anão político", vem encolhendo a passos largos na última década. De "gigante económico", passou a um ser da estatura média. E, de anão político, passou a microscópico.  E a velha, poderosa e grande Europa passou a irrelevante no actual xadrez mundial, como se viu na Ucrânia, e se vê no Médio Oriente.

Tão irrelevante que não dá sequer para se lhe ver o ridículo do paradoxo que são as posições políticas das suas duas mais importantes lideranças - a Presidente da Comissão Europeia, Von der Leyen, e o Alto Representante para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, a que antes se chamava Sr PESC, Josep Borrel - relativamente ao que está a acontecer em Israel e na Palestina.

A Srª Van der Leyen apressou-se a correr para Israel, sem nada que se visse que não a subserviência em forma de espiral irrelevância. O Sr Josep Borrel lembra que a Europa defende há 30 anos a solução de dois Estados, e que o “conflito obriga-nos a comprometermo-nos politicamente com a solução, para a tornar real”. Que a UE  passou 30 anos “a dizer que esta é a solução, mas a fazer muito pouco ou nada” para a alcançar. E que os territórios ocupados por Israel “estão, de acordo com o direito internacional, tão ocupados como os territórios ucranianos invadidos pela Rússia”. Que o território ocupado por Israel “se multiplicou por quatro” enquanto o palestiniano “tem vindo a encolher e a dividir-se em áreas desconexas”.

A irrelevância é tanta que ainda ninguém se irritou com o irrelevante responsável pela política externa europeia. Depois de, por muito menos, Cosgrave ter sido atirado pela janela e afundado a Web Summit. E de Guterres ter sido enterrado vivo nos destroços da ONU.   

 

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