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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Reforma da Justiça:" Done"

Por Eduardo Louro

 

Na última e recente visita da troika, na décima primeira avaliação ao programa de resgate, fomos surpreendidos com a notícia que, das chamadas reformas estruturais, das grandes reformas do programa, a da Justiça tinha sido precisamente a primeira a ficar concluída. E a única,até agora...

Se ainda houvesse alguém em Portugal a acreditar no que estes senhores da União Europeia e do FMI aqui andam a fazer há três anos, depois de ouvir isto não restaria certamente ninguém para lhes dar crédito. Mas, se por algum mistério insondável gente houvesse que, por tanta distracção ou por tanta crença, achasse mesmo que as reformas de que o país precisa e as que a troika impõe são a mesma coisa, e que a da Justiça até já estava feita, logo há um Jardim Gonçalves pronto a esclarecer tudo.

Um verdadeiro desmancha-prazeres apostado em provar que isso da igualdade perante a lei não é nada que tenha a ver com a Justiça em Portugal. Que aquela venda que a Justiça tem nos olhos está mal posta, e que não há reforma que a coloque a fazer a sua função…

O Tribunal de Pequena Instância Criminal de Lisboa, quando, por prescrição dos factos, declarou sem efeito todas as nove contraordenações que haviam sido imputadas pelo Banco de Portugal a Jardim Gonçalves, deixou claro para toda agente que o sistema -  uma justiça para ricos, branda e lenta à procura das prescrições, e de outra para pobres, tão implacável quanto inacessível - continua intocável. Que reformar a Justiça não é mais que fechar tribunais mo interior do país, para que em Lisboa processos como este entrem  numa corrida louca de oito ou nove anos até à prescrição. Para que pessoas como Jardim Gonçalves nem paguem uns milhões de euros em coimas, mesmo que não passe de uns trocos, nem fiquem inibidos do exercer actividade na Banca. Onde tanta falta fazem!

 

SURPREENDENTEMENTE INDIGNADO

Por Eduardo Louro

 

As grandes manifestações do passado sábado, que acrescentarão o 2 de Março às datas que fazem a História deste nosso país, juntaram portugueses de todas as classes, de todos os quadrantes e de todas as idades. Mas têm sido particularmente referenciados os reformados e pensionistas.

A referência a tão grande participação de reformados não surpreende. Se é certo que os idosos e pensionistas constituíam uma das bases de apoio do poder em Portugal, mesmo uma das bases de sustentação do bloco central, não o é menos que, abrangendo hoje uma significativa fatia da sociedade, é também um dos grupos sociais mais atingidos pela austeridade que tomou conta do país.

É verdade que, numa população tão fortemente penalizada pelo desemprego, pela precariedade e pelos salários baixos, não faz muito sentido procurar os mais sacrificados. Mas, à luz de direitos perdidos, de quem tem agora muito menos do que já teve, os reformados têm razões suficientes para engrossar o número de descontentes. Fizeram-no sentir nas manifestações de sábado e fazem-no sentir em associações que temos vindo a conhecer.

Já ouvíramos falar da APRE (Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados), que de resto se fez representar nestas manifestações. Agora ouvimos falar do MRI – Movimento dos Reformados Indignados!

Que todos estão indignados já sabemos. Que quase todos têm razão para isso, também. O que surpreende é que à cabeça deste novo movimento surja um banqueiro, agora inibido, que acabou de ser condenado a pagar multas de 800 mil euros por violações graves no exercício da sua actividade na administração do BCP, a que presidiu em substituição de pensionista mais indecoroso do país – Jardim Gonçalves, seu compagnon de route na construção do maior caso de sucesso da banca portuguesa. O que surpreende é que Filipe Pinhal, com uma pensão (vá lá, está bem aquém de metade da de Jardim Gonçalves) de 70 mil euros mensais, se sinta indignado.

O que surpreende e nos deixa indignados é que se meta tudo no mesmo saco!

UM ESCÂNDALO QUE É MAIS QUE UM ESCÂNDALO

Por Eduardo Louro

 


Não sei se esta notícia que faz a manchete do Correio da Manhã é verdadeira. Se não o for, o jornal está a prestar um mau serviço ao país: nesta altura, notícias destas são explosivas. Se forem falsas são autenticamente terroristas.

São conhecidas muitas outras notícias destas, de verdeira excentricidade. É bem provável que também esta seja verdadeira e sendo-o, é mais que apenas mais um escândalo!

É a prova provada de que o país foi saqueado e continua a saque. E de que não há quem ponha mão nisto…

É bom saber que há por aí gente cheia de acções do BCP, que comprou – porque o Sr Jardim pôs os gestores de conta a impingi-las a pobres coitados - por 7 ou 8 euros que valem agora 10 ou 11 cêntimos. E que o BCP sobrevive hoje pela mão do Estado. E que, nessa medida, o governo impôs a redução dos vencimentos dos administradores para metade. E que isso direitos adquiridos já não passa de pieguice…

Quem está à espera de quê?

 

 

PS: Este post continha um link que com vírus que impossibilitou o aceso ao blogue durante dois dias, até ser retirado. Era um link para a fotografia de capa do Correio da Manhã com a manchete da reforma de 167 mil euros por mês de Jardim Gonçalves. Republica-se agora com nova fotografia.

 

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