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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Por que é que estão aqui?*

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Cada vez se percebe melhor que o referendo britânico à sua permanência na União Europeia nunca foi mais que um instrumento de luta política palaciana.

Começou com Cameron, que sempre que estava mais atrapalhado se lembrava dele. Até, se calhar enganado pelas sondagens, fazer dele promessa eleitoral.

Não se sabe que efeito terá tido na esmagadora vitória de Cameron nas eleições de há pouco mais de um ano. Mas, a avaliar pelos resultados do referendo, não custa muito a admitir que não terá sido pouco.

Recolhida a vantagem que pretendia, alcançada a expressiva vitória eleitoral que lhe permitia manter o poder no reino e abafar os opositores internos, Cameron escondeu a mão com que efectuara o arremesso, e passou a porta-estandarte do fica. Do bremain.

No fim, não ganhou nada com isso. Tornou-se mesmo no maior perdedor do referendo, acabando a perder tudo: o partido e o país. A pedra caiu-lhe em cima, e aleijou bem.

Não foi no entanto o único a instrumentalizar o referendo. A maioria dos que deram a cara em favor do abandono, fê-lo também a contar com os dividendos que dai retiraria para o futuro. Provavelmente não o teriam feito se estivessem verdadeiramente convencidos que o resultado seria o que foi.

Hoje, uma semana depois, isso está mais ou menos dissipado. Foi no entanto demasiado evidente nos momentos que se seguiram ao encerramento das urnas, e mesmo depois de divulgados os surpreendentes resultados. Ao ponto de, praticamente de imediato, se começar a falar de um segundo referendo que corrigisse os então inesperados resultados deste.

Irónico, quando no que toca a consultas populares, a história da União Europeia é a de fazer tantas quantas as necessárias para atingir os resultados desejados.

Não menos irónica, e mais irresponsável ainda, é a reacção institucional da União Europeia. A começar na reunião imediata dos seis países fundadores, em Berlim, como se fossem os guardiães do templo. Como se, seis décadas depois, gozassem de prorrogativas especiais… Como que a puxar dos galões, sem repararem que estão ferrugentos, que já não há brilho que de lá saia…

Depois, a lamentável prestação do presidente da comissão europeia no Parlamento Europeu, quando disse aos euro deputados britânicos que era a última vez que aplaudiam, antes de lhes perguntar: “por que é que estão aqui?

Àquela hora da manhã não era plausível que o Sr Juncker estivesse já com os copos… As ususal

E, por fim, a renovação das ameaças de sanções a Portugal e à Espanha. Por fim, não. Porque ainda sobrou tempo ao Sr Schaubler para ter o descaramento de, para voltar a ameaçar Portugal, lançar pela boca fora que está à ser preparado um novo programa de resgate ao país.

Se é desta maneira que o radicalismo cego que se apoderou dos destinos da União Europeia reage à saída de um dos seus maiores membros, a sua segunda maior economia e a quinta maior do mundo, não é preciso muito tempo para que sejam muitos mais os europeus, e não o Sr Juncker, a perguntar-se por que é que estão aqui…  

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

Irresponsabilidades

Por Eduardo Louro

 

 

Juncker diz - entre muitas outras coisas relevantes, como a necessidade de definir reformas estruturais - que a troika é ilegítima, que o que fez foi atentar contra a dignidade dos países intervencionados, e em especial da Grécia e de Portugal. O governo português (com medo de uma simples dedução: troika = governo, se troika ilegítima, então governo ilegítimo) diz que não, que isso é uma palermice, que em linguagem diplomática se diz infeliz.

O novo governo grego dá mais um passo, e apresenta mais uma proposta que evite o bloqueamento final do beco sem saída em que está metido. Satisfaz todas as exigências, mas para um prolongamento por seis meses do acordo de financiamento, que não do programa dito de ajustamento. A Comissão Europeia manifesta-lhe receptividade, mas o governo alemão diz logo que não. Que não é viável. Que aquilo ainda não é capitulação total que, com os governos de Portugal e de Espanha, pretende…

Ainda há poucas semanas o governo português era acusado de, com a saída da troika, ter perdido o ímpeto reformista, e a economia portuguesa objecto de outlook negativo, o que irritava de sobremaneira Passos Coelho e os seus ministros… Nem se falava em trocar qualquer financiamento obtido ao abrigo do programa da troika – esses grandes amigos que nos cobram juros no dobro do que já está disponível no mercado, durante o tempo que quiserem – por outro mais barato…

Na sexta-feira passada, ao mesmo tempo que encostavam os gregos á parede, autorizavam Portugal a antecipar o pagamento de metade do empréstimo ao FMI. Que propagandeavam como evidência do êxito dos seus postulados, e como prova de sucesso do bom aluno… Ontem, com o governo grego a anunciar mais um passo atrás na direcção da parede, Schaubler aproveita para exibir Maria Luís Albuquerque numa conferência… Como uma atracção de circo!

É assim que as coisas se estão a passar nesta Europa...  Como se, em vez de um projecto de vida colectivo para centenas de milhões de pessoas, se tratasse de um enredo de telenovela barata … Com total irresponsabilidade!

É uma questão de dignidade, sim senhor...

Por Eduardo Louro

 Resultado de imagem para governo e dignidade de portugal

 

O governo português está chocado com as declarações de Juncker, que classifica de infelizes. “Nunca a dignidade de Portugal e dos portugueses foi beliscada quer pela troika quer por qualquer das suas instituições” – garantiu Marques Guedes, o porta-voz do governo português que quis ir para além da troika. Fica assim claro que, mais que a troika, é o governo de Passos Coelho que todos os dias ataca a dignidade de Portugal e dos portugueses. Empobrecendo-nos, primeiro, e humilhando-nos, depois!

 

São uns brincalhões...

Por Eduardo Louro

 

Vamos lá a ver se percebemos alguma coisa disto. Então o presidente da Comissão Europeia está agora a dizer, em pleno climax da crise grega, que pecaram contra a dignidade da Grécia, de Portugal e da Irlanda... Que a troika tem de acabar, porque não tem legitimidade democrática... 

"Eu era presidente do Eurogrupo, e pareço estúpido em dizer isto, mas há que retirar as lições da história e não repetir os mesmos erros", diz o tipo que tem nome de esquentador. 

Brincalhões... É o que são!

 

 

Charlatães

Por Eduardo Louro

 

Marcelo Rebelo de Sousa – (por)que quer ser presidente – para se esconder desta que sabe ser uma governação maldita, e destes candidatos da coligação vazios, demagogos e trapalhões, aponta a escolha de Juncker para primeiro-ministro da União Europeia como razão para votar na lista PSD/CDS.

Afinal o mais bem informado do país e arredores, o homem que sabe tudo e de tudo, não sabe que Merkel disse que já escolheu… Que estas eleições não contam para nada disso, e que nós também já sabemos...

Coitado, até dá pena... Se é que os charlatães são dignos disso!

Ignorância à solta na campanha

Por Eduardo Louro

 

 

O mote do despesismo socialista que, em modo de pouca imaginação e de muita demagogia e parcialidade, Paulo Rangel elegeu para motor da campanha eleitoral da coligação que suporta o governo, revelou-se fatal para o seu homem que a direita europeia apoia para substituir Durão Barroso – Jean-Claude Juncker.

 “Eles lembram-me um dos vossos compatriotas mais prestigiados: Cristóvão Colombo. Quando partia nunca sabia para onde ia, quando chegava nunca sabia onde estava, e era o contribuinte que pagava a viagem. É desta forma que procedem os socialistas dos nossos dias”, disse Juncker.

 Na ânsia de dar gás ao motor de Rangel, e de o articular com os (de)feitos históricos portugueses, o conservador e ex-primeiro ministro luxemburguês revelou, para além de enorme deselegância e ainda maior ignorância, muito pouco respeito pela História dos povos que deram novos mundos ao mundo!

Que não saiba que Colombo é genovês e não português, que foi a Espanha, e não a Portugal, que prestou os seus serviços, e ignorar que as viagens de Colombo foram o investimento mais rentável da História dos país europeus, é muita ignorância. Mas pegar num dos maiores feitos da Humanidade protagonizado pelos dois povos ibéricos, que hoje tanto desprezam, para alinhar na chicane política é uma deselegância inqualificável!

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