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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

JOGOS OLÍMPICOS LONDRES 2012 (VIII)

Por Eduardo Louro

                                                                      

 

 


                                              GOODBYE

 

 

                                                                                       

OLÁ

JOGOS OLÍMPICOS LONDRES 2012 (VII)

Por Eduardo Louro

                                                                      

Os Jogos Olímpicos estão a chegar ao fim, e podem dividir-se em duas fases: a primeira, de Phelps e a segunda, de Bolt.

Ao vencer ontem a prova de 200 metros Usain Bolt tornou-se no primeiro a ganhar os 100 e os 200 metros em duas Olimpíadas consecutivas e, com cinco medalhas de ouro em Jogos Olímpicos, sentou-se ao lado de Michael Phelps no lugar mais alto do Olimpo!

E a Jamaica é definitivamente o local da Terra onde se corre mais rápido. Domínio total nas provas de velocidade e com dinastia assegurada. Se Bolt é o rei, Blake é o príncipe!

Usain Bolt deixou no ar a ideia de que poderá abandonar: antes que Blake o apanhe, disse!

 

JOGOS OLÍMPICOS LONDRES 2012 (VII)

Por Eduardo Louro

                                                                      

Emanuel Silva e Fernando Pimenta de prataChegou finalmente uma medalha!

A primeira para Portugal nestes Jogos Olímpicos e também a primeira para a canoagem nacional: em k2, nos mil metros. Foi de prata, mas bem podia ter sido de ouro. Não o foi por uma unha negra: por 53 centésimos de segundo, a dupla Emanuel Silva e Fernando Pimenta não chegaram ao ouro, numa prova em que, estando sempre entre os primeiros, conseguiram uma ponta final sensacional.

Até foram duas, mas apenas conta uma! 

JOGOS OLÍMPICOS LONDRES 2012 (VI)

Por Eduardo Louro

                                                                      

O atletismo, que chegou há poucos dias aos Jogos para passar a dominar as atenções, é a modalidade de maior expressão olímpica. Como os extremos se tocam, são as provas da máxima e de mínima distância em corrida que disputam os pontos mais altos do calendário olímpico: a maratona, com os seus terríveis 42.195 metros, e a corrida dos 100 metros, a prova máxima da velocidade.

Apareceram ambas neste domingo, a maratona feminina – a masculina fica sempre guardada para o encerramento dos Jogos – e os 100 metros masculinos.

A maratona foi em boa parte do percurso disputada à chuva. Logo que passou, as atletas africanas passaram ao ataque, e dominaram a corrida apesar da excelente resposta da russa Tatyana Petrova Arkhipova, que se soube intrometer e conquistar a medalha de bronze, atrás da queniana Priscah Jeptoo, que ficou com a de prata. A etíope Tiki Gelana conquistou o ouro, batendo o recorde olímpico, na posse da japonesa Naoko Takasashi desde Sydney 2000.

A participação portuguesa atingiu a melhor prestação neste Jogos, com a Jessica Augusto a obter um diploma olímpico, com o seu excelente sétimo lugar, e ainda com as duas restantes participantes em posições que não envergonham: Marisa Barros, em 13º e Ana Dulce Félix, que poderia ter feito melhor, no 21º lugar.

Os 100 metros, a prova rainha do Jogos, devolveu-nos o espectáculo Usain Bolt (na foto). Limitou-se a passear classe na fase de apuramento, deixando logo claro ao que vinha. Na final, praticamente reservada a americanos e jamaicanos, com três representantes de cada uma destas nacionalidades, bateu o seu jovem colega – e sucessor, sem qualquer dúvida – Yohan Blake, medalha de prata, e o americano Justin Gatlin - que ficou com o bronze – mas bateu também o recorde olímpico, com 9,63 segundos.

Se a semana passada foi de Michael Phelps, esta é de Usain Bolt. Não estabeleceu só o novo recorde olímpico, tornou-se ainda no primeiro atleta a ganhar (na pista, pois Carl Lewis ganhou em Los Angeles 84 mas, em Seul 88, ganhou por desclassificação por doping de Ben Johnson) os 100 metros em duas Olimpíadas consecutivas. E tem ainda os 200 metros para voltar a fazer história…Na História está já como o maior velocista de todos os tempos. Não figurará como o maior atleta de sempre porque Carl Lewis – 10 medalhas olímpicas, 9 de ouro - juntou ao ouro dos 100 metros o ouro do salto em comprimento, onde foi imbatível durante mais de uma dezena de anos!

Voltando à representação portuguesa, merece destaque a equipa de ténis de mesa, constituída por Tiago Apolónia, Marcos Freitas e João Pedro Monteiro, que esteve à beira do apuramento para as meias-finais, acabando eliminada pela equipa da Coreia do Sul, na negra. Numa modalidade dominada pelos asiáticos, ao cair nos quartos de final, Portugal, que ocupa o oitavo lugar no ranking mundial, acaba por se ficar pelos seus limites. Quando a regra na delegação portuguesa tem sido ficar aquém desses limites!

PROBLEMAS DE QUALIFICAÇÃO

Por Eduardo Louro

                                                                      

O país tinha sérios problemas de qualificação. Era o que há muito se dizia!

Agora parece que tem mas é problemas de sobre-qualificação. E não é pelo simples factode que aqui já se falou – de andar por aí muita gente a omitir qualificações superiores para encontrar um emprego. Muito menos pelas Novas Oportunidades. E nem voltar a pensar em Miguel Relvas…

Não. O país dá-se mesmo mal com a preparação das pessoas. A geração mais bem preparada de sempre tem que emigrar, aceitar empregos precários pagos pelo salário mínimo ou esperar por uma inscrição no desemprego. A delegação portuguesa aos Jogos Olímpicos, como se sabe desfalcada dos atletas ainda em competição que conheceram o sucesso olímpico – Nelson Évora, Naíde Gomes, Obikwelu... -, foi apresentada pelo Presidente do Comité Olímpico Português (COP), o eterno Vicente Moura – 18 anos no cargo, os últimos quinze consecutivos -, como a mais bem preparada de sempre. E os resultados estão à vista!

Quando as delegações eram menos qualificadas acabava sempre por surgir uma ou outra medalha. Aqui ou ali uma de ouro, a que se juntava sempre mais uma ou duas, de prata ou de bronze. Especialmente no atletismo, mas também na vela, no judo, no tiro…

Mesmo fora das medalhas obtinham-se bons resultados, e normalmente muitos recordes nacionais. Ora, com a delegação mais bem preparada de sempre, nada disso. Vem toda a gente para casa à primeira, e com resultados muitas vezes bem abaixo das respectivas marcas de referência. Acesso às finais só nas provas cuja entrada é directa, sem qualquer disputa de apuramento!

Ainda se esperou pelo Atletismo. Bastou o primeiro dia para ver que também daí não viria nada de novo. Uma presença na final dos 10 mil metros femininos, porque é prova de entrada directa na final: Jessica Augusto, que se ficou-se pelo décimo quarto lugar!

Não sobram dúvidas, o país tem que rever o tema da qualificação. E o presidente do COP, que se demitira em Pequim para logo voltar atrás,  devia ir agora descansar, e aproveitar o tempo para rever também a matéria.

 

JOGOS OLÍMPICOS LONDRES 2012 (V)

Por Eduardo Louro

                                                                      

Com a prova do contra relógio o ciclismo de estrada despediu-se hoje dos Jogos Olímpicos. Com a conquista da medalha de ouro, Bradley Wiggins, depois de vencer o Tour, mostrou nos Jogos que é actualmente o melhor ciclista do mundo. Bateu o alemão Tony Martin, que abandonara a Volta a França para se preparar para esta prova, cujo título lhe pertencia desde Pequim, e que ficou com a prata. Cris Froome confirmou o excelente desempenho no Tour, conquistando a medalha de bronze, a apenas 26 segundos do alemão e a pouco mais de um minuto do seu companheiro de equipa e de selecção.

É a sétima medalha olímpica de Wiggins (quatro de ouro, uma de prata e duas de bronze, distribuídas por quatro olimpíadas – Sydney, Atenas, Pequim e Londres – e é já o atleta britânico com mais medalhas olímpicas) e é tanto mais notável quanto se segue à vitória no Tour, destrona o campeão em título que se preparara especialmente para esta prova, desistindo no Tour como se referiu e, the last not the least, quando foi dele todo o esforço no controlo da corrida no passado sábado que atribuiu a medalha de ouro a Vinokourov, o veterano ciclista do Cazaquistão a terminar a carreira. O ouro estava então reservado para o britânico Mark Cavendish, o melhor sprinter dos últimos anos, e a equipa britânica apostou em controlar a corrida (de 250 quilómetros) sozinha. Em vão, e pondo em risco a condição física de Wiggins para a prova de hoje.

O único representante português – Nelson Oliveira – ficou-se pelo 16ª lugar. Na prova em linha de estrada do último sábado, com três portugueses, o melhor foi, como no Tour, Rui Costa, no décimo segundo lugar. Que integrou o grupo em fuga donde sairiam Vinoukourov e o colombiano Rigoberto Uran – este com a medalha de prata – e donde o norueguês Alexander Kristoff sprintaria para o bronze!

Dois grandes campeões olímpicos: Vinoukurov – que já fora medalha de prata em Sydney – com sabor a prémio de carreira, e Wiggins, o melhor ciclista da actualidade e um dos melhores de sempre no contra-relógio.

JOGOS OLÍMPICOS LONDRES 2012 (IV)

Por Eduardo Louro

                                                                      

Michael Phelps tornou-se hoje no atleta mais medalhado de sempre em Jogos Olímpicos. Estava a uma medalha de Larissa Latynina, a ginasta soviética que na década de sessenta do século passado conquistara 17 medalhas olímpicas e hoje, com a medalha de prata nos 200 metros mariposa – numa prova fantástica, que dominou desde o início, mas em que foi batido por cinco centésimos de segundo pelo sul-africano Chad le Clos, na última braçada – e com a de ouro da equipa americana na estafeta de 4x200 metros livres, que ele fechou, estabeleceu um novo recorde e entrou definitivamente para o lugar mais alto do Olimpo das olimpíadas.

Já era o maior nadador de todos os tempos, agora é também o atleta com mais títulos olímpicos de todos os tempos. Curiosamente nuns Jogos em que a sua estrela parece começar a empalidecer, com resultados bem longe das oito medalhas de Atenas (2004) e Pequim (2008). Ou nos jogos em que simplesmente confirma a sua natureza humana!

Começou mal, ficando fora das medalhas logo no primeiro dia, quarto classificado nos 400 metros estilos, prova surpreendentemente ganha pelo seu colega e compatriota Lochte. Que viria depois a estar menos bem na estafeta dos 4x400 metros livres, onde deitou a perder o excelente desempenho de Phelps, deixando escapar o ouro para a equipa francesa. Seria assim de prata a sua primeira medalha nestes Jogos, e a décima sétima com que igualava o extraordinário feito de Larissa Latynina!

Fora destas coisas das medalhas anda a delegação portuguesa. E tudo indica que assim ficará. Em compensação temos uma representante que parece ter decidido não competir, como já tinha decidido marcar a diferença para a comunidade olímpica nacional, instalando-se num hotel em vez da aldeia olímpica. A velejadora Carolina Borges, uma luso-brasileira que reside nos Estados Unidos, limitou-se a enviar um mail, na véspera de entrada em prova, a comunicar a ausência. Em 2004, em Atenas, representara o Brasil!

Talvez não fosse má ideia dedicar mais algum cuidado à selecção dos atletas que vão representar o país. Pode não se exigir medalhas, mas tem que se exigir decência e respeito!

 

 

JOGOS OLÍMPICOS LONDRES 2012 (III)

Por Eduardo Louro

                                                                      

Esfumou-se num ápice a melhor possibilidade de uma medalha para os atletas portugueses. Com uma delegação desfalcada de medalháveis – uma onda de lesões dizimou a limitada frota portuguesa com possibilidade de alimentar esse sonho – os olhos voltavam-se para Telma Monteiro, a porta-estandarte da delegação portuguesa na cerimónia inaugural e a judoca portuguesa mais titulada em campeonatos da Europa e do Mundo, actual campeã europeia.

Foi afastada logo no primeiro combate, confirmando uma espécie de maldição olímpica. Desolada, foi lavada em lágrimas escondidas que pediu o apoio dos portugueses e que prometeu fazer o luto para rapidamente voltar às vitórias.

Por mim, todo o apoio. O desporto é assim, e os Jogos Olímpicos são também isto: lágrimas e desilusões que não abatem os campeões!

JOGOS OLÍMPICOS LONDRES 2012 (II)

Por Eduardo Louro

                                                                      

Ainda na fase inicial dos jogos é o futebol – cuja competição até começou mais cedo – a concentrar as primeiras atenções. Uma modalidade em que as surpresas por vezes acontecem, mas que nos Jogos Olímpicos acontecem mais vezes.

Enquanto Neymar confirma os seus créditos de menino-prodígio da bola e Hulk parece não ter nada para confirmar, a selecção espanhola, que dividia todo o favoritismo com a brasileira, acaba de ser eliminada dos jogos, logo ao segundo jogo. Depois de ter perdido com o Japão na ronda inaugural (0-1), a Espanha repetiu o resultado e a derrota com as Honduras. Num grupo que conta ainda com Marrocos, era inimaginável que a selecção espanhola – que integra três dos recentes campeões europeus – ficasse de fora do apuramento.

No jogo com as Honduras, que ditou a eliminação, a Espanha foi infeliz, é certo. Teve três bolas nos ferros (só a sua conta Rodrigo acertou duas vezes na barra), mais uns muitos remates a centímetros do poste e outros a bater em tudo o que eram pernas plantadas na área hondurenha. E encontrou pela frente um guarda-redes (Mendoza, de seu nome) que defendeu tudo o que lhe sobrou para defender, com elasticidade e reflexos fora do comum. E ainda uma arbitragem bem mazinha – má é má, não é a mesma coisa que tendenciosa – que lhe escamoteou um penalti - sobre o Rodrigo, o jogador do Benfica.

É futebol, como se diz em futeblês. Mas a verdade é que a Espanha deu a primeira parte de avanço. A selecção da América Central agradeceu, marcou logo aos 7 minutos o golo que lhe garantiu a vitória. Que ao intervalo justificava mas, no final, de forma alguma…

 

JOGOS OLÍMPICOS: LONDRES 2012 (I)

Por Eduardo Louro

                                                                      

Abrem hoje oficialmente os Jogos Olímpicos: a XXX Olimpíada da era moderna!

Ainda um espaço de convívio de povos, de paz, beleza e harmonia, se bem que um espaço de competição acima de tudo – e onde por vezes vale tudo -, de marketing comercial e político, e de poder. Particularmente do maior dos poderes dos tempos que correm: o financeiro. Um grande negócio para muita gente, mas nem sempre – quase nunca – um bom negócio para os organizadores. A factura, pesada e negra, acaba sempre por chegar. E no entanto é sempre rija e dura, e nem sempre clara e transparente, a disputa pela sua organização.

Nada que ofusque o lado romântico dos jogos, nascido na Grécia Antiga e refundado em 1894 por Pierre de Coubertain, dois anos antes de pôr de pé os primeiros jogos da era moderna. Em Atenas, naturalmente!

Citius, altius e fortius, cada vez mais altius e fortius, custe o que custar!

Vamos segui-los  por aqui, visitando-os amiúde ao longo destas três semanas.

 

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