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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Balanço fechado. Ou por abrir?

Ciclistas Iúri Leitão e Rui Oliveira conquistam medalha de ouro em Madison Foto: José Sena Goulão/Lusa

Os Jogos Olímpicos só acabam amanhã, mas o balanço da participação portuguesa já ficou hoje fechado. E com chave de ouro!

Depois do bronze de Patrícia Sampaio, no judo, logo no início dos Jogos, da prata de Iuri Leitão (com lição de desportivismo) no ciclismo de pista (no Omnium), anteontem, e da prata de Pedro Pichardo, ontem, a 2 centímetros do ouro, hoje o hino nacional ouviu-se finalmente em Paris

Esperava-se - com tudo o que de contingencial marca as competições olímpicas - que o ouro pudesse ter chegado ontem, com Pedro Pichardo a entrar na curtíssima lista dos atletas com duas medalhas de ouro em dois Jogos consecutivos. Ou hoje, com o super campeão Fernando Pimenta que, apesar de tudo ter feito para a conseguir, não conseguiu evitar um dia infeliz, e acabou em sexto.

Não se esperava - até porque se antes da quinta-feira passada ninguém sabia o que era o Omnium, e poucos saberiam quem era Iuri Leitão, hoje ninguém sabia o que é a Madison - que fossem Iuri Leitão e Rui Oliveira, e o ciclismo de pista, a conquistarem a primeira medalha de ouro para Portugal. Destes Jogos Olímpicos, mas também de uma modalidade que não o atletismo.

Com quatro medalhas Portugal igualou o melhor resultado da História, obtido nas últimas olimpíadas - Tóquio 2020 - disputadas em 2021 (Ouro para Pedro Pichardo, no triplo salto, como na prata de Patrícia Mamona, e bronze de Jorge Fonseca, no judo, e Fernando Pimenta,  na canoagem. Melhorou-o ligeiramente, trocando bronze por prata. Mas continua muito longe do desempenho médio dos seus pares europeus, e na cauda da União Europeia. 

Apenas o Luxemburgo, Chipre, Malta e os países bálticos não fazem melhor que Portugal. As culpas são múltiplas, e históricas. A mais fácil, e que não choca ninguém, é a do futebol. Este é um país que só liga ao futebol!

O balanço das medalhas está fechado. O desta realidade está por fechar. Ou até por abrir.

 

Jogos Olímpicos Paris 2024

Ontem foi o último dia das competições de ginástica nos Jogos Olímpicos. O dia do adeus de Simone Biles, talvez o dia por que esperava. Se é verdade que surgiu em Paris na sua plenitude, também não deixa de o ser que pareceu aliviada por ter acabado. A fazer parecer que, afinal, Tóquio não ficou assim tão definitivamente enterrado como parecia. Os 'twisties' poderão ter ficado em Tóquio, mas a saturação competitiva, o desgaste da tensão e da pressão, talvez não.

Falhou a medalha na trave, e perdeu no solo o ouro para a também fantástica brasileira Rebeca Andrade (a menina que veio da favela), mas saiu de Paris à altura da sua condição de estrela principal dos Jogos, com quatro medalhas.

O atletismo continua - e vai continuar até ao último dia, a maratona fica sempre para o fim - mas ontem foi também o último dia da competição no salto à vara, o da consagração do sueco (nasceu americano, mas optou pela nacionalidade da mãe) Armand Duplantis como uma lenda das olimpíadas. Aos 24 anos!

Deixou que os adversários competissem entre si, até o norte-americano Sam Kendricks, campeão mundial de 2017 e 2019, superar a fasquia a 5,95 para ficar com a medalha de prata, e deixar o bronze para o grego Emmanouil Karalis, com 5,90. Já sozinho "limpou" a fasquia a 6,00, em ritmo de passeio. Depois quis bater o o recorde olímpico de 6,03 metros, estabelecido por Thiago Braz nos Jogos do Rio 2016, e elevou a fasquia para os 6,10. 

Garantido o título e o recorde olímpico, 80 mil pessoas nas bancadas do Stade de France pediam o recorde mundial. Que o próprio Duplantis já estabelecera por oito vezes, até o deixar em em 6,24 metros, em Abril, em Xiamen, na China.

Falhou as duas primeiras tentativas aos 6,25. Esperou, e fez esperar pela última. Talvez um quarto de hora. Ninguém arredou pé. Elevou-se na vara, saltou e caiu do outro lado, deixando a fasquia imóvel lá no alto dos 6 metros e 25. E as bancadas em êxtase.

Com dois ciclos olímpicos pela frente, ainda é difícil de perceber os limites deste rapaz. A quem já chamam o atleta do século. 

 

 

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