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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

"Vira o disco e toca o mesmo"

Taça: Paredes-Benfica, 0-1 (crónica) | TVI24

 

O lado B igual ao lado A. Ou, como se dizia antigamente, "vira o disco e toca o mesmo".

Foi isto o Benfica de hoje, em Paredes, no jogo que lhe valeu o apuramento nesta quarta eliminatória da Taça 2020/21, a primeira com as equipas do escalão principal do nosso futebol, com um pobre resultado - um escassíssimo 1-0 - e uma não menos pobre exibição deste lado B da equipa. Como as últimas, do lado A.

Na realidade a música é a mesma. E bem fraquinha. Por esta altura é o que Jorge Jesus tem para oferecer.

Perante uma equipa do terceiro escalão do futebol nacional, que só defendeu, o lado B do Benfica apenas conseguiu marcar um golo, e de bola parada. Quem não viu o jogo poderá pensar que às vezes há jogos assim, em que a equipa ataca durante 90 minutos e o golo não aparece. E que às vezes até se perdem jogos assim. Mas não foi nada disso. Não teve nada a ver, por exemplo, com aquele jogo com o Moreirense, há dois ou três meses, que o Benfica ganhou apenas por dois a zero, quando poderia ter ganho por nove ou dez.

Não. O Benfica não só não criou mais oportunidades de golo, como não conseguiu muitas mais finalizações dignas desse nome.

O treinador do Benfica pareceu satisfeito no final do jogo. Tinha razões para isso. O seu objectivo, como ficou claro, era validar as suas opções. Era carimbar o seu desprezo pela formação do Seixal.
 
Foi para isso que disse que só se podem lançar jovens de 19 ou 20 anos quando têm qualidade, sentenciando já aqui o destino de todos aqueles jogadores. Foi por isso que bateu expressamente no Gonçalo Ramos!
 
Com Jorge Jesus é assim: vira o disco e toca o mesmo!

 

O balão a encher

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Jorge Jesus continua em alta, e sabe-se no que normalmente isso dá.  O ego enche, enche, e... 

Em dezasseis finais disputadas ganhou dezassete e perdeu dez. Não faz a coisa por menos.

Em Portugal também ganhou títulos, mas nunca foi condecorado pelo Estado português. Não compreende por que foi preciso ir para o Brasil para ser condecorado, mas aí parece que nem está sozinho. Está até muito bem acompanhado. Para o efeito, melhor era mesmo impossível.

Evidentemente que a conquista da Libertadores pelo Flamengo é um feito relevante para o nosso país. Só por má formação se não percebe isso!

Jesus Deus

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Foi épica a vitória do Flamengo na Libertadores!

A dois minutos dos 90 tudo parecia perdido, com a equipa de Jorge Jesus a revelar uma completa incapacidade de desfeitear um adversário incómodo, que não deixava jogar e inultrapassável quando o permitia.

O River, que fizera o primeiro golo da final a meio da primeira parte, numa gritante falha defensiva da equipa do Flamengo, mostrou-se sempre capaz de anular o futebol dos brasileiros, com uma atitude sempre muito pressionante e vigorosa, recorrendo a todos os métodos para meter areia na engrenagem da máquina de futebol de JJ, que em muitos períodos do jogo pareceu ter gripado. Para, depois, lançar contra-ataques sempre perigosos.

A dois minutos do fim a imagem do jogo era a de um Flamengo impotente perante um adversário mais (ma)duro, que já só esperava pelo apito final para fazer a festa do terceiro título continental consecutivo. Aí, na primeira vez que o ataque brasileiro conseguiu iludir a defesa argentina, Gabriel Barbosa, finalmente a fazer jus à alcunha, fez o empate abrindo a porta do prolongamento como redenção inevitável.

Só que haveria de chegar também a redenção do minuto 90+2, tantas vezes fatal para as equipas de Jorge Jesus. E o que três minutos antes parecia impossível tornou-se na consagração máxima do treinador português, a passar de Jesus a Deus. Que, sem dúvida, é brasileiro!

As virtudes do treinador português são conhecidas. Os defeitos também. Nestas alturas, naturalmente, lembram-se as primeiras e esquecem-se os segundos. Quem acompanha a carreira de Jorge Jesus sabe que no seu trabalho as virtudes vêm sempre primeiro. Os defeitos vêm depois, é uma inevitável questão de tempo!

Nunca é tarde para aprender. Aos 65 anos Jorge Jesus tem a oportunidade de agarrar a chave do sucesso. Basta-lhe saber impedir que o tempo faça o seu trabalho, e lhe lixe o seu próprio. Há - e houve - quem soubesse fazer isso. Quem não se lembram de Trapattoni?

PS: Já depois de ter publicado este texto, o Flamengo, mesmo sem jogar, garantiu o aguardado título no brasileirão. Dois títulos, e logo os dois mais importantes que havia para conquistar, em dois dias consecutivos, é obra. Obra de Jorge Jesus!

Keizer que se cuide...

Capa Jornal A Bola

 

Às vezes cabe tanta coisa numa capa de jornal...

Em cima, à direita, Domingos Soares de Oliveira diz que Bruno Lage "é homem para ficar muitos anos". No lado inverso, em baixo, à esquerda, "Jorge Jesus rescinde com o AL Hilal". Com o "dragão a lamber as feridas", o Sporting parado no "sinal vermelho", e Bruno Lage bem seguro pelos adeptos, de repente o mundo ficou virado ao contrário. Keizer que se cuide...

ELE, NÃO!

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Ele, não!

Não, porque não tem, nem nunca teve estatuto comportamental para ser o treinador do Benfica.

Não, porque saiu por não encaixar no modelo do Benfica.

Não, porque não conseguiu passar para o Sporting sem trair o Benfica.

Não, porque foi aliado activo de Bruno de Carvalho nos mais vis ataques ao Benfica.

Não, porque não é um ganhador. Apenas ganhou no Benfica, com os maiores investimentos de sempre e, mesmo assim, perdendo para dois treinadores acabados de chegar.

Não, porque os benfiquistas têm memória.

Não, porque os benfiquistas prezam a honra.

Não, porque os benfiquistas não o querem de volta.

Não, porque o Benfica precisa, mais do que nunca, de estar unido.

Não! Ele não. Ele divide irremediavelmente o Benfica. Ele é, com o Benfica à beira do abismo, o empurrão final!

Histórias sem final feliz

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Continua a apertar-se o cerco a Pedro Passos Coelho. De novo a malfadada TSU: dê por onde der, PPC e TSU não jogam. Há uns anos virou todo o país contra si; agora foi todo o partido. Ou o que ainda faltava...

Não vai ter um final feliz, a história de Pedro Passos Coelho à frente do PSD.

É curioso como só à medida que se aproxima a data da tomada de posse se vai tomando consciência que Trump vai mesmo ser o presidente da América. Ainda há muita gente a beliscar-se para confirmar que está mesmo a acontecer. E está... 

Já se tinha congratulado com o Brexit, e recorrido à sua linguagem própria para dizer que a Inglaterra tinha sido esperta. Anuncia o fim da União Europeia, levanta o bloqueio à Rússia, e diz que a NATO não serve para nada. E é já o próprio director da CIA a vir publicamente recomendar-lhe tento na língua...

Não vai ter final feliz, esta história de terror.

Há muito que conto que Bruno de Carvalho e Jorge Jesus me fazem lembrar dois bêbados, rua abaixo, bem juntinhos, amparando-se um ao outro. Se um caísse, o trambolhão do outro era certo. E nenhum se safaria... Daí que tivessem de seguir juntos, mais S menos S, até que chegassem a algum destino. Mesmo que já de gatas.

As eleições fazem o destino e o presidente do Sporting convenceu-se que o melhor é seguir sozinho. O treinador já não lhe serve de apoio, e o melhor mesmo é dar-lhe um empurrão e deixá-lo ali estatelado. E enquanto uns curiosos ficam ali a olhar para a cara partida do outro, sempre são menos os que reparam como cambaleia sozinho rua abaixo. E a esses sempre irá dizer que aquilo não é falta de equilíbrio, mas uma nova coreografia eleitoral.

Mais uma história sem final feliz...

 

Bullying

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É bullying, o que Jorge Jesus anda fazer com Rui Vitória. Sabe-se que para resolver o problema e acabar com o bullying só há duas formas: enfrentar o bad boy e agarrá-lo pelos colarinhos, mostrando que não tem medo do ilusório valentão; ou transportar a agressão para a dimensão intelectual, e superiorizar-se aí de forma a que o grandalhão vire pequenino, e que o bad boy fique a falar sozinho, até mesmo envergonhado pelo que está a dizer. 

Rui Vitória não faz nenhuma das duas, o que quer dizer que fica em maus lençóis. Por muito que corram em seu socorro, nunca estará a salvo.

Percebeu-se logo que não era tipo para agarrar o bad boy pelo pescoço, e ficou-se à espera que seguisse pela segunda via. Mas não se pode pôr o jogo num tabuleiro que não se domina, porque aí o tiro da vergonha pode sair pela culatra. Tem que se saber muito bem o que se quer dizer e, depois, dizê-lo ainda melhor. Na perfeição. Não saber o que se deve dizer, ou mesmo sabendo-o, não o saber dizer de forma clara, sem engasganços nem dúvidas, estraga tudo. E, francamente, quem não sabe que, em inglês, "one" é muito mais que um algarismo, e que ser "o especial" não tem nada ver com  ser " especial um" - ou dois, ou três - não tem sequer acesso a essa segunda via.

 

 

Mistérios

Por Eduardo Louro

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Numa Assembleia Geral marcada para um domingo à tarde, com uma participação que, pelo que se pôde ver nas televisões, não ultrapassaria a centena sócios, Bruno de Carvalho esclareceu o seu projecto pessoal para o Sporting: "...  protejam-me, se não dão cabo de mim...".

Aí está. Teria de chegar aqui. Também terá dito: "Depois não digam que eu não avisei". Era o que eu tinha para dizer...

É que só no mistério da Santíssima Trindade, Jesus é Deus. Mas esse é o mais velho mistério do mundo!

Está na hora de olhar para o outro lado...

Por Eduardo Louro

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Abriu-se ontem a primeira brecha entre Jorge Jesus e Bruno de Carvalho, agora é só esperar pelo que sempre foi esperado... 

Impedido pelo presidente da utilizar Carrillo, o treinador, e até ontem dono daquilo tudo, respondeu deixando de fora Naldo e mandando para o jogo Tobias Figueiredo, um completo desastre. Mas também Slimani e Bryan Ruiz, quando já estava impedido, pela via disciplinar da UEFA, de utilizar João Mário. Não é grande novidade, Jesus já tinha feito destas noutras ocasiões.

Mas não se ficou por aqui. Foi mais longe e atacou Bruno de Carvalho, um ataque que as suas dificuldades de expressão esconderam atrás daquilo que fez passar por defesa: "Carrillo foi opção técnica, como Slimani e Bryan Ruiz" - sem nunca falar em Naldo -, "mas não vale a pena escamotear"... Assim, sem mais nem menos. E deixou um aviso: foi a última vez!

Foi o primeiro embate público de um violento choque frontal tido por inevitável. E nem se pode dizer que tenha sido mais cedo que o esperado... Estava na hora!

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