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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Olho para laterais

Paulo Bernardo mais três anos - Benfica - Jornal Record

 

Fiquei sem grandes duvidas que o talento do Paulo Bernardo lhe vai garantir um futuro brilhante no futebol mundial. Não será provavelmente no Benfica, mas certamente num outro grande clube europeu. Tem tudo para ser um 10 de classe mundial, mas tem também a História do seu lado.

É que Jorge Jesus está a lança-lo a lateral direito. O último grande talento de que quis fazer defesa lateral brilha hoje na melhor equipa do mundo ... É como o algodão, não engana!

Zero. Bola, como ele gosta dizer...

 

Aí está. Nem a Taça. Que não salvava coisa nenhuma, mas anestesiava alguma coisa.
 
Pela segunda vez consecutiva em Coimbra, pela segunda vez consecutiva o Benfica a perdeu. Desta vez a somar a tudo o que perdeu nesta época, prometida de arrasadora. Mais uma vez a equipa, e principalmente Jorge Jesus, falha quando não pode falhar. 
 
Sabia-se que esta era a Taça do tudo ou nada. Também para o Braga, e percebeu-se que Carlos Carvalhal, que voltou a dar um banho a Jesus - em quatro jogos ganhou-lhe três, dois deles decisivos - tinha esta final bem preparada. De Jorge Jesus só se tinha percebido a basófia do costume.
 
Claro que há as contingências do jogo. E há contingências que não são assim tão contingenciais. Na verdade as arbitragens de Nuno Almeida nesta época nos jogos do Benfica não são meras contingências. A verdade é que esta época o árbitro algarvio arrumou o Benfica em todos os jogos que arbitrou.
 
Neste fê-lo no fim do primeiro quarto de hora de jogo, de um jogo que estava amarrado, e ainda muito indefinido. Ao primeiro - de muitos - erros defensivos do Benfica, sucede o decisivo erro do árbitro, expulsando o guarda-redes Helton Leite, quando nenhuma imagem confirma que tenha sequer tocado no Abel Ruiz, que também não estava em condições de seguir para a baliza e fazer golo.
 
E o Braga ficava bem cedo a jogar com mais um. E se tinha preparado bem esta final, melhor tinha preparado este jogo, com aquele treino de há umas semanas com o Sporting. Que lhe tinha bem saído bem mal, mas ficou o treino.
 
O Benfica não fez como o Sporting. E daí tirou o Braga mais proveito ainda. Passados os primeiros minutos, o Benfica passou a querer jogar de igual para igual. E a verdade é que não só equilibrou o jogo como, já nos primeiros dois minutos de compensação na primeira parte criou duas oportunidades claras de golo. Só que no terceiro, na última jogada, num inofensivo corte de cabeça de um defesa do Braga, Vlachodimos e Vertonghen entregam a bola a Piazon, que se limitou, com classe, a meter a bola na baliza.
 
Em superioridade numérica, e com o tónico do golo em cima do intervalo, o Braga estava nas suas sete quintas. E no primeiro quarto de hora da segunda parte só não fez mais dois ou três golos porque não calhou. E controlou sempre o jogo porque, do lado do Benfica, nada era feito para mudar o rumo dos acontecimentos. O treinador que mais Taças de Portugal perdeu em Portugal - ganhou apenas uma - até fez as substituições que pareciam as indicadas, mas não mudou nada. 
 
O pecado maior, de todo incompreensível, era a equipa, com menos um jogador, insistir em sair a jogar da sua área. Pensava-se que, com a entrada de Darwin, que garante outra profundidade ao ataque, esse pecado seria expiado, e que o Benfica passasse a explorar essa oportunidade, pudesse fugir à natural pressão alta do Braga, roubar  comodidade ao adversário, e discutir o jogo em moldes diferentes. Mas não. Continuou sempre a insistir em sair com a bola de trás, e a perdê-la, na maioria das vezes, ainda no seu meio campo. 
 
Foi tão sempre assim, que foi até assim que o Braga marcou o segundo golo, já no fim do jogo. Que acabou mal, e feio. Com a expulsão de Taarabt. E de Piazon. Mas não de Eduardo, o antigo guarda-redes do Braga - e até do Benfica - que provocou tudo (e provocou todos durante quase todo o jogo) e foi depois escondido.
 
Mas isto são as contingências. O que se passa no Benfica é que, infelizmente, não é acidental. Se tudo se mantiver na mesma, o que quer dizer com os mesmos, na próxima época cá estaremos para ainda pior que o mesmo. Insistir na incapacidade de Jorge Jesus, um treinador de outro tempo, esgotado e ultrapassado, mas sempre arrogante, e na incompetência - para não dizer mais - de Vieira, Rui Costa e restante corte, é acreditar que os mesmos erros,  nas mesmas circunstâncias, não produzem os mesmos resultados. 
 
Mas talvez ainda haja muita gente que não acredita nas leis da física…
 
.

Rafa não merecia a incompetência de Jesus

 

Depois de falhado o acesso à Champions, de perdida a Supertaça, de perdida a Taça da Liga, e de perdido o campeonato, o Benfica acaba de ficar também de fora da Liga Europa, logo na primeira vez a eliminar. Tudo o que havia de objectivos esta época foi irremediavelmente pelo cano abaixo.

Para que não sejam falhados todos os objectivos, a Direcção, através do seu lastimável aparelho de (des)informação, fixa agora como objectivo atingir a final da Taça. A meio da eliminatória que decide esse acesso com uma equipa da II Divisão, e com uma vantagem de  3-1 conquistada no primeiro jogo, fora,  o objectivo definido pela Direcção de Vieira é chegar à final. Não é ganhar o único título que pode conquistar!

Começo por aqui porque esta é a ideia que salta deste jogo em Atenas, casa emprestada do Arsenal para a segunda mão desta (primeira) eliminatória da Liga Europa, que dava o acesso aos oitavos de final da competição. O conformismo e a falta de ambição, e as fasquias rentes ao chão, é o que ressalta deste jogo.

Percebeu-se que apenas se buscava uma derrota honrosa (como se houvesse disso), que permitisse uma espécie de vitória moral com que Jorge Jesus pudesse manter a narrativa da sua irresponsabilidade. Daí que diga que "fizemos um grande jogo".

Não fizeram, nem nada que se pareça. E, pior, quando o jogo lhe ofereceu a possibilidade de o ganharem, e de eliminarem o Arsenal, transformado em gigante pela narrativa de Jesus, tratando o 11º classificado da liga inglesa numa das maiores equipas de Inglaterra, ficaram surpreendidos, sem saber o que fazer.

Durante toda a primeira parte a equipa não finalizou uma única jogada de futebol corrido. Fez dois remates em lances de bola parada. O primeiro aos 35 minutos, numa cabeçada de Vertonghen em resposta a um livre cobrado na direita por Pizzi; e o segundo naquele fantástico livre directo surpreendentemente cobrado por Diogo Gonçalves, que deu no golo do empate, em cima do intervalo.

Em todo o jogo o guarda-redes do Arsenal não fez uma defesa. Uma única. O Benfica fez dois golos nos dois únicos remates enquadrados com a baliza. E só fez mais três remates, todos para fora. Tantos quantas as faltas que fez em todo o jogo, para se ter a ideia da forma como a equipa encarou o jogo. O Arsenal, que pelo seu futebol faz poucas faltas, fez dez!

Isto diz bem do que foi a "grande exibição" que Jorge Jesus reivindica. Não ter sido massacrado, para o treinador do Benfica, foi suficiente.

E no entanto o Benfica teve, primeiro, a vitória na mão e, depois, a eliminatória. E tudo foi cano abaixo, como tem vindo a acontecer ao longo da época. Quando Rafa - o único jogador com o dínamo carregado, e que não merecia de todo este desfecho - fez o segundo golo (caído do céu, é certo, mas era o único que poderia fazer aquele golo), pelo que o Arsenal mostrava, abriram-se as portas da vitória, no jogo e na eliminatória. Que Jorge Jesus não soube manter abertas.

Desde logo com as substituições, ainda antes de esgotado o primeiro quarto de hora da segunda parte, e pouco antes do golo de Rafa. Justificar-se-ia a troca de Seferovic por Darwin que, apesar do seu péssimo momento de forma, é mais adequado àquela função de sozinho lá na frente. É fisicamente mais forte, e mais expedito no remate. Mas as trocas de Taarabt (com o único amarelo do jogo, e desde bem cedo, logo aos 4 minutos, mas se o Benfica não fez faltas...) por Gabriel, e de Pizzi pela nulidade Everton, especialmente esta, foram desastradas.

Tudo o que Everton fez foi participar que nem um juvenil no segundo golo do Arsenal, um daqueles golos que já não se usam. 

O golo da vitória do Arsenal, a três minutos do 90, não foi mais uma crueldade do futebol, como muitos querem fazer crer. Foi apenas uma inevitabilidade na incompetência de Jorge Jesus. Que Rafa não merecia. Nem porventura Weigl, Vertonghen e Otamendi.

Sacudir culpas

O Benfica ganhou, finalmente. Depois de quatro jogos sem ganhar, que valeram o afastamento da luta pelo título, ganhou. Ao Famalicão, penúltimo classificado, com a pior defesa do campeonato.

Ganhou, mas não foi melhor do que tem sido. Não ganhou por ter sido melhor do que tem sido; ganhou por ter tido a pontinha de sorte que lhe tem faltado. Ganhou porque nos dois primeiros ataques fez três remates e dois golos, o segundo na recarga ao segundo remate, depois de uma grande defesa do guarda-redes do Famalicão. Tudo isto com pouco mais de um minuto de jogo jogado.

Aos seis minutos o Benfica ganhava por dois a zero, mas cinco desses seis minutos foram gastos pelo VAR a validar os golos. Nunca me tinha passado pela cabeça que o VAR também pudesse servir para isso, para uma espécie de pausa técnica a que os treinadores do futebol não podem recorrer. O que pareceu foi que Hugo Miguel, um árbitro com currículo, quis quebrar a avalanche do Benfica e dar oxigénio ao Famalicão.

Não se sabe o que teria acontecido se com aqueles dois golos tivesse acontecido o que seria normal acontecer - bola ao centro, e segue jogo. Sabe-se o que aconteceu. E o que aconteceu foi que os golos não empolgaram os jogadores. Fosse pelo gelo que VAR lhes despejou em cima, fosse porque já nada os empolga.

Porque o jogo acabou por ser o que foi, e não o que eventualmente poderia ter sido sem o saco de gelo despejado pelo VAR, acabam por não ficar grandes dúvidas que o Benfica ganhou porque teve a sorte que não tem tido. Desde logo a sorte de fazer os dois golos do jogo nos três primeiros remates. Ou, na prática, nos dois primeiros remates, dos dois primeiros ataques, nos dois primeiros minutos de jogo jogado.

Mas também porque, depois, a equipa voltou a cair na mediocridade do seu futebol, onde se foi afundando à medida que o tempo ia passando. Passes falhados, incapacidade de ligar as jogadas, perdas de bola, faltas...

Foi sendo assim, e foi mais gritantemente assim na segunda parte. O Famalicão começou a subir no terreno e a discutir o jogo a partir dos vinte minutos no relógio do jogo, e na segunda parte passou mesmo a estar por cima do jogo. E foi então, como já tinha sido nos últimos jogos, que se viu a mediocridade do futebol desta equipa do Benfica. 

Jogando no campo todo, o Famalicão - penúltimo classificado e a pior defesa do campeonato, repito - deixava espaço para os jogadores do Benfica imporem a sua suposta superioridade técnica. Mas o que se viu foi uma completa incapacidade para aproveitar esses espaços, falhando sucessivamente as transições ofensivas. Uma, apenas uma, foi concluída. Mas mais valia que o não tivesse sido - Darwin, numa chocante falta de classe (ou será apenas de confiança?), a dois metros da baliza, completamente escancarada, atirou para as nuvens.

E só não foi a única oportunidade de golo do Benfica na segunda parte porque, já mesmo no fim, o guarda-redes famalicense fez uma grande defesa, a remate de Everton. O cheiro a golo morou sempre na baliza de Vlachodimos, onde o golo não surgiu porque - lá está - a sorte desta vez, ao contrário das outras, não virou costas. Foram cinco as oportunidades que o Famalicão construiu. Quatro na segunda parte. A primeira tinha levado a bola ao poste, ainda antes da meia hora de jogo. 

Cinco oportunidades. Cinco! Ainda se não tinha visto tal coisa na Luz . 

Jorge Jesus resume tudo isto ao covid. Claro que não se pode ignorar o seu efeito devastador na equipa. E menos se pode ignorar que aconteceu, e a dimensão com que aconteceu, depois do jogo no Dragão. É um facto, e factos são factos. Não se pode é justificar o estado a que o futebol do Benfica chegou dessa maneira, até porque o eclipse da equipa já vinha de trás.

Já Otamendi, o capitão e que até marcou hoje o seu primeiro golo de águia ao peito, tem outra opinião. E falou de compromisso, de empenho e de partir para outra, mudar de rumo.

Não, mister. Não é tudo culpa da covid. A catástrofe que se abateu dobre o Benfica é mais da sua responsabilidade do que da covid. E mais ainda de Vieira e de Rui Costa do que sua.

Ontem estava a ver o banho de bola do City ao Liverpool e, extasiado com a classe de João Cancelo e Bernardo Silva, com a imponência de Rúben Dias e com a categoria e segurança de Ederson, via que, ali, numa das duas ou três melhores equipas do mundo, estavam quatro que saíram do Seixal. Quase meia equipa. Daí o pensamento saltou-me para a selecção nacional, e numa das melhores selecções do mundo, conto mais três ou quatro - João Felix, Gonçalo Guedes, Nelson Semedo, André Gomes... Espreitou para grandes equipas europeias - nisto do futebol a Europa é o mundo, o resto é paisagem - e lá estavam Oblak, Witsel, Cristante, Lindelof, Matic, Raúl Jimenez, Di Maria...

Só aqui estão quinze. só nos últimos anos. Dir-me-ão: pois, mas era impossível segurá-los. Não seria possível segurá-los todos, admito, mas não era impossível segurar boa parte deles. Não ter jogadores deste nível, nem os largos  milhares de milhões de euros que eles renderam, é que não deveria ser possível. Mas é a realidade.

Pior só olhar para essa realidade e perceber que disso já não há mais. Já não há no Seixal, nem há já departamento de scouting para os ir buscar fora. 

Sim, é esta a obra feita de Vieira. É este o legado de Vieira, Rui Costa, Jesus e Jorge Mendes... Sem jogadores, sem dinheiro, sem rumo. E sem honra!

Cada vez que abre a boca...

Vídeo: Jorge Jesus - «Hoje qualquer coisa que se diga contra um negro é  racismo» - Visão de Mercado

 

O futebol ficou mais uma vez manchado por mais um episódio racista. Aconteceu no desafio entre o PSG e o Instanbul Basaksehir, e foi protagonizado por um elemento da equipa de arbitragem romena, tendo por alvo o treinador adjunto da equipa turca, o camaronês Pierre Webó.

Decorria o minuto treze de jogo, e os jogadores de ambas as equipa decidiram abandonar o relvado. O acontecimento correu mundo, a UEFA, condenou veementemente o acontecimento e marcou o jogo para esta tarde, com nova equipa de arbitragem. O PSG ganhou por 5-1 e apurou-se para os oitavos de final da Champions, empurrando o Manchester United para fora da competição.

Mas isso é o que menos importa nestas circunstâncias. O jogo de hoje iniciou-se com uma impressionante manifestação contra o racismo das três equipas em campo, e esse foi o tom de toda a gente do futebol mundial durante todo o dia. Com uma excepção - Jorge Jesus. Que, instado a comentar o sucedido na conferência de imprensa do pré-match relativo ao jogo de amanhã, na Bélgica, respondeu com uma série de chocantes alarvidades que me abstenho de reproduzir.

Não acredito que Jorge Jesus seja misógino, que disse nem saber o que é. Acredito que não saiba, e que isso nem conste do seu vocabulário. Talvez não saiba também o que é racismo, e mesmo assim acredito que não seja racista. É simplesmente um ignorante que não se sabe comportar. E burro, porque nunca aprende nada. Como é que lhe poderia ter passado pela cabeça alguma vez treinar uma equipa de um grande clube europeu, e ganhar a Champions?

Infelizmente é com as cores do Benfica no corpo que acontecem as mais graves manifestações da sua ignorância, e que mais expressão dá à sua dimensão troglodita. E não há nada que apague isso!

Acredito que, com um Presidente à altura do Benfica, à saída da conferência de imprensa teria um dedo a apontar-lhe a porta da rua.

"Vira o disco e toca o mesmo"

Taça: Paredes-Benfica, 0-1 (crónica) | TVI24

 

O lado B igual ao lado A. Ou, como se dizia antigamente, "vira o disco e toca o mesmo".

Foi isto o Benfica de hoje, em Paredes, no jogo que lhe valeu o apuramento nesta quarta eliminatória da Taça 2020/21, a primeira com as equipas do escalão principal do nosso futebol, com um pobre resultado - um escassíssimo 1-0 - e uma não menos pobre exibição deste lado B da equipa. Como as últimas, do lado A.

Na realidade a música é a mesma. E bem fraquinha. Por esta altura é o que Jorge Jesus tem para oferecer.

Perante uma equipa do terceiro escalão do futebol nacional, que só defendeu, o lado B do Benfica apenas conseguiu marcar um golo, e de bola parada. Quem não viu o jogo poderá pensar que às vezes há jogos assim, em que a equipa ataca durante 90 minutos e o golo não aparece. E que às vezes até se perdem jogos assim. Mas não foi nada disso. Não teve nada a ver, por exemplo, com aquele jogo com o Moreirense, há dois ou três meses, que o Benfica ganhou apenas por dois a zero, quando poderia ter ganho por nove ou dez.

Não. O Benfica não só não criou mais oportunidades de golo, como não conseguiu muitas mais finalizações dignas desse nome.

O treinador do Benfica pareceu satisfeito no final do jogo. Tinha razões para isso. O seu objectivo, como ficou claro, era validar as suas opções. Era carimbar o seu desprezo pela formação do Seixal.
 
Foi para isso que disse que só se podem lançar jovens de 19 ou 20 anos quando têm qualidade, sentenciando já aqui o destino de todos aqueles jogadores. Foi por isso que bateu expressamente no Gonçalo Ramos!
 
Com Jorge Jesus é assim: vira o disco e toca o mesmo!

 

O balão a encher

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Jorge Jesus continua em alta, e sabe-se no que normalmente isso dá.  O ego enche, enche, e... 

Em dezasseis finais disputadas ganhou dezassete e perdeu dez. Não faz a coisa por menos.

Em Portugal também ganhou títulos, mas nunca foi condecorado pelo Estado português. Não compreende por que foi preciso ir para o Brasil para ser condecorado, mas aí parece que nem está sozinho. Está até muito bem acompanhado. Para o efeito, melhor era mesmo impossível.

Evidentemente que a conquista da Libertadores pelo Flamengo é um feito relevante para o nosso país. Só por má formação se não percebe isso!

Jesus Deus

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Foi épica a vitória do Flamengo na Libertadores!

A dois minutos dos 90 tudo parecia perdido, com a equipa de Jorge Jesus a revelar uma completa incapacidade de desfeitear um adversário incómodo, que não deixava jogar e inultrapassável quando o permitia.

O River, que fizera o primeiro golo da final a meio da primeira parte, numa gritante falha defensiva da equipa do Flamengo, mostrou-se sempre capaz de anular o futebol dos brasileiros, com uma atitude sempre muito pressionante e vigorosa, recorrendo a todos os métodos para meter areia na engrenagem da máquina de futebol de JJ, que em muitos períodos do jogo pareceu ter gripado. Para, depois, lançar contra-ataques sempre perigosos.

A dois minutos do fim a imagem do jogo era a de um Flamengo impotente perante um adversário mais (ma)duro, que já só esperava pelo apito final para fazer a festa do terceiro título continental consecutivo. Aí, na primeira vez que o ataque brasileiro conseguiu iludir a defesa argentina, Gabriel Barbosa, finalmente a fazer jus à alcunha, fez o empate abrindo a porta do prolongamento como redenção inevitável.

Só que haveria de chegar também a redenção do minuto 90+2, tantas vezes fatal para as equipas de Jorge Jesus. E o que três minutos antes parecia impossível tornou-se na consagração máxima do treinador português, a passar de Jesus a Deus. Que, sem dúvida, é brasileiro!

As virtudes do treinador português são conhecidas. Os defeitos também. Nestas alturas, naturalmente, lembram-se as primeiras e esquecem-se os segundos. Quem acompanha a carreira de Jorge Jesus sabe que no seu trabalho as virtudes vêm sempre primeiro. Os defeitos vêm depois, é uma inevitável questão de tempo!

Nunca é tarde para aprender. Aos 65 anos Jorge Jesus tem a oportunidade de agarrar a chave do sucesso. Basta-lhe saber impedir que o tempo faça o seu trabalho, e lhe lixe o seu próprio. Há - e houve - quem soubesse fazer isso. Quem não se lembram de Trapattoni?

PS: Já depois de ter publicado este texto, o Flamengo, mesmo sem jogar, garantiu o aguardado título no brasileirão. Dois títulos, e logo os dois mais importantes que havia para conquistar, em dois dias consecutivos, é obra. Obra de Jorge Jesus!

Keizer que se cuide...

Capa Jornal A Bola

 

Às vezes cabe tanta coisa numa capa de jornal...

Em cima, à direita, Domingos Soares de Oliveira diz que Bruno Lage "é homem para ficar muitos anos". No lado inverso, em baixo, à esquerda, "Jorge Jesus rescinde com o AL Hilal". Com o "dragão a lamber as feridas", o Sporting parado no "sinal vermelho", e Bruno Lage bem seguro pelos adeptos, de repente o mundo ficou virado ao contrário. Keizer que se cuide...

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