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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Os crápulas e a intrujice

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Depois de ver e ouvir comentar em tudo o que era televisão, fui procurar a tal reportagem da SIC que dava conta de uma tal investigação jormalística iniciada em Setembro de 2017.

As expectativas eram grandes. Pelo que a própria SIC fizera anunciar tratava-se de um longo e sólido processo de investigação jornalística, que atravessou todos os estádios do país à procura de provas da compra de resultados no futebol. E, pelo que ouvira, a SIC tinha apanhado o Benfica a corromper jogadores do Marítimo para lhe facilitarem a vitória naquele jogo do início de Maio, nos Barreiros, que era justamente o penúltimo da época 2015-16. A do tri, naquele campeonato em que o Benfica, depois ter estado a sete pontos do Sporting, passou para frente com dois de avanço depois de ter ido ganhar a  Alvalade, a sete jornadas do fim. Donde nunca mais saiu, ganhando todos esses sete jogos, exactamente como aconteceu com o Sporting, com um calendário incomparavelmente mais complicado, que incluía as deslocações ao Dragão e a Braga. 

De tal forma era assim, as evidências de corrupção que a reportagem apresentaria eram tais que o impagável Octávio Machado se declarava já campeão nacional dessa época!

Fui então ver a reportagem e o que vi?

Vi que o seu autor, Gonçalo Azevedo Ferreira, certamente por acaso, é muito próximo de Bruno de Carvalho (gostam um do outro, nas palavras do ainda presidente do Sporting), mas não dei importância à constatação. Vi figurantes numa suposta reconstituição dos factos que não constituíam sequer coisa nenhuma e ouvi, com vozes distorcidas, dois supostos jogadores do Marítimo a que eram atribuídos os nomes fictícios de "Pedro" e "Armando". Portugueses, dava claramente para perceber, pelos nomes e porque falavam em português sem qualquer sotaque. O que, dada a constituição do plantel, e num rápido exercício de exclusão de partes, permite facilmente a sua verdadeira identificação.

Disse o "Pedro"  que foi convidado por dois homens que não conhecia, nunca tinha visto e nunca mais voltou a ver, a deslocar-se a um quarto de hotel, onde lhe prometeram um contrato com o Benfica e 40.000 euros. Já o "Armando" fazia a extraordinária revelação de ter visto dirigentes do Benfica próximo de jogadores do Marítimo, mas não podia  dizer nomes, para se proteger. Nomes, surgiram os de César Ventura e Paulo Gonçalves, não se sabe se por falta de criatividade, se por darem mais jeito.

Mais extraordinária é a revelação que os jogadores do Marítimo esperavam ansiosamente por um incentivo do Sporting. E que, quando o capitão lhes comunicou que estava garantido e que tinha o valor de 400 mil euros - contas feitas, logo ali, dava à volta de 13 mil euros a cada um - houve jogadores que se popuparam à exuberância, e não desataram para ali aos pulos.

Foi isto que eu vi na reportagem, em resultado da tal investigação que durou 8 meses. Depois, tive ainda tempo de ver o início de um debate em estúdio, onde participavam o autor, António Ribeiro Cristóvão, um magistrado e um dito especialista em direito desportivo. E, enquanto o magistrado dizia que não havia ali nada que servisse de prova de coisa nenhuma, os dois homens da SIC concluíam que estava tudo ali: era muito estranho que tivesse havido jogadores que não festejaram a oferta do Sporting! 

E foi com isto que a SIC passou todo o dia de ontem a anunciar as mais bombásticas de revelações de corrupção. Foi isto que as televisões impingiram durante toda a noite, e foi com isto que os jornais de hoje enchem as primeiras páginas.

Chegamos aqui, a este jornalismo. De nojo, engajado, da intrujice ao serviço dos mais crápulas dos crápulas.

 

Já nem se enxergam...

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O antigo director de um jornal tido por de referência, que há dois anos mantém na gaveta os Panama Papers, revelou esta semana um segredo que guardou duante nove anos, quando disse na SIC Notícias (que entretanto retirou o vídeo da rede), que recebeu de Sócrates, para publicar, uns mails trocados entre jornalistas do Público. E disse que não os publicou por não lhe ter sido permitido revelar as fontes, próximas do primeiro-ministro...

No mesmo programa, o mesmo corajoso e impoluto jornalista que guardou para si durante 9 anos e não deu noticia de facto tão relevante como um primeiro-ministro ter violado correspondência privada entre jornalistas para manipular informação em proveito próprio, desancou de alto a baixo na jornalista Fernanda Câncio pela posição pública que agora assumiu.

Isto está tudo mais podre do que se podia imaginar. Já nem se enxergam. Já nem sentem o próprio cheiro...

As extraordinárias vitórias de Medina e Cristas

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Muito se tem discutido sobre a forma como os nossos jornais e as nossas televisões começaram a virar as costas ao jornalismo, como passaram a tratar a notícia. Diz-se que é uma questão de desinvestimento, por falta de retorno financeiro. Que, por falta de retorno, os media não estão dispostos investir no tratamento sério da notícia, não estão dispostos a alocar-lhe os necessários recursos financeiros e humanos. Que o jornalismo desapareceu e se deixou tomar pelas redes sociais. Que a notícia foi substituída pelo boato, travestida de fake news. 

Os jornalistas acabaram por ficar preguiçosos e incompetentes. Mesmo quando fazer a notícia não custa nada, quando está tudo ali à mão e só é preciso olhar e ver, o jornalismo, preguiçoso e incompetente, segue o caminho mais fácil bem encarneirado na fila. Só assim se compreendem as notícias das extraordinárias vitórias de Medina, em Lisboa, e de Cristas, no país. 

 

Sem pingo de vergonha*

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Bem cedo se percebeu que a tragédia iria ser objecto de aproveitamento político. Que o diabo anunciado para o Verão passado estaria para chegar, com um ano de atraso, e agora no seu habitat natural, nas chamas do inferno em que o país se tornou.

Tudo começou, se bem se lembram, com a notícia da queda do avião que não caiu, ainda em pleno combate ao incêndio do Pedrogão Grande. Logo a seguir surgiu a notícia dos suicídios, dada pelo próprio profecta do diabo, a que se sucedeu a inacreditável série de artigos publicados no El Mundo, assinados por um jornalista virtual, o tal Sebastião Pereira, que continua a monte. Sem que ninguém se preocupe muito em encontra-lo.  

Num país onde coubesse um só bocadinho de vergonha, esta sucessão de episódios, inspirados nas fake news, que Trump passou a exportar para todo o mundo, teria ficado por aqui.

Não ficou. Neste país já não há lugar para um pingo de vergonha. Não admira que, por isso, tenha sido um jornal dito de referência, o maior e mais influente semanário do país, a não ter vergonha de usar a primeira página para lançar o boato sobre o número de mortes anunciadas. Vergonha ainda mais indesculpável quando, depois, o corpo do texto não tem nada a ver com o título puxado para manchete.

Muita gente se indignou com a chegada de Trump à presidência da América. Mas nem todos perceberam o que isso poderia vir a significar. Muitos percebemos que Trump era um grande mal para a América, poucos perceberam que seria um mal muito maior para outras partes do mundo. É que, por lá, continua a haver jornalistas capazes de o desmascarar, e de denunciar as suas fake news. Por cá, não!

Não houve – não há – jornalista que escrutine e valide a notícia antes de a dar, como mandam a ética e a deontologia. Uma lista de uma senhora, ao que se diz empresária, e ao que se conhece de currículo pouco respeitável, foi quanto baste para suportar um boato macabro. Ninguém se preocupou em compará-la com o que quer que fosse. Ninguém se interessou sequer em ver que lá havia nomes repetidos…

Não. Era preciso lançar a bola de neve. Um número interminável de abutres, maior que o da lista que apregoavam, estava à espera. E este jornalismo não gosta de os fazer esperar!

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

O avião que não caiu e o "jurnalismo" do boato

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A notícia do avião que não caiu, numa crónica em que a única ficção é a presença do primo do Adérito perante o juíz. A crónica, é - não podia deixar de ser - do mestre, de Ferreira Fernandes. Intitula-se "Jurnalismo" e não pode deixar de ser lida: 

"Sô doutor juiz, eu deitar boatos da boca pra fora?! Seja, mas tenho atenuantes. O Adérito, um primo meu que abalou para Madrid, já faz um ror de anos, é que me telefonou a perguntar que coisa foi essa de a avioneta cair no quintal. A informação, portantos, eu não a inventei. Veio-me cá ter. Também é verdade que horas antes telefonei ao Nuno - é um irmão do Adérito, que também emigrou para Espanha - e eu disse ao Nuno que foi cá um estrondo o que tinha ouvido para as bandas do quintal, até parecia um avião a explodir, daqueles com piloto inglês como havia antigamente na Grande Guerra. Confirmo mas isso com o Nuno não tem nada a ver, são conversas entre primos. Agora, quando de Espanha me telefonam a perguntar do quintal e do Canadére e do inglês e tudo, eu digo: "Olá..." O que conta é que a coisa chegava-me do estrangeiro e com aqueles pormenores todos... Desculpe, meretíssimo, diz que...? Ah isso... Sim, sim, o Adérito também é primo, aliás, eu já o dissera, mas, esse, é atilado, nada a ver com o Nuno, um estroina. É para o senhor doutor perceber a diferença: se a notícia vem do Adérito fiquei alerta. Mas não me pus logo com atoardas. Fui averiguar. Deitei-me a caminho do posto da Guarda, e perguntei ao sargento: "Que é isso do avião?" Ele olhou-me e não desmentiu - juro pela minha mãezinha, não desmentiu. Desbobinei tudo, o avião, o quintal, o estrondo, a bigodaça loura do piloto... E o comandante da Guarda, népias. Mas eu bem vi que ele chamou um guarda, que se meteu num jipe e, veja a coincidência, foi para as bandas do meu quintal. Tava confirmado. Quanto a mim, fui para a taberna. Durante hora e meia do que é que eu havia de falar? Claro... Mas está aí outro mistério! Se não tinha caído nenhum avião, porque é que me permitiram falar durante hora e meia do avião, do meu quintal e isso tudo? E depois, eu é que sou o boateiro, sô doutor juiz?!"

Congresso dos jornalistas

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Os jornalistas estão desde ontem reunidos em congresso, o que já não acontecia há quase 20 anos. E pelo que se foi sabendo, em particular pelas denúnicas da Maria Flor Pedroso, não foi nada fácil conseguir que se reunissem para falar da sua profissão.

Pelo que se ouviu ontem, no primeiro dia, dir-se-ia que se percebem as essas dificuldades. Da mesma forma que se percebe o estado a que a profissão e os seus profissionais chegaram. A precariedade, e a insegurança que provoca, os baixos salários e o desemprego, e a dependência que criam, explicam as dificuldades na realização do congresso. Explicam que o jornalismo e a informação que temos se esgotem em graças e desgraças do quotidiano, e explicam muitas outras coisas. Como, por exemplo, os Panamá Papers, provavelmente a maior vergonha do jornalismo português das última décadas.

Espiral de radicalização*

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Os dois grandes acontecimentos que dominaram o final da semana passada voltaram a evidenciar os sinais preocupantes que marcam o jornalismo e a indústria da comunicação em geral.

As redes sociais minaram o jornalismo, e o jornalismo deixou-se minar por elas, mandando às malvas os valores, os critérios, e os princípios que constituíam a deontologia com que se faziam e davam notícias.

Quando a CMTV – o mais flagrante dos exemplos disso mesmo – transmitiu imagens vivas da agonia e da morte em Nice, não estava a noticiar coisa nenhuma. Quando um “jornalista” – que nunca pode ser digno dessa designação – da TF2, de microfone em riste e câmara apontada pergunta, a um homem junto ao cadáver da mulher, o que sente, não está a relatar um facto. E muito menos a fazer notícia.

Quando as televisões, na noite de sexta-feira, cobrindo as incidências do suposto golpe de estado na Turquia, noticiavam, tudo numa mesma e única hora, que Erdogan tinha pedido asilo político à Alemanha, que a Alemanha o recusara, e que estava a aterrar em Teerão, depois do Irão ter aceite conceder-lhe asilo político, não estavam nada preocupadas com factos. Nem com rigor. E nem sequer com o mínimo sentido crítico, ou com o mais elementar bom senso, que desde logo denunciava a impossibilidade factual do que estavam a noticiar.

A informação rigorosa e objectiva é tudo o que o mundo hoje mais precisa. Mas é precisamente quando é mais desprezada e negligenciada, para dar lugar ao voyeurismo e á exploração emocional dos sentimentos mais básicos das pessoas, impedindo-lhes ou limitando-lhes seriamente qualquer a capacidade da reflexão serena sobre os factos.

Isto mata a nossa civilização. Isto só ajuda os inimigos da nossa forma de vida. Isto ajuda terrorismo. E o terrorismo conta com esta ajuda. Porque isto orienta reacções xenófobas e de descriminação étnica, que acabam por entregar o poder a radicais racistas e nacionalistas. Que, depois, pressionam, perseguem e isolam minorias, quaisquer que sejam, atirando-as para para a marginalidade, para o pântano social, numa espiral de radicalização que alimentam, para dela se alimentarem...

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

Ainda sintomático

 

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Regresso ao sintomático, ao tema dos vídeos de António Costa: o actual primeiro-ministro, como afinal grande parte de nós, não acredita na isenção da comunicação social.

É impressionante o número de opinadores e comentadores instalados no espaço mediático, disfarçados de tudo. De economistas, de politólogos, de sociólogos e, pior que tudo, de ... jornalistas. Quase sempre, e de forma esmagadoramente maioritária, de direita...

Paciência. É a vida... São opções editoriais... São interesses do negócio... Uns gostam, outros não. Mas são comentários e são opiniões. Cada um dá as suas, aqueles vendem-nas... Quem não gosta pode sempre tentar desviar-se, olhar para outro lado... Mesmo que saiba que há sempre uma grande parte que não está em condições de fazer o mesmo.

Outra coisa é o jornalismo. E se poderemos reconhecer legitimidade ao negócio dos media para escolher o alinhamento dos opinadores e comentadores, já temos de considerar absolutamente ilegítimo que desvirtuem o jornalismo. Na sua essência: na ética, na independência e no rigor. No seu profissionalismo.

É aqui que está o verdadeiro problema. Por razões económicas, provavelmente até mais fortes que as ideológicas, o negócio da comunicação social está a acabar com o jornalismo. Sério, responsável e independente.

O jornalismo é caro. Exige profissionais de qualidade e multidisciplinares. E meios, e tempo. Nos espaços de informação, da responsabilidade de jornalistas, exige-se uma abordagem isenta, que explique o que está a acontecer e as consequências do que está a acontecer. E não uma versão convenientemente embalada nas redes sociais e nos gabinetes de comunicação pronta a consumir como instrumento de propaganda. Que é fácil, é barata e ... até acaba por dar milhões...

Qualquer jornalista sabe, ou tem obrigação de saber, que isto não é nem jornalismo nem honesto. Mas tem necessidades mais básicas para satisfazer. E pelo salário hoje tudo se faz. Até pelo que se não recebe, como acontece em tantos e tantos casos. Cada vez mais. Tanto mais que muitos acabam, depois, por ir também vender opiniões afirmadamente disfarçados de jornalistas.

 

 

 

A pluralidade singular ou alguns mais iguais que os outros

Por Eduardo Louro

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Com a manifesta disponibilidade da esquerda para encontrar uma solução de governo -  não, não é uma mais uma Primavera qualquer, até porque de Primaveras está o Inverno cheio - passamos a percepcionar novas realidades. E a surpreender-nos com elas.

Surpreendemo-nos com gente que anda por aí há décadas a apregoar a democracia, a fazer passar-se por democratas respeitados, e respeitáveis, sem que afinal saibam muito bem o que é isso. Surpreendemo-nos com o singular pluralismo pouco plural.

E supreendemo-nos com a comunicação social que encontramos a cada virar de página. Caiu a máscara da independência e da pluralidade das televisões e dos jornais. Caiu a máscara da imparcialidade dos comentadores, tudo gente muito cheia de conhecimento, muito objectiva... Mas afinal com agenda escondida, agora escancarada.

Surpreende-nos que a pluralidade da opinião tivesse a singularidade de um reduto, de uma outra trincheira. Surpreende-nos que uma opinião que tínhamos por livre e desengajada seja afinal uma opinião servil e entrincheirada.

E supreende-nos como, afinal, tanta gente convive tão bem com a democracia da parte, onde uns cabem e outros não. Mesmo que sejam muitos! 

Não fosse isto, esta realidade agora aberta, e muitos de nós continuaríamos sem perceber como o sétimo mandamento do triunfo dos porcos* se tornou no primeiro da nossa democracia... 

Animal Farm, de Orwell, (alguns mais iguais que outros, incluído no título)

Impunidade e complacência

Por Eduardo Louro

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Não admira que Pedro Passos Coelho continue a mentir desavergonhadamente a cada intervenção pública, a cada entrevista, em cada flash. Mentiroso é mesmo a principal característica que os portugueses lhe atribuem, como se ficou a saber numa sondagem recentemente divulgada. Não impressiona por isso que faça da mentira uma forma de vida. Ou uma forma de caçar votos...

O que impressiona é que na era do Google, do Twitter, do Facebook, ou do Instagram, com tudo o que é informação disponível ao segundo, com a possibilidade de tudo se confirmar ou desmentir à distância de um click, Pedro Passos Coelho continue impunemente a mentir, dia após dia, sem que um único entrevistador, um único repórter, o confronte de imediato com a mentira. Sem que ninguém lhe interrompa o chorrilho de aldrabices com um simples "olhe que não... olhe que não"... 

A última entrevista à SIC é simplesmente exemplar. O Jornal de Negócios até fez isso, até utilizou esses recursos. Mas não fez a entrevista...

 

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