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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Sem escrúpulos

Corrida contra o tempo para salvar Rayan: menino de 5 anos está preso num  poço há

Um menino morreu, depois de mais de quatro dias de resistência ao sofrimento no fundo de um poço, no norte de Marrocos, onde caíra na passada terça-feira. No sábado, ao final do dia, depois de dias e noites de escavações para o resgatar do fundo, quando finalmente foi possível chegar-lhe, era já tarde para lhe salvar a vida.

A essa mesma hora milhares de outros meninos morreram pelo mundo fora sem ser notícia. Durante aqueles quatro dias, milhões de meninos sofreram de frio, fome, doença e guerra sem que o mundo se quisesse aperceber disso. Muitos morreram, e muitos virão a morrer nos próximos dias. com a Humanidade na mesma indiferença. 

O drama do pequeno Rayan e dos seus pais não passou despercebido, e tocou fundo em milhões de pessoas neste mundo desumanizado. Mas não ajudou a humanizá-lo, pelo contrário. Pelo menos por cá, entre nós. Não sei se foi assim por todo o lado, mas não me custa nada a admitir que sim, porque hoje tudo corre igual por todo o lado. Com os mesmos objectivos e as mesmas fórmulas!

As televisões sabem como instrumentalizar as emoções mais primárias e irracionais para conquistar audiências, e fazer negócio. A heróica resistência do pequeno Rayan, o drama dos pais, a épica tentativa de salvamento e a incerteza do desfecho eram garantias de produto de sucesso. Bastava-lhes repetir a fórmula, a receita infalível mais que testada: horas e horas de directos, sem acrescentar coisa nenhuma, e o desfile em estúdio de dezenas de "especialistas", a não dizerem mais que banalidades. Mas a encher o chouriço!

 Mas resulta. Resulta sempre!

Tanto que a Sandra Felgueiras, elevada a figura de proa do  jornalismo populista, agora encaixada no sítio certo, depois de mártir na televisão pública, correu para o FB a cantar vitória: " Uma emissão talentosa em torno da top story do dia ... pela primeira vez na sua história a CMTV registou mais audiência que a RTP 1..."

Sem escrúpulos. Não é apenas a Sandra Felgueiras que os não tem. Nem a CMTV que os não teve; a CNNP também não lhe ficou atrás!

 

Não é sério. Mas é para levar a sério!

O que é uma ″tracking poll″

 

Escrevi aqui há dias sobre a inversão na tendência das sondagens, para responsabilizar a mal disfarçada obsessão de António Costa pela maioria absoluta por esse rumo. O rumo das sondagens indicava então a erosão da vantagem do PS sobre o PSD, confirmando a miragem da maioria absoluta.

Poucos dias depois estamos a ver passar para a opinião pública uma outra coisa completamente diferente. O que a partir do fim de semana vemos é dizer-se que o PSD já está à frente nas intenções de voto, e que a direita irá ser maioritária na Assembleia da República. É uma mudança brusca de mais para não nos levar a torcer o nariz. Há aqui qualquer coisa que não joga bem, a começar pelos números. Nos números que são soltados, com o PS a descer e o PSD a subir, o resultado da soma de ambos desce. Pode acontecer, mas não é normal!

O que está a acontecer é outra coisa. O que está a acontecer é que deixamos de seguir sondagens para passarmos a seguir essa coisa do tracking poll, que a CNN Portugal - é cada vez mais evidente que, de CNN, só tem a taxa de franchising - nos oferece, com um universo de 180 eleitores. Fazer da consulta de 180 pessoas uma sondagem não é sério. 

Mas temos que levar a sério. Porque é uma manipulação grosseira dos eleitores, e porque resulta. E o jornalismo, em vez de denunciar, segue na festa. E faz parte dela!

 

Ainda bem

 

Miguel Sousa Tavares anunciou há dias, numa entrevista à Visão, que iria abandonar o jornalismo.

Não li na altura essa entrevista, nem nunca senti, mais tarde, qualquer curiosidade em lê-la. Mas vi a capa, que a revista escolheu para encher com a sua fotografia, ilustrada com o título "Nunca mais faço uma entrevista", como acima se reproduz. Dela não se percebia o abandono da actividade jornalística, mas apenas que deixaria de fazer entrevistas. Desabafei para os meus botões: "faz bem; é um um bom serviço que presta ao jornalismo"! Na maior parte das vezes não eram entrevistas o que fazia, eram simplesmente debates de que retirava a vantagem de ser entrevistador, e onde o rigor era substituído pelo "achismo" e pelo preconceito, como há poucos dias aqui dei um exemplo.

Mas li a sua coluna semanal no Expresso, na edição deste último fim de semana, toda ela à volta dessa entrevista, e da sua decisão. E aí fiquei a saber que a decisão não se limitava a deixar de fazer entrevistas, e muito menos que essa decisão tivesse sido marcada por qualquer processo de auto-crítica. Não, era mesmo a de entregar a carteira de jornalista. E não resultava de qualquer introspecção crítica, mas antes de um dos seus habituais processos de auto-vitimação. Sente-se simplesmente perseguido e injustiçado, e por isso, quanto a jornais, vai ficar-se por aquela sua coluna semanal no Expresso. Não o disse, mas deverá também manter a de "A Bola", se é que ainda se mantém, porque há já mais de 10 anos que, justamente por causa dela, deixei de ler esse jornal desportivo. Porque para isso não precisa de carteira de jornalista.

Nesse roteiro de vitimização passou pela "entrevista" ao primeiro-ministro, António Costa, na TVI, para trazer o caso do "tal jovem que ganha 2.700 euros" e tem de entregar bem mais de metade ao Estado. Para chegar a esta conclusão MST faz uma coisa simples, como sempre: vai à taxa de incidência de IRS e vê lá 45%, e depois soma-lhe os 11% da Segurança Social. Mas não diz o que faz, precipita-se pela conclusão que lhe dá jeito à narrativa. Nem imagina - porque é sempre assim: pelo que acha, pelo que melhor se adapta ao seu preconceito, e pelo que é mais fácil e dá menos trabalho - que aquela é uma taxa marginal, e não é nem uma taxa média e, muito menos, absoluta.

Não há muitas coisas em que estejamos todos de acordo. Mas há algumas. Uma delas é que os impostos são altos, e que o IRS mete fundo demais a mão no nosso bolso. Outra será que jornalistas que fazem as coisas assim talvez não façam grande falta!

Ainda bem. É mesmo melhor ir escrever romances. Isso faz bem. E a gente gosta de ler!

 

A "entrevista"

Equipa TVI24 - Os vídeos de Miguel Sousa Tavares | TVI24

Segunda feira é dia de Miguel Sousa Tavares (MST) na TVI. Comenta no telejornal e, depois, entrevista uma personalidade que por qualquer motivo esteja no centro da actualidade, já no canal de notícias daquela televisão. À boa maneira da TVI ( e não só), de forma a prender o espectador, a entrevista é sucessiva e amplamente anunciada durante a emissão do telejornal.

Ontem voltou a ser assim, e a entrevista de MST a Inês Sousa Real, a nova líder do PAN, foi anunciada ao longo de mais de uma hora. Num zaping caí exactamente num desses momentos e ... claro, funcionou - deixei-me esperar pela entrevista. Não por qualquer entusiasmo especial pelas personagens; apenas, conhecendo-se as posições do entrevistador, pela curiosiade de ver até que ponto aquilo poderia ser uma entrevista.

MST é um opinador, um profissional pago mais que, para "vender" comentário, para defender as suas próprias opiniões. É assim sobre tudo o que são as suas opções pessoais, do clubismo ao estilo de vida: jornais e televisões pagam-lhe para as defender. 

Mas, uma coisa é um texto publicado num jornal ou opinião prestada numa televisão. Outra é, jornalisticamente, uma entrevista. Era por isso duvidoso que MST fosse capaz de conduzir uma entrevista contra um dos seus maiores ódios de estimação, e daí a minha curiosidade.

Não foi. E, em vez da anunciada entrevista, foi-nos servido um debate. Aceso, como poucos, e pouco sério como quase todos. Uma fraude televisiva com o ponto alto na última intervenção do entrevistador, quando calou a entrevistada com "essa não é a minha pergunta", como se aquilo tivesse sido uma entrevista.

 

 

Tristes jornais

APCT: Jornais continuam a perder expressão em banca - Meios ...

 

Numa viagem pelos jornais do dia encontramos o Benfica e Luís Filipe Vieira em praticamente todas as primeiras páginas. Com duas únicas excepções: o Jornal de Negócios, e o jornal i, este particularmente interessado em continuar a bater no Costa e a promover o Ventura.

Nos generalistas, o "CM" diz que "Vieira admite demitir-se da presidência". O "JN" que "Vieira assume  responsabilidade e admite sair". E para  o "DN" a "crise faz cair Bruno Lage e deixa Vieira a pensar no futuro".

Nos diários desportivos apenas o "Jogo" não vai no jogo de Vieira. "A Bola" diz que "o presidente vai pensar sobre o seu próprio futuro" e o "Record" diz que "Presidente assume a responsabilidade e vai conversar com a família

É impressionante. Sobre a inconsistência e a propaganda das declarações de Vieira, nada. Sobre a sessão de campanha eleitoral para as eleições que vai antecipar, para retirar tempo a quaisquer novas iniciativas, e fixar a concorrência na que já é conhecida, coisa nenhuma. Nem uma palavra.

E no entanto tudo está tão à vista... Tristes jornais, triste jornalismo!

 

 

Jornalismos*

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A polémica à volta da Direcção Informação da RTP culminou esta semana na demissão da directora e da respectiva equipa. Tudo começou com a emissão de uma reportagem da equipa do “Sexta às Nove” sobre a exploração de lítio em Montalegre que, pronta desde o início do Verão, apenas acabaria no ar depois das eleições. Para se agravar com uma investigação a supostas irregularidades no Instituto Superior de Comunicação Empresarial (ISCEM) e acabar num confronto entre Maria Flor Pedroso, a directora de Informação, e a jornalista Sandra Felgueiras. Que reabriria a velha "guerra" entre o chamado jornalismo de referência e o sensacionalista, ou de tablóide.

Confesso que me surpreendeu a oportunidade da abertura desta “guerra” – que existe e é saudável -, que começou com perto de centena e meia de jornalistas, maioritariamente pesos-pesados, a subscreverem uma declaração de apoio à até aqui directora de informação da RTP, que alegara neste processo questões de honra. Em resposta surgiram os defensores da jornalista, e das teses do Conselho de Redacção da RTP, que alegavam questões de facto.

E aqui está a razão da minha surpresa: princípios jornalísticos, ética e deontologia, debatem-se. E é todo um debate que faz sentido nesta dialéctica entre duas formas quase antagónicas de fazer jornalismo. Questões de honra, em oposição a questões de facto, é que não.

Abriu-se assim um debate enviesado que rapidamente se deslocou do eixo jornalismo de referência/jornalismo sensacionalista para um outro, que opõe jornalistas institucionais, instalados, de sorriso fácil para o poder, a jornalistas incómodos, capazes até de fazer cair banqueiros e ministros.

E, deste debate, sabemos bem quem sai a ganhar.

 

* A minha crónica de hoje na Cister FM

Jornalismo e "fake news"*

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Sabemos como as notícias falsas, agora conhecidas por “fake news”, têm marcado a ascensão do populismo e como se têm constituído em arma eleitoral decisiva.

Foi assim com o Brexit, com a eleição de Trump na América, ou com a de Bolsonaro no Brasil.

Na Europa teme-se o que possa acontecer nas próximas eleições para o Parlamento Europeu, tendo as diversas instituições europeias dado já sinal do sério risco destas eleições serem contaminadas por “fake news”. E os gigantes digitais, particularmente Facebook, Google e Whatsapp, têm prometido todos os esforços para as expulsar das suas plataformas.

Antes da vaga digital ter tomado conta do mundo chamavam-se simplesmente boatos. Se já eram difíceis de controlar e de contrariar na altura, agora, com a velocidade e o alcance das redes sociais é de todo impossível.

Por mais centros de controlo que estes gigantes digitais anunciem, ou por mais modelos de validação de notícias que sejam testados, não é fácil acabar, ou sequer limitar os danos, dos boatos. O maior obstáculo ao seu desenvolvimento tem obviamente de vir do jornalismo, na sua nobre e insubstituível função de intermediar no circuito da informação que leva a notícia até ao público.

Cumpra o jornalismo a sua função, e mais curta será a perna do boato e da mentira.

O problema maior está aqui. O que o jornalismo tem vindo a mostrar é que, em vez de obedecer aos princípios por que tem de se reger, e assim se opor às “fake news”, obedece a lógicas insondáveis e replica-as.

Temos quase todos os dias exemplos disso. Ainda ontem, na simples notícia da morte do actor Amadeo Caronho, menos conhecido do grande público, um qualquer jornalista limitou-se a “googlar”. Foi enganado pelo Dr Google, que lhe deu fotografias e a biografia de um outro actor, mais conhecido e falecido há dois anos. E todos os jornais e televisões, mesmo aquelas em que os dois diferentes actores tinham trabalhado, foram atrás.

Pois é. Para que jornalismo seja o maior obstáculo ao boato, tem mesmo de se fazer jornalismo!  

 

* A minha crónica de ontem na Cister FM

 

Drama, horror, tragédia...

 

 

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Foi devastadora a passagem do Leslie pelas televisões portuguesas, deixando atrás de si um rasto de destruição, com prejuízos incalculáveis e danos irrecuperáveis no jornalismo que se faz na televisão, em Portugal.

Tanto quanto se conseguiu apurar os prejuízos não estão cobertos pelo seguro, o que só faz aumentar a tragédia. Um mal nunca vem só!

Ou não tivesse sido dado ao furacão ... nome de estrela de televisão ...

O grito da América

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A imprensa norte-americana junta-se hoje em uníssono contra os ataques de Trump e a sua miserável campanha de propaganda, que não tem outro fim que não seja eliminar quem a escrutine e denuncie.

Ao fazer dos jornalistas o inimigo, Trump quer esvaziar a capacidade de escrutínio, eliminar a crítica e deixar o populismo à solta, a salvo da denúnica. Quer fazer das redes sociais palcos de gigantescos comícios à escala global, enquanto convence as pessoas que são os mais limpos veículos de informação, numa comunicação sem filtros nem intermediação. 

Os editoriais de hoje de mais de 350 jornais por todos os Estados Unidos são o grito da América que grita. Um gigantesco grito de protesto contra o populismo e a autrocracia, mas também a afirmação de um compromisso de defesa do jornalismo e da liberdade de imprensa, e um alerta para a importância da independência dos jornais. Que no chamado mundo livre nunca esteve tanto em causa como hoje.

A democracia precisa de uma imprensa forte, livre e independente. Hoje, como diz o título do editorial do New York Times, "A free press needs you"...

 

 

Os crápulas e a intrujice

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Depois de ver e ouvir comentar em tudo o que era televisão, fui procurar a tal reportagem da SIC que dava conta de uma tal investigação jormalística iniciada em Setembro de 2017.

As expectativas eram grandes. Pelo que a própria SIC fizera anunciar tratava-se de um longo e sólido processo de investigação jornalística, que atravessou todos os estádios do país à procura de provas da compra de resultados no futebol. E, pelo que ouvira, a SIC tinha apanhado o Benfica a corromper jogadores do Marítimo para lhe facilitarem a vitória naquele jogo do início de Maio, nos Barreiros, que era justamente o penúltimo da época 2015-16. A do tri, naquele campeonato em que o Benfica, depois ter estado a sete pontos do Sporting, passou para frente com dois de avanço depois de ter ido ganhar a  Alvalade, a sete jornadas do fim. Donde nunca mais saiu, ganhando todos esses sete jogos, exactamente como aconteceu com o Sporting, com um calendário incomparavelmente mais complicado, que incluía as deslocações ao Dragão e a Braga. 

De tal forma era assim, as evidências de corrupção que a reportagem apresentaria eram tais que o impagável Octávio Machado se declarava já campeão nacional dessa época!

Fui então ver a reportagem e o que vi?

Vi que o seu autor, Gonçalo Azevedo Ferreira, certamente por acaso, é muito próximo de Bruno de Carvalho (gostam um do outro, nas palavras do ainda presidente do Sporting), mas não dei importância à constatação. Vi figurantes numa suposta reconstituição dos factos que não constituíam sequer coisa nenhuma e ouvi, com vozes distorcidas, dois supostos jogadores do Marítimo a que eram atribuídos os nomes fictícios de "Pedro" e "Armando". Portugueses, dava claramente para perceber, pelos nomes e porque falavam em português sem qualquer sotaque. O que, dada a constituição do plantel, e num rápido exercício de exclusão de partes, permite facilmente a sua verdadeira identificação.

Disse o "Pedro"  que foi convidado por dois homens que não conhecia, nunca tinha visto e nunca mais voltou a ver, a deslocar-se a um quarto de hotel, onde lhe prometeram um contrato com o Benfica e 40.000 euros. Já o "Armando" fazia a extraordinária revelação de ter visto dirigentes do Benfica próximo de jogadores do Marítimo, mas não podia  dizer nomes, para se proteger. Nomes, surgiram os de César Ventura e Paulo Gonçalves, não se sabe se por falta de criatividade, se por darem mais jeito.

Mais extraordinária é a revelação que os jogadores do Marítimo esperavam ansiosamente por um incentivo do Sporting. E que, quando o capitão lhes comunicou que estava garantido e que tinha o valor de 400 mil euros - contas feitas, logo ali, dava à volta de 13 mil euros a cada um - houve jogadores que se popuparam à exuberância, e não desataram para ali aos pulos.

Foi isto que eu vi na reportagem, em resultado da tal investigação que durou 8 meses. Depois, tive ainda tempo de ver o início de um debate em estúdio, onde participavam o autor, António Ribeiro Cristóvão, um magistrado e um dito especialista em direito desportivo. E, enquanto o magistrado dizia que não havia ali nada que servisse de prova de coisa nenhuma, os dois homens da SIC concluíam que estava tudo ali: era muito estranho que tivesse havido jogadores que não festejaram a oferta do Sporting! 

E foi com isto que a SIC passou todo o dia de ontem a anunciar as mais bombásticas de revelações de corrupção. Foi isto que as televisões impingiram durante toda a noite, e foi com isto que os jornais de hoje enchem as primeiras páginas.

Chegamos aqui, a este jornalismo. De nojo, engajado, da intrujice ao serviço dos mais crápulas dos crápulas.

 

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