Com a confirmação de Maria Begonha, os jotinhas socialistas deram mais um forte contributo para a descredibilização dos partidos, para a convicção de que são irreformáveis, e para a ideia que as organizações das juventudes partidárias não são mais que escolas dos vícios dos mais velhos.
É pena que nos partidos políticos ninguém perceba isto.
De todas as reacções à provável candidatura de António Sampaio da Nòvoa - ou, talvez mais propriamente, ao apoio do PS a essa candiatura - a mais cáustica, mas também a mais parva, veio de Sérgio Sousa Pinto.
Um jotinha, mesmo que de barba branca, nem que pareça o Pai Natal, não deixa de ser jotinha. E um jotinha nunca consegue aceitar que alguém possa chegar a algum lado sem o cartãozinho no bolso. Ou bem mais à vista!
Esta rapaziada das jotas que tomou conta do país, e que ameaça não mais o largar, acha que isto de governar um país é como jogar qualquer coisa numa consola ou num iPad. A Passos Coelho não lhe bastou trazer o país para este buraco sem saída. Continuou a jogar, a brincar e não se deu ainda por satisfeito por, nesta altura, deixar o país neste estado e politicamente bloqueado. Sem recursos políticos nem institucionais para evitar a tragédia que aí vem.
Não satisfeito com toda a incompetência que revelou, decidiu dar largas à irresponsabilidade. À garotice!
Irresponsavelmente, usando e abusando da arrogância e da teimosia - últimas fronteiras do bom senso - que, pelos vistos, gostam de tomar conta dos primeiro-ministros em Portugal, criou condições para perder o último dos apoios com que podia contar. E que não podia desperdiçar, como antes fizera com todos os outros. Irresponsavelmente diz que não aceita o pedido de demissão de Paulo Portas, deixando a dúvida sobre qual a parte, nas palavras de incompetência e incapacidade de que Portas o acusou, ou nas da sua decisão irrevogável, que não teria percebido. Irresponsavelmente, ameaça sequestrar um ministro. Irresponsavelmente, com sequestro ou apenas com a declaração dessa intenção, inviabiliza até o funcionamento do governo em regime de gestão.
Tudo para, irresponsavelmente, dizer que não se demite. E adiar o mais possível a data das eleições, fugir da das autàrquicas. E, irresponsavelmente patético, iniciar a campanha eleitoral!
Não admira que o jota que se segue - é esse o nosso fado - tenha também aparecido logo depois nos ecrans da televisões em plena campanha eleitoral. Ao ver que Passos Coelho abrira a campanha, o jovem Seguro seguiu o mesmo caminho. Como continuará fazer, disso não tenhamos dúvidas!
Que se lixem as eleições, não era? Não, que se lixe o segundo resgate. Que se lixe o país. Que nos lixemos todos...
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