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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

UM LOUCO A MENOS!

 

Por Eduardo Louro

 

 

Este, já era… Mesmo com todas as hesitações, mesmo deixando o povo líbio entregue a si próprio!

42 anos de tirania, perseguindo, torturando e matando, dentro e fora de fronteiras, têm que ir a julgamento! Isto não pode ficar tudo bem embrulhado num exílio dourado à beira do Mediterrâneo!

E lembrarmo-nos que ainda há tão pouco tempo ele esteve por aqui, acampado com as suas excentricidades e os seu delírios. Com todas as honras! E que, ainda há menos de um ano, era o nosso governo que lá estava, de mão estendida

É apenas menos um louco que anda por aí!

 

ARBITRAGENS

Por Eduardo Louro

 

Hugo Chavez anda doido – em sentido figurado, já se vê – para assegurar a liderança de um processo de arbitragem na Líbia.

Só ele - já que Fidel Castro, que também desmascara a "colossal campanha de mentiras" sobre a Líbia, como se sabe está doente - diz, está em condições de assegurar a independência arbitral no conflito que opõe o seu amigo Kadhafi – com quem se mantém em contacto permanente – ao povo líbio. Dizem as notícias que o governo de Kadhafi em Tripoli já aceitou essa mediação! E que a Liga Árabe também!

Pronto: soma-se um novo conflito, agora entre a Venezuela e a Comunidade Internacional!

Mas aí abre-se uma nova janela de oportunidade e emerge a figura internacional de Sócrates: negociar o que quer que seja com Kadhafi e com Chavez é com ele!

 

GENTE EXTRAORDINÁRIA II

Por Eduardo Louro

 

Sócrates foge dos jornalistas para não responder ao que quer que seja sobre o que se está a passar na Líbia.

Compreende-se que sinta algum incómodo a pronunciar-se sobre o tema. Compreende-se que a língua se lhe enrole ao pronunciar o nome Kadhafi. Mas, caramba, apesar daquela irreprimível tendência para privilegiar as relações com gente desta – gente extraordinária como Kadahfi e Chavez – sempre poderia escudar-se atrás da real politik

Assim, temos Sócrates no seu melhor: a fugir dos jornalistas, a fugir dos problemas, a fugir das questões que não quer enfrentar e a fugir das responsabilidades. Que, como gente extraordinária que também é, consegue transformar pequenas questões em grandes problemas!

 

DOMINÓ NO APARELHO DE ESTADO

 

Por Eduardo Louro

 

“O regime de Kadhafi acabou”: a frase é do ministro do interior da Líbia, Abdul Fattah Yunnes, em declarações à cadeia de televisão Al Arabiya.

O ministro do interior disse mais: disse que se tinha “juntado à revolução popular em curso no seu país” e disse que tinha ordenado às suas forças para “não apontarem armas aos líbios” …

E disse ainda que Muammar Kadhafi, que foi alvo de uma tentativa de assassínio por parte de um seu ajudante, provavelmente se suicidará!

Esta onda revolucionária árabe não pára de nos surpreender! É dominó atrás de dominó… Já chegou ao coração do regime!

Quem, ainda ontem, depois do discurso ameaçador de Kadhafi a anunciar o genocídio e a ameçar com a guerra civil, seria capaz de prever para hoje estas palavras do ministro do interior?

Mas não foi também depois do discurso de negação de Mubarak que a liberdade e a vitória foram cantadas na Praça Tahrir?

 

DOMINÓ DIPLOMÁTICO

Por Eduardo Louro   

 

O banho de sangue continua na Líbia, com Kadhafi apostado em repetir Tiananmen.  

O efeito dominó instalou-se na estrutura diplomática do país a partir da posição do embaixador em Nova Deli, de que ontem aqui dei nota. Sucedem-lhe, a começar pelo próprio embaixador na ONU, os embaixadores na Austrália, na Malásia, no Bangladesh... O que, infelizmente, não parece passar para o interior do aparelho de poder instalado no país, ao que parece a resistir à desagregação.  

Efeito dominó não vemos na comunidade internacional, pese embora a ameaça da ONU de considerar a violência em curso sobre a população líbia como crime contra a humanidade. Continuamos a assistir a um silêncio ensurdecedor da União Europeia e dos países membros. Sentimo-nos incomodados pelo silêncio da Europa e pelo silêncio português – agora que Portugal tem assento no Conselho de Segurança da ONU. Sentimo-nos incomodados quando lembramos a recepção dispensada a Kadhafi ainda há pouco, na vergonhosa cimeira de todos os ditadores. Sentimo-nos envergonhados quando revemos as fotografias sorridentes de Amado e Sócrates à volta de um Kadhafi de olhar perdido e lunático. Mas o que sentir quando vemos que o conselheiro pessoal do filho de Kadhafi – Saif Al-Islam – que ontem garantia que iriam “lutar até ao último minuto, até à última munição e até que o último homem esteja de pé” – se dá pelo nome de Tony Blair?

 

 

 

DOMINÓ EM BANHO DE SANGUE

Por Eduardo Louro

 

O movimento de contestação popular às ditaduras árabes do médio oriente não pára de engrossar. À medida que engrossa e avança vai deixando menos espaço à surpresa, a ponto de alguns dos regimes agora debaixo de fogo se terem apressado, numa tentativa de jogada de antecipação, a anunciar reformas, aberturas políticas e mesmo melhorias em vencimentos e pensões.

O dominó, no entanto, está em marcha. Mas agora com mais sangue, com as peças a caírem directamente em poças de sangue. Porque desapareceu o factor surpresa e os regimes foram tomando providências, a principal das quais não terá deixado de ser uma especial atenção aos militares que lhes garantem a sobrevivência.

Nos últimos dias assistimos a cenas dramáticas no Bahrein, com apelos desesperados de médicos impotentes para tratar a avalanche de feridos e estropiados que invadia os hospitais. Muitos nem sequer lá chegavam: as forças de segurança tudo faziam para impedir as ambulâncias de prestar auxílio às vítimas!

A proximidade do arranque da primeira etapa do campeonato mundial de fórmula 1, precisamente o Grande Prémio (GP) do Bahrein já no próximo dia 13, terá ajudado a aumentar a carga repressiva com vista a limpar a revolta. Depressa e em força, porque o GP não pode ficar em causa!

Na Líbia a violência tomou proporções ainda mais dramáticas. Kadhafi faz jus à sua fama de mais crápula dos ditadores daquela área do mundo. O louco e excêntrico ditador líbio, que há mais de 40 anos brinca com o Ocidente – que não só sempre lhe perdoou as travessuras como sempre lhe alimentou extravagâncias e caprichos – e rouba o seu povo, a quem condena à ignorância (tem a originalidade de proclamar que a escola não serve para coisa nenhuma, que as crianças, em vez de irem à escola, devem ser postas a trabalhar desde muito novas porque é a trabalhar que aprendem – se uma criança quer ser médico não deve ir estudar, deve ir trabalhar para um hospital que, ao fim de muitos anos, terá adquirido o conhecimento para ser médico) e à miséria.

A tudo deitou mão: polícia, exército, milícias e jagunços! E á medida que as mortes não param de crescer, vítimas de uma maré de violência sem limites, o aparelho de estado líbio começa a dar sinais de desintegração: diplomatas que se demitem e abandonam embaixadas – o embaixador em Nova Deli demitiu-se e garantiu à BBC que Kadhafi está a recorrer a mercenários estrangeiros para matar o seu povo – e, há momentos, era o próprio ministro da justiça a anunciar a demissão em protesto contra a violência repressiva empregue.



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