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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Ferrari mil

F1PT – F1 em Português

A Ferrari comemorou hoje o seu milésimo grande prémio na História da fórmula 1, justamente no Grande Prémio da Toscana, na sua própria pista.

O número é bonito, como bonita foi a festa com, entre outros acontecimentos, uma volta de exibição do filho de Michael Schumacher no bonito Ferrari com que o seu pai correu em 2004. A lendária equipa do cavalino rampante decidiu assinalar este marco histórico com o regresso à cor do carro que iniciou esta História, o Ferrari 125 com que disputou o Grande Prémio do Mónaco de 1950 - o vermelho escuro.

Um vermelho morto que, quando comparado com o seu marcante vermelho vivo, faz jus à realidade actual da equipa, bem escura e sem vida, como hoje ficou mais uma vez demonstrado, com os seus dois carros a serem os autênticos bombos da festa.

O velório Ferrari na sua festa foi uma das mais acidentadas corridas da História, com duas bandeiras vermelhas. Logo no arranque - em que Bottas, na segunda posição da grelha, ganhou a partida a Hamilton, o Red Bull de Verstappen, depois de um bom arranque, falhou logo a seguir e fez com que uma série de carros lhe batessem e batessem entre si.

E logo na primeira volta o safety car foi chamado à pista. Quando saiu, Bottas, na frente, numa daquelas manobras para enganar o perseguidor (Hamilton), tardou no arranque. Lá para trás não contavam com isso, carregaram no acelerador e... nova carambola, com mais uma série de carros a espatifarem-se uns contra os outros. Safety car de regresso e ...bandeira vermelha.

Nova partida. Desta vez era Hamilton o segundo, e foi ele o melhor a arrancar. Sem corrida, nove voltas estavam entretanto consumidas. A partir daí foi o costume, domínio completo dos Mercedes, que deu até para Hamilton trocar de pneus e regressar à pista na liderança.

Faltavam 15 voltas para o fim quando Lance Stroll (pneu rebentado) saiu de pista e destruiu o seu Racing Point. E nova bandeira vermelha. E nova partida. Desta vez com Hamilton a manter o primeiro lugar no arranque e a conquistar o seu 90º grande prémio. Com Bottas a garantir a dobradinha para a Mercedes, e Alexander Albon (Red Bull) a fechar o pódio.

 

Regresso da emoção à fórmula 1

Inacreditável: Gasly estreia-se a vencer numa corrida de loucos em Monza

 

Quando a fórmula um começava a transformar-se numa pasmaceira, com a superioridade da Mercedes a incomodar o próprio Lewis Hamilton, surgiu o Grande Prémio de Itália, disputado ontem em Monza - o último da família Williams, ao fim de 43 anos - pleno de espectacularidade e emoção, como há muito se não via.

Tinha tudo para ser mais uma corrida enfadonha, como vêm sendo quase todas. Com os Mercedes a saírem e a acabarem na frente, pese um ou outro sobressalto de pneus numa rara decisão menos acertada. Mas com a Ferrari sem conseguir acordar do longo pesadelo em que caiu - ontem foi apenas mais uma desgraça, com Vettel a abandonar, sem travões, logo no início, e Leclerc a sair de pista e a bater violentamente nas protecções, felizmente sem outras consequências que não fossem a destruição completa do carro ... e a longa interrupção da corrida - Monza pareceu querer vingar-se na Mercedes.

Logo no arranque qualquer coisa que ninguém percebeu se passou com o carro de Bottas, que caiu de segundo para sexto, donde praticamente nunca mais conseguiu sair. Quem logo aproveitou foi Carlos Sainz, filho, da Mclaren, que ficou com o segundo lugar, atrás do inevitável Hamilton, que mais não fez que dominar confortavelmente durante 25 voltas. 

Só que, na primeira entrada do saferty car, por problemas na pista deixados pelo Haas de Magnussen, Hamilton, que tantas vezes tem sido comido nestas circunstâncias, apressou-se a aproveitar para trocar de pneus. Tanta pressa que nem reparou que a via das boxes ainda não estava aberta. Estava já informado da penalização de um stop and go com 10 segundos por essa infracção quando Charles Leclerc espatifou o seu Ferrari, o que trouxe de volta o saferty car,  e, logo depois, a bandeira vermelha. 

No recomeço Hamilton cumpriu a penalização e caiu para o último lugar. E a corrida foi outra. Ou foram duas: uma na frente, na disputa pela vitória, e outra, de Hamilton, para se saber até onde conseguiria recuperar. Ambas espectaculares. Hamilton ganhou nove lugares, chegou a sétimo e ficou com a volta mais rápida. E lá na frente Gasly e Sainz, especialmente nas duas últimas voltas, discutiram a vitória como há muito não se via.

Gasly, que assumira a liderança na confusão das interrupções, segurou como pôde até ao último metro a sua primeira vitória, também primeira da estreante AlphaTauri, que não a da Honda, que fornece os motores. Sainz, que para o ano estará na Ferrari, fez com o segundo lugar o seu melhor resultado de sempre – e o melhor da McLaren desde 2014. E Lance Stroll fechou o pódio, o seu segundo e o primeiro da Racing Point desde 2018.

Monza foi evidentemente uma excepção que não será fácil de repetir-se. A regra é os Mercedes, e especialmente Hamilton, não caírem em distracções e, por isso, ganharem sempre. E fixarem novos recordes, quando quase todos os de Schumacher já estão batidos.

Desporto a alto nível

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Acaba de terminar, de forma espectacular, o grande prémio do Abu Dhabi, e com ele a septuagésima edição do campeonato do nundo de fórmula um. 

Nada estava já em disputa. Lewis Hamilton tinha já assegurado o título de pilotos, na antepenúltima etapa, no México. O quinto, como Fangio, só atrás de Schumcher, com sete. E a Mercedes também já confirmara o título de construtores no último grande prémio,  no Brasil.

Hamilton voltou a ganhar, com Vettel na segunda posição, como na classificação final do campeonato, e o extraordinário e irreverente Verstappen em terceiro, quarto no campeonato, atrás de Raikkonen.

Este campeonato do mundo foi espectacular, teve de tudo o que um grande espectáculo de automobilismo tem que ter. Emoção, coragem, força mental, sangue frio, estratégia, sorte e azar, que também fazem parte do desporto. E se Hamilton foi quem teve mais disto tudo, Verstappen, o autor das mais fantásticas recuperações ao longo da época foi, de longe, quem mais aportou  emoção,  coragem, sangue frio e ... até loucura e mau feitio. Um grande campeão na forja, sem dúvida!

Mas, o que mais de espectacular teve este último grande prémio da época, que já nada tinha para decidir, foi a despedida de Fernando Alonso, o decano campeão e provavelmente o exemplo máximo desta disciplina de élite do que é estar no sítio certo na hora errada. Concluída a última volta da corrida, não sei se programado, se espontâneo - pouco importa -, os dois primeiros esperaram por Alonso e fizeram uma derradeira volta em escolta, ao logo da qual brindaram o público com séries de manobras espectaculares acabada num abraço a três, no mais arrepiante gesto desportivo numa das mais competitivas modalidades individuais do desporto mundial, num abraço que unia os três campeões mundiais que terminaram a corrida. Faltou Raikkonen, o quarto campeão, que não pôde terminar o grande prémio. Não fosse isso, e teria sido ainda mais bonito!

Como bonito foi o desportivismo entre os dois grandes rivais dos últimos anos - Hamilton e Vettel. Bonito como foi juntar-se-lhes Verstappen, o fantástico bad boy!

Para a próxima época a fórmula entra mais pobre, com menos um campeão. Já só três!

 

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