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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

De peito feito

Expresso on X: "📖 Ex-primeiro-ministro apresenta “Identidade e Família”,  um livro que reúne 22 contributos da direita mais conservadora, contra a  “destruição da família” tradicional. Saiba sobre que falam os textos:  https://t.co/vFoXCsrMey

Com a bênção do Cardeal Manuel Clemente, assim como de outros membros do clero, será hoje apresentado por Passos Coelho, ao fim da tarde, o livro “Identidade e Família”, um manifesto anti-progressista, que reúne contributos de um conjunto de pessoas da direita mais conservadora, praticamente todas com passagens pelos últimos governos do PSD, ou pelas respectivas bancadas parlamentares de apoio. 

Entre os alvos a abater estão a igualdade e a autodeterminação de género, o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a procriação medicamente assistida, ou até a legislação que facilita o divórcio; ou mesmo escola pública que, "sequestrada por conteúdos programáticos", "retira o direito de os pais impedirem que os seus filhos sejam submetidos a essa doutrinação”. Tudo na defesa "do humanismo cristão contra o totalitarismo democrático”, e da família como a “única sociedade natural, universal e intemporal”.

Tudo isto poderia não passar de mais uma cena patusca, com ares de folclore. Os subscritores são conhecidos, a Igreja que temos também sabemos o que é, e Passos Coelho é apenas cada vez mais aquilo a que se pode "dar ao luxo" de ser. As teses são frequentemente abstrusas, como se já não fossem famílias - a mesma "sociedade natural" - todas as que vivem e sentem questões de género e de sexualidade. Como se democracia e totalitarismo fossem a mesma coisa, ou o "humanismo cristão" não seja nem humanista nem cristão. 

Nesta altura, nesta precisa altura, é muito mais que isso. É o radicalismo ultra-conservador de peito feito, cheio de si. 

 

Valores que servem para servir

Entenda a importância da missão, visão e valores para sua empresa!

Já aqui me referi por algumas vezes à espécie de hooliganismo e de talibanização que, em torno guerra em curso na Ucrânia, se instalou na sociedade portuguesa a partir de um espaço mediático virado para a exploração de emoções.

Nada acontece por acaso. E esta escalada teria de ter consequências. Como é natural, não tardaram a surgir!

Hoje os jornais trazem-nos dois exemplos. No Expresso, Miguel Sousa Tavares,  reserva a sua habitual página semanal à notícia da criação do "Clube Liberal Português" e á transcrição dos seus princípios fundadores. E o Observador publica um artigo de um tal José Crespo de Carvalho, professor no ISCTE e dirigente  de uma plataforma que se dá pelo nome de "We Help Ukraine, Organizações cívicas e sociais. A platform to help Ukraine refugees find living support worldwide".

Ambos suficientemente elucidativos. No primeiro - procurei mas não encontrei mais informação deste "Clube Liberal Português", pelo que recorro exclusivamente à publicação do MST no pressuposto que tudo o que lá está seja verdadeiro - encontramos princípios doutrinários que de liberal não têm nada. Pelo contrário, todos aqueles dez pontos poderiam constar de qualquer manifesto do mais profundo totalitarismo. No segundo, a coberto de uma estrutura de suposto apoio a refugiados ucranianos, encontramos alguém com uma posição que não se distingue muito da das máfias que se juntaram nas fronteiras da Ucrânia para caçar mulheres e crianças para alimentar redes de prostituição e escravatura sexual.

As ondas criam-se para ser surfadas. Os valores, os apregoados valores, que se lixem. Só servem enquanto servirem para servir!

 

 

Sempre a tropeçar no mesmo sítio

Resultado de imagem para pcp a tropeçar

 

De tempos a tempos o PCP tropeça nos conceitos da liberdade e da democracia, e lá cai com grande atrapalhação nas suas dificuldades de identidade. Não é surpresa para ninguém, e parece que toda a gente sabe lidar com isto: o PCP vai tentando que os intervalos entre esses tempos sejam cada vez maiores, tentando fintar a comunicação social para que não aproveite exactamente todas as oportunidades para o fustigar com a matéria.

Ontem voltou a ser dia de o PCP, mais que simplesmente tropeçar, chocar de frente com o tema e estatelar-se ao comprido.

Primeiro foi Jerónimo de Sousa, em entrevista ao Observador (pois... devia saber que cautelas e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém), atrapalhadíssimo com a democracia da Coreia do Norte (é verdade, é um clássico, mas o PCP não consegue resolver a questão!). Se não era uma democracia, era porque isso não passava de uma opinião. Ou não, o que era mesmo preciso discutir era o que é isso de democracia...

Depois, à noite, foi a vez de António Filipe ser completamente trucidado na RTP, no Prós & Contras, a insistir, mais uma vez atrapalhadíssimo, na defesa da indefensável legitimidade democrática do regime de Maduro na Venezuela.

Uma coisa é a fidelidade a princípios e valores que sustentam uma matriz ideológica. Outra, completamente diferente, é cristalizar na sua projecção, deixando de ver tudo à volta. Que é o que o PCP, indiferente ao tempo que passa e às gerações que mudam, continua a fazer.

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