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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Que se lixem as aspirinas, somos bergamascos!

Atalanta conquista inédito título da Liga Europa com hat-trick de nigeriano  e quebra invencibilidade do Leverkusen – Notícias do brasil

Em Dublin, a Atalanta acabou de ganhar a Liga Europa, depois de ter literalmente atropelado o Bayer de Leverkusen, campeão alemão sem derrotas, como nunca tinha acontecido na bundesliga.

Esta foi de resto a primeira derrota da equipa alemã em toda a época. No penúltimo jogo, já que ainda lhe falta disputar a final da Taça. 

Gasperini, o velho treinador italiano, deu um banho a Xabi Alonso, o jovem que por esta altura é o mais pretendido treinador na Europa. Com uma marcação cerrada a todo e qualquer adversário, e em todos os metros quadrados do campo, a equipa italiana asfixiou a super-favorita equipa alemã. O resto foi obra de Lookman: três golos, qual deles o melhor.

Contávamos todos - os benfiquistas - que fosse a equipa de Grimaldo a ganhar, o que garantiria a entrada directa do Benfica na Liga dos Campeões. Contava também Rui Costa, ao marcar para amanhã a entrevista por que todos aguardamos.

Éramos todos do Leverkusen; agora passamos a ser todos do Atalanta. Bergamascos. A torcer para que ganhe os dois jogos da Série A que lhe faltam jogar, para assegurar o quarto lugar na classificação. Que, depois desta primeira e épica vitória europeia, certamente pouco lhe interessará. Interessa tudo ao Benfica, já que é agora a única porta para a entrada directa na "Champions".  Agora ainda mais decisiva!

E agora, Rui Costa?

Roger Schmidt depois da queda europeia diante do Marselha:

O Benfica procurou o azar, e encontrou-o. Merecidamente!

Demonstrara em Lisboa que tem melhor equipa, que tem melhores jogadores que o Marselha, o 9º classificado da Liga francesa. Podia ter então arrumado com a eliminatória, mas falhou. Por falta de ambição e de competência. Voltou a mostrá-lo nos cinco ou seis minutos iniciais do jogo desta noite em Marselha. Depois, sem se perceber por quê, desistiu de jogar e preferiu esconder-se, com medo. E só reapareceu depois de já ter sofrido o golo que empatava a eliminatória, e durante o prolongamento. Mesmo que do banco apenas se visse um treinador paralisado, de mãos nos bolsos.

Schmidt fez tudo para que tudo acabasse assim, eliminado pelo adversário mais fraco que o sorteio tinha para dar nestes quartos de final da Liga Europa. Apostou em defender o 0-0. Apostou em deixar Di Maria a arrastar-se mais de duas longas horas pelo relvado porque, falhado o 0-0, passou a apostar nos penáltis. Como se não viesse de duas eliminações por essa via. 

O Benfica (António Silva) teve azar no golo sofrido em Lisboa. Voltou esta noite a ter azar no golo (Trubin). Como já tinha tido azar naquela bola que lhe saltou das mãos quando, na descida, encontrou a cabeça do António Silva. Teve azar de Di Maria mandar a bola ao poste, no primeiro dos penáltis. 

O Benfica teve azar. Mas só teve o que procurou. Procurar a sorte dá muito trabalho. O azar é muito mais fácil de encontrar. Por isso já nem há jogadores para marcar penáltis. E não é preciso sorte para marcar um penálti, basta a cabeça limpa.

E agora, Rui Costa? 

 

Aplausos e assobios

Cinquenta e quatro mil na Luz, entre os quais os três mil adeptos do Marselha, "trocados" em última hora com as autoridades francesas (que tinham partido da proibição da presença de adeptos benfiquistas em Marselha) para assistir ao jogo da primeira mão dos quartos de final da Liga Europa e, simultaneamente, homenagear e aplaudir - infelizmente pela última vez - Sven-Goran Eriksson. 

Bonita, sentida e comovente homenagem, como aqui havia "reclamado" logo que se conheceu o seu estado de saúde. Abraçamo-lo, e ele abraçou-nos. "Eriksson de 1982 até ao fim" - como dizia uma das faixas na bancada.

Antes, na primeira parte, o Benfica, repetindo pela terceira vez o onze, depois dos dois jogos de má memória com o Sporting, não se afastou do patamar exibicional atingido naqueles dois últimos jogos. Não foi por acaso que todos tínhamos achado que o sorteio fora simpático, mas foi tão clara a superioridade do Benfica que ficou até a ideia que o Marselha era inferior ao que se esperava. O Benfica podia ter resolvido a eliminatória, até porque marcou ainda cedo, logo à passagem do primeiro quarto de hora, em mais uma bela jogada de ... transição, que Rafa concluiu como só ele (ou Di Maria) sabe fazer. Mas, na linha do que tem vindo a acontecer, voltou a falhar na última decisão. Fosse no passe, fosse na finalização. Tengstedt trabalha para a equipa, e por isso continua a convencer Schmidt, mas não tem (ainda?) capacidade técnica executar no espaço e no tempo que (não) há na grande área adversária. E o intervalo, para abraçar Eriksson, chegou com um magro 1-0.

A segunda parte abriu com o jogo no mesmo tom. O Benfica a jogar bem, a dominar em todas as dimensões do jogo. E a voltar a marcar cedo, apenas sete minutos depois do reinício. De novo - de outra forma só de bola parada - em mais uma bela jogada de ... transição, concluída com sucesso por Di Maria. 

Com o segundo golo, naquela altura, o Benfica passou a ter tudo para construir um resultado que deixasse a eliminatória resolvida. Nos cinco minutos seguintes construiu e desperdiçou mais duas oportunidades de aumentar o resultado. Que era já tranquilo, e que o domínio do jogo dava por seguro. 

A partir dos 65 minutos era natural que os jogadores começassem a acusar fadiga. Que começou a ser demasiado evidente no quarteto da frente. Quando Di Maria, Rafa e Neres já não têm condição para vir atrás e acompanhar adversários criam-se buracos. Quando Tengstedt já não consegue correr mais fica sem ter nada para fazer.

Foi assim, mesmo que se tenha tratado de um erro inadmissível de António Silva (nesta altura em deficiente estado de forma, técnica e mental) que, ao tentar cortar a bola e sair a jogar, permitiu que Aubameyang (ainda craque) se isolasse e, só com Trubin pela frente, marcasse como quis. Faltavam pouco mais de 20 minutos e, de repente, um potencial resultado de quatro ou cinco a zero passava a 2-1.

Shmidt demorou ainda uns "eternos" três minutos a fazer as duas substituições. E únicas. Tirou Tengstedt e Neres, mas deixou os outros dois. E - pior - se entrada de Marcos Leonardo é natural, a de João Mário transmitia aos que lá estavam dentro, no relvado, e nas bancadas, que o que importava era segurar o resultado. 

E foi por isso que as bancadas, que tão fortemente tinham aplaudido Eriksson, acabaram em assobios. Que Schmidt não percebe. Pode ser que, ouvindo o treinador do Marselha - "os últimos minutos e o golo dão-nos muitas esperanças para a segunda mão" - os perceba. 

Primeiro e único

O Benfica deixara demonstrado, há uma semana, na Luz, que era muito melhor que o Rangers. Melhor dito - que os jogadores do Benfica são muito melhores que os do Rangers. Poderia então ter praticamente deixado resolvido o apuramento para os quartos de final da Liga Europa mas, ter os melhores jogadores, não foi suficiente (falhou no ataque, ao falhar golos feitos, e falhou na defesa, ao oferecer os dois golos ao adversário, nas suas duas únicas oportunidades), e deixou tudo para decidir hoje, no temível e lendário Ibrox Stadium.

Cedo o Benfica voltou a mostrar que é muito melhor que o Rangers. Via-se claramente. Tão claramente quanto se via que muita coisa faltava para que essa superioridade se materializasse no jogo. E tudo o que se via que faltava, percebia-se com igual clareza, era "trabalho de casa". Era treino e preparação do jogo.

Raramente os jogadores do Benfica faziam bem duas coisas seguidas. Porque lhes faltava confiança, e porque lhes faltavam rotinas de jogo. Depois, e mais relevante ainda, era aflitivo ver como o Benfica "embarcava" no jogo que convinha à equipa escocesa. Um jogo de grande intensidade física, de duelos, "partido", de ataque e resposta. 

Com "armas" bem mais sofisticadas, o Benfica fazia a guerra do corpo a corpo. 

Foi assim toda a primeira parte em Ibrox. Numa toada de parada e resposta, num ritmo elevado, num relvado cada vez mais massacrado pela chuva, que nunca deu tréguas. Mesmo deixando-se cair no jogo do adversário, o Benfica teve mais bola,  e as duas únicas ocasiões (um frango de Trubin quase dava em golo, mas foi só isso) para marcar: uma num cruzamento de Di Maria, em que Marcos Leonardo (hoje a rifa calhou-lhe a ele)  não fez o necessário para estar no sítio certo; e outra num excelente passe de João Neves, em que Rafa e Marcos se atrapalharam um ao outro.

Com uma primeira parte altamente desgastante, temia-se que, na segunda, na mesma toada, e com o relvado cada vez mais pesado, o jogo pudesse cair para o lado britânico. Schmidt trocou Marcos, que pareceu sempre "peixe fora de água" por Tengstedt, e os primeiros minutos quiseram mostrar isso mesmo, com o Ranger a dispor de duas oportunidades - a primeira com Dessers a rematar junto ao poste direito de Trubin, batido; e logo a seguir um quase auto-golo de António Silva. 

Mas com o golo de Rafa, a meio da segunda parte, tudo mudou. Quando o Rangers queimava os últimos cartuchos - é notável que o Benfica tenha resistido fisicamente bem melhor que os escoceses -, finalmente numa transição rápida, Di Maria assistiu Rafa, ainda dentro do seu meio campo, que cavalgou para a baliza e bateu, com a classe habitual nestas circunstâncias, o guarda-redes do Rangers. O árbitro assistente assinalou fora de jogo, mas era evidente que o VAR haveria de confirmar o golo. Tanto que se tornou incompreensível o tempo que demorou.

O Benfica, melhor fisicamente, e com jogadores muito melhores, passou então a dominar o jogo. Não atingiu um nível por aí além mas, nem os tempos são para isso, nem o estado do relvado permitia muito mais. Poderia ter voltado a marcar pelo menos por mais duas vezes (no remate de Bah, com grande defesa do guarda-redes, para canto, do qual resultou um desperdício incrível de António Silva), e evitado a ansiedade que um resultado tangencial sempre provoca. E que aumentava à medida que se via Di Maria esgotado continuar em campo, com Tengstedt desviado para a ala que ele já não conseguia cobrir. E Tiago Gouveia, cheio de força - e talento - sentado no banco... Até ao minuto 90+2!

E lá vamos para os quartos de final. E lá somos a única equipa portuguesa presente na Europa. E lá fomos a primeira equipa portuguesa a ganhar na Escócia... 

 

Esperar que passe ...

Com menos de 50 mil nas bancadas da Luz, pela primeira vez nesta época – claro que isto faz mossa -, o Benfica tentava a reconciliação com os adeptos, começar a apagar os efeitos do desastre do Dragão e, ainda, um resultado que, para além condizente com isso tudo, desse garantias para a visita a Glasgow, daqui a uma semana.

O anúncio da constituição da equipa, que se vem tornando num momento alto das bancadas da Luz, não gerou controvérsia. Os assobios foram todos para Schmidt. O onze parecia finalmente à medida de uma equipa equilibrada, mesmo com o insolúvel problema dos laterais, mas esse é crónico. Florentino e João Neves constituíam o meio campo mais reclamado pelos adeptos, os três desequilibradores Di Maria, Rafa e Neres mantinham-se, mas desta vez com um ponta de lança - Arthur Cabral. 

A equipa parecia bem montada e cedo começou a querer mostrar serviço, dentro, naturalmente, do seu registo habitual. Só que, logo aos 7 minutos, na primeira vez que chegou à área de Trubin, o Rangers marcou. Acontece muitas vezes, e mais ainda ao Benfica. O que punha em causa todo o programa da noite era o desposicionamento defensivo, a completa desorganização defensiva na abordagem ao lance. E isso, como se sabe, não é novo.

A equipa sentiu o golo – não havia como o sentir – mas foi-se gradualmente reerguendo. Sem deslumbrar, mas com a exibição a ir atingindo um mínimo de consistência, logo deu para confirmar que o Rangers é uma das mais fracas equipas em competição, comportando-se exactamente como as equipas pequenas no nosso campeonato. Depois de mais de meia hora em cima do adversário, mas com os mesmos problemas de sempre na decisão final, a que acresciam duas ou três defesas miraculosas do experiente Butland, o Benfica lá conseguiu marcar um golito e empatar. De penálti!

Não havia outra forma. Já teria havido razões para assinalar dois, antes. Por faltas sobre Di Maria e Neres. Mas só este foi assinalado, por intervenção do VAR, por corte da bola com a mão num canto de Di Maria, num lance que o árbitro deixou prosseguir, a que se seguiria um novo corte com a mão, que também deixou passar. O VAR, claro, só teve de convencer o árbitro pelo primeiro.

Com tudo isto, quando Di Maria converteu o penálti com a habitual classe (Butland foi admoestado com amarelo, por manobras de diversão), já o relógio ia no segundo dos 5 minutos de compensação. 

Inacreditavelmente, logo a seguir, na segunda vez que se acerca da área do Benfica, o Rangers volta a marcar. De novo com a defesa benfiquista aos papéis, completamente desposicionada, e sem saber o que tinha para fazer. Depois de a bola ter andado ali a saltar de um lado para o outro sem ninguém a tirar dali, acabou em Fábio Silva (lembram-se da réplica do João Félix?) que "despachou" o Bah e devolveu a bola para dentro da área, rasteira, por entre quatro ou cinco jogadores do Benfica, a marcarem-se uns aos outros, que a deixaram passar para, ao segundo poste, e a ganhar posição a Aursnes, Sterling (sim, é apenas o mesmo nome) marcar.

Bastaram poucos segundos para destruir o que demorara 40 minutos a conseguir. E a primeira parte bem se pode resumir a 45 minutos a falhar: a falhar no tempo todo no ataque, e a falhar nas únicas duas vezes em que teve de defender. A última quando tinha acabado de empatar, e em cima do apito para o intervalo. Inadmissível a este nível de profissionalismo!

Nestas circunstâncias não era de prever grande coisa para a segunda parte. Mas não foi bem assim. Sem alterações a equipa surgiu mais forte para a segunda parte, com as linhas mais subidas, a fazer funcionar a pressão alta, e a meter a equipa escocesa num colete de forças donde não a deixava sair. 

A exibição não era brilhante - brilhante, mesmo, só João Neves, mas para ele já não há adjectivos - porque falhavam aquelas pequenas coisas que só a confiança dá. O toque, a finta, o remate, tudo o que sai facilmente quando a equipa está confiante, não acontece nesta altura. O Benfica dominava por completo, sucediam-se os cantos (14) e remates (25), mas não assim tantas oportunidades de golo. E as que eram criadas eram desperdiçadas, algumas de forma gritante, como aquela de Di Maria.

O empate acabaria por chegar relativamente cedo, a meio da segunda parte. Mas ... num auto-golo. A tempo de tudo, mas também de nada. 

O Rangers, bem longe daquele Steven Gerrard aqui trouxe há três ou quatro anos, defendeu o empate com tudo o que tinha ao alcance. O Benfica procurou por todos os meios, pelo menos, ganhar o jogo. Mas não conseguiu, perdido no meio dos fantasmas que o atormentam. Golos, só de penálti. Ou então que os marquem os outros... 

Às vezes isto é como as tempestades. Só temos que esperar que passem. Mas os espaços de espera também dão para aproveitar para pensar! 

 

Não foi bonito, não

Esta tarde, em Toulouse, o Benfica escapou a uma eliminação humilhante neste "play off" de apuramento para os oitavos de final da Liga Europa, mas não escapou a mais uma exibição deprimente. Salvou-se o apuramento, mas a prestação da equipa voltou a ser medíocre.

Roger Schmidt apresentou uma equipa estranha - para não lhe chamar outra coisa - para os objectivos que certamente estabelecera para este jogo. Com uma vantagem escassa, de apenas um golo pelo 2-1 da Luz, há uma semana, o objectivo não poderia ser o que, no fim, pareceu ser único - defendê-la. Teria de ser mandar no jogo, dominá-lo, marcar e ganhar. Com a evidente diferença de qualidade para o seu adversário - sim, ganhou no último jogo do campeonato no Mónaco, mas é o 13º classificado do campeonato francês - não poderia ser outro.

Por isso é que é estranha a equipa apresentada. Na defesa a novidade foi o regresso de António Silva, depois do falecimento do avô. De resto tudo normal, até porque é cada vez mais claro que ainda não foi desta que se resolveu o problema do lateral esquerdo, lá terá de estar Morato. O que não é normal é que esteja cada vez menos adaptado.

No meio campo poderia não haver João Neves, em sofrimento pela perda da mãe, no domingo, logo após o jogo. Mas quis jogar, e jogou. E foi extraordinariamente confortado pelos adeptos. Ao seu lado João Mário, como no jogo com o Vizela. Só que este era outro jogo. Pelo que jogara no domingo passado, na frente teria de haver lugar para Neres. Rafa e Di Maria têm, como João Mário, lugar cativo. O nove voltou a ser Tengstedt, e a equipa acabava por ser de quatro jogadores para defender e seis para atacar.

Poderia parecer uma equipa para atacar, dominar o jogo e ganhá-lo. Mas era apenas uma equipa partida a meio, com tudo a cair em cima de João Neves, agarrada a todos os santinhos para defender o 0-0.. 

Enquanto, na primeira parte, o Benfica conseguiu impor a superioridade técnica dos seus jogadores, e com isso ter bola, ainda foi possível disfarçar um bocadinho que as duas metades estavam escaqueiradas. Ainda deu para três boas oportunidades de golo, desperdiçadas por Rafa, Di Maria e António Silva. Os jogadores do Toulouse encolhiam-se e só davam uns "safanões" de vez em quando. Quando o faziam, usando o poder físico, e a velocidade e explorando as faixas laterais, os problemas da equipa do Benfica ficavam à mostra.

O pior foi quando, "perdidos por um perdidos por cem", à medida que o tempo avançava pela segunda parte dentro, os "safanões" passaram a ser constantes. Aí é que já não deu para disfarçar nada. As alterações de Schmidt ao intervalo não só não mudavam nada de estrutural - Morato e Tengstedt ficaram no balneário para entrarem Alvaro Carreras e Cabral - como correram mal ao nível da prestação individual. 

Aursenes (para a saída de Neres) só entrou a 20 minutos do fim, já não havia por onde colar a equipa. E Kokçu, a 5 minutos do fim, por troca com Di Maria, já só entrou para servir de "bombeiro".

Não foi bonito, não. Foi mesmo feio de mais, e valeu Trubin e mais uns santinhos quaisquer.

 

 

Adversários difíceis

O Benfica fez mais um jogo fraquinho, esta noite, com o Toulouse, uma equipa que anda pelos últimos lugares do campeonato francês, e que se apresentou na Luz nessa condição, exactamente como fazem as equipas do campeonato português que lutam pela fuga ao últimos lugares.

Não deveria, até por isso, ser novidade para o Benfica. Não havia razão para qualquer tipo de surpresa, e a equipa deveria estar mais que preparada para enfrentar o tipo de dificuldades que na realidade a equipa francesa lhe colocou. 

O problema é que o Benfica já só sabe jogar de uma única forma, e sempre sem velocidade, sem intensidade, sem profundidade, sem linha de fundo. E assim todos os adversários são difíceis, como invariavelmente Schmidt declara.

Não. Este Toulouse não é um adversário difícil, o Benfica é que o tornou, como repetidamente vem fazendo, em mais um adversário difícil. 

Na primeira parte o Benfica criou apenas duas oportunidades para marcar. Primeiro num belo remate de Rafa, que terminou com a bola no ferro do ângulo superior direito da baliza do jovem (18 anos) guarda-redes francês, completamente batido. E, depois, praticamente no último lance, num remate de João Mário, a concluir a melhor jogada que construiu em todo o jogo. Pouco, muito pouco!

Esperava-se que tudo mudasse na segunda parte. Mas o que mudou foi que o Toulouse percebeu que o Benfica estava a jogar tão pouco que acreditou que dificilmente perderia este jogo. Era só deixar passar o tempo, que continuadamente foi queimando, e ir acumulando faltas, sempre com a complacência do árbitro. No Benfica nada mudou. 

Continuou sem agressividade, sem velocidade e a tentar entrar na área pela zona central, onde os jogadores da equipa francesa montavam uma autêntica muralha de pernas. Até que, finalmente num cruzamento para a área, e já com Neres (em vez de João Mário) e Bah (no lugar de Aursenes que, com a saída de Carreras, passou para a esquerda)  em campo, a darem um safanãozito no jogo, um jogador adversário saltou com a mão a uma bola. O penálti era claro. Tão claro quanto disparatado. Mas o árbitro não o viu. Não deve mesmo ter visto porque foram precisos três minutos para o VAR o convencer a ir verificá-lo nas imagens. 

Di Maria converteu-o em golo e, como habitualmente, pensou-se que o mais difícil estava feito. Que a partir daí tudo mudaria. Mas não, outra vez. Bastaram pouco mais de 5 minutos para os franceses empatarem, ao segundo remate que fizeram à baliza, na ressaca de uma bola que subiu até ao céu dentro da área de Trubin, com toda a defesa "a olhar para o balão". Caricato. Mas intolerável, para profissionais.

No quarto dos 7 minutos de compensação - só no penálti passaram mais de quatro, o resto ficou por conta das substituições, sem que nada sobrasse para compensar o tempo queimado pelos jogadores do Toulouse a cada reposição de bola, onde quer que fosse - surgiu o penálti salvador (numa pisadela a Marcos Leonardo que, em mais uma substituição estrondosamente assobiada, tinha entrado para o lugar de Arthur Cabral) que Di Maria voltou a converter. E que valeu a vitória. Justa - talvez a derrota do Toulouse seja mais justa que propriamente a vitória do Benfica - mas que não esconde a realidade que o Sr Schmidt teima em negar.

Pior que esta negação da realidade só as tochas que uns energúmenos voltaram a lançar lá do topo deles. Como pode haver quem queira tanto mal ao Benfica?

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