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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

You ́ll never walk alone

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Com um golo logo no arranque do jogo - penalti aos 20 segundos - e outro no fim, o Liverpool conquistou a sexta Champions da sua História, no dia em que José António Reyes - um dos nossos - desapareceu tragicamente, deixando o futebol mais pobre.

O golo, praticamente na bola de saída, fez, primeiro - claro - mal ao Tottenham, depois, fez mal ao Liverpool e - já que foi mais uma final inglesa - the last, not the least,  fez mal ao jogo. Que, nem de perto nem de longe, correspondeu às expectativas deixadas pelas meias finais, e pelo espectacular apuramento destas duas equipas para esta final de Madrid.

Com uma primeira parte quase enfadonha, a segunda valeu mais pelo que queríamos que prometesse, do que propriamente pelo que foi. Foram quase 45 minutos à espera dos minutos que valessem a final prometida pelas meias fianis. E que verdadeiramente acabaram por nunca aparecer.

Pode sempre dizer-se que ganhou a melhor equipa. Mas que o Liverpool é melhor equipa já sabíamos. Como também sabíamos que Yurgen Klopp é (e foi) melhor que Maurício Pochetino, ou que - ou talvez não - Alisson Becker é (e foi) melhor que Hugo LLoris.

 

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Final com final anunciado

 

O Real Madrid conquistou hoje em Kiev a sua 13ª Taça dos Campeões Europeus. E a terceira consecutiva na nova era Champions. Tudo feitos difíceis de igualar.

Real Madrid e Liverpool, dois senhores do futebol europeu, proporcionaram uma grande final. Os reds entraram por cima, a superiorizarem-se à custa da tremenda pressão sobre o adversário, como Klopp gosta, e mandaram no jogo até ao momento chave do jogo: a lesão do egípcio Salah, a estrela maior do Liverpool, nesta altura, por volta da meia hora de jogo, num lance onde Sérgio Ramos - sempre ele - não fica bem na fotografia.

Pouco depois também o lateral direito madrileno, Carvajal, foi obrigado a sair, por lesão. Que, não tendo a mesma influência no jogo, não foi de menor carga emocional. É que Carvajal vai provavelmente falhar o Mundial, como já falhou o último, no Brasil, por lesão igualmente contraída na final da Champions, então na Luz.

Sem Salah, e mesmo transferindo as suas funções para Mané, que confirmou toda a sua enorme categoria, o Liverpool passou a ser outra equipa. E deixou fugir o domínio do jogo para o adversário.

Os golos só vieram na segunda parte. O primeiro, para o Real, oferecido pelo guarda-redes Karius a Benzema. Caricato! O Liverpool reagiu bem à asneira do seu guarda- redes e, menos de 5 minutos depois, restabelecia o empate, pelo inevitável Mané, e depois, disfarçado de Cristiano Ronaldo, entrou Bale, o homem do jogo!

Dois minutos depois de entrar assinou um golo espectacular, numa réplica à bicicleta de Cristiano Ronaldo, em Turim. Vinte minutos depois voltou a imitar o "melhor do mundo", num grande remate de longe que o pobre Karius decidiu transformar em golo. E pronto, ficava escrito o último capítulo de uma história com final anunciado. Porque nisto de Champions é mesmo assim: no fim ganha o Real Madrid!

A figura desta final poderia ter sido Salah, mas a sorte não quis nada com ele. E a figura da equipa foi Mané, com Firmino a passar ao lado do jogo. Como Isco, do outro lado. E até mesmo Cristiano Ronaldo, que não gostou nada de ter ficado em branco e sido ofuscado por Bale, como se viu pelo amúo que revelou no final do jogo, deixando no ar a ameaça de sair...

 

  

Ilusório é isto mesmo

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O desfecho final da eliminatória pode até sugerir grande equilíbrio de forças, muita incerteza no resultado e invugar emoção até ao apito final. Mas não foi nada disso que se passou na outra meia-final: o 5-2 de Liverpool foi, antes e durante praticamente todo o jogo, 5-0. Do massacre à displicência foi uma questão de minutos: os minutos finais que tornaram um resultado vexatório - se é que isso existe - num 2-5 que não era nada pior para a Roma que os revertidos 1-4 de Barcelona.

O 4-2 de hoje, em Roma, não tem uma história muito diferente. O Liverpool voltou a mostrar ser imensamente superior, só que, mais uma vez, rapidamente passou da superioridade à displicência. Enquanto foi a valer o domínio da equipa inglesa foi indiscutível; os romanos apareceram quando, por muito que fizessem, já não podiam fazer coisa nenhuma. O Liverpool esteve grande parte do tempo a ganhar, depois tolerou o empate e, no fim, nos últimos minutos - a 4 dos 90 e outros 4 depois dos 90 - o resultado acabou a um só golo do prolongamento. Que nunca passou pela cabeça de ninguém!

Mas, claro e sem dúvida nenhuma, a Roma foi uma equipa rija, caiu de pé e com honra. E teve sempre o grande mérito de não se deixar abater. De, à beira do precipício, se agarrar à vida. Mas nada que tenha a ver com o espectacular 7-6 que fechou a eliminatória.

O Liverpool foi muito superior. E será um osso bem duro para o Real Madrid roer em Kiev, no próximo dia 26!

“You´ll never walk alone”

Por Eduardo Louro

 

Se o futebol é fantástico, o futebol inglês é ainda mais fantástico. O Liverpool vivia o sonho de, 24 anos depois, voltar a ser campeão. Tinha tudo a seu favor: jogava o melhor futebol da Premier League, gozava até de forma evidente dos favores da arbitragem e, a exemplo do Sporting por cá, e da Roma em Itália, ficara de fora das competições europeias, e por isso com bem menos desgaste que a principal concorrência.

Hoje recebia em Anfield Road o Chelsea, um dos principais concorrentes, que a inesperada derrota na última jornada, em casa com o último, o Sunderland, praticamente deixara sem hipótese… Que está no meio da meia-final da Champions, com o Atlético de Madrid e que por isso surgia bastante desfalcado. Bastaria ao Liverpool empatar, para se manter como favorito maior, com o título praticamente à mão!

Mas perdeu. Perdeu com o Chelsea do autocarro. Porque é assim mesmo: um autocarro é um autocarro, seja quem for que se meta lá dentro. É pena, mas é assim. Di Matteo começou a construir o terminal rodoviário – depois de ter visto que o Mourinho tirara a carta em Milão, com o Inter – a que Rafa Benitez deu seguimento. Mourinho, ao que se diz o melhor do mundo, limita-se a puxar dos galões que trouxe do Inter para, com toda a perícia, estacionar bem todos autocarros que lhe deixaram na garagem.

Porque o futebol é mesmo fantástico tudo começou com um erro enorme do já mítico Gerrard, lenda e capitão do Liverpool, que entregou a bola ao desengonçado Demba Ba, sozinho à frente da baliza. Foi o jogador que mais queria – e mais merecia – ser campeão que, no tempo de compensação da primeira parte, deitou tudo a perder. O golpe final, o segundo do Chelsea, aconteceu nos últimos instantes do jogo. Com os reds desesperadamente à procura do empate, é o ex-Chelsea Sturridge quem entrega a bola ao brasileiro Willian, que fica apenas com a companhia do espanhol e ex-Liverpool Fernando Torres e com todo o campo vazio à sua frente, até à baliza, onde chegam ambos sozinhos, lado a lado…

E assim, o City, que ganhou tranquilamente ao Crystal Palace, e tem larga vantagem no factor de desempate – diferença entre golos marcados e sofridos – não depende se não de si próprio para voltar, dois anos depois, a conquistar o título.

E aquela massa espectacular que nos deixa arrepiados a ouvir o “You´ll never walk alone” vai ter de esperar mais um ano. Passarão a ser 25 anos, mas nem por isso o entusiasmo arrefece naquelas bancadas!

 

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