Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Magia branca

VÍDEO: O golaço de calcanhar de Darwin contra o Real Madrid

Champions ... é Real Madrid!
 
Antes ficaram famosas as "remontadas" em Chamartin. A forma épica como os madrilistas aí viravam jogos e eliminatórias já perdidos, como ainda na última época sucedeu por diversas ocasiões.
 
Agora, é no próprio campo do adversário, como hoje, em Liverpool, no inexpugnável Anfield Road!
 
De presa fácil no primeiro quarto de hora, passou a predador inclemente no resto do jogo. A perder por 0-2 aos 14 minutos, aos 67 já tinha dado a volta a tudo, com cinco golos, num jogo memorável. Que começou com o golo fabuloso de Darwin, um golo de calcanhar que foi muito mais que um "simples" golo de calcanhar, desde já candidato maior a melhor golo desta Champions. Passou por um erro inacreditável de Courtois, depois, por mais um golo de grande categoria, de Vinícius e, depois ainda, no empate, por Allison imitar o seu colega da outra baliza. Dois dos melhores guarda-redes do mundo, com dois dos maiores erros que os guarda-redes podem cometer.
 
Ambos sem hipótese de remissão porque, e este é apenas mais uma das coincidências deste jogo, apenas tiveram oportunidade de fazer uma defesa. Dos remates (enquadrados) à baliza das duas equipas, só um não foi golo.
 
O resto ... é Real Madrid e magia e a força do branco na Champions!

Champions e Real Madrid confundem-se!

A História ganha jogos, Curtois faz o resto. E o Real Madrid ganha a Champions. A décima quarta!

Em Paris, o Liverpool jogou mais, e rematou muito mais. O Real fez dois remates, acertou com um na baliza, fez um golo e ganhou. Alison não fez uma defesa, Courtois fez dez!

Champions e Real Madrid confundem-se!

O jogo não foi lá grande coisa. E não deve ter sido por ter começado com quase 40 minutos de atraso, coisa nunca vista. Como nunca se tinha visto adeptos entrarem no estádio trepando pelos portões fechados.

Futebol a sério

Manchester City vs Aston Villa LIVE: Premier League result and reaction - Man  City win title | The Independent

Chegou ontem ao fim a Premier League. Manchester City e Liverpool chegaram à última jornada separados por um ponto, a favor da equipa de Guardiola. Ambas as equipas jogavam em casa, junto do seu público: o City recebia o Aston Villa, de Steven Gerrard, um dos mais emblemáticos jogadores e capitães da História do Liverpool, onde passou toda a sua vida de praticante de futebol; em Anfield Road, o Liverpool recebia o Wolverhampton, de Bruno Lage, a equipa mais portuguesa de Inglaterra. 

A possibilidade de terminarem em igualdade pontual era remota, mas no melhor campeonato nacional do mundo tudo pode acontecer. Seria necessário que a equipa de Guardiola perdesse e que a Yurgen Klopp empatasse. Mais improvável seria que esse empate pontual servisse para o Liverpool conquistase o título. O desempate far-se-ia pela diferença entre golos marcados e sofridos, e esse factor era favorável ao City. Seria necessário que fosse derrotado por uma diferença de seis golos. Pelo que o cenário verdadeiramente realista para que o Liverpool fosse campeão passava por ganhar o seu jogo e esperar que Steven Gerrard desse uma ajuda, ganhando em Manchester.

Os dois jogos arrancaram, à mesma hora, naturalmente. Em Manchester o City tomava conta do jogo, ao seu jeito. Mas as coisas não saíam bem, era evidente o peso da responsabilidade que os seu jogadores carregavam. Nem os melhores e mais experientes escapam a estes momentos. Em Liverpool tudo começou ainda pior, com a equipa de Bruno Lage a jogar muito bem, e com Pedro Neto endiabrado. Marcou logo aos 3 minutos e esteve por mais duas vezes muito perto do golo, antes de sair, lesionado, ainda antes do meio da primeira parte. E aí o jogo começou a mudar. De tal forma que Sadio Mané empatou logo a seguir, aos 24 minutos.

Pouco depois, aos 37, em Manchester o Aston Villa, que só defendia, na primeira vez que o pontapé para a frente resultou, marcou. E fez-se festa em Anfield onde, apesar de tudo, os Wolves iam discutindo o jogo e até obrigando Allison a muito e bom trabalho. O intervalo deixava tudo na mesma, e o nervosismo passou ansiedade dramática no Etihad quando mais um pontapé para a frente, desta vez do próprio guarda-redes, levou a bola a Philippe Coutinho, e o ex-Liverpool, com a classe que se lhe reconhece, marcou o segundo. Guardiola acabara de trocar Bernardo Silva por Gudogan, e a resposta era um inacreditável 0-2, a 20 minutos do fim.

Mais festa em Liverpool, mesmo que o empate por lá subsistisse. Entretanto, no Jamor começara o jogo da final da Taça, entre o Porto e o Tondela. Enquanto na Cidade do Futebol o VAR se entretinha durante cinco minutos a descortinar um fora de jogo para acabar a descobrir um penálti a favor dos do costume, em Manchester esse mesmo tempo, entre os 76 e os 81 minutos, era aproveitado pelo City para marcar três golos - dois do "herói" Gudogan, a lembrar Kun Aguero, há dez anos, com o de Rodri pelo meio -, dar a volta ao resultado e garantir o segundo campeonato consecutivo. 

Demonstrativo do que é o futebol, a sério, em Inglaterra, e o da palhaçada, em Portugal. Enquanto aqui, numa final da Taça, o VAR se entretém entre um fora de jogo e um penálti sempre a favor dos mesmos, em Inglaterra ganha-se um campeonato!

Já o Machester City tinha feito a reviravolta, e o Etihad rebentava em festa, quando Salah, aos 84 minutos, em Anfield conseguia desfazer o empate, e assegurar a vitória - confirmada com o terceiro golo (Robertson) já em cima do minuto 90 - que já não servia para nada. E na verdade, nem mesmo com o City a perder por 2-0, nunca o Liverpool esteve virtualmente campeão! 

 

Se houvesse "ses"

 

O Benfica despediu-se da Champions, afinal a única competição onde esta época terá percorrido um trajecto aceitável. Acabou por se ficar pelos quarto de final o que, não sendo mau, também não é nada por aí além. Não que nesta fase da maior competição de clubes do mundo, e perante o quadro de concorrentes, fosse exigível muito mais. Não que o Liverpool não seja uma das mais fortes equipas do mundo. Apenas pelo que foram os dois jogos da eliminatória, e pelo exemplo que foi dado pelo Villareal, ao eliminar ... o Bayern.

Com o que aconteceu ontem em Munique, o Benfica não tem nada a ver. Aconteceu o que às vezes acontece, quando há rigor competitivo. Já com o que aconteceu nos dois jogos da sua eliminatória com o Liverpool,, o Benfica tem muito que se diga A começar na falta de rigor competitivo, a tal coisa que faz acontecer o que às vezes acontece. E que aconteceu à equipa espanhola.

Claro que o jogo de hoje, em Anfield Road, estava marcado pelo resultado na Luz, na passada semana. A própria equipa com que o Liverpool entrou em campo, sem quatro ou cinco dos jogadores mais utilizados de início, reflectia isso. E por mais que Nelson Veríssimo verbalizasse fé, que falasse em marcar primeiro para ainda discutir a eliminatória, marcar três golos ao Liverpool era coisa de elevado grau de improbabilidade. Não sofrer nenhum, não era mais fácil, mas era a condição necessária. Só que, como se tem visto, um jogo sem sofrer golos é coisa que o Benfica não sabe o que é.

Falar das hipóteses do Benfica eliminar o Liverpool e seguir para as  meias finais era coisa do domínio da fantasia. O que havia era um jogo para jogar e sair dele com a maior dignidade possível, sem danos pesados de prestígio, e sem deixar a equipa mais arrasada do que tem andado. E para isso, o jogo deu.

O Benfica entrou benzinho e a jogar um futebol que não envergonhava ninguém. Um jogo entretido, e dentro das melhores expectativas. O primeiro remate a sério até foi do Benfica, naquele pontapé de Everton com a bola a fugir de Alisson Becker. Fugiu tanto que acabou para sair rente ao poste direito do guarda-redes, sem qualquer hipótese de defesa. Só que pouco depois, ia ainda a primeira parte a meio, no primeiro canto para o Liverpool, o primeiro remate e o primeiro golo. Exactamente igual ao também primeiro na Luz. A única diferença é que, na Luz, Kanoté disputara a bola com Everton, com pouco mais de metade da sua altura; desta vez disputou-a no meio dos centrais do Benfica. 

Do rigor, do tal rigor de que se fazem as coisas que às vezes acontecem, ficamos conversados. Voltemos por isso ao que se podia tirar do jogo. Foi o que Darwin fez logo a seguir, dois minutos depois, com um grande golo, numa execução de classe, a picar a bola por cima de Alisson Becker. Não contou, foi anulado por fora de jogo, mas ficou na fotografia. Contaria o de Gonçalo Ramos, dez minutos depois. Era o empate, e era também um belo golo. E lá se foi até ao intervalo, com tudo dentro do melhor cenário ... possível.

Ao intervalo Nelson Veríssimo trocou Diogo Gonçalves - que iniciara a partida face à lesão de Rafa sem que, como de costume, se tivesse dado por ele - por Yaremchuk. Normalmente era coisa para dar no mesmo, mas não foi tanto assim. 

Dez minutos depois, de novo o rigor. Vlachodimos mergulhou bem aos pés de Firmino, mas depois é o próprio joelho que lhe tira a bola das mãos. E Vertonghen, atarantado, cortou-a na direcção do Diogo J quando havia tantos outros sítios para mandar a bola. Até para a bancada. Assim foi parar de novo ao Firmino que fez um golo fácil. Logo a seguir Klopp fez entrar a maior parte dos mais titulares, e dez minutos depois mais um golo de bola parada, com o Firmino a bisar na resposta a um livre lateral. Nada que não seja habitual. Parece que defender em lances de bola parada continua a não fazer parte do trabalho de casa. Hoje foi no jogo que a defesa dos cantos foi treinada. No primeiro claro, o treino ainda estava por fazer.

Com 3-1,  já com as estrelas todas em campo, e com meia hora para jogar, temia-se que a falta de rigor empurrasse o jogo para fora daquilo que dele havia para tirar. Mas não. porque oito minutos depois Yaremchuk marcou, em mais um golo de boa execução, a ladear o guarda-redes. E mais outros oito minutos depois foi Darwin a chegar ao empate, no mais bonito de todos os golos. Para ter mais graça  com o VAR, em ambos os casos,  a corrigir o fora de jogo mal assinalado no campo. 

Para abrilhantar a coisa, e o jogo acabar em grande, logo no minuto seguinte Allison Becker, na defesa da noite, evitou o quarto, num grande remate de Darwin. E ainda haveria tempo para serem anulados, por fora de jogo, um golo para cada lado. O último a Darwin - no último minuto, por muito pouco - que assim, com três golos de grande execução, mesmo que só um tenha contado, reforçou a sua cotação de mercado. No fim, essa é a cereja no topo do bolo ... que o jogo deu.

O resto são "ses" ... Se a equipa fosse competente a defender, se o árbitro tivesse assinalado o penálti na Luz  ....  Quantos mais "ses" se levantarem, mais outros "ses" se levantarão .... 

 

 

 

Derrota imoral

"Não há vitórias morais"! 

Começava assim um texto sobre um jogo com o Chelsea, faz, hoje 10 anos, que então eliminou o Benfica nos quartos de final da Champions. Quando hoje o republiquei aqui, na rubrica "Há 10 anos", não imaginava, nem de perto nem de longe, que no final deste jogo de hoje com o Liverpool pudesse, com algum propósito, repetir essa entrada.

Este Benfica doente não tinha qualquer tipo de hipótese de resistir a este Liverpool pela frente, que só ganha e que nem sequer sofre golos, uma das três melhores equipas do mundo na actualidade, e um dos mais sérios candidatos à reconquista da Champions. E no entanto, não se podendo dizer que o Benfica mereceria ganhar este jogo, poderá bem dizer-se que não o mereceu perder. "Não há vitórias morais", mas há derrotas imorais. Esta, desta noite, foi imoral!

Como se esperava, o Benfica entrou com a preocupação de retardar o golo do Liverpool, tido por toda a gente por inevitável. O primeiro golpe podia ter sido evitável. Resistir como resistiu naquela fase inicial do jogo, e sofrer o inevitável golo num canto, e logo no primeiro, e logo aos 17 minutos, foi um duro golpe na estratégia. 

A equipa sentiu-o bem, e as bancadas não menos. E o "inferno da Luz" tornou-se de repente no céu de Anfield. Passados precisamente mais 17 minutos, surgiu o segundo golo, esse sim, inevitável. Porque perfeitamente dentro do padrão do futebol deste Liverpool, e dentro dos riscos que Taarabt sempre traz ao Benfica: mais uma perda de bola do jogador marroquino permitiu uma transição rápida, com tudo feito ao primeiro toque. Inevitável.

Pensou-se então que a goleada, com os cinco da praxe com que os tubarões habitualmente saem de Portugal - mais do Dragão e de Alvalade, é certo - seria uma simples questão de tempo. Bastava fazer contas - um golo a cada 17 minutos, dava em cinco. 

Os mais optimistas pensariam então que o ciclo seguinte já só chegaria na segunda parte. E puxariam à memória a segunda parte do jogo com o Ajax, mesmo sabendo que este Liverpool é de outro campeonato.

Nelson Veríssimo é um optimista, já percebemos. Não lhe tem valido de muito, mas é. Deve ter passado isso aos jogadores ao intervalo, e a verdade é que a segunda parte fez lembrar a do Ajax. Rafa deu logo o mote, fazendo tudo bem menos o remate, e anunciou que o golo andava por ali. E chegou, logo aos 4 minutos, numa falha do defesa Kanoté, o gigante que marcara o primeiro golo e que se fartou de abusar do cabedal, que Darwin aproveitou, com concentração e categoria na execução. Dois minutos antes de se completar o tal ciclo de 17 minutos, o terceiro do jogo.

A partir daí o ciclo foi outro, e o 2-2 esteve sempre mais no horizonte do que qualquer passo para a goleado do costume. O próprio Darwin esteve por duas vezes em condições de estabelecer o empate. Everton esteve ainda mais perto, num remate para defesa apertada de Alisson, ficando depois a faltar a recarga.

A Luz voltou a ser inferno, e a equipa ia crescendo. Recuperava todas as bolas no meio campo, muito por força do novo posicionamento de Darwin, agora mais recuado quando em tarefa defensiva, trocando  a marcação aos centrais pela pressão no meio campo, e do inesgotável Gonçalo Ramos, e partia rápida para o ataque. 

Klopp sentiu o perigo e por volta dos 60 minutos revolucionou a equipa com três substituições de uma só vez. Melhorou a posse de bola, e controlou melhor o meio campo. Mas nem assim secou as saídas do Benfica e, numa delas, aos 69 minutos, o árbitro espanhol Jesús Gil Manzano, que já em muitas circunstancias tinha mostrado ter habilidade portuguesa, não quis ver penálti no empurrão com que, depois de ultrapassado por Darwin, Van Dijk o afastou da bola. 

Na Luz, jogadores e bancadas, continuaram a acreditar que haveriam de chegar ao empate, e repetir o resultado do Ajax. O tempo ia passando, e sobrando cada vez menos para isso. Faltavam dois minutos quando, em mais uma saída para o ataque, uma tentativa de combinação entre Grimaldo e João Mário (que entrara havia pouco para substituir o enorme Gonçalo Ramos) resultou numa intercepção de Keita, que arrancou com a bola sem marcação. No passe para a desmarcação de Luis Diaz, a tentativa de intercepção de Otamendi correu o pior que podia ter corrido: deixou Weigl fora da jogada e o pequeno desvio que deu à bola serviu apenas para melhor enquadrar o colombiano para o golo. 

 O golo imoral , que somou à assistência para o segundo, de Mané, e que fez dele o homem do jogo para a UEFA. Para gáudio de muita gente, imagino.

Houve erros. Muitos deles são recorrentes e inaceitáveis. No campo e no banco. Mas quando os jogadores dão tudo, até esses erros se perdoam. Depois deste resultado, já nada salva a eliminação nestes quartos de final da Champions. Mas também ninguém acreditaria que pudesse ser possível eliminar este Liverpool. Nem mesmo com o 2-2 que os jogadores fizeram por merecer, e o árbitro por negar.

You ́ll never walk alone

ao vivo jogo resultado tottenham liverpool final champions league

 

Com um golo logo no arranque do jogo - penalti aos 20 segundos - e outro no fim, o Liverpool conquistou a sexta Champions da sua História, no dia em que José António Reyes - um dos nossos - desapareceu tragicamente, deixando o futebol mais pobre.

O golo, praticamente na bola de saída, fez, primeiro - claro - mal ao Tottenham, depois, fez mal ao Liverpool e - já que foi mais uma final inglesa - the last, not the least,  fez mal ao jogo. Que, nem de perto nem de longe, correspondeu às expectativas deixadas pelas meias finais, e pelo espectacular apuramento destas duas equipas para esta final de Madrid.

Com uma primeira parte quase enfadonha, a segunda valeu mais pelo que queríamos que prometesse, do que propriamente pelo que foi. Foram quase 45 minutos à espera dos minutos que valessem a final prometida pelas meias fianis. E que verdadeiramente acabaram por nunca aparecer.

Pode sempre dizer-se que ganhou a melhor equipa. Mas que o Liverpool é melhor equipa já sabíamos. Como também sabíamos que Yurgen Klopp é (e foi) melhor que Maurício Pochetino, ou que - ou talvez não - Alisson Becker é (e foi) melhor que Hugo LLoris.

 

Resultado de imagem para josé antónio reyes benfica

 

Final com final anunciado

 

O Real Madrid conquistou hoje em Kiev a sua 13ª Taça dos Campeões Europeus. E a terceira consecutiva na nova era Champions. Tudo feitos difíceis de igualar.

Real Madrid e Liverpool, dois senhores do futebol europeu, proporcionaram uma grande final. Os reds entraram por cima, a superiorizarem-se à custa da tremenda pressão sobre o adversário, como Klopp gosta, e mandaram no jogo até ao momento chave do jogo: a lesão do egípcio Salah, a estrela maior do Liverpool, nesta altura, por volta da meia hora de jogo, num lance onde Sérgio Ramos - sempre ele - não fica bem na fotografia.

Pouco depois também o lateral direito madrileno, Carvajal, foi obrigado a sair, por lesão. Que, não tendo a mesma influência no jogo, não foi de menor carga emocional. É que Carvajal vai provavelmente falhar o Mundial, como já falhou o último, no Brasil, por lesão igualmente contraída na final da Champions, então na Luz.

Sem Salah, e mesmo transferindo as suas funções para Mané, que confirmou toda a sua enorme categoria, o Liverpool passou a ser outra equipa. E deixou fugir o domínio do jogo para o adversário.

Os golos só vieram na segunda parte. O primeiro, para o Real, oferecido pelo guarda-redes Karius a Benzema. Caricato! O Liverpool reagiu bem à asneira do seu guarda- redes e, menos de 5 minutos depois, restabelecia o empate, pelo inevitável Mané, e depois, disfarçado de Cristiano Ronaldo, entrou Bale, o homem do jogo!

Dois minutos depois de entrar assinou um golo espectacular, numa réplica à bicicleta de Cristiano Ronaldo, em Turim. Vinte minutos depois voltou a imitar o "melhor do mundo", num grande remate de longe que o pobre Karius decidiu transformar em golo. E pronto, ficava escrito o último capítulo de uma história com final anunciado. Porque nisto de Champions é mesmo assim: no fim ganha o Real Madrid!

A figura desta final poderia ter sido Salah, mas a sorte não quis nada com ele. E a figura da equipa foi Mané, com Firmino a passar ao lado do jogo. Como Isco, do outro lado. E até mesmo Cristiano Ronaldo, que não gostou nada de ter ficado em branco e sido ofuscado por Bale, como se viu pelo amúo que revelou no final do jogo, deixando no ar a ameaça de sair...

 

  

Ilusório é isto mesmo

Resultado de imagem para roma x liverpool

 

O desfecho final da eliminatória pode até sugerir grande equilíbrio de forças, muita incerteza no resultado e invugar emoção até ao apito final. Mas não foi nada disso que se passou na outra meia-final: o 5-2 de Liverpool foi, antes e durante praticamente todo o jogo, 5-0. Do massacre à displicência foi uma questão de minutos: os minutos finais que tornaram um resultado vexatório - se é que isso existe - num 2-5 que não era nada pior para a Roma que os revertidos 1-4 de Barcelona.

O 4-2 de hoje, em Roma, não tem uma história muito diferente. O Liverpool voltou a mostrar ser imensamente superior, só que, mais uma vez, rapidamente passou da superioridade à displicência. Enquanto foi a valer o domínio da equipa inglesa foi indiscutível; os romanos apareceram quando, por muito que fizessem, já não podiam fazer coisa nenhuma. O Liverpool esteve grande parte do tempo a ganhar, depois tolerou o empate e, no fim, nos últimos minutos - a 4 dos 90 e outros 4 depois dos 90 - o resultado acabou a um só golo do prolongamento. Que nunca passou pela cabeça de ninguém!

Mas, claro e sem dúvida nenhuma, a Roma foi uma equipa rija, caiu de pé e com honra. E teve sempre o grande mérito de não se deixar abater. De, à beira do precipício, se agarrar à vida. Mas nada que tenha a ver com o espectacular 7-6 que fechou a eliminatória.

O Liverpool foi muito superior. E será um osso bem duro para o Real Madrid roer em Kiev, no próximo dia 26!

“You´ll never walk alone”

Por Eduardo Louro

 

Se o futebol é fantástico, o futebol inglês é ainda mais fantástico. O Liverpool vivia o sonho de, 24 anos depois, voltar a ser campeão. Tinha tudo a seu favor: jogava o melhor futebol da Premier League, gozava até de forma evidente dos favores da arbitragem e, a exemplo do Sporting por cá, e da Roma em Itália, ficara de fora das competições europeias, e por isso com bem menos desgaste que a principal concorrência.

Hoje recebia em Anfield Road o Chelsea, um dos principais concorrentes, que a inesperada derrota na última jornada, em casa com o último, o Sunderland, praticamente deixara sem hipótese… Que está no meio da meia-final da Champions, com o Atlético de Madrid e que por isso surgia bastante desfalcado. Bastaria ao Liverpool empatar, para se manter como favorito maior, com o título praticamente à mão!

Mas perdeu. Perdeu com o Chelsea do autocarro. Porque é assim mesmo: um autocarro é um autocarro, seja quem for que se meta lá dentro. É pena, mas é assim. Di Matteo começou a construir o terminal rodoviário – depois de ter visto que o Mourinho tirara a carta em Milão, com o Inter – a que Rafa Benitez deu seguimento. Mourinho, ao que se diz o melhor do mundo, limita-se a puxar dos galões que trouxe do Inter para, com toda a perícia, estacionar bem todos autocarros que lhe deixaram na garagem.

Porque o futebol é mesmo fantástico tudo começou com um erro enorme do já mítico Gerrard, lenda e capitão do Liverpool, que entregou a bola ao desengonçado Demba Ba, sozinho à frente da baliza. Foi o jogador que mais queria – e mais merecia – ser campeão que, no tempo de compensação da primeira parte, deitou tudo a perder. O golpe final, o segundo do Chelsea, aconteceu nos últimos instantes do jogo. Com os reds desesperadamente à procura do empate, é o ex-Chelsea Sturridge quem entrega a bola ao brasileiro Willian, que fica apenas com a companhia do espanhol e ex-Liverpool Fernando Torres e com todo o campo vazio à sua frente, até à baliza, onde chegam ambos sozinhos, lado a lado…

E assim, o City, que ganhou tranquilamente ao Crystal Palace, e tem larga vantagem no factor de desempate – diferença entre golos marcados e sofridos – não depende se não de si próprio para voltar, dois anos depois, a conquistar o título.

E aquela massa espectacular que nos deixa arrepiados a ouvir o “You´ll never walk alone” vai ter de esperar mais um ano. Passarão a ser 25 anos, mas nem por isso o entusiasmo arrefece naquelas bancadas!

 

Acompanhe-nos

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2024
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2023
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2022
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2021
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2020
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2019
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2018
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2017
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2016
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2015
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2014
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2013
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2012
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2011
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2010
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D

Mais sobre mim

foto do autor

Google Analytics