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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Adubos, soporíferos e ressurreições

Por Eduardo Louro

 

 

Miguel Relvas ressuscitou. Estamos de resto a atravessar um extraordinário período de Páscoa… Com a aproximação das eleições, e com o terreno bem adubado pelo efeito grego, o campo do governo tornou-se num espaço de alta fertilidade. De repente, o governo passou da Idade Média para o Renascimento. Mas sem nunca largar o obscurantismo!

Estas coisas agora fazem-se com livros. Até Relvas – “vai estudar malandro”, veja-se a ironia – ressuscita num livro. E à volta do livro – como se da gruta tumular se tratasse – reúnem-se as várias testemunhas da ressurreição, que hão-de partir mundo fora a anunciar a boa nova. Na circunstância: Relvas voltou. Está vivo e anda por aí!

O apóstolo principal não era Pedro. Nem Simão, nem Tomé. Chama-se José Manuel: José Manuel Durão Barroso, como se sabe um dos grandes responsáveis pelo inferno em que estamos metidos, mas que anda por aí como se nada tenha nada a ver com isso. Que não teve pejo em, também ele, meter as mãos – sujas, sujas até ao pescoço – no saco do adubo grego para alarvemente alimentar a revegetação do seco e árido campo do governo

E vai daí, o ex-presidente da Comissão Europeia, sem se perceber o que é que o cu tem a ver com as calças - que é como quem diz: o que o livro tem a ver com a coisa? - desata a aconselhar os portugueses a olharem para a Grécia, e a concluir que Portugal só não está na mesma situação graças à determinação do governo e de Pedro Passos Coelho. Ainda se fosse graças a Miguel Relvas… Ou ao "O outro lado da governação"…

Coitados dos gregos. Servem a esta gente para tudo. Até para que ninguém fale dos escândalos das privatizações que o Tribunal de Contas denunciou no início da semana. Até parece que não se passou nada… Até parece que em qualquer país a sério, um governo que tivesse sido acusado do que este foi, não estava já no olho da rua!

Ah! Afinal o efeito grego é mais soporífero que adubo...

 

"Nada a temer excepto as palavras"

Por Eduardo Louro

 

 

Foi este o título que o Timóteo deu ao livro (uma edição do Conselho Regional do Norte da Câmara dos Solicitadores) que ontem, enquanto no Mosteiro decorria a apresentação de Padeira de Aljubarrota, mulher de armas e heroína de Portugal, o novo romance da Maria João Lopo de Carvalho – um dia em grande para a literatura, em Alcobaça - apresentou ao fim da tarde no Parque do Monges. Uma apresentação que reuniu centenas de amigos – o que para o Timóteo é a coisa mais fácil deste mundo – e que teve a particularidade e a inovação – inovar é outra das coisas difíceis que para o Timóteo é fácil – de, em vez de vender o livro, trocá-lo por outro. Isso mesmo, cada um trouxe a obra do Timóteo e em troca deixou lá um livro que levou de casa, que seguiu direitinho para as prateleiras das estantes da Biblioteca do Conselho Regional do Norte da Câmara dos Solicitadores, justamente chamada de Biblioteca Timóteo de Matos.

Um livro que divide em três partes, justificadas com o humor que a doença vai ainda refinando cada vez mais: uma compilação de crónicas e textos publicados no âmbito da sua actividade profissional – solicitador, como quem não sabe já adivinhou – a que, por absoluta falta de interesse, teve de acrescentar uma parte biográfica para que interessasse pelo menos à família. Para alargar um pouco mais o interesse do livro, para chegar um pouco além do restrito ciclo familiar, precisou de juntar-lhe as bicicletas…

O livro apresenta-se efectivamente assim dividido, mas não é, evidentemente, pelas razões que o seu sentido de humor único evocou. Até porque, para além de inesgotável interesse, está muito bem escrito, prestigiando a pátria de Pessoa e de todos nós. É porque está assim organizado, é porque a sua vida foi assim organizada, e é porque o Timóteo é um homem da cidadania, da família, da tertúlia e dos amigos, que gosta da vida e de quem a vida gosta, um profissional de referência, activo e empenhado, e um homem do ciclismo. Por isso lá estavam muitos e amigos de todos os quadrantes: "só Voltas a Portugal estão cá 9", gracejou olhando para Marco Chagas, Alves Barbosa e Joaquim Gomes...

 

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