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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Coisas estranhas (I)

Por Eduardo Louro

 

 

Não faço a mínima ideia se o que por aí se fala de Luís Filipe Menezes e de Pedro Passos Coelho é simplesmente coisas de jornais, com ligação ou não à forma com a Justiça atingiu recentemente os socialistas, quer no processo Face Oculta quer no caso Maria de Lurdes Rodrigues. Não faço ideia e recuso-me a qualquer especulação sobre o assunto.

Também não meto no mesmo saco as notícias sobre o anterior presidente da Câmara de Gaia e do actual primeiro-ministro, mas não consigo deixar de notar que as reacções de cada um a essas notícias são completamente opostas.

Menezes negou com veemência as acusações que lhe são feitas. Valha isso o que valer, a verdade é que marcou uma posição!

Passos Coelho diz que não se lembra do que se passou há 15, 17 ou 18 anos, "não tem presente". E remete a investigação do caso para a Assembleia da República, o que não deixa de ser estranho. Mas, com toda a franqueza, o que não convence ninguém é que alguém possa receber 5 mil euros por mês durante 30 meses sem disso se lembrar. Mais a mais em acumulação com as funções de deputado em regime de exclusividade, e sabendo que isso era ilegal.

É muito estranho que não se lembre de nada disto. Mas é ainda mais estranho que seja essa a única resposta que tenha para dar quando o tema é Tecnoforma, que ele sabe que há muito o persegue. E que mais o irá perseguir a partir do momento em que o seu ex-patrão há apenas quatro meses dizia que ele abria as portas todas... Para um tema destes um primeiro-ministro tem que ter uma resposta na ponta da língua. E minimamente convincente!

Chapeau

Por Eduardo Louro

 

 

Num dos telejornais de uma das televisões, vi este fim-de-semana uma curiosa reportagem sobre o estado - de pré-falência, diz-se - das finanças da Câmara Municipal de Gaia. Que não é novidade, há muito se sabia que se trata da segunda Câmara mais endividada do país, que Luís Filipe Menezes, ao longo dos dezasseis anos que por lá passou, ao que se diz, gastou dinheiro como se não houvesse amanhã.

Enquanto o texto da reportagem ia dando conta disso mesmo, e das condenações que diariamente, à medida que caem as sentenças judiciais dos diversos processos em Tribunal, estão a inundar a autarquia, iam passando imagens do foguetório de inaugurações onde Luís Filipe Menezes ia cortando fitas, invariavelmente acompanhado de Marco António Costa, sempre de sorriso largo e aberto.

A reportagem fechava com a notícia de que Luís Filipe Menezes esteve sempre incontactável e com palavras de Eduardo Vítor Rodrigues, socialista e actual presidente. Que, para além de manifestar a sua convicção em resolver todos esses problemas, teve tempo para dizer que não tinha nada que se desculpar com o passado, que não tinha sido eleito para se desculpar com o seu antecessor, que lhe deixou muita dívida mas também muitas e excelentes infra-estruturas.

Que Luís Filipe Meneses esteja incontactável não me surpreende nada. É o normal… Também não me surpreende sorriso largo e aberto do então delfim de Menezes, o que me surpreende é o que anda agora por aí a dizer. Mas, francamente, que numa situação daquelas, um político recuse desculpar-se com a pesada herança e elogie a obra herdada, é que me deixa mais que surpreendido: espantado!

Não sendo – que não sou, antes pelo contrário – especial admirador de Luís Filipe Menezes, tenho de tirar o chapéu ao actual presidente da Câmara de Gaia: Chapeau Eduardo Vítor Rodrigues!

 

TEMA DA SEMANA #6 - CANDIDATURA DE LUÍS FILIPE MENEZES À CMP

Por Eduardo Louro

 

Numa semana com lotação esgotada acabo por escolher para tema da semana aquilo que, pretendendo sê-lo, acabou quase por passar despercebido: o anúncio da candidatura de Luís Filipe Menezes à Câmara Municipal do Porto.

E não é porque Menezes tenha tentado, com tão extemporâneo quanto despropositado anúncio, lançar um tema que abafasse toda a farta asneirada do governo. Quis deixar passar essa ideia mas, na realidade, ele não quis mais nada que não fosse aproveitar a fragilidade do líder para fazer passar a sua velha e mais que batida aspiração.

Não sei se ele sabe que a gente sabe que nunca consegue ser levado a sério. Não sei se sabe que não tem estatuto – por muito que lho dêem no nosso provinciano espaço mediático ou mesmo que seja conselheiro de Estado, estatuto que Dias Loureiro se encarregou de deixar pelas ruas da amargura - para marcar a agenda política nacional. Não sei se ele sabe que a gente sabe que tem sérios problemas de coluna. Porventura não atribui importância nenhuma a ter sido o primeiro a apoiar a medida da TSU logo que anunciada por Passos Coelho para, logo que viu que os ventos não sopravam naquela direcção, ser o primeiro da área da maioria a dizer que o governo teria de recuar na medida. Sem deixar passar a oportunidade para dar mais um sinal das confusões que traz na cabeça, ao complementar que o governo deve procurar no IRS ou noutros impostos “os 2,8 mil milhões de euros indispensáveis para a consolidação orçamental” (sic), revelando-se como o único português que não percebeu que a célebre medida de Passos e Gaspar não tem especial impacto no défice: em rigor, dos 2,8 mil milhões de euros, apenas 500 milhões têm impacto orçamental.

O assunto não foi sequer notícia. Não teve qualquer repercussão, para além do entusiasmo de um ou outro aparelhista do PSD Porto e de um ou outro portista (disse portista, não disse portuense), para quem o único problema da cidade e da região é o FCP não festejar os seus títulos nas varandas do Município.

Se assim é, então porque é este o tema da semana?

Pela simples razão que estávamos todos à espera da tal clarificação – embora também não esperássemos clarificação nenhuma, apenas mais uma forma descarada de violação da lei em proveito das nomenklaturas partidárias - da lei da limitação dos mandatos. A lei impede a candidatura de titulares do cargo depois de três mandatos. Menezes está-se nas tintas e impõe unilateralmente a interpretação que acrescenta à lei três palavrinhas apenas: no mesmo município!

PS e PSD, caladinhos, agradecem… 

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