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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Uma passadeira para o Guiness

Sebastião Bugalho "é uma aposta arriscada de Luís Montenegro"

Não sei se a escolha - Sebastião Bugalho - de Montenegro para cabeça de listas às Europeias foi a primeira, a segunda ou a terceira. Mas sei que é a escolha de Montenegro para política-espectáculo e para o populismo mediático.

Sei também que o pequeno mundo do comentário político engajado a aplaude. Mas isso não surpreende, afinal é disso que se faz carreira política em Portugal. Aí há a coerência que falta a que escolheu e a quem foi escolhido.

Também não sei se o jovem mais velho que por aí anda, sabe alguma coisa de Europa, ou de outra coisa qualquer. Sei que disputou o título de jovem prodígio, de príncipe do comentário político televisivo, com o António Maria, o filho do nosso saudoso Pedro Rolo Duarte. E que saiu a ganhar. E, ao que dizem, e ao que tive oportunidade de constatar, a ganhar bem!

Daí até lhe reconhecer mérito para entrar na política pela porta grande vai uma distância muito grande. Tão grande que a passadeira vermelha estendida para a cobrir terá lugar certo no Guiness. 

Festinhas

Tomou posse o XXIV Governo - XXIV Governo Constitucional

Já há governo empossado, mas ainda não há governo formado. Faltam os secretários de Estado, mas aí virão.

Na tomada de posse, o Presidente foi Marcelo, ele próprio. E o primeiro-ministro Miss Mundo. Tudo de bom para todos, todos para ouvir as suas contribuições contra a corrupção, nem mais um emigrante, e imigrantes sim, mas sem portas escancaradas. E qualificados. Para carregar baldes de cimento, trabalhar nas estufas, servir na restauração e em todas "uber" já descobertas ou a descobrir, é que não!

Como a Miss Mundo nunca poderia dizer que isso façam os portugueses e, mesmo que o dissesse, eles não estariam para isso, ficou a faltar-lhe dizer uma de duas coisas. Ou ambas: que qualificações passam a ser requeridas a esses imigrantes; ou como lhes fecha as portas. 

É no que dá discursar à Miss Mundo. Ou a fazer festinhas ao Ventura, que é a mesma coisa!

Passos, Montenegro e a sueca

Depois da intervenção de Passos Coelho, António Costa terá de vir à campanha  eleitoral, até porque a situação está fácil para o PS" | CNN Fim de Tarde |  TVI Player

Passos apareceu logo no arranque da campanha, levando a malta do comentário televisivo ao êxtase: era trunfo forte de Montenegro, jogado logo no início.

Não é. Passos é hoje uma carta seca. Bem se vê que nunca jogaram à sueca. Na política, como na sueca, as cartas secas - ou furadas, é a mesma coisa - jogam-se logo no início. Os trunfos guardam-se para a melhor oportunidade. E o ás de trunfo está sempre à espreita da bisca. 

Os profissionais que trabalham na campanha de Montenegro sabem jogar à sueca. Se tinha que ser - e tinha porque, estando no baralho, tinha que estar naquela mão - então que fosse logo no início, para não atrapalhar lá mais para a frente. E para dar tempo para ser esquecido. 

 A direita do comentário político é que, pelos vistos, nem as cartas distingue. Para eles são todas do mesmo naipe!

Esclarecedor, esclarecido e esclarecimento

As cinco divergências do frente a frente entre Luís Montenegro e Pedro Nuno  Santos | Euronews

Foi maçador e pouco edificante o "debate dos debates", ontem, entre aqueles dois donde sairá o próximo primeiro-ministro. O atributo-mor que os ditos analistas atribuem a estes debates é o adjectivo esclarecedor.

Pretende-se, ou deseja-se, que sejam esclarecedores. Normalmente nunca são. No que de ontem teve de esclarecedor só se deu por um esclarecido - sem ser esclarecido, ninguém consegue ser esclarecedor.  Em apenas dois pequenos esclarecimentos, mas afinal grandes.

Pedro Nuno Santos foi esclarecido quando esclareceu que às forças de segurança compete cumprir e fazer cumprir a lei, e com isso defender a população. E que nenhum governo pode negociar sobre pressão. Voltou a ser esclarecedor quando, esclarecido, afirmou não inviabilizar a posse do governo do adversário no caso de não ganhar as eleições.

Foi pouco, mas não é pouco. Foi o suficiente para ficasse esclarecido que Montenegro não tem esclarecimento.

A pantominice como forma reconhecida de fazer política

Santana Lopes deixa Montenegro emocionado durante convenção da AD

Li e ouvi que, finalmente, Montenegro entusiasmou as hostes. E vi por todo o lado comentadores a salientarem a prestação discursiva do tipo a que faltava sempre o "click".

Notei tanto entusiasmo que, não tendo tido nem tempo nem paciência para assistir "à festa", fui procurar saber o que de tão relevante, inovador e mobilizador teria Montenegro dito para merecer tantos elogios. Até de muitos que nunca lhe tinham encontrado uma pontinha de virtude, sempre só, e apenas, defeitos.

Admito que não tenha procurado o suficiente. Mas até me cansar apenas encontrei a fórmula de André Ventura do "tudo para todos". Tudo para os jovens, tudo para os velhos, "vouchers" para a saúde, um décimo quinto mês - sem impostos, evidentemente - creches... Tudo para todos, como André Ventura. Mas sem as contas do outro à economia paralela e à corrupção, como milagre de financiamento. E, não fossem tomá-lo pelo mesmo, negando-o: "não vamos mesmo prometer tudo a todos ..."

- "As pessoas estão fartas de promessas não cumpridas. É preciso uma nova forma de fazer política" - rematou, a concluir. como se não andássemos a ouvir isto há 50 anos. 

Afinal o "tudo para todos", e a conversa fiada velha de 50 anos, bem embrulhadinho, continua a passar. E a pantominice continua a única forma de fazer política que esta gente aprecia. Também aprecia a palhaçada mas, sem pantominice, não!

 

Pipis e betinhos

OE 2024 é "pipi" e "betinho" considera Luis Montenegro

Anteontem a TVI/CNNP concedeu a Luís Montenegro o mesmo espaço que, na semana passada, tinha oferecido a António Costa. No mesmo espaço, na Biblioteca do ("meu") ISEG, e no mesmo formato. 

Montenegro nem esteve mal, e o produto televisivo que daí resultou até foi bem menos enfadonho do que o do primeiro-ministro. Jornalistas e comentadores - mais ou menos afectos à sua área política, e mais ou menos ligados ao espaço da sua entourage - elogiaram o seu desempenho televisivo. Tinha sido pouco menos que brilhante, com um se não: o timing. Dizia, boa parte deles, que tinha sido a única coisa a correr menos bem. Que, sendo o Orçamento apresentado no dia seguinte, ele deveria ter adiado a entrevista para depois. Para, então, conhecido o Orçamento, abrilhantar o seu desempenho com críticas objectivas. Que, certamente, com a sua argúcia e o seu estruturado pensamento político, teria então oportunidade de ganhar de goleada a Costa.

Não sei se se prestaram a esse papel por ingenuidade, se por excesso de voluntarismo ou se por incompetência. Talvez por de tudo isso um pouco. Ou muito, mesmo. 

É que, do Orçamento, ontem apresentado a tempo e horas, como há muito não se via, já se sabia o suficiente para concluir que não serve para mais nada do que para comer o espaço político deste PSD, de Montenegro. Que, em vez de lhe dar gás, lhe retira oxigénio. Tanto que, do Orçamento, Montenegro só conseguiu falar de "pipis" e "betinhos"!

 

Este já não pode ser levado a sério

O Presidente Marcelo já o tinha avisado que o original é sempre melhor que a cópia. Que, por mais perfeita que seja a cópia, toda a gente prefere sempre o original. Mas, das duas, uma: ou Montenegro é burro; ou isto está-lhe na massa do sangue!

Insiste em seguir pelo carreiro de Ventura, atrás dele, alargando-lhe apenas o caminho, e facilitando-lhe a caminhada. Sem perceber que, assim, não só nunca alcança quem lá vai à frente, como acabará por nunca sair de trás dele.

Fez assim, quando calhou falar-se de imigração. Voltou a fazer assim quando calhou falar-se de habitação. Já faz assim por tudo, e por nada. E já não pode ser levado a sério!

Gente Extraordinária

Líder do PSD não fecha a porta a um acordo de governação com o Chega  “Falamos nessa altura” – Cheganos

Bem pode Luís Montenegro experimentar os mais arrojados exercícios de contorcionismo para se desviar das perguntas sobre coligações com o Chega, como o RAP ainda ontem mostrou no seu "Isto é gozar com quem trabalha". Bem pode meter os pés pelas mãos com respostas que não respondem. Bem pode jogar com palavras para encontrar respostas claras sem a clareza do "sim" ou do "não"...

Bem pode fazer estes números todos ...se, depois, recorre ao mesmo discurso do Chega. Sem tirar, nem pôr!

Dá para perceber que a estratégia de Montenegro é não ir dizendo o que faz, para ir dizendo o que o Chega diz. É o mesmo contorcionismo de palavras, mas com a vantagem de ir habituando as pessoas. Quando se olhar para o PSD "feito num 8" já ninguém fica surpreendido! 

Montenegro é, evidentemente, dessa gente de elevada estatura, digna de ser levada a sério. Daquela a que aqui chamamos gente extraordinária.

 

 

Coerência

Aeroporto. Luís Montenegro alerta que vai colaborar na decisão e não  “decidir por ninguém” – Observador

Há apenas uma semana, no pico dos casos e casinhos, e no meio das maiores trapalhadas deste governo, Luís Montenegro secundava o Presidente Marcelo, e nem queria ouvir falar de dissolução do Parlamento. Era claro nessa posição, tão claro que nem sequer em votaria a favor da moção de censura apresentada pelos liberais, mesmo sabendo que dele nada resultava. Que não teria qualquer consequência prática, e que, a troco de nada, estava a correr riscos futuros. Que, num futuro mais ou menos próximo, seria sempre acusado de, na realidade, se ter posto ao lado do governo. Ou até de cumplicidade.

Entretanto surge a primeira sondagem depois desse pico, que inevitavelmente penalizam o partido do governo e, pela primeira vez em largos anos, apontam o PSD como partido com mais intenções de voto, mesmo que sem condições para formar governo. Nem mesmo com o Chega, dado que a IL, com nova liderança ainda fresquinha, não faz como o PSD, e diz claramente que, ao Chega, não se chega.

Mas logo, poucas horas depois, já Montenegro afirmava que “está preparado para ser primeiro-ministro” e que caso António Costa não esteja à altura do momento não hesitará em ir ao Palácio de Belém pedir eleições antecipadas.

Para quem ainda no dia anterior não queria ouvir falar de eleições antecipadas, não está nada mal... Para quem as sondagens não queriam dizer nada, também não!

Disparar de costas

Carlos Costa insiste em acusar António Costa de "tentativa de intromissão"  - Portugal - SÁBADO

Carlos Costa, o anterior governador do Banco de Portugal, que não deixou boas memórias, quis agora que lhas escrevessem.

Não é raro que as "memórias" de quem não deixou boa memória reescreva a História, escrevendo "estórias". Não estou a dizer que tenha sido o caso, mas apenas que não se pode estranhar se o for. Até porque nestas "memórias" diz mal de toda a gente menos de si próprio

Costa, o Carlos, acusa Costa, o António, de intromissão política. Acusa-o de se ter intrometido na sua decisão de afastar Isabel dos Santos da estrutura accionista do BPI.

Acusa ainda de outras coisas, o primeiro-ministro e tantas outras pessoas, mas foi esta que apimentou e agitou a semana política.

António Costa negou, disse que era mentira. E anunciou uma acção judicial contra o antigo governador do Banco de Portugal. Ou seja, estamos perante a palavra de um contra a palavra de outro, seja qual for o valor que se dê á palavra de cada um. Nem um, nem outro, tem como a provar, sendo que é na do acusador que mais pesa o ónus da prova. 

Os factos, no entanto, e sem me deter neles porque também não é esse o (meu) ponto, são bem capazes de estarem mais a favor do Costa - António - que do Costa - Carlos.

O que me traz aqui é Luís Montenegro que, sobre o tema, teve hoje esta tirada:

"O senhor primeiro-ministro limitou-se a negar essa intromissão e a remeter para processo judicial o dirimir desse diferendo. Uma coisa é o que o primeiro-ministro tem para dirimir com o ex-governador -- isso podem fazer nos tribunais --, mas há a questão política que não temos de esperar pelos tribunais. Em primeiro lugar é preciso saber se houve ou não intromissão".

É Luís Montenegro em todo o seu esplendor. "Limitou-se a negar" - então o que é poderia fazer mais? E como é que se resolve a "questão política" para se "saber se houve ou não intromissão"?

É Luís Montenegro a disparar, de costas, sobre tudo o que mexe sem sequer apontar. Não acerta em nada. Só espalha a caça!

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